segunda-feira, 21 de novembro de 2016
........................fraqueza infantil
Todos querem a paz, mas há muita gente que não se dispõe a fazer as pazes.
Parece que não acreditam que duas pessoas zangadas ou um casal desavindo se possam reconciliar.
Preferem afirmar posições.
De facto, o orgulhoso não é inteligente!
Se fosse inteligente, já teria percebido que a coisa mais humana é levantar-se dos seus erros e recomeçar cada dia.
Não o tentar e agarrar-se aos seus direitos... parece força, mas é fraqueza infantil.
Vasco Pinto de Magalhães
in, "Não Há Soluções, Há Caminhos"
Símbolos Celtas
Durante séculos, os símbolos e sinais Celtas detinham um incrível poder para os antigos celtas em todos os sentidos da vida.
Hoje, podemos aprender sobre esse poder e utilizá-lo, compreendendo a linguagem dos símbolos celtas.
Pelo mundo mágico dos símbolos e seus significados, podemos dizer, que de um modo geral, os símbolos celtas estão associados às espirais da vida e ao número três, tido como sagrado na cultura celta.
Desde as formas mais simples às mais compostas, encontraremos um padrão exacto de movimentos centrífugos e centrípetos, representando movimentos internos e externos ligados aos ciclos do homem e aos fenómenos da natureza.Os símbolos celtas, geralmente, são formados de espirais simples, duplas e triplos.
As manifestações artísticas celtas possuem marcante originalidade, embora denotem influências asiáticas e das civilizações do Mediterrâneo (grega etrusca e romana). Há uma nítida tendência abstracta na decoração de peças, com figuras em espiral, volutas e desenhos geométricos.
Entre os objectos, destacam-se peças ricamente adornadas em bronze, prata e ouro, com incisões, relevos e motivos entalhados. A influência da arte celta está ainda presente nas iluminuras medievais irlandesas e em muitas manifestações do folclore do noroeste europeu, na música e arquitectura de boa parte da Europa ocidental. Também muitos dos contos e mitos populares do ocidente europeu têm origem na cultura dos celtas.
A escrita, desenvolvida tardiamente (alfabeto ogâmico), era considerada mágica, e somente os seus sacerdotes a aprendiam, os famosos druidas. Antes disto, toda a cultura era passada oralmente e, por isso, muito do que sabemos hoje é uma mínima parte da real contribuição deste povo para a humanidade e ainda assim misturada com o paganismo clássico e com o cristianismo.
Para mim o importante é, a presença na cultura celta da Teoria do Campo de Einstein, e da Teoria de Campo Unificada de Nassim Haramein.
A forma como o Cosmos funciona está retratada na Cultura Celta. Movimentos centrífugos e centrípetos, espirais duplas e triplas,desenhos geométricos...
O que para mim é o mais interessante!
Nós Celtas
Existem poucas informações à respeito dos nós e da sua exacta simbologia de acordo com cada tipo de dobradura. Mas o que se pode concluir a partir do que se tem é que, os celtas exprimiam com este tipo de desenho a ideia de que tudo está ligado, de forma simbiótica, a evolução de todos dá-se de forma conjunta.
É um símbolo da igualdade de essências e da interconexão de toda a vida (como vindo de uma coisa só). O início da Geometria Sagrada e da Árvore da Vida (64 tetraedros)
Claddagh
Como quase tudo o que se tem da cultura dos celtas, a simbologia do Anel Claddagh está inserida em uma lenda:
Por volta do século XVI um jovem ourives apaixonado de Galway chamado Richard Joyce foi raptado por piratas. A pensar na sua donzela, ele desenhou um anel para expressar o que ele sentia. Consistia num coração, como expressão do amor, uma coroa como sua lealdade e em mãos como amizade.
Ao retornar após cinco anos, ficou extasiado ao saber que ela não se tinha casado, e a presenteou com o anel. O Claddagh tem sido considerado um presente de casamento desde então.
Outras lendas dizem que o desenho foi trazido das Cruzadas por um rapaz capturado pelos Sarracenos. Qualquer que seja a história, se tornou um forte símbolo de afeição.
O coração no centro do desenho representa o amor, as mãos que o circundam representam a amizade, e a coroa em cima (se presente) simboliza fidelidade.
Os Claddagh são usados na mão esquerda, virados para o corpo, se seu coração já foi conquistado.
Se não, usa-se o anel na mão direita, virado para a unha.
Cruz Celta
O Símbolo da cruz, bem mais antigo que o cristianismo era uma das principais formas de expressão artística entre os celtas. É seguida na sua base por um círculo, que representa a unicidade e o ciclo eterno.
Associada à coragem e ao heroísmo, a cruz celta ajuda a superar obstáculos e a conquistar vitórias graças aos próprios esforços. Atrai reconhecimento, fama e riqueza, mas essas bênçãos só são garantidas para quem trabalha com afinco e dedicação. Por isso, a cruz celta também concede força de vontade e disposição. A divindade relacionada a esse talismã é Lug, o Senhor da Criação na mitologia celta.
Na parte que me interessa, é fascinante a presença do Tetraedro na cruz celta!!!!!
A Árvore da Vida!
Triquetra
Representa as três faces da Grande Mãe, a energia criadora do universo, cujas três faces são a Virgem, a Mãe e a Anciã.
Também representava as estações do ano, que antigamente era dividido em três fases, primavera, verão e inverno.
A triquetra, em latim triquætra, é similar a um tríscele e pode ser interpretada como uma representação do Infinito nas três dimensões ou a Eternidade.
O início da Árvore da Vida!!!!
Era um símbolo muito comum na civilização Celta devido ao seu enorme poder de protecção. Encontrado inscrito em pedras, capacetes e armaduras de guerra, era interpretado como a interconexão e interpenetração dos níveis Físico, Mental e Espiritual.
O círculo no meio, assim como no pentagrama, representa a perfeição e a precisão. Plagiado pelo Cristianismo, este símbolo passou a representar a trindade cristã, o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Triskelion ou Triskel
Triskelion é considerado um antigo símbolo indo-europeu, palavra de origem grega, que literalmente significa "três pernas", e, de facto, este símbolo nos lembra três pernas correndo ou três pontas curvadas, uma referência ao movimento da vida e do universo.
Na cultura celta é dedicado à Manannán Mac Lir, o Senhor dos Portais entre os mundos.
Tudo indica que o número três era considerado sagrado pelos celtas, reforçando o conceito da triplicidade e da cosmologia celta de: Submundo, Mundo Intermediário e Mundo Superior.
O triskelion também é conhecido por triskle ou triskele, tríscele, triskel, threefold ou espiral tripla, e possui dois grandes aspectos principais de simbolismo implícitos em sua representação, que são:
- Simbologia ligada ao constante movimento de ir, representando: a acção, o progresso, a evolução, a criação e os ciclos de crescimento.
- Simbologia ligada às representações da triplicidade: Corpo, Mente e Espírito; Passado, Presente e Futuro; Primavera, Verão e Inverno... Os ciclos de transformação.
Os nós celtas são variantes entrelaçadas de símbolos do mundo pré-céltico, germânico e céltico.
Representação dos Três Reinos:
O número três liga-nos aos reinos do Céu, da Terra e do Mar – elementos que compunham o mundo celta – e por sua vez, formavam os Três Reinos, vistos da seguinte forma:
- O Céu, que está sobre nossa cabeça e nos oferece o Sol, a Lua, as estrelas e as chuvas que fertilizam a terra. Representa a luz, a inspiração (o fogo na cabeça) e os Deuses da criação.
- A Terra, que está sob nossos pés e nos dá o alimento, nos abriga e faz tudo crescer - são as raízes fortes das árvores. Representa o solo, a raiz e os Espíritos da Natureza.
- O Mar, é a água que está em nós, representa o Portal para o Outro Mundo, que sacia a sede e nos dá a vida - sem a água tudo perece e morre. Representa os seres feéricos, a água e os Ancestrais.
Os três elementos são interdependentes, cada um possui o seu significado próprio, mas dependem um do outro para continuar a existir, permitindo assim, que o nosso mundo também exista em perfeita interacção.
Esta cosmologia não-dualista é bem diferente dos quatros elementos da visão grega, pois os celtas viam tudo na forma de tríades. Os três reinos representam locais onde há vida e o fogo é a alma que caminha entre eles. Além disso, cada reino era relacionado a um grande caldeirão sustentado por três pernas, que por sua vez, possuíam três atributos diferentes.
Apesar de não haver um mito de criação como outras culturas indo-europeias, havia entre eles a ideia dos Três Mundos, como citamos anteriormente, descritos como:
- O Mundo Celestial: onde as energias cósmicas como o Sol, a Lua e o vento se movem. Associado aos Deuses da criação.
- O Mundo Intermediário: onde nós e a natureza vivemos. Associado aos espíritos da natureza.
- O Submundo: onde os ancestrais e os seres feéricos vivem. Associado ao Outro Mundo.
Portanto, as três pontas do triskelion eram associadas aos Três Reinos ou aos Três Mundos e ao fluxo das estações.
E, numa versão moderna, às três fases da Lua vistas no céu: Crescente, Cheia e Minguante.
Com as mesmas características observadas nas espirais, seu movimento a partir do centro, pode ser descrito como no sentido horário ou anti-horário. Simbolicamente, o sentido horário: representa a expansão e crescimento e o sentido anti-horário: a protecção e o recolhimento.
"Tendo em consideração o número três, símbolo sagrado dos Celtas, o qual tanto se apresenta com a forma de tríade como de triskel, a tripla espiral que, girando à volta de um ponto central, simboliza por excelência o universo em expansão."
Jean Markale - A Grande Epopéia dos Celtas.
De um modo geral este símbolo está associado ao crescimento pessoal, ao desenvolvimento humano, o fluir da consciência e da expansão espiritual.
Triluna
A Triluna representa os aspectos da Deusa: Virgem, Mãe e Anciã.
O símbolo começou a ser utilizado com o surgimento da Wicca e das correntes New Age e neopagãs, e não possui relatos muito significativos entre povos antigos. Os antigos povos que adoravam deusas lunares normalmente desenhavam círculos ou semi círculos (meia luas) como alusão a lua, mas não exactamente da forma como a triluna.
É actualmente muito usado pelas correntes neopagãs para simbolizar a polaridade feminina, tida como grande mãe, e seus aspectos de transformação em relação à lua,
Virgem-lua crescente;
Mãe – Lua Cheia e
Anciã – Lua Negra.
Serve como símbolo da Deusa e como um evocador de bênçãos da mesma.
Triquetra, Triskle e Triluna
As três fases divinas da mulher:
A Donzela, A Mãe e A Anciã, foram altamente cultuadas por esta civilização.
Também representam as três fases do ciclo da vida: nascer, viver e morrer e ainda os três mundos conhecidos: a terra, o céu e o mar.
No ser humano representam o corpo, a mente e o espírito, bem como a interconexão e interpenetração dos níveis Físicos, Mental e Espiritual.
Os Celtas consideravam o três como um número sagrado.
A antiga divisão do ano em três estações – primavera, verão e inverno – pode ter tido o seu efeito na triplicação de uma deusa da fertilidade com a qual o curso das estações era associado.
Também associada às três fases da Lua.
Espirais Celtas
As espirais celtas encontradas em antigos sítios arqueológicos, conforme pesquisas, também são representações exactas de configurações planetárias visíveis, de estrelas mais brilhantes, de eclipses solares e lunares.
Os povos antigos viam o tempo como uma roda, um círculo, sem começo e nem fim.
As espirais celtas são encontradas em vários artefactos e construções antigas.
Geralmente, representam o equilíbrio do universo dentro de nós, ou seja, o equilíbrio espiritual interior e a consciência exterior.
Elas formam um padrão que começa pelo centro e se deslocam para fora ou para dentro, conforme a sua configuração.
Tal como o Cosmos, se expande para o infinitamente grande, e se contrai para o infinitamente pequeno.
Assim ele se equilibra!
As espirais com movimentos no sentido horário estão associadas ao Sol e a harmonia com a Terra ou movimentos que representam à expansão e à atracção, em relação ao centro.
Por outro lado, as espirais com movimentos no sentido anti-horário estão associadas à manipulação dos elementos da natureza e aos encantamentos que visam à interiorização e à transmutação de energias, assim como a protecção.
Entre os celtas, mover-se em torno de um objecto em sentido anti-horário era considerado como mau agouro.
"As Espirais da Vida" representam, de um modo geral, o ciclo da vida, da morte e do renascimento.
As espirais da vida são belas representações da eternidade da alma!
Awen
A imagem acima representa o AWEN , símbolo da triplicidade, cada um dos pontos são as posições do sol nascente no Solstício de inverno, nos Equinócios e no solstício de Verão,
as linhas ou raios parte da luz do sol, que estimula a vida e dá inspiração.
Símbolo do Druidismo moderno representa a inspiração e as três classes druídicas: Bardos, Ovates e Druidas.
Também pode ser representado como o primeiro e terceiro raio que representa a energia masculina e feminina.
O raio médio representa o equilíbrio de ambas às energias e o símbolo de fogo Arwen é o símbolo com os 3 raios para baixo.
Cinco Vezes
Esse padrão também representa o equilíbrio.
Os quatro círculos externos simbolizam os quatro elementos: terra, fogo, água, ar.
O círculo do meio une todos os elementos com o objectivo de alcançar o equilíbrio entre os quatro elementos ou energias. É o Éter!
O Vector Equilíbrio do Cosmos!!!!
A Árvore da Vida!!!
A Origem da Criação!!!
Árvore da Vida
As árvores por si só já eram sagradas para os Druidas.
Este símbolo representa também a transmutação e o regresso ao mesmo ponto, um ciclo interminável e natural, pelo facto de as raízes e a copa estarem unidas.
Podemos retirar também a relação com os Mundos (Supramundo, Mundo e Submundo).
O facto de o Superior e o Inferior estarem unidos por nós nada mais é que a afirmação “o que há em cima, há em baixo”.
As árvores, além de guardar os mistérios do universo, são os portais para o mundo dos Deuses.
Elas representam o equilíbrio e elo entre os elementos da natureza.
A Yggdrassil para os Nórdicos era uma árvore colossal que sustentava todos os mundos e reinos. Os druidas cultuavam o mesmo e por isso eram os “Sábios das Árvores”.
A palavra Druida significa “Aquele que tem conhecimento do Carvalho”.
O carvalho, nesta acepção, por ser uma das mais antigas e destacadas árvores de uma floresta, representa simbolicamente todas as outras. Ou seja, quem tem o conhecimento do carvalho possui o saber de todas as árvores.
É importante dissociar as palavras “Druida” de “Celta” porque muita gente faz confusão.
Celta é o nome do povo, enquanto Druida é o nome dado a uma casta de sacerdotes especiais que viviam entre os celtas e agiam como conselheiros destes. É a mesma relação entre “judeus” e “rabinos”.
A ligação dos Druidas com as Árvores existia devido ao tratamento de respeito e troca que se praticava nos tempos antigos, sabendo-se que a madeira era o único combustível, usada também na construção de casas. A madeira era utilizada com respeito e honra, compreendida como sagrada e preservadora da vida.
A vida quotidiana de um Druida estava apoiada na estrita subserviência a estas regras e na observação da natureza, onde descobriram os usos medicinais; o respeito pelos bosques como lugares sagrados era outra de suas ocupações, para o qual contaram com o apoio da aristocracia militar das comunidades celtas.
O hermetismo destes ritos, assim como seu carácter oral, fazia com que a capacidade mais admirada pelos druidas fosse a sua memória, por isso os seus sucessores na tribo deviam destacar-se desde jovens nesse sentido, além de jurar honrar sempre aos deuses (o conhecimento era secreto), não obrar imprudentemente e estar sempre disponíveis para os serviços que demandasse a comunidade.
The Triquetra, A "Trinity knot," crop circle at Milk Hill, near Alton Barnes, Wiltshire UK, 2011
Fox Ground Down, Nr Blandford Forum, Dorset, 2015
Universe has no beginning and no end
The universe may have existed forever,
according to a new model that applies
quantum correction terms
to complement Einstein’s theory of general relativity.
The model may also account for
dark matter and dark energy,
resolving multiple problems at once.
In the beginning, everything in existence is thought to have occupied a single infinitely dense point, or singularity. Only after this point began to expand in a “Big Bang” did the universe officially begin.
Although the Big Bang singularity arises directly and unavoidably from the mathematics of general relativity, some scientists see it as problematic because the math can explain only what happened immediately after—not at or before—the singularity.
“The Big Bang singularity is the most serious problem of general relativity because the laws of physics appear to break down there,”
Ahmed Farag Ali at Benha University and the Zewail City of Science and Technology,
both in Egypt said.
Ali and coauthor Saurya Das at the University of Lethbridge in Alberta, Canada, have shown in a paper published in Physics Letters B that the Big Bang singularity can be resolved by their new model in which the universe has no beginning and no end.
Old ideas revisited
The physicists emphasize that their quantum correction terms are not applied ad hoc in an attempt to specifically eliminate the Big Bang singularity. Their work is based on ideas by the theoretical physicist David Bohm, who is also known for his contributions to the philosophy of physics. Starting in the 1950s, Bohm explored replacing classical geodesics (the shortest path between two points on a curved surface) with quantum trajectories.
In their paper, Ali and Das applied these Bohmian trajectories to an equation developed in the 1950s by physicist Amal Kumar Raychaudhuri at Presidency University in Kolkata, India. Raychaudhuri was also Das’s teacher when he was an undergraduate student of that institution in the '90s.
Using the quantum-corrected Raychaudhuri equation, Ali and Das derived quantum-corrected Friedmann equations, which describe the expansion and evolution of universe (including the Big Bang) within the context of general relativity. Although it’s not a true theory of quantum gravity, the model does contain elements from both quantum theory and general relativity. Ali and Das also expect their results to hold even if and when a full theory of quantum gravity is formulated.
No singularities nor dark stuff
In addition to not predicting a Big Bang singularity, the new model does not predict a “big crunch” singularity, either. In general relativity, one possible fate of the universe is that it starts to shrink until it collapses in on itself in a big crunch and becomes an infinitely dense point once again.
Ali and Das explain in their paper that their model avoids singularities because of a key difference between classical geodesics and Bohmian trajectories. Classical geodesics eventually cross each other, and the points at which they converge are singularities. In contrast, Bohmian trajectories never cross each other, so singularities do not appear in the equations.
In cosmological terms, the scientists explain that the quantum corrections can be thought of as a cosmological constant term (without the need for dark energy) and a radiation term. These terms keep the universe at a finite size, and therefore give it an infinite age. The terms also make predictions that agree closely with current observations of the cosmological constant and density of the universe.
New gravity particle
In physical terms, the model describes the universe as being filled with a quantum fluid. The scientists propose that this fluid might be composed of gravitons—hypothetical massless particles that mediate the force of gravity. If they exist, gravitons are thought to play a key role in a theory of quantum gravity.
In a related paper, Das and another collaborator, Rajat Bhaduri of McMaster University, Canada, have lent further credence to this model. They show that gravitons can form a Bose-Einstein condensate (named after Einstein and another Indian physicist, Satyendranath Bose) at temperatures that were present in the universe at all epochs.
Motivated by the model’s potential to resolve the Big Bang singularity and account for dark matter and dark energy, the physicists plan to analyze their model more rigorously in the future. Their future work includes redoing their study while taking into account small inhomogeneous and anisotropic perturbations, but they do not expect small perturbations to significantly affect the results.
“It is satisfying to note that such straightforward corrections can potentially resolve so many issues at once,” Das said.
Gaius
domingo, 20 de novembro de 2016
Eckhart on Karma
Question:
You talk about Presence and Being as the keys to enjoying form, and creating positive circumstances, or softening circumstances.
How does karma fit into all of that?
Eckhart Tolle:
Everybody is born into a certain external environment.
Also, everyone is born with certain predispositions – they may be partly genetic, they may be other things. A person is born with certain patterns, in other words.
We don’t need to examine where they come from, but the fact is that a human being is born into a certain environment. It may be violent, or it may be relatively peaceful. A person is born with inner patterns that you inherit. Even painbody is partly inherited.
There’s a whole set of conditioning that happens when you come into an environment.
The environment conditions you further, and there’s no choice involved – it’s just influences.
You find yourself in this world with certain unconscious patterns that have become the conditioning of who the person is. Karma, as I see it, is the unconscious conditioning that runs your life. Karma is partly collective, and partly personal.
You can only understand karma not as an abstract subject external to yourself, you can only understand it by observing yourself, and then you know many other things. If you want to understand karma, you need to look at yourself.
I began to understand what karma is when something arose that was not part of karma at all. Here is the key – the arising of consciousness, or Presence, or spiritual awakening, is not part of karma. It is another dimension that breaks into the karmic realm.
You do not become awakened by accumulating, as they sometimes say in the East, “good karma”. That’s fine on this level, you can make the walls or furniture in your prison a little more comfortable, but there’s something totally from beyond karma, that can come into your life at any point.
Re-birth is of course part of karma. The deeper meaning of re-birth is identification with form. We don’t need to even believe in transmigration, or whatever, you can look at re-birth in your own life. Every time you identify with a thought that arises, which is form, you are born into that thought. Your identity, your sense of self is in it. That’s karma. Your karma is the unconscious identification with these patterns that you have inherited – the conditioned.
It is complete identification of consciousness with the conditioned patterns.
Consciousness is dreaming, one could say. That is why we use the word “awakening” in many spiritual traditions. Consciousness is awakening, consciousness is in a dream-like state, when you are identified with the unconscious patterns. Many times a day, you are re-born into an emotional or mental reaction, into thoughts that arise.
Karma creates, in the external, confirmation that it is correct.
So if you think the world is full of evil people, you will meet many evil people – in other words, unconscious people. Even people who are halfway between being conscious and unconscious, your belief will pull them into unconsciousness.
Karma is the complete absence of conscious Presence.
It is automatic.
It plays itself out.
Time does not free you of karma.
That is a misperception, that if you only spend enough time, eventually you can become free of karma. Karma renews itself and repeats itself. The only thing that can free you of karma is the arising of Presence. At any point in the wheel of karma, Presence can come in. It can happen to a criminal in prison, condemned to death. It can happen to somebody who’s never heard of anything spiritual. It can happen to somebody who’s been meditating for thirty years.
Presence frees you from karma. Not all at once. Karma has an enormous momentum.
The thought patterns, the emotional patterns, the reactive patterns.
As Presence arises, gradually karma diminishes and you will experience a fading out of those patterns. Not that it matters that much anymore, because once you are present, those thought patterns may still arise, but it is no longer problematic. They no longer cause the suffering that they would have caused before, because they are seen in the light of awareness. In the light of awareness, the patterns no longer dominate your life.
Painbody is part of karma, which may be strong in some and not so in others.
As Presence arises, you are freed from karma. Then you have another completely different factor coming into your life. For example, for a person to become free of collective karma, you need a considerable amount of Presence for that to come in. It then will remove you, either internally or you may find yourself somewhere else.
For a person who is born into vast collective karma, it requires considerable Presence for one not to be drawn into that.
When Hitler came into power, not many people were able to remove themselves.
Some were, and they left. They could see what was happening and they were strong enough not to be identified with the collective. To take yourself out of that collective karma requires considerable Presence – and some people had it. It is our destiny, then, to go beyond karma by being the receptacles for Presence.
Everyone who is awakening will find that sooner or later that they become a kind of teacher to others. What a spiritual teacher does is point out the possibility of awakening out of identification with unconscious patterns. The spiritual teacher teaches you to go beyond karma. That is your function, and will become increasingly so, whether you become a formal teacher, or an informal teacher.
Spiritual awakening and stepping out of karma are the same thing.
Many people will be drawn to you. Anybody who is going through the awakening process is already a teacher. Teaching means you find yourself listening from spaciousness, when somebody speaks or asks a question, or tells you about their problems. You may find that the answer comes out from that Stillness in which you listen. You don’t have a sense that “I’m going to teach this person now”. You will find that teaching is spontaneous. You will help people to step out of identification with unconsciousness, which means going beyond karma. This applies to everybody who is awakening.
As you teach, Consciousness is becoming aligned with your mind. Your mind is able to tune in to the deeper Consciousness and can be used as an instrument. Then the words come out of your mouth. There is ultimately really only one teacher, the awakened Consciousness is the teacher. It can only teach those in whom there is a degree of readiness. The teaching needs to be received. If there is only a density of mind, the teaching won’t happen.
You will be amazed when people are drawn to you – people who are ready – and you find yourself saying something that you didn’t even know yourself. It’s only when the question was asked, that the Consciousness responded. As you teach, you learn. Realizations come. Teaching and learning is the same process. A deepening happens, as you teach. You are here to help people go beyond karma.
The important thing to know is that time does not free you of karma. The egoic mind says “I need more time to become free”. The only thing that people may need more time for is that they need time to realize that they do not need time”. It may be another twenty years of suffering for them to realize that they do not need time. They may need to suffer a bit more before they realize the power of the timeless. The timeless is of course the end of karma.
Não sei como ir da minha vida à tua rua
Não sei como entrar no teu bairro na tua vida,
a tua vida de puzzles e de palmeiras,
o teu bairro de lata e de armaduras.
Não sei como ir da minha vida à tua rua,
a tua rua cheia de perguntas,
a minha vida estranha sem respostas.
Mas chegarei.
Porque tu me chamas.
| Belén Sánchez |
sábado, 19 de novembro de 2016
..........................no silêncio
é no silêncio
que melhor ludibrio a morte
não
já não me prendo a nada
mantenho-me suspenso neste fim de século
reaprendo os dias para a eternidade
porque onde termina o corpo deve começar
outra coisa outro corpo
ouço o rumor do vento
vai
alma vai
até onde quiseres ir
Al Berto
Resentment
Resentment always hurts you more than it does the person you resent.
While your offender has probably forgotten the offense and gone on with life, you continue to stew in your pain, perpetuating the past.
Listen: those who hurt you in the past cannot continue to hurt you now unless you hold on to the pain through resentment.
Your past is past!
Nothing will change it.
You are only hurting yourself with your bitterness.
For your own sake, learn from it, and then let it go.
― Rick Warren
in, The Purpose Driven Life: What on Earth Am I Here for?
Ancient Egypt And The Alternative Story Of Mankind's Origins
"An example of the incredible levels of precise symmetry achieved by the ancient Egyptians... do you think this could have been done by hand?
By hand is impossible.
And if you think how precise the great pyramid is it looks obvious to me the ancient egyptians had some serious technology we're not aware of, maybe even more advanced than what we have today."
Nassim Haramein
Recomendo verem este documentário:
"Ancient Egypt And The Alternative Story Of Mankind's Origins"
The development and testing of hypotheses on extraterrestrial life is known as "exobiology" or "astrobiology", although astrobiology also considers Earth-based life in its astronomical context.
Many scientists consider extraterrestrial life plausible, but there is no direct evidence of its existence. Since the mid-20th century, there has been an ongoing search for signs of
extraterrestrial life, from radios used to detect possible extraterrestrial signals, to telescopes used to search for potentially habitable extrasolar planets. It has also played a major
role in works of science fiction. Over the years, science fiction works, especially Hollywood's involvement, has increased the public's interest in the possibility of extraterrestrial life.
Some encourage aggressive methods to try and get in contact with life in outer space, while others argue that it might be dangerous to actively call attention to Earth. In the past, the clash
between civilized culture and indigenous people has not gone well.
On 13 February 2015, scientists (including Geoffrey Marcy, Seth Shostak, Frank Drake and David Brin) at a convention of the American Association for the Advancement of Science, discussed Active
SETI and whether transmitting a message to possible intelligent extraterrestrials in the Cosmos was a good idea; one result was a statement, signed by many, that a "worldwide scientific,
political and humanitarian discussion must occur before any message is sent".
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Ternura
Desvio dos teus ombros o lençol,
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do sol,
quando depois do sol não vem mais nada...
Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio...
Começas a vestir-te, lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo...
Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!
David Mourão-Ferreira
in, "Infinito Pessoal"
....................procurar o amor, encontrá-lo e perdê-lo
Talvez a gente esteja no mundo para procurar o amor, encontrá-lo e perdê-lo, muitas e muitas vezes.
Nascemos de novo a cada amor, e a cada amor que termina, abre-se uma ferida.
Estou cheia de orgulhosas cicatrizes.
Isabel Allende
Claudio Bertonatti...a confusão do veganismo
Claudio Bertonatti, um dos mais reputados naturalistas da Argentina, escreveu um artigo que desencadeou um terremoto. O tsunami já chegou até aqui e é provável que chegue ainda mais longe.
No seu artigo, The Vegan Confusion, ele avisa que comer vegetais não impede a morte de animais. Bertonatti enfureceu milhares de veganos e vegetarianos, bem como outros conservacionistas da natureza. No entanto, muitos dos que leram o seu artigo aprenderam algo sobre os direitos dos animais que talvez nunca lhes tivesse ocorrido.
Publiquei aqui o artigo la-confusion-del-veganismo.html
"Conversamos com Claudio sobre esta sua ideia e a ruptura que causou, e discutimos os pontos mais importantes da controvérsia.
Cláudio, você era vegetariano. O que fez você decidir tornar-se num?
Quando adolescente, eu cresci com interesse pela natureza. Eu pensei que ao tornar-me vegetariano eu evitaria matar tantos animais. Mas depois mudei de ideias.
O que aconteceu?
Comecei a estudar a natureza e a sair para o campo para observar a vida selvagem. Notei que nos campos de culturas agrícolas não havia pássaros, e os poucos que estavam lá acabavam por serem perseguidos. Então comecei a estudar anfíbios, mamíferos, répteis e peixes e percebi que estava confuso.
Como?
Como vegetariano, eu estava a ajudar a evitar a morte e o sofrimento de animais domésticos, mas não de espécies selvagens. E muitas dessas espécies – ao contrário das vacas, porcos e cabras – estavam a desaparecer. Então, eu voltei a tornar-me omnívoro.
O que o levou a escrever este artigo?
Na Argentina, encontro muitas pessoas que se dizem defensoras da natureza porque não comem carne nem usam couro. Eles pensam que por serem veganos ou vegetarianos estão a impedir que os animais morram. Mas não é verdade.
Porquê?
A partir do momento em que os seres humanos começaram a criar gado e a adoptar a agricultura geramos um impacto. Não há espécies animais cuja sobrevivência não resulte na morte de outros animais, directa ou indirectamente. Eu entendo que isso pode ser uma conclusão dolorosa. Eu também gostaria de viver num mundo ideal, mas essa não é a realidade. Muitos veganos e pessoas que só usam algodão parecem acreditar que não causam mortes, mas causam.
Quando digo isto, muitas pessoas sentem que as estou a encurralar.
Mortes indirectas?
Trigo, arroz, milho. A maioria dos veganos come essas coisas. O primeiro impacto do cultivo em massa é o desmatamento: forçamos a natureza a abrir espaço para as lavouras. Na Argentina, incendiaram a selva, queimaram ninhos com lança-chamas. Então eles devem defender a terra semeada dos pássaros que vêm alimentar. Muitos fazendeiros fazem isso espalhando grãos envenenados. Depois disso, os herbívoros selvagens vêm procurar os primeiros rebentos, então os latifundiários colocam cercas eléctricas ou caçam os animais com armas.
Se você comer carne, você mata animais, mas você também os pode matar ao comer plantas.
O que acontece durante a colheita?
A terra é fumigada para combater os fungos, insectos e outras plantas. Os animais que foram expulsos mudam-se para outras áreas que já suportam animais: o hotel está totalmente reservado. Assim, os animais vão aos campos de cultivo vizinhos e uma outra onda dos impactos é gerada.
Em contraste, afirma ele, nos campos dedicados à pecuária há mais espécies de outros animais.
Há muitos prados selvagens na Argentina. Você pode fazer uma caminhada por lá e encontrar de tudo: anfíbios, répteis, pássaros. Claro, eu estaria a mentir se eu dissesse que há a mesma variedade de animais que você teria se as vacas não estivessem lá. O agricultor também persegue animais selvagens e mata todos os animais que considera prejudiciais à produção. Mesmo assim, o impacto é menor. Quando digo isso, muitas pessoas sentem que as estou a encurralar.
Em que sentido?
No sentido de que não há fuga: se você comer carne, você mata animais, mas você também os mata ao comer plantas. Muitas pessoas preocupam-se com questões ambientais e procuram os bons e os maus, mas não é assim: é muito mais complicado.
Dê-nos um exemplo.
Há muitas pessoas por aqui a manifestarem-se e a afirmarem “Não à exploração de minérios“. O slogan deveria ser “Não à mineração que explora imprudentemente os recursos e as pessoas”. Os activistas usam computadores que não existiriam sem os metais trazidos das minas. Estou surpreendido por eles não verem o quadro maior.
A maioria dos matadouros na Argentina são modelos de crueldade. Eu nunca poderia fingir que era de outra forma!
O que é que você acha da forma como a carne é produzida em massa – a indústria da carne?
É uma tragédia. As instalações para alimentar os animais e a maioria dos matadouros na Argentina são modelos de crueldade desenfreada. Eu nunca poderia fingir que seria doutra forma!
Há evidências de que os recursos necessários para a carne são muito maiores do que os necessários para os produtos hortícolas. E, que as culturas constituem uma grande parte desses recursos: uma alta percentagem deles são usados para alimentar o gado.
Isso é verdade. Eu sei que a maioria das culturas de soja são usadas para este fim. Não estou a afirmar que os veganos são estúpidos ou que todos devem tornar-se carnívoros, só estou a afirmar que é importante ser sensato, adoptar uma posição inteligente e mostrar alguma solidariedade.
Qual será a posição mais inteligente?
Mostrar solidariedade com a Natureza: o mal menor. É importante incentivar o consumo e o abate, com mais humanidade, dos animais. Mas para um fundamentalista, é um pecado até mesmo mencionar a morte. E que mais eu lhe poderia chamar?? Eutanásia?
Se eu entendo correctamente, a sua intenção é avisar os veganos e os vegetarianos que o impacto zero é impossível.
A maioria de nós vive em cidades e sabe muito pouco sobre o mundo animal. Pergunte aos seus amigos se eles podem nomear 10 animais e 10 plantas silvestres nativas da área em que vivem.
Nós provavelmente não seríamos capazes.
Se não sabemos nada sobre natureza e a diversidade, então não seremos capazes de a valorizar. O nosso universo é limitado ao que vemos: cães, gatos, galinhas, porcos, patos, vacas. A nossa sensibilidade estende-se somente até eles. É como olhar através do buraco da fechadura. O mundo é maior do que isso e muito mais complexo, quer você o aceite ou não.
Você fala como se conhecesse muitos fanáticos.
Existem carnívoros e veganos fundamentalistas. Como cientista, quando os ouço falar com esse tom confiante – tão completamente sem nenhuma auto-dúvida – isso assusta-me. Os fundamentalistas só prestam atenção às pessoas que pensam como eles, e vêem todos os outros como um inimigo. É uma contradição.
O quê?
Para um carnívoro ser violento é lógico, mas para um vegan ser violento é filosoficamente inconsistente.
Você conheceu veganos violentos?
Eu era o director administrativo do Zoológico de Buenos Aires. Eu renunciei ao cargo porque eu tentei transformá-lo num centro de conservação de espécies ameaçadas de extinção, mas não consegui. Existiam esses veganos que se manifestavam à frente do zoológico a gritarem para as famílias que vinham, chamando-as de assassinos. Isso prejudica o veganismo. As pessoas pensam: se isso é o veganismo, então eu não quero fazer parte dele. Nem todos os veganos são assim, é claro. Mas há muitas pessoas que desenvolvem uma grande empatia apenas por animais domésticos. Muitos deles acabam por odiar as pessoas e isso é uma patologia: não é saudável.
No seu artigo você afirma que, se toda a espécie humana de repente se tornar vegana, isso seria uma tragédia. Mas alguns dizem que se fossemos todos veganos, então precisaríamos de menos cultivo agrícola do que sendo omnívoros.
Eu escrevi o artigo como uma forma de desencadear o debate no meu país, onde a pressão do movimento vegan na análise ambiental é geralmente bastante instável. Se toda a espécie humana se tornasse vegan por causa desse tipo de pensamento (sem contar com outras justificações filosóficas, religiosas ou de saúde nas quais eu não vou entrar), seria uma tragédia porque nós não estaríamos a entender verdadeiramente os problemas ambientais do mundo.
Você não está convencido pelas estatísticas.
Se um bem-compreendido veganismo contribui para melhorar o mundo natural, então eu vou de bom grado tornar-me vegan. A minha principal preocupação é a conservação da biodiversidade: que a riqueza da vida na Terra não fique mais pobre.
Mas, novamente, se todos na Argentina fossem veganos, isso não exigiria menos colheitas?
Eu não sei. Eu não acho que você precise de ser vegan para conservar a natureza e a biodiversidade. Eu não sou um especialista em desenvolvimento de produção agrícola, mas pelo que sei sobre o meio ambiente, é sempre melhor diversificar a produção. Deve haver culturas, vacas, apicultores… diversidade.
Você não precisa de ser vegan para conservar a Natureza e a Biodiversidade
Que deficiências você identifica no movimento vegan?
Nunca os vejo a lutar pela criação de novas áreas protegidas ou a combater o tráfico ilícito de animais selvagens. Vejo-os a protestar contra as touradas, que já não acontecem na Argentina, e contra os matadouros. É como se eles só se preocupassem com os animais domésticos que, novamente, não estão em perigo de extinção. Eu não estou a dizer que é errado – simplesmente que existe muito mais para além disso.
Em geral, você acha que não existe uma ligação suficiente entre o veganismo e a Consciência ambiental?
O que eu acho perigoso é gastar toda a sua energia a tentar salvar o gato preto quando não sabe nada sobre o meio ambiente, e porque talvez você esteja a desperdiçar a sua energia. Talvez a sua energia tivesse um maior impacto noutras situações. É importante ter uma visão ampla: poderia ajudá-lo a analisar melhor a sua situação. Se, depois, você ainda quiser dedicar a sua vida a salvar gatos pretos, isso é óptimo, e eu fico grato por isso. A defesa dos direitos dos animais não é incompatível com a conservação da natureza.
Claramente, há um conflito entre ambientalistas e activistas dos direitos dos animais e isso definitivamente vai ter um grande impacto no futuro da Humanidade.
Isso lembra-me um pouco os partidos políticos de esquerda: eles agem como se fossem inimigos, e ainda assim eles são muito semelhantes e deveriam ser aliados. Você sabe quem é o maior inimigo da conservação da natureza?
Quem?
As pessoas indiferentes. Muitas pessoas indiferentes acreditam que todos aqueles que se preocupam com o meio ambiente são a mesma coisa: nós não comemos carne, que nós somos amantes da natureza que só praticamos o bem, comemos vegetais e que nunca fazemos sexo. Não é verdade. Somos pessoas normais!
A morte faz parte da Natureza. Misturar sentimentos com a ciência não parece muito científico. Por outro lado, a Consciência humana é importante, assim como a nossa responsabilidade por uma indústria terrível e pesadamente poluente. Quem é que está errado?
Os erros são feitos por ambos os lados. Os ambientalistas tendem a pensar que os veganos e vegetarianos são apenas sentimentais. Por outro lado, a indiferença de alguns veganos para com os animais selvagens e a biodiversidade preocupa-me: não é consistente. Reconheço o facto de que a Humanidade é uma máquina que devora o mundo. Um antropólogo afirmou que nós somos cosmófagos: devoramos o que nos rodeia.
Você está feliz com a agitação que o seu texto causou?
Muitas pessoas insultam-me e atacam-me afirmando que matei um urso polar, o que não é verdade. Outros proporcionam-me novas perspectivas pelas quais agradeço! Eu sou apenas um trabalhador da conservação da natureza, um jardineiro, e eu também errei muitas vezes. Eu faço o meu melhor, mas não me ofende descobrir que estou errado. Eu penso como um cientista, não como um fundamentalista.
Você não precisa ser vegano
para conservar a Natureza e a Biodiversidade"
Fonte: http://www.playground.plus/food/vegans-and-vegetarians-think-they-dont-kill-animals-but-they-do/?
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