domingo, 24 de janeiro de 2016

Os amigos





Os amigos
Esses estranhos que nós amamos 
e nos amam 
olhamos para eles e são sempre 
adolescentes, assustados e sós 
sem nenhum sentido prático 
sem grande noção da ameaça ou da renúncia 
que sobre a luz incide 
descuidados e intensos no seu exagero 
de temporalidade pura 
Um dia acordamos tristes da sua tristeza 
pois o fortuito significado dos campos 
explica por outras palavras 
aquilo que tornava os olhos incomparáveis 
Mas a impressão maior é a da alegria 
de uma maneira que nem se consegue 
e por isso ténue, misteriosa: 
talvez seja assim todo o amor.


José Tolentino Mendonça


.....................dizer adeus, para nos encontrarmos brevemente




Este corpo não sou eu, 
Eu não sou limitado por este corpo. 
Eu sou vida sem limites. 
Eu nunca nasci e eu nunca morri. 
Desde antes dos tempos, eu fui livre. 
Nascimento e morte são apenas portas, 
através das quais passamos limiares sagrados na nossa jornada. 
Nascimento e morte são o jogo do esconder e encontrar. 
Então, ri comigo, segura a minha mão, 
deixa-nos dizer adeus, dizer adeus, 
para nos encontrarmos brevemente. 
Reunimo-nos hoje, reunir-nos-emos novamente amanhã. 
Reunir-nos-emos na Fonte a cada momento. 
Encontrar-nos-emos em todas as formas de vida.


~ Thich Nhat Hanh


BERT HELLINGER: SENTIMENTOS




Sentimentos primários e secundários: 
uma explanação de Bert Hellinger sobre a sua concepção, 
apresentando exemplos da sua aplicação a vivências específicas.



A diferença principal entre sentimentos primários e secundários é que o primeiros estimulam a acção construtiva, enquanto que os secundários consomem a energia que, de outro modo, iria estimular mudanças. Sentimentos que geram acção efectiva fortalecem as pessoas. Os que embaraçam ou substituem a acção efectiva, ou ainda que justificam a omissão, enfraquecem-nas. Chamo, pois, os sentimentos que geram acção construtiva de sentimentos primários, e os outros de sentimentos secundários.

Os sentimentos primários são simples e não exigem descrição minuciosa. São fortes sem ser dramáticos ou exagerados. Por isso, embora excitantes e vívidos, trazem uma sensação de segurança e calma. (…)

Muitos sentimentos com que lidamos em terapia são secundários. Sua função principal consiste em convencer os outros de que não podemos encetar acção efectiva, razão pela qual têm de ser sentimentos dramáticos e exagerados. Quando sob o império de sentimentos secundários, somos fracos e os demais presentes sentem a necessidade de ajudar. Se as emoções forem suficientemente dramáticas, os que pretendem ajudar não percebem que, na verdade, pouco há a fazer em tal situação.

Quando as pessoas cultivam sentimentos secundários, evitam contemplar a realidade. Esta compromete as imagens interiores necessárias para manter esses sentimentos e prevenir mudanças. Quando essas pessoas “trabalham” com terapia, frequentemente fecham os olhos e se recolhem ao seu mundo particular. Respondem por outro lado ao que lhes é perguntado, mas quase nunca percebem o que fazem. Convém lembrá-los de que devem abrir os olhos e observar o mundo. Eu costumo dizer-lhes “Olhem para cá. Olhem para mim.” Se conseguirem abrir os olhos e ver realmente, mas ainda assim continuam com o mesmo sentimento, é porque se trata de um sentimento primário. Mas se o sentimento lhes fugir logo mal abrem os olhos e começarem a ver, podem estar certos de que foram envolvidos por sentimentos secundários.


Quando sentimentos primários emergem na terapia ou na vida, os presentes demonstram naturalmente compaixão, mas sentem-se também livres para responder de maneira adequada. A pessoa que ostenta esses sentimentos mantém-se forte e capaz de agir efectivamente. Dado que eles conduzem a um objectivo definido, não duram muito tempo: surgem, executam o seu trabalho e vão embora. Não fazem rodeios. Resolvem-se graças a uma expressão apropriada e a uma acção efectiva, correcta.

Os sentimentos secundários, por sua vez, duram mais e pioram com a expressão, ao invés de melhorar. Esse é o motivo básico pelo qual as terapias que encorajam a expressão de sentimentos secundários são demoradas.

Desejo corrigir também outro conceito erróneo sobre a perda de controle, é algo eu aprendi com a Terapia Primal. Muitas pessoas supõem que curvando-se a uma necessidade ou sentimento premente, perdem o controle. Não é verdade. Quando acedemos a um sentimento primário – por exemplo, à dor elementar de uma separação, a uma cólera justa ou a um forte desejo -, e confiamos plenamente nesse sentimento, tanto esse quanto a necessidade são naturalmente controlados.

Os sentimentos primários vão até onde convém. Ninguém fará nada vergonhoso por causa de um sentimento primário, pois este sabe reconhecer os limites da vergonha. É muito raro que se zombe de uma pessoa que exibe um sentimento primário. Ao contrário, os outros em geral se comovem profundamente e participam da experiência.

Isso se aplica apenas aos sentimentos primários. Os sentimentos secundários não conhecem os mesmos limites à vergonha e é muito fácil passar por idiota expressando-os. Não se pode confiar neles.

Mas os sentimentos secundários têm o seu fascínio. São dramáticos, excitantes, dão a ilusão de vida. Todavia, o preço dessa vida é as pessoas ficarem eternamente fracas e indefesas. (…)

O luto, por exemplo, pode ser primário ou secundário. O luto primário nada mais é que a dor lancinante da separação. Se nos submetemos à dor, permitindo que ela execute o seu trabalho, o luto finalmente encontra a sua própria saciedade e nós ficamos livres para começar de novo. Muitas vezes, entretanto, as pessoas recusam a submissão ao luto, transformando-o, ao contrário, em sentimento secundário, auto-piedade ou tentativa de atrair a piedade alheia. Esse luto secundário pode durar a vida inteira, inviabilizando uma separação limpa, e negando a evidência da perda. Trata-se de um mau substituto para o luto primário.

A culpa primária conduz à acção saneadora. Se aceitamos a culpa, fazemos naturalmente o que é possível e necessário para corrigir os erros, endireitar a situação e viver com o que não pode ser mudado. A culpa secundária transforma acção em preocupação. Não promove mudanças: na verdade, previne-as. As pessoas podem remoer um bom problema durante anos, como o cão rói seu osso, mas nada muda. Atormentam-se e atormentam os outros, sem nenhuma alteração produtiva. As pessoas que precisam evitar mudanças positivas, por uma razão qualquer, devem converter a culpa primária em culpa secundária.

O desejo de vingança pode ser também primário e secundário. A vingança primária possibilita a reconciliação porque liberta tanto a vítima quanto o agressor. A vingança secundária preserva a agressão e o desequilíbrio sistémico, impedindo que se chegue a uma solução. Exemplo disso são as lutas de clãs herdadas de gerações anteriores. Os vingadores se acham no dever de cobrar prejuízos que não sofreram e seus actos se voltam quase sempre contra os que não fizeram nenhum mal.

A cólera tem formas primárias e secundárias. A cólera primária purga um relacionamento e passa sem deixar cicatrizes. A cólera secundária contra alguém frequentemente se segue a um dano que lhe infligimos, e o ofendido tem boas razões para odiar-nos. Ficando encolerizados, rebatemos seu ódio. A cólera secundária, como a culpa secundária, é muitas vezes um pretexto para não agir. Nos relacionamentos, a cólera costuma ser utilizada para não pedir o que se quer, como: “Você nunca percebeu que eu necessitava de alguma coisa.” (…)

Quando o sofrimento é primário, os clientes suportam o que tem de ser suportado para, em seguida, juntar os pedaços de suas vidas e começar de novo.
Quando o sofrimento é secundário, iniciam outra rodada de dores. Queixar -se de algo não passa, geralmente, de uma distorção secundária da aceitação da realidade.

A diferença entre o que fortalece e o que enfraquece aplica-se também a várias outras áreas, como o conhecimento e a informação. Podemos perguntar-nos:
“Esse conhecimento facilita uma solução ou a impede?
Essa informação estimula a acção ou a embaraça?
O que está a acontecer fortalece ou enfraquece as pessoas, impulsiona ou anula a acção efectiva em prol de mudanças?”

Estou menos interessado em ajudar pessoas a “pôr para fora os seus sentimentos” do que em promover mudanças construtivas.
Extravasar sentimentos às vezes é bom, mas frequentemente obstrui a mudança.



Bert Hellinger 
In, A Simetria Oculta do Amor


sábado, 23 de janeiro de 2016

Pais falam para padrastos o que pensam deles

Abrir mão do velho, para receber o novo





São variadíssimas as maneiras como poderíamos agrupar os seres humanos tanto no dia de hoje como ao longo da história. Hoje em dia, dois imensos e quase invisíveis movimentos começam a destacar-se:

Os identificados com o Espírito 
e os identificados com a Persona.
  
Os que vivem de dentro para fora, e os que vivem de fora para dentro e que se distinguem por:

1 - Todos aqueles que estão a investir toda a energia que têm a manter o que já têm, completamente identificados com a sua Persona ou ego e as suas zonas de conforto, vivendo de desculpas e justificações para esconder as suas frustrações, e a abafar as suas necessidades essenciais de aventura, liberdade, amor próprio, valorização pessoal e coragem, em prol de uma pseudo-perfeita imagem social encaixada numa qualquer zona de conforto.
Para manter esta necessidade e imagem de aprovação exterior e social, põem em causa a sua essência e a sua verdade, acomodando-se a vidas medíocres comparadas com o potencial que carregam dentro.

Como a sua prioridade é manter a imagem e a segurança exterior, na maior parte das vezes ficam presas a realidades, estilos de vida e pessoas que servem a agenda social mas não servem a agenda espiritual criando assim lenta e invisivelmente tensões de culpa, revolta e frustração.

Estas pessoas precisam de estar sempre alerta, sempre a identificar onde, como e de que maneira podem continuar a manter a sua ilusão de felicidade tanto exterior na tal imagem socialmente aceite, como interiormente negando toda e qualquer emoção mais densa ou "feia" que não se ajuste com a perfeição da máscara que queremos manter.

Claro que mais cedo ou mais tarde a frustração virá apresentar a sua conta.

O custo emocional de manter um estilo de vida que serve a todos menos a nós próprios, à nossa alma, aos nossos talentos e felicidade pessoal é elevadíssimo!

De tanto recusar ouvir a sua desesperada e desprezada voz interior, e rejeitar os infinitos convites de libertação enviados pela vida das mais variadas maneiras, as consequências irão começar a surgir:

* os esquemas de compensação das frustrações irão surgir através de mecânicas que nos fazem acreditar que não podemos mudar, que não conseguimos fazer nada, ou que os outros não nos permitem. Por ex, o apego a pessoas, ideias, crenças irá manter-nos ocupados ou melhor dizendo, distraídos do drama que está a acontecer dentro de nós, justificando a nossa "impossibilidade" de mudar.

* as projecções das nossas sombras reprimidas nos outros irão disparar. Ou seja, para mantermos a máscara perfeita não nos permitimos sentir a tristeza, a revolta, o medo, a culpa e a frustração de estarmos a viver uma vida bastante aquém da que gostaríamos de estar a viver. Por ex, a raiva é importantíssima quando bem canalizada pois é ela que nos permite virar a mesa quando já não aguentamos mais, é essencial para resgatarmos o nosso poder interior e transformá-la em coragem de sair da dita zona de conforto, é poderosa quando um deprimido se apercebe que está a ser engolido por energias densas e cabe apenas a si contrariá-las. Infelizmente a raiva ainda é julgada como uma emoção "feia" e como tal, deixa de servir estes e muitos outros propósitos positivos.

* o corpo irá começar a dar sinais de rotura, tristeza e de desgaste, muitas vezes literais. Ou seja a correspondência entre o sintoma físico e o significado emocional é flagrante. Por ex, não conseguir andar = espírito não consegue mais caminhar nos velhos padrões. Ansiedade, excesso de crítica = Tristeza e raiva abafadas.

* a visão de vida é de tal maneira deprimente e as emoções abafadas de tal maneira reprimidas que todo o discurso irá servir para justificar a necessidade de ainda estarmos ali e de mantermos a zona de conforto, acreditando que somos indispensáveis e que todos e tudo fora dela é violento e mau.


Viver nesta energia é alimentar cada vez mais a persona em detrimento do espírito que se faz ouvir cada vez menos. É viver para alimentar a capa que nos separa criando barreiras cada vez mais grossas entre nós e o mundo, em vez de saudavelmente descobrirmos os que nos une como seres humanos. É o movimento implodido, contractivo, fechado, resistente e defensivo, que só depois de muita dor e frustração de viver na sua própria prisão irá colocá-la em causa.

Embora a vida nos tenha dado a liberdade de podermos experimentar todos estes patamares e sensações diferentes, não nos podemos esquecer que estamos dentro de uma imensa espiral cósmica evolutiva e assim mais cedo ou mais tarde, toda a nossa realidade será arrastada para essa evolução.


Depois temos:

2 - Todos aqueles que já se identificaram ou melhor dizendo, religaram com o Espírito. Ou seja, que cresceram para além da Persona e estão já alinhados com a sua história espiritual. Todos os que já foram apanhados por um qualquer tornado e que em vez de resistirem, se permitiram ir com a corrente sendo assim levados a novas e maravilhosas praias. É muitas vezes também esse tornado que desaba os muros que nos dividem de novas pessoas e experiências e que nos permitem sentir o que seria impossível dentro dos muros.

Infelizmente por vezes só mesmo a devastação, que tanto pode ser exterior na forma de catástrofes como interior na forma de depressão, ataques de pânico ou doenças físicas, nos ensina a render à frustração e aceitar o convite da vida de se responsabilizar pela sua história e pela sua felicidade.

Claro que esta transição ou nova postura não é apenas um pensamento ou decisão "New Age", a leitura de alguns livros e a práctica de Yoga. Crescer da Persona para o estágio do Espírito requer uma dolorosa morte de todas as crenças, ideias, hábitos e prioridades que trazíamos do estagio da persona. Vai exigir imensos processos de transformação, requer um compromisso com a nossa individualidade inquebrável, não admite desculpas ou justificações de cobardia. Agora nós somos a prioridade, pois queremos dar ao outro o melhor de nós, e não apenas representar um papel.

Estas pessoas já aprenderam que são co-criadoras da sua realidade, investem a sua energia a desenvolver o potencial que têm, a seguir o que o coração lhes pede, a constantemente por em causa as zonas de conforto e a permitirem-se sentir a vida a cada momento tendo em conta todos os custos elevadíssimos de cada uma destas decisões.  Por ex, não é nada fácil eu fazer de mim uma prioridade e ir fazer algo maravilhoso por mim, sabendo que vou por os filhos em segundo plano, mas terei que confiar que embora o resultado não seja imediato, ele virá a longo prazo. Ou seja, queremos ser mães e pais presentes mas frustrados e sem paciência ou mais ausentes, mas vibrando em alegria e realização pessoal?

Poucas escolhas neste estágio são fáceis, e implicam quase sempre o confronto entre a crença velha do que sempre fiz (mas já não resulta), e a nova crença que soa melhor mas é tão difícil ainda de implementar.

Mas serão estas pequenas escolhas, minúsculos actos de coragem de escolher pelo novo, pelo que é melhor para mim que irei garantir que o outro irá receber de mim o meu melhor.
E há acto de amor mais maravilhoso?

Viver a partir do espírito é toda uma postura de responsabilidade pela sua existência, é seguir uma filosofia de vida que nos convida a fazer escolhas amorosas e conscientes, ou seja,  a rearranjar toda a nossa realidade reconhecendo com um elevadíssimo grau de honestidade interior, o que já não serve e abrir espaço para o que agora fala a voz do coração.

É maravilhoso viver neste patamar mas, com as bênçãos vem a responsabilidade pessoal e a proposta de viver de acordo com as leis universais.

Aqui não nos é mais permitido esconder num qualquer papel social e familiar, ou viver a vida do outro, pois agora sabemos que cada um de nós é responsável pela sua energia.

Através de quem me inspira, eu percebo que o caminho é rumo à autonomia a todos os níveis, pois só em equilíbrio podemos criar relacionamentos equilibrados.

Quando crescemos para a persona, observamos claramente que a nossa energia está constantemente a atrair oportunidades de evoluir cada vez mais, de se pacificar com velhos karmas que voltam em busca de resolução, de nos revermos nos espelhos do que ainda vive inconsciente e como tal tenho que estar sempre atento e desperto para a realidade que me rodeia.

Re-ligados de novo à Fonte, voltamos a lembrar que todos somos iguais, vindos da mesma fonte apenas com histórias únicas e com propostas de evolução diferentes e como tal, abstemo-nos de opinar ou julgar a vida do próximo.
Ou seja, o próximo serve apenas dois propósitos:
Para me espelhar o que de mim não sei,
e para que possamos expressar o amor incondicional.
Se o outro não só não serve estes propósitos, como ainda precisamos dele para algo que em nós falta, estamos ainda presos à primeira postura.

Depois de vivermos tanto tempo na negação da postura anterior e das suas respectivas consequências, temos que nos reeducar e disciplinar a nossa mente mostrando-lhe que tudo o que estamos a passar são ajustes kármicos, propostas de coragem de revelarmos a nossa essência, testes de fé para descativarmos o controle, convites de assumirmos a nossa individualidade mesmo que para isso tenhamos de chocar a agenda social de quem nos rodeia. Neste patamar o equilíbrio interior é uma prioridade, já não mais o papel social do anterior

Quem ainda vive na primeira postura resiste à ideia de que existe outra, resiste à ideia de confiar num universo ordenado e inteligente. Será uma questão de tempo até o despertar acontecer.

Quem já se identifica com a segunda, está em plena transição e processo de “desmame” do controle e medo da primeira, e em desenvolvimento do que a segunda postura de responsabilidade pede. Até porque a nova era de aquário ainda agora começou e iremos precisar de pelo menos 2000 anos para que possamos aceder a todo o seu potencial.

O ser humano tem imensa dificuldade em olhar para si mesmo. 
Ou seja, autoanálise não nos foi ensinada e por isso é importante aceitarmos o outro como espelho perfeito do que não conseguimos perceber em nós.
Tenho observado inclusive que muitos gostam de acreditar que levam vidas perfeitas sem consciência alguma do grau de inconsciência e de desequilíbrio pessoal em que vivem.
Por isso, mais do que nos identificarmos a correr com a agenda que claramente soa melhor, tentemos fazer essa autoanálise  para descobrir onde ainda temos ganchos que estão presos à primeira postura, pois só libertando podemos então abraçar uma nova e mais poderosa e amorosa maneira de viver.


Vera Luz


A competição entre mulheres





Vivemos numa sociedade 
que nos ensinou a competir.


Ensinou mulheres a competirem por seus corpos, por sua beleza, por sua sabedoria.
Ao invés de ensina-las a unirem-se.

A cultura patriarcal em que vivemos sabe que mulheres unidas, fortalecem e transformam o mundo.
Tem conhecimento que mulheres quando unidas são capazes de fazer uma grande alquimia.
E assim nesse sistema de competições colocou mulheres numa situação que, para se sentirem poderosas precisam competir umas com as outras, pois assim se sentem vitoriosas.

Precisamos despertar a nossa consciência enquanto fêmeas, que mulheres não competem, mulheres se unem.

Que hoje a dor de uma, foi a sua dor no passado, e será a dor de outra no futuro. 
Só quando mais e mais mulheres se unirem, é que mudaremos tantos padrões de competições, e com isso curaremos tantas feridas do feminino.

E como fazemos isso?
Plantando a nossa semente, do despertar da consciência do feminino, pois ainda vivemos numa sociedade que, além de homens patriarcais, temos muitas mulheres padrozinadas num sistema patriarcal, que se fortalece ao competir, ao vingar- se.

Precisamos ter a consciência que, essas mulheres que tanto vivem as suas vidas num modelo de cultura da midia, sofrem dentro de si por acreditarem viver uma ilusão de si mesmas.
Temos hoje em dia mulheres vitimas de si mesmas, colocando-se em situações de aprisionamento quando acham que estão a glorificar-se.

Mulheres tomemos a consciência que só estamos em paz com nós mesmas, quando temos plena consciência que o outro ou outra importa, que somos o que carregamos.
A nossa cura, não é só nossa, é de todas... e só conseguiremos mudar esse padrão de competição quando mostrarmos à sociedade que nos ensinou a competir que, a grande vitória da vida não é mostrar que somos melhores, mas sim que somos IGUAIS.

Carol Shanti


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Coeur de Pirate - You Know I'm No Good

Uma sábia anciã me disse


 Kareva Fahrenheit


Uma sábia anciã me disse:
Que o rio iria me moldar
E o vento selvagem me resfriar
Aquele pai Sol iria me aquecer
Mãe Terra iria me vestir
Lua avó me cumprimentar
Para andar sempre levemente
Pisar a Terra sempre gentilmente
E tirar dela com moderação
para compartilhar com os outros
O que aprendi dela
Ficar quieta e respirar, sempre com paciência
Para a teia da vida
Mas ainda assim escolher
Meu próprio caminho,
E, finalmente, a mulher sábia me disse:
Para ouvir a Sábia
Que habita dentro de mim
Para andar no meu caminho em equilíbrio
É também ser livre
Não ser apenas palavras.


Silvia Duarte


Triângulo das Bermudas





Com o uso de um sonar no navio de pesquisa Ulises em 2000, descobriu-se pela primeira vez a existência de uma cidade submersa no triângulo das bermudas. 
Mais tarde em 2012, um robô submarino equipado com câmeras e poderosos dispositivos de iluminação, o oceanógrafo Dr. Meyer Verlag descobriu duas pirâmides de vidro gigantes, a noroeste da costa de Cuba, a uma profundidade de dois mil pés (610 metros) de profundidade, mesmo no centro do Triângulo das Bermudas.

O robô submarino tirou as fotografias das ruínas de edifícios, quatro pirâmides gigantes e um objecto parecido com uma esfinge.
É uma cidade...e as ruínas incluem pelo menos quatro pirâmides, sendo que uma delas é de cristal além de outras estruturas, como magníficas esfinges e registos de uma escrita desconhecida gravada em blocos de pedra que pesam centenas de toneladas.
O comprimento da base dessa pirâmide atingiu os 300 metros, com cerca de 200 metros de altura, e à distância desde a base até a ponta da pirâmide é de cerca de 100 metros acima do fundo do mar.
O tamanho das pirâmides são quase três vezes o tamanho das pirâmides de Quéops, no Egipto.
Todo o complexo está localizado no perímetro do Triângulo das Bermudas.





No topo da pirâmide existem dois furos muito grandes, água do mar em movimento penetra a alta velocidade através do segundo orifício e, portanto, as ondas turbulentas rolam pela formação de um vórtice gigante que faz com que as águas em torno desta cause um aumento maciço nas ondas e névoa sobre a superfície do mar. Esta nova descoberta faz com que os cientistas se perguntem se esta pirâmide está a ter um efeito sobre a passagem de barcos e aviões e poderia ser a razão para todo o mistério que cerca a área.





Esta notícia foi discutida numa conferência na Flórida, e mesmo relatada nos jornais locais da Flórida. Os jornalistas então presentes, tiraram um monte de fotos e dados computadorizadas de alta resolução, que mostram duas pirâmides tridimensionais perfeitamente lisas, sem estarem cobertas e com a sua superfície livre de detritos, algas ou rachaduras.

Quem são os responsáveis pela construção de tais monumentos? 
Como foram eles parar quase intactos no fundo do mar?

Os pesquisadores independentes afirmam que as ruínas provavelmente são de Atlântida, o lendário continente desaparecido mencionado pela primeira vez pelo filósofo Platão.

Estimando que teria levado 50.000 anos para tais estruturas terem-se afundado à profundidade em que foram encontradas, o geólogo da Marinha cubana Manuel Iturral disse que há 50 mil anos atrás não havia a capacidade de arquitectura em nenhuma das culturas que conhecemos para construir edifícios complexos.

O uso de outros dispositivos permitiram aos cientistas determinar que estes gigantes de vidro são ambos feitos de uma substância cristalina e são quase 3 vezes maiores do que a pirâmide de Quéops, no Egipto.

Dr. Verlag acredita que uma investigação mais aprofundada sobre os segredos destas pirâmides poderia revelar mais informações sobre os casos de desaparecimentos misteriosos associados ao Triângulo das Bermudas.

Numa conferência de imprensa realizada nas Bahamas, o cientista apresentou um relatório com as coordenadas exactas das pirâmides, e fez notar que a tecnologia para construí-las é desconhecida para a ciência moderna.

Um estudo mais detalhado poderia trazer resultados que são difíceis para nós imaginar. Uma descoberta sobre estas anomalias arquitectónicas subaquáticas poderia trazer uma importância chocante para a humanidade.

Há vários estudiosos ocidentais que afirmam que a pirâmide no fundo do mar pode ter sido formada a partir de um terremoto devastador. Outros cientistas argumentam que, há algumas centenas de anos atrás, as águas do Triângulo das Bermudas podem ter estado conectadas a Atlântida.

Um estudo mais detalhado ao longo do tempo vai dar resultados que são difíceis de imaginar. Cientistas que processaram os primeiros dados e concluíram que a superfície é perfeitamente lisa para que se parecesse com vidro ou de gelo.

Depois de uma década de descrença e especulação, com a divulgação das imagens nítidas obtidas pelo robô, surgem rumores de que estas ruínas eram conhecidas há muito tempo pelo governo dos Estados Unidos, que descobriu o lugar no auge da crise política com Cuba. O lugar passou a ser imediatamente monitorizado e dificultado para civis, mas os norte-americanos exploraram o achado e terão recolhido numerosos objectos.

Em relação aos orifícios no topo da pirâmide de cristal,  a água passa por eles em grande velocidade provocando uma movimentação intensa do líquido, criando um vórtice, uma espiral, redemoinho que produz ondas e névoa na superfície do mar. Os cientistas especulam se esta não seria a causa da misteriosa desorientação e/ou desaparecimentos de embarcações e aeronaves que transitam na área.

Alguns místicos especulam que a “pirâmide de cristal”, como tem sido chamada, é um local sagrado que, ainda hoje é protegido por entidades atlantes e por isso, navios e aviões que passam no local podem ser considerados como invasores ou profanadores de um santuário sendo, por isso, exterminados.

Outros, cogitam que as pirâmides são receptores de raios cósmicos; ou, ainda, que formam campos de energia de natureza quântica, criando um vácuo ou passagem capaz de puxar aqueles veículos que desapareceram ali ao longo da história.

Arqueólogos postulam que as construções foram, originalmente, edificadas em terra firme e posteriormente submergiram em virtude de uma catástrofe natural.

Essa hipótese implica, necessariamente, admitir a existência de uma vasta porção de terra continental ou insular no meio do Atlântico numa época geológica recuada, ideia que reforça a crença numa Atlântida histórica, que transcende a dimensão da narrativa mitológica conferindo credibilidade ao texto de Platão, um dos mais antigos registos da realidade dessa civilização desaparecida.

Na pirâmide submersa existe um dispositivo que captura forças telúricas e cósmicas. Esse dispositivo armazenava e gerava toda a energia necessária utilizada da civilização atlante.

Esse captor ainda funciona e, eventualmente, em virtude de variações das potências atmosféricas, solares e planetárias, o gerador da pirâmide cria um vortex que, na superfície do oceano, manifesta-se como um redemoinho mortal para os navios e aviões que estejam de passagem no local. No mundo, existem ao menos dois lugares que também possuem pirâmides dotadas desse mecanismo: a Grande Pirâmide de Gizé e o Mar do Diabo, no Japão. (ROYER, 2012).
O ocidente tomou certo conhecimento a respeito do Triângulo do Dragão, muito em função do livro “The Dragon’s Triangle”, escrito por Charles Berlitz.
Assim como acontece com o Triângulo das Bermudas, muitos desaparecimentos e muitas lendas pairam sobre o local, e a ciência ainda não encontrou uma sólida explicação a respeito de tais desaparecimentos. 
 Mas existe uma estranha coincidência, ou não, envolvendo os dois Triângulos, ambos se localizam na latitude de 35 graus. Levando muitos pesquisadores a acreditar que exista um Buraco de minhoca, um tipo de túnel que poderia ligar os dois famosos triângulos, dando a entender que um dos dois triângulos serve como buraco negro e o outro como um buraco branco.






A base dessa tecnologia é o material do qual, em si mesma, é feita a pirâmide: um mineral chamado cristalito, encontrado, actualmente, em lugares como as praias de Gibraltar.
O cristalito, assim como os cristais em geral, além de ser muito resistente, a exemplo de seu parente, o diamante, tem a capacidade de atrair e absorver intensamente energia cósmica que os atlantes podiam, então, converter em outras formas de energia, como a eléctrica, que pode gerar forças de naturezas diferentes, da mecânica à luminosa; é capaz de mover um autocarro ou produzir um raio laser terapêutico, por exemplo.

Quando se fala de Atlântida, além da inevitável referência a Platão, existe ainda outro nome que não pode ser esquecido: Edgar Evans Cayce (1877-1945), o clarividente norte-americano que entre muitos temas, nos seus momentos de transe, falava sobre essa misteriosa civilização.

Nos seus relatos, Cayce fala de um instrumento da tecnologia Atlante que ele chamava de Pedra Tuaoi ou Fire Stone. Descreveu esse objecto como um cristal grande, cilíndrico e prismático – na forma de um hexaedro (possuía seis lados).

Encapsulado num domo, no alto de um edifício, era exposto à luz do Sol, da Lua e das estrelas conforme a necessidade. A Pedra Tuaoi era usada para capturar energia e distribuir essa energia em toda a extensão de um território. O seu poder de captação podia armazenar não somente energias telúricas e cósmicas mas, também, forças elementares: espectros de luz infravermelha e ultravioleta, raios gama, radiação, energia etérica e electromagnética.

Essa energia foi utilizada para diversos fins. No começo, o cristal era uma ferramenta essencialmente espiritual manipulada somente por Iniciados (sacerdotes). À medida em que a Raça Atlante se desenvolvia fisicamente, tornando-se mais materializada, começaram a usar a Fire Stone para rejuvenescer os seus corpos, o que lhes permitia viver (num mesmo corpo) centenas de anos.

Com o tempo, outras utilizações foram surgindo. As correntes de energia eram emitidas por todo o reino, transpondo qualquer obstáculo de distância, em forma de ondas de rádio propulsionando o funcionamento de máquinas, desde as industriais aos veículos de transporte, fornecendo luz e calor. Além disso, também serviu à comunicação podendo transmitir mensagens de imagens e sons.

Voltando atrás no tempo, em 1977 uma descoberta misteriosa de uma pirâmide de 200 metros no Atlântico foi fotografada pela expedição Cay Sal de Arl Marshall.

Outra grande pirâmide, sob 3.000 metros de água do Atlântico, foi relatado ter sido encontrada com um cristal vibrante em cima dela, pela expedição de Tony Benik. 

Mais pirâmides submarinas foram encontradas fora da América Central, no Yucatan (México), e Louisiana (EUA), onde cúpulas foram encontradas no Estreito da Flórida pelo Dr. Zink.

Outras pirâmides foram exploradas pelo Dr. Ray Brown no fundo do mar ao largo das Bahamas, em 1970. 


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

YEMANJÁ - Rainha do Mar



YEMANJÁ
Rainha do Mar

É um Orixá africano do povo Egba.
Na Mitologia Yoruba é filha de Olokun, soberana dos mares.
Considerada a mãe dos Orixás, um dos Orixás mais conhecidos e respeitados, representa a beleza, a maternidade, a família, o amor ao próximo, o cuidar, traz a harmonia, o sentido da união seja por laços familiares ou não.
Senhora dos lares, trazendo a paz e a harmonia para as famílias.
Yemanjá no terreiro traz aos envolvidos a irmandade, a convivência familiar, tão necessária aos trabalhadores como aos assistidos, ao se sentirem acolhidos pela grande mãe tudo flui mais fácil e com amor.
Sua vibração está no mar, no vai e vem das ondas Yemanjá leva as energias negativas e traz força, amor, prosperidade e muita protecção para todos nós, por esta razão que um banho de mar renova as energias, mas também podem sentir a sua vibração através da prece direccionada a ela.
O Canto da sereia tem o poder de limpar as energias mais densas, de renovar principalmente os problemas de ordem emocional.
Yemanjá é a geradora que nos traz a oportunidade de crescimento em todos os sentidos da vida, a mãe que está sempre nos mostrando novas potencialidades e a nossa capacidade de realização, de gerar coisas novas em nossas vidas.
Yemanjá nos põe no mundo e gera dentro de nós a capacidade de nos fazer seres únicos.
Sincretizada com a Nossa Senhora dos Navegantes, com a Virgem Maria.
Na Mitologia Romana corresponde a Vénus.
Na Mitologia grega, a Afrodite.


COR – Azul Claro e Branco.

DIA DA SEMANA – Sábado (IABÁS)

DIA DO ANO - 2 de Fevereiro

CRISTAL –  Diamante, Água – Marinha, Safira, Topázio Azul, Pérola

FLORES – Rosas Brancas, Jasmim. flores brancas

ESSÊNCIAS - Jasmim, Rosa Branca, Orquídea e Crisântemo

METAL - Prata

ELEMENTO - Água

BEBIDA - Água, Champanhe

SAUDAÇÃO  –  ODÓ-IYÁ

DOMÍNIO – Maternidade, Educação, Saúde Mental e Psicológica

ELEMENTO  – Águas doces que correm para o mar, Águas do Mar, Prata

SÍMBOLO – Lua Minguante, Ondas, Peixes, Leque Abebé

PLANETA - Lua

ARQUÉTIPO - Os filhos de Yemanjá são Maternais, protectores, competentes, dedicados, mandões, possessivos, ciumentos, controladores e intrigantes, sérios, impetuosos, dificilmente perdoam, bravos, nervosos, coração grande,  dedicados à família e amigos, gostam do conforto e do luxo, bons pais, gostam de estar em casa, imponentes, calmos, sensuais, fascinantes, voluntariosos, fortes, rigorosos, protectores, altivos, impetuosos, arrogantes, justos, gostam de pôr os outros à prova, jamais esquecem ofensas, generosos, fortes, decididos, incapazes de guardar um segredo, muito ligados aos filhos com uma hierarquia bem clara, tendência para a obesidade, extrovertidos, gostam de Ordem Hierarquia e Disciplina, ingénuos e calmos demais(mas quando se chateiam são tempestivos), vaidosos com os cabelos, as filhas de Yemanjá têm dificuldade em engravidar e serem mães porque já são mães de coração de todos.

ERVAS – Jasmim, Flor de Laranjeira, Alfazema, Musgo Marinho das pedras do mar

OFERENDAS – CANJICA BRANCA, ARROZ DOCE COM MEL, PEIXE, MAMÃO, UVAS BRANCAS, MELÃO, ÁGUA SALGADA OU POTÁVEL, MELANCIA, CHAMPANHE, ROSAS BRANCAS, PALMAS BRANCAS, ORQUÍDEAS BRANCAS E CRISÂNTEMOS BRANCOS.

AMALÁ - 14 velas 7 brancas e 7 azuis, no meio por rosas brancas(ou outra flor branca) e regar com champanhe. Entregar na Praia.



O seu dia é a 2 de Fevereiro.
Dia para honrar a água primordial, de onde viemos, a mãe, a Deusa.
Podemos honrar com um pensamento, uma flor, uma vela, uma oração, uma dança, vestindo-nos com predominância do elemento água...

Representa ainda todas as emoções humanas, e daí a sua forte ligação com o plano astral e com a Lua.
O elemento água é o grande responsável pela condução, pela fluidez de tudo.
É a água o elemento representante das emoções e do mundo emocional.
Por isso a expressão da emoção, é uma qualidade marcadamente feminina.


PRECE

Oh Yemanjá!
Sereia do Mar, canto doce, acalanto dos aflitos.
Mãe do mundo tenha piedade de nós.
Bendita são as bênçãos que vem do seu reino.
Meu coração e minha alma se abrem para receber as suas bênçãos.
Mãezinha querida, leve toda impureza, toda a negatividade, todo o feitiço, todo o quebranto, toda a magia ruim, para as profundezas do fundo do mar sagrado, de onde não terão mais poder sobre mim.
Mãe que protege, que sustenta, que leva embora toda a dor.
Mãe dos Orixás, mãe que cuida e zela pelos seus filhos.
Sua luz norteia os meus pensamentos, que suas águas lavem minha cabeça, derramai sobre mim a vossa protecção, incutindo em meu coração o respeito e a veneração devida à força da natureza que simboliza.
Permita que vossas falanges me protejam e amparem, assim o fazendo com toda a humanidade, nossa irmã.
Faça isto por nós, minha querida mãezinha.

Odaya Yemanjá 





Inocência é não pensar




O mundo não se fez 
para pensarmos nele
Mas para olharmos para ele 
e estarmos de acordo.
Eu não tenho filosofia: 
tenho sentidos...
Se falo na natureza 
não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama 
nunca sabe o que ama,
Nem sabe porque ama, 
nem o que é amar...
Amar é a inocência
E toda a inocência é não pensar...

Alberto Caeiro


Prática Espiritual




Prática Espiritual não significa apenas sentar e meditar.
Prática é olhar, pensar, tocar, beber, comer, e falar.
Cada acto, cada respiração e cada passo pode ser uma prática, e pode nos ajudar a nos tornarmos mais nós mesmos.

Thich Nhat Hanh


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A dor de todas as ruas vazias




deus tem que ser substituído rapidamente por 
poemas, sílabas sibilantes, lâmpadas acesas, corpos palpáveis,
vivos e limpos.

a dor de todas as ruas vazias.

sinto-me capaz de caminhar na língua aguçada deste
silêncio. e na sua simplicidade, na sua clareza, no seu abis-
mo.
sinto-me capaz de acabar com esse vácuo, e de aca-
bar comigo mesmo.

a dor de todas as ruas vazias.

mas gosto da noite e do riso de cinzas. gosto do
deserto, e do acaso da vida. gosto dos enganos, da sorte e
dos encontros inesperados.
pernoito quase sempre no lado sagrado do meu cora-
ção, ou onde o medo tem a precaridade doutro corpo.

a dor de todas as ruas vazias.

pois bem, mário - o paraíso sabe-se que chega a lis-
boa na fragata do alfeite. basta pôr uma lua nervosa no
cimo do mastro, e mandar arrear o velame.

é isto que é preciso dizer: daqui ninguém sai sem
cadastro.

a dor de todas as ruas vazias.

sujo os olhos com sangue. chove torrencialmente. o
filme acabou. não nos conheceremos nunca.

a dor de todas as ruas vazias.

os poemas adormeceram no desassossego da idade.
fulguram na perturbação de um tempo cada dia mais
curto. e, por vezes, ouço-os no transe da noite. assolam-me
as imagens, rasgam-me as metáforas insidiosas, porcas. ..e
nada escrevo.
o regresso à escrita terminou. a vida toda fodida - e
a alma esburacada por uma agonia tamanho deste mar.

a dor de todas as ruas vazias.



Al Berto

Uma antítese inventada





Entendo que essa antiga e venerável missão das prostitutas é uma ética congenitalmente feminina, que só por um desvio de uma religião patrística foi reservada às sacerdotisas do amor, a fim de cindir a humanidade feminina na projecção do abominável e do sublime masculino.
Uma antítese inventada por esse ser eminentemente melodramático que é o homem, sem a mínima verosimilhança no cosmo da realidade da mulher que não distingue o espírito da carne.
Eis porque as mulheres honestas sempre no fundo invejaram as prostitutas e vice-versa.

In, A Madona 
Natália Correia


If i never see you again




If i never see you again
i will always carry you
inside
outside
on my fingertips
and at brain edges
and in centers
centers
centers
of what i am of
what remains.

Charles Bukowski


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

..................árdua tarefa



"É árdua, sem dúvida, a tarefa de nos construirmos...
Quando fingimos ser o que não somos... 
E esse caminho não pode trazer - nem a nós nem aos outros - nada de bom. 
Não é autêntico. 
Acontece-nos por vezes que temos objectivos que exigem de nós aquilo que ainda não somos capazes de dar. 
Nesses momentos, devíamos compreender, simplesmente, que aquilo não é para nós; que ainda temos de crescer; que nos falta uma determinada porção de esforço e de luta"


AS TREZE MATRIARCAS




Ao longo dos tempos, entre os Kiowa, Cherokee, Iroquois, Séneca e em várias outras tribos nativas norte-americanas, as anciãs contavam e ensinava, nos "Conselhos de Mulheres" e nas "Tendas Lunares", as tradições herdadas de suas antepassadas. 

Dentre várias dessas lendas e histórias, sobressai a lenda das "Treze Mães das Tribos Originais", representando os princípios da energia feminina manifestados nos aspectos da Mãe Terra e da Vovó Lua.

Neste momento de profundas transformações humanas e planetárias, é importante que todas as mulheres conheçam este antigo legado para poderem curar-se antes de tentarem curar e nutrir os outros. 
Dessa forma, as feridas da alma feminina não mais se manifestarão em atitudes hostis, separatistas, manipuladoras ou competitivas.
Alcançando uma postura de equilíbrio, as mulheres poderão expressar as verdades milenares que representam, em vez de imitarem os modelos masculinos de agressão, competição, conquista ou domínio, mostrando, assim, ao mundo um exemplo de força equilibrada, se empenhando na construção de uma futura sociedade de parceria.

Como regentes das treze lunações, as Treze Matriarcas protegem a Mãe Terra e todos os seres vivos, seus atributos individuais sendo as dádivas trazidas por elas à Terra.
O símbolo da Mãe Terra é a Tartaruga e seu casco, formado de treze segmentos, simboliza o calendário lunar.

O primeiro calendário que os índios norte-americanos americanos tiveram foram Cascos de Tartaruga. Os nossos antepassados viam a passagem dos ciclos e estações observando que treze luas se passaram antes da mesma estação retornar.
A Vovó Lua desaparece e retorna, mostrando toda a sua face, treze vezes durante o ano.

A Mãe foi representada pela criatura mais fértil de nosso planeta, a Tartaruga, que mostrou aos nossos ancestrais como marcar a passagem de cada ciclo lunar. Cascos de tartaruga formaram as treze luas do ano dentro de um quadro que formou um Circulo, a que chamamos de Arco Sagrado ou Roda Medicinal.

Estes treze ciclos lunares inspiraram o nascimento da lenda do Clã das 13 Mães Originais (Matriarca) que representam dádivas e habilidades que os seres humanos devem desenvolver durante O Caminho da Terra, ou vida física. Essas lições de desenvolvimento do potencial humano conter as competências que cada “duas pernas” (seres humanos) deve aprender para viver em harmonia com todas as formas de vida.

Quando aprendemos o que são as nossas potencialidades e desenvolvemos as habilidades de relacionamentos correctos, poderemos compartilhar os dons, com toda a Tribo Humana. A generosidade é a chave para trabalhar e beneficiar todas as coisas vivas. Se dermos de nós mesmos e de nossos dons, as bênçãos que temos recebido serão compartilhadas.
Nós podemos expandir os limites e as capacidades de todo o potencial humano.

Conta a lenda que, no início da vida no nosso planeta, havia abundância de alimentos e igualdade entre os sexos e as raças. Mas, aos poucos, a ganância pelo ouro levou à competição e à agressão, a violência resultante desviou a Terra de sua órbita, levando-a a cataclismos e mudanças climáticas. Em consequência, para que houvesse a purificação necessária do planeta, esse primeiro mundo foi destruído pelo fogo.

Assim, com o intuito de ajudar num novo início e restabelecer o equilíbrio perdido, a Mãe Cósmica, manifestada na Mãe Terra e na Vovó Lua, deu à humanidade um legado de amor, perdão e compaixão, resguardado no coração das mulheres.
Para isso, treze partes do Todo representando as treze lunações de um ciclo solar e atributos de força, beleza, poder e mistério do Sagrado Feminino. Cada uma por si só e todas em conjunto, começaram a agir para devolver às mulheres a força do amor e o bálsamo do perdão e da compaixão que iriam redimir a humanidade. Essa promessa de perfeição e ascensão iria se manifestar num novo mundo de paz e iluminação, quando os filhos da Terra teriam aprendido todas as lições e alcançado a sabedoria.

Cada Matriarca detinha no seu coração o conhecimento e a visão e no seu ventre a capacidade de gerar os sonhos. Na Terra, elas formaram um conselho chamado "A Casa da Tartaruga" e, quando voltaram para o interior da Terra, deixaram no seu lugar treze crânios de cristal, contendo toda a sabedoria por elas alcançada. Por meio dos laços de sangue dos ciclos lunares, as Matriarcas criaram uma Irmandade que une todas as mulheres e visa a cura da Terra, começando com a cura das pessoas.

Cada uma das Matriarcas detém uma parte da verdade representada, simbolicamente, numa das treze ancestrais, as mulheres actuais podem recuperar a sua força interior, desenvolver seus dons, realizar seus sonhos, compartilhar a sua sabedoria e trabalhar em conjunto para curar e beneficiar a humanidade e a Mãe Terra.
Somente curando a si mesmas é que as mulheres poderão curar os outros e educar melhor as futuras gerações, corrigindo, assim, os padrões familiares corrompidos. Apenas honrando seus corpos, suas mentes e suas necessidades emocionais, as mulheres terão condições de realizar os seus sonhos.

Falando as suas verdades e agindo com amor, as mulheres actuais poderão contribuir para recriar a paz e o respeito entre todos os seres, restabelecendo, assim, a harmonia e a igualdade originais, bem como o equilíbrio na Terra.

Mirella Faur
in, Anuário da Grande Mãe






As Matriarcas das lunações


1.Primeira Lunação
 Plenilúnio em Caranguejo
    Lua da renovação da terra
    (Sol em Capricórnio)

"Aquela que fala com todos os seres", a guardiã do aprendizado da verdade, do tempo e das estações. Ela ensina-nos  o nosso parentesco com todos os seres da criação e a necessidade de honrar a verdade de cada ser, respeitando os direitos de todas as formas de vida e a abrir o coração. A sua sabedoria está na sintonia com os ritmos da vida e no uso dos quatro elementos para alcançar o equilíbrio!

Esta Lua convida para um tempo de descanso e renovação. Ela não permite transparecer as emoções, mas sinaliza para interiorizar e descansar. Reflectir as acções do passado, preparando-se para o futuro. Os nascidos nesta lua devem prevenirem-se para não ficarem bloqueados, perfeccionistas e para encontrar tempo para lazer. Ela pede para ser adaptável, flexível, prudente, correcto na conduta.

Em Caranguejo, a Lua Cheia, senta-se no seu trono. Caranguejo é o signo da maternidade, e esta fase simboliza trazer ao mundo uma criança saudável. A energia é predominantemente feminina, fértil, uma Lua Cheia no auge. Favorece o crescimento dos frutos, vegetais, flores ou projectos. A Lua mais indicada para trabalhar as emoções. Nos convida para um tempo de descanso e renovação. Para reflectir as acções do passado, preparando-se para o futuro. Esta é a posição para um potencial de grande poder, nos ensina a ser fluidos, mas correctos na conduta bem como tão claros, adaptáveis, prudentes e sábios.

Esta Lua Cheia afasta influencias antigas, nutre a nossa criança interior, reavalia temas antigos, descarta o que não nos serve mais, harmoniza a vida familiar.


2.Segunda Lunação
Plenilúnio em Leão
(Sol em Aquário)

É a guardiã da sabedoria, a guardiã das tradições sagradas e da memória planetária. Ela nos ensina a encontrar a sabedoria, tornando-nos receptivos aos pontos de vista dos outros e a aprender com as experiências alheias. Aceitando a verdade e o espaço sagrado de cada ser expandimos a noção da família planetária e reafirmamos os nossos laços com todos os nossos irmãos de criação.
Esta lua tem a dádiva de fazer o coração ficar leve e ser brincalhão . Você pode realmente gostar de outras pessoas e de você mesmo. Ser humanitário. Também para a purificação.
Inspira a aperfeiçoar a comunicação, desenvolver o intelecto a transmitir mensagens de forma gentil e harmoniosa. Expande o poder intuitivo e traz recordações de vidas passadas.
Esta Lua ajuda a desenvolver habilidades psíquicas e para descobrir o aspecto corajoso e humanitário de nosso próprio ser.


3.Terceira Lunação
Plenilúnio em Virgem
Lua das Sementes
(Sol em Peixes)

É "Aquela que avalia a verdade", a guardiã da justiça que ensina os princípios da Lei Divina, a lei da acção e reacção, o reconhecimento da nossa força e a aceitação da nossa fraqueza, mostrando-nos como avaliar as situações com imparcialidade, aceitando a verdade sem ferir ninguém.  Energia propícia ao plantio de novas sementes na nossa vida, flexibilidade, cura, percepção e aceitação.

Traz a dádiva natural de habilidades curativas e psíquicas. Para aprender sobre sensibilidade profunda e a descobrir o próprio poder natural, sobre os mistérios da vida e a necessidade de estabelecer um território seguro. Inspira a aceder a poderes de fora do mundo ordinário, a expandir o dom natural para os mistérios da vida e do Universo.

Esta é também uma lua de mistério. Pede mudanças rápidas, e preparação para tempos de crescimento. Intensifica o lado inquieto da natureza, aumenta a habilidade para lidar com energias próprias. Sua dádiva de pureza ajuda a ter pureza espiritual


4.Quarta Lunação 
Plenilúnio em Balança 
    Lua das Arvores que Crescem
    (Sol em Carneiro)

É "Aquela que vê longe", a guardiã dos sonhos. Ela ensina-nos a usar a força dos nossos pensamentos e sentimentos para alcançar os resultados almejados. Ela também nos mostra o valor dos nossos sonhos e nos guia para usarmos a nossa habilidade no descobrimento e desenvolvimento do nosso potencial pessoal.

Esta lua tem a dádiva da liderança, da clareza de visão e adaptabilidade. Para aprender a temperar as energias de fogo, criar raízes e voar.

Esta Lua convida a encontrar meios de evolução pessoal para si e para os outros. Ensina sobre energia, intensidade, destemor. Ensina a canalizar energia, conter emoções e a ser pacientes com os outros. A temperar a energia que o fogo dá, para que o fogo interior possa trazer calor e luz para tudo o que entrar em contacto.
Energia propícia para a renovação e crescimento.


5.Quinta Lunação
Plenilúnio em Escorpião
Lua das Flores e do Retorno dos Sapos
    (Sol em Touro)


É "Aquela que ouve", a guardiã do silencio. Seu ensinamento é silenciar para ouvir as mensagens do nosso interior, da natureza, dos Mestres, do Criador. Encontraremos, assim, a calma e a paz necessárias para avaliar, ordenar e transformar a nossa vida.
Esta lua tem a dádiva de poder tornar agradáveis os ambientes, de cada um se auto-sustentar e sustentar os outros: a estabilidade.

Esta lua o encorajará para ir além do plano material, a buscar qualquer iluminação espiritual que puder encontrar.
Ensina sobre perseverança, paciência, estabilidade e praticidade. Inspira a colocar a própria casa em ordem, para que possa ter um lugar tranquilo e de contentamento.


6.Sexta Lunação 
Plenilúnio em Sagitário 
Lua dos Cavalos
(Sol em Gémeos)

É "A Contadora de Historias" que, por meio de seus contos, ensina o relacionamento correcto com os nossos irmãos de criação, como usar o humor para afastar os medos, como equilibrar o sagrado e o profano e preservar a tradição oral de nossos ancestrais. A Energia propícia ao recolhimento e equilíbrio dos instintos, direccionamentos das energias, centrar.
Esta lua traz a dádiva das habilidades de cura e de aprender a desenvolve-la. Para adquirir habilidades em qualquer área que queira trabalhar, aprender sobre a própria beleza , dos outros e do meio ambiente.

Esta Lua ensina sobre as próprias habilidades, a ser mais sensitivo, mais veloz, e apreciar a beleza em todas as suas formas. Revela as forças e as fraquezas que vêm da energia vital.


7.Sétima Lunação
Plenilúnio em Capricórnio
    Lua da Luz Forte e da Benção
    (Sol em Caranguejo )


É "Aquela que ama todas as coisas", a guardiã do amor incondicional. Ela ensina o amor e a compaixão em todas as manifestações da vida. Amar o self sem restrições, quebrar os padrões impostos de dependências, ajudar a nossa criança a interior a aceitar e dar amor, curando as feridas do passado.
Esta lua tem a dádiva da intuição e inspira a ser amante da família. Para aprender sobre a importância das relações e a necessidade de um lar forte.

Esta Lua educa sobre a lei dos relacionamentos e sobre a família. Ela ensina sobre as necessidades de dar e receber amor. De seguir as próprias percepções e intuições, para aprender sobre o próprio sentido de segurança e encontrar uma direcção espiritual que ajude a canalizar as energias da vida que sempre fluem através de todos nós.


8.Oitava Lunação
Plenilúnio em Aquário
Lua dos Frutos Maduros
(Sol em Leão)


É "Aquela que cura", a guardiã das artes curativas e dos ritos de passagem. Ela mostra à humanidade que cada acto da vida é um passo no caminho da cura. Abrindo mão dos julgamentos e condicionamentos do passado, seremos capazes de curar o medo do futuro e iniciar um novo ciclo por meio de um rito de passagem.

Energia propícia ao fortalecimento do valor absoluto, interacção, iniciar um novo ciclo.
Esta lua tem a dádiva de saber demonstrar afeição e de encarar temores. Deve aprender que o coração é a fonte de sua força e desenvolver habilidades de liderança.

Esta Lua ensina como trabalhar o centro do coração, como demonstrar afeição, como encarar os medos, e como desenvolver habilidades de liderança. Ajuda a desenvolver a coragem e o poder.



9.Nona Lunação
 Plenilúnio em Peixes
Lua da Colheita
(Sol em Virgem)


É "A Mulher do Sol Poente", a guardiã das gerações futuras. Ela ensina-nos a encontrar a nossa verdade pessoal, encarando o futuro sem medo e manifestando as nossas visões na Terra. Somos responsáveis pelas próximas sete gerações e não devemos lhes deixar um legado negativo, doentio ou fragmentado.

Esta lua tem a dádiva de tomar decisões justas, da perseverança e da habilidade para analisar. Poderá aprender os conceitos do dever e do trabalho, e adquirir bom senso e confiança.

Esta Lua ensina sobre justiça, discriminação, habilidades de raciocínio e análise.
Ensina a equilibrar as suas próprias energias espirituais e físicas, dá habilidades para penetrar em regiões secretas do coração e da alma, e despertar a curiosidade

Energia propícia à fertilidade, prosperidade, preparação para o futuro.


10.Décima Lunação
Plenilúnio em Carneiro
Lua do Vôo
(Sol em Balança)


É "Aquela que tece a teia", a guardiã da força criativa que nos ensina a desenvolver as nossas habilidades, destruindo as limitaçoes, saindo da estagnação e a materializar os nossos sonhos. A nossa criatividade é determinada pela nossa capacidade de sonhar e usar a nossa imaginação.
Esta lua, tem a dádiva do equilíbrio e da harmonia, e de como entender as mensagens do seu coração, através da sua introspecção e força. Para aprender realmente o que é equilíbrio, mesmo que necessite sentir desconforto para fazer isso.

Esta lua ensina sobre os paradoxos da própria vida, de uma maneira mais directa e intensa, pela própria vivência. Ensina a mostrar a afeição física e como sentir-se confortável, tanto no Céu como na Terra, e a compreensão dos relacionamentos com grupos.

Energia propícia à avaliação para o equilíbrio e a harmonia, descoberta e a libertação.


11.Décima Primeira Lunação
Plenilúnio em Touro 
Lua Escura das Folhas que Caem
(Sol em Escorpião)

É "Aquela que anda com firmeza", a Mãe da inovação e da perseverança. Ela nos ensina o uso adequado da vontade e do poder para modificar as circunstancias da vida pela acção pessoal, sem depender dos outros para agir, a afirmar a nossa auto-estima e a auto-suficiência. Esta lua, tem a dádiva de inspirar um mensageiro para os aspectos espirituais da vida. A adaptabilidade e a capacidade de viajar em silêncio nos lugares de maiores medos.

Para aprender a focalizar as energias, a ser mais sensível a elas e a desenvolver habilidades de cura.
Esta Lua ensina sobre a força de transformar o seu mais íntimo ser, trazendo todas as lições que se tenha aprendido. Ensina sobre a extensão da própria energia, habilidade para criar mudanças, curiosidade, desejo de verdade, adaptabilidade, paciência, tenacidade, ambição, poder e a deixar a nossa marca bem penetrante.

Eu nasci nesta lua.

12.Décima Segunda Lunação
Plenilúnio em Gémeos
Lua dos Dias Sagrados
(Sol em Sagitário)


É "Aquela que agradece as dadivas", que nos ensina a agradecer por tudo o que recebemos na vida, abrindo, assim, espaço para a futura abundância. Não importam quais sejam as dificuldades ou desafios que enfrentamos, devemos agradecer por essas oportunidades que nos permitem desenvolver e revelar a nossa força interior. Como a "Mãe da Abundância", ela nos mostra o valor do dar para receber.
Esta Lua inspira a receber e a transmitir conhecimentos ancestrais, para meditar nos próprios dons, olhar a vida com mais clareza. Permita que esta energia do Universo venha energizar os seus dons e assim poderá ter acesso, como um aparelho dos grandes poderes do Universo.

Esta Lua convida para um tempo de descanso e renovação. Ela não permite transparecer as emoções, mas sinaliza para interiorizar e descansar. Reflectir as acções do passado, preparando-se para o futuro. Os nascidos nesta lua devem prevenirem-se para não ficarem bloqueados, perfeccionistas e para encontrarem tempo para o lazer. Ela pede para ser adaptável, flexível, prudente, correcto na conduta.
Para trabalhar a concentração, pois pode gerar dispersão. Para trabalhar a comunicação consigo mesmo, o auto conhecimento, buscar o Eu Superior. Favorece a comunicação, o bom uso da palavra, energia para adatar-se às mais diversas situações. Saber também a hora certa de calar, de ouvir e de falar.

Para curar as más palavras que usamos contra nós mesmos, as limitações que nos impomos através da palavra. Trabalhar as afirmações positivas e curar as suas programações negativas através delas. Para que façamos um balanço entre aquilo que falamos com aquilo que o nosso coração realmente sente. Sabermos honrar os compromissos feitos através da nossa palavra, da nossa comunicação.



13.Décima Terceira Lunação
A Lua Azul


O que é Lua Azul?
Chama-se Lua Azul à segunda lua cheia num mesmo mês do calendário gregoriano, ou a Lua Cheia do décimo terceiro ciclo de lunação, fechando o ano solar.

A Lua Azul é regida pela Matriarca da 13ª Lunação. 

Ela é “aquela que se torna a visão”, a guardiã de todos os ciclos de transformação, a mãe das mudanças. Esta Matriarca ensina-nos a importância de seguir o nosso caminho sem nos deixarmos desviar por ilusões que possam vir a interferir com as nossas visões. Cada vez que nos transformamos, realizando as nossas visões, uma nova pespectiva e compreensão se abre, permitindo-nos alcançar outro nível na eterna espiral da evolução do espírito. A última visão a ser alcançada é a decisão de simplesmente SER. Sendo tudo e sendo nada, eliminamos os rótulos e definições que limitam a nossa plenitude.


“Com o surgimento do calendário Juliano, no início do cristianismo, o culto à Lua Azul passou a ser reprimido por ser considerado uma exacerbação da simbologia lunar, do poder feminino e do culto às Deusas, assuntos perseguidos e proibidos. 
Mesmo assim, permaneceu a sua aura romântica e poética, e a Lua Azul passou a ser associada à crença de que era propícia ao romance e ao encontro de parceiros. 
Surgiu o termo inglês blue moon, significando algo muito raro, impossível, dando origem a inúmeras músicas e poemas melancólicos ou esperançosos”.