quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Lua Cheia no Grau 3 do Eixo Gémeos / Sagitário - 25 de Novembro
Este novo movimento lunar remete-nos para uma objectiva mudança de valores na direcção a tomar, impulsiona essa vontade de derrubar valores e crenças, mas em simultâneo uma hesitação, podemos aproveitar esse momento de paragem para sentirmos se estamos indecisos porque ainda algo nos prende a valores enraizados no controle mental.
Claro que tudo isto irá ser movido por factores do nosso quotidiano, pessoas, situações, experiências súbitas, onde vamos ter que optar realmente por Nós.
Esta é a grande seta que o sol em sagitário conjunto a saturno e mercúrio está a impulsionar.
Tens coragem de purificar e transformar valores que te prendem a uma resistência interior, em enfrentar as situações, e decidires que só tu podes inverter a ordem dos acontecimentos, mais ninguém.
A dúvida tem a haver com tentativas de controlar os desafios evitando conflitos internos, podem ser de ordem emocional, material ou mesmo crenças de ética que subjugam o ego ao convencionalismo e tradição da sociedade.
Não dá mais para nos fixarmos nesses modelos tradicionais de como temos que nos comportar e ser, se o fizermos sentiremos confusão, mal estar e dispersão. Agora o grande leme é a verdadeira responsabilidade de activar em proactividade a vontade pessoal, sentir onde ainda o ego não quer acreditar no seu poder de mudar a direcção da vida.
Muitos castelos de cartas irão ser desmontados, pois na verdade estavam edificados em limitações nossas, e onde nos escondíamos do que verdadeiramente estamos a sentir.
Este limbo de confusão tem outra força oposta...
EU JÁ SEI O QUE QUERO PARA A MINHA VIDA e vou acreditar profundamente, mas para isso os obstáculos devem ser vivenciados pela consciência sem tentar evitar, esse desafio é o salto para o desconhecido.
Deveremos sair dos casulos autistas que criamos e onde nos fechamos nos medos.
Que teia estivemos a construir e onde nos aprisionamos?
Aguentem o leme pois o ego da verdade pode sair, não deveremos evitar, mas sim criar um contacto intimo com ele, senti-lo, e usar a ligação com a transparência interna...:
Isto era o que me confundia, querer controlar o passo mais equilibrado.
Tudo bem, desde que essa reflexão não seja a camuflagem da hesitação.
Momentos de fluxos instáveis, sei o que quero, mas fico confuso pois ainda não acredito que posso avançar... então pára se isso acontecer, e sente onde te estás a condicionar pelo medo de criares um silêncio interno e obter sem dúvida a resposta...
Hold on friends...
É apenas um reajuste e posicionamento ao nível da consciência de criarmos contacto com a hesitação, e onde serve para criar véus escapistas da realidade que já vibra dentro de nós... parece uma fogueira onde podemos bailar, relaxar e apenas no silêncio, deixar o coração falar e dar a resposta... guiar esse fogo estável sem stress, mas segurança conquistada no silêncio interior...
Relaxem, permitam a visão interna dialogar e tomem decisões em coerência com a vontade , a vossa vontade ... Equilibrar o fogo com o recolhimento centrado na realidade das vossas experiências, e o que são como oportunidade de mudança profunda de direcção.
Sinto isto, mas tenho medo de criar violência, desequilíbrio com o que sinto que quero.
Este confronto terá a via da transparência consciente.
Aceitem e permaneçam focados nesse momento de contacto com a direcção da força da vontade.
Em comunhão equilibrada por o silêncio que devolve assertividade e sensibilidade, centra-te.
Um profundo abraço neste novo fogo interno sereno mas aceso no coração...
Ruth Fairfield
........................bailas-me por entre os pensamentos
"Nos meus momentos mais quietos, bailas-me por entre os pensamentos.
São segundos em que te afasto com um abanar de cabeça e um retomar da realidade, como se me fosses viral.
São segundos que parecem horas, em que te vejo sorrir-me, em que rimos juntos, em que nos amamos, em que a tua mão está na minha e o meu espaço preenchido por ti e o teu por mim...
Segundos. E eu afasto-te. Ou tento. Pelo menos.
Não sei ver-te como realmente és.
Vejo-te toldado pelo que sinto, pelo que me fizeste sentir.
Jamais te imaginaria assim... tão longe do que me foste."
Não existe nenhum Deus
"Deus está morto dizia Nietzsche, e o homem está livre.
E agora que fazer?
Se existe um criador do céu e da terra, quem criou este criador, e quem criou o criador do criador?
Mantenha-se no TAO e saberá o que fazer no momento presente.
Não existe nenhum Deus, existe sim a Sua consciência, o Seu nirvana, a Sua liberdade.
Sem Deus você sente-se só, mas essa solidão tem que fazer parte de si, tem que a abraçar e tem que perceber que viver na sua mente é viver na ilusão."
Noam Chomsky
Uma entrevista com Noam Chomsky
Feita por Daniel Mermet
As manipulações da mídia e a fabricação do consentimento, o isolamento político do governo norte-americano, o totalitarismo e a essência da democracia: estes e outros temas sob a óptica de um dos mais importantes intelectuais de nossa época.
Tão respeitado nos pequenos seminários académicos quanto nas grandes reuniões do Fórum Social Mundial, Noam Chomsky é um dos mais importantes intelectuais da actualidade. Com 78 anos, esse professor do renomado MIT (o Instituto de Tecnologia de Massachusetts) tornou-se uma referência mundial, seja no domínio da linguística, sua área de especialização científica, seja nas fileiras da esquerda, seu campo de actuação política. Como linguista, Chomsky teve o nome internacionalmente projectado por sua teoria acerca dos princípios estruturais inatos da linguagem. Como político, tem-se destacado na crítica à globalização neoliberal e aos mecanismos de controle dos regimes totalitários e das sociedades ditas democráticas.
De origem judaica (seu pai, professor em escola religiosa, foi um dos grandes eruditos da língua hebraica), não poupa críticas a Israel, pelo tratamento dado aos palestinos e pela prática do que qualifica como “terrorismo de Estado”. Nascido em Filadélfia (o berço da identidade nacional norte-americana), é um dos principais opositores da política imperialista dos Estados Unidos, em geral, e do governo George W. Bush, em particular. Intelectual engajado (que se define como “socialista libertário”), vem sendo tão radical na condenação do stalinismo quanto do nazismo. Sua independência intelectual tem-lhe valido pesados ataques, vindos de várias direcções. Mas também lhe tem granjeado amplas simpatias e apoios.
Nesta entrevista exclusiva a Le Monde Diplomatique, ele discorre extensamente sobre alguns dos temas mais relevantes do mundo contemporâneo:
Diplomatique
Comecemos pela questão da mídia. Na França, em maio de 2005, por ocasião do referendo sobre o Tratado da Constituição Europeia, a maioria dos meios de comunicação de massa era partidária do “sim”. No entanto, 55% dos franceses votaram “não”. O poder de manipulação da mídia não parece, portanto, absoluto. Esse voto dos cidadãos representaria um “não” também aos meios de comunicação?
Chomsky
O trabalho sobre a manipulação midiática ou a fábrica do consentimento, feito por mim e Edward Herman, não aborda a questão dos efeitos das mídias sobre o público. É um assunto complicado, mas as poucas pesquisas detalhadas sugerem que a influência das mídias é mais expressiva na parcela da população com maior escolaridade. A massa da opinião pública parece menos dependente do discurso dos meios de comunicação.
Tomemos como exemplo a eventualidade de uma guerra contra o Irão: 75% dos norte-americanos acham que os Estados Unidos deveriam pôr fim às ameaças militares e privilegiar a busca de um acordo pela via diplomática. Pesquisas conduzidas por institutos ocidentais mostram que a opinião pública dos Estados Unidos e a do Irão convergem também sobre certos aspectos da questão nuclear: a esmagadora maioria das populações dos dois países acha que a zona que se estende de Israel ao Irão deveria estar totalmente livre de artefactos nucleares, inclusive os que hoje estão nas mãos das tropas norte-americanas na região. Ora, para se encontrar esse tipo de opinião na mídia, é preciso procurar muito.
Quanto aos principais partidos políticos norte-americanos, nenhum defende este ponto-de-vista. Se o Irão e os Estados Unidos fossem autênticas democracias, no seio das quais a maioria realmente determinasse as políticas públicas, o impasse actual sobre a questão nuclear estaria sem dúvida resolvido.
Há outros casos parecidos. No que se refere, por exemplo, ao orçamento federal dos Estados Unidos, a maioria dos norte-americanos deseja uma redução das despesas militares e um aumento correspondente das despesas sociais, dos créditos depositados para as Nações Unidas, da ajuda humanitária e económica internacional. Deseja também a anulação da redução de impostos que beneficia os mais ricos, decidida por Bush.
Em todos esses aspectos, a política da Casa Branca é contrária aos anseios da opinião pública. Mas as pesquisas de opinião que revelam essa persistente oposição pública raramente são publicadas pelas mídias. Resulta que não somente os cidadãos são descartados dos centros de decisão política, como também são mantidos na ignorância sobre o real estado da opinião pública.
Existe uma preocupação internacional com o abissal défice duplo dos Estados Unidos: o défice comercial e o défice orçamentário. Estes somente existem em estreita relação com um terceiro: o défice democrático, que aumentar sem cessar, não somente nos Estados Unidos, mas em todo o mundo ocidental.
Diplomatique
Toda vez que perguntamos a uma estrela do jornalismo ou a um apresentador de grande jornal da televisão se ele sofre pressões ou censura, a resposta é invariavelmente “não”. O jornalista diz que é totalmente livre, que somente expressa suas próprias convicções. Conhecemos bem os mecanismos de dominação ideológica das ditaduras. Mas como funciona o controle do pensamento numa sociedade democrática?
Chomsky
Quando os jornalistas são questionados, eles respondem de facto: “nenhuma pressão é feita sobre mim, escrevo o que quero”. E isso é verdade. Apenas deveríamos acrescentar que, se eles assumissem posições contrárias à norma dominante, não escreveriam mais seus editoriais. Não se trata de uma regra absoluta, é claro. Eu mesmo sou publicado pela mídia norte-americana. Os Estados Unidos não são um país totalitário. Mas ninguém que não satisfaça exigências mínimas terá hipótese de chegar à posição de comentarista respeitável. Esta é, aliás, uma das grandes diferenças entre o sistema de propaganda de um Estado totalitário e a maneira de agir das sociedades democráticas. Com certo exagero, nos países totalitários, o Estado decide a linha a ser seguida e todos devem se conformar. As sociedades democráticas funcionam de outra forma: a linha jamais é anunciada como tal; ela é subliminar. Realizamos, de certa forma, uma “lavagem cerebral em liberdade”. Na grande mídia, mesmo os debates apaixonados se situam na esfera dos parâmetros implicitamente consentidos – o que mantém na marginalidade muitos pontos de vista contrários.
O sistema de controle das sociedades democráticas é mais eficaz; ele insinua a linha dirigente como o ar que respiramos. Não percebemos, e, por vezes, nos imaginamos no centro de um debate particularmente vigoroso. No fundo, é infinitamente mais teatral do que nos sistemas totalitários.
Tomemos, por exemplo, o caso da Alemanha dos anos 1930. Temos a tendência a esquecer, mas era então o país mais avançado da Europa, na vanguarda em matéria de ciência, técnica, arte, literatura e filosofia. Depois, em pouquíssimo tempo, houve uma grande reviravolta, e a Alemanha tornou-se o mais letal, o mais bárbaro Estado da história humana.
Tudo isso foi feito espalhando-se o medo. Medo dos bolcheviques, dos judeus, dos ciganos, dos norte-americanos – em suma, de todos aqueles que, segundo os nazistas, ameaçavam o coração da civilização europeia, herdeira directa da civilização grega. Era o que escrevia o filósofo Martin Heidegger em 1935. Ora, a maior parte da mídia alemã, que bombardeou a população com esse tipo de mensagem, usou as mesmas técnicas de marketing utilizadas por publicitários americanos.
Não esqueçamos de como uma ideologia se afirma. Para dominar, a violência não basta. É preciso uma justificativa de outra natureza. Assim, quando uma pessoa exerce poder sobre outra, seja um ditador, um colonizador, um burocrata, um patrão ou um marido, ele precisa de uma ideologia justificadora, que sempre redunda na mesma coisa: a dominação é exercida para “o bem” do dominado. Em outras palavras, o poder se apresenta sempre como altruísta, desinteressado, generoso.
Nos anos 1930, as regras da propaganda nazista consistiam, por exemplo, em escolher palavras simples e repeti-las sem parar, associando-lhes emoções, como o medo. Quando Hitler invadiu os Sudetos, em 1938, ele o fez invocando os objectivos mais nobres e caritativos: a necessidade de uma “intervenção humanitária” para impedir a “limpeza étnica” da população de língua alemã e garantir que todos pudessem viver sob a “asa protectora” da Alemanha, com o apoio da mais avançada potência do mundo no domínio da cultura.
Em propaganda, se de alguma maneira nada mudou depois de Atenas, houve certamente aperfeiçoamentos. Os instrumentos sofisticaram-se muito, em particular e paradoxalmente nos países mais livres do mundo: o Reino Unido e os Estados Unidos. Foi lá, não em outra parte, que a moderna indústria das relações públicas, isto é, a fábrica da opinião ou a propaganda, nasceu nos anos 1920.
Estes dois países haviam de facto progredido em matéria de direitos democráticos, com o voto feminino, a liberdade de expressão etc. A tal ponto que o desejo de liberdade não podia mais ser contido somente pela violência estatal. Convertemo-nos, assim, às tecnologias da “fábrica do consentimento”. A indústria das relações públicas produz, no sentido próprio dos termos, consentimento, aceitação, submissão. Ela controla as ideias, os pensamentos, os espíritos. Em relação ao totalitarismo, foi um grande progresso: é muito mais agradável sofrer o efeito de uma publicidade que se ver numa sala de tortura.
Nos Estados Unidos, a liberdade de expressão é protegida num grau sem paralelo em qualquer outro país do mundo. Isso é muito recente. Desde os anos 60, a Suprema Corte deu grande protecção e garantia à liberdade de expressão, o que traduz, na minha opinião, um princípio fundamental estabelecido desde o século XVIII pelo Iluminismo. A Suprema Corte afirma que a palavra é livre com a única ressalva de não participar de acto criminoso. Se, por exemplo, entro numa loja para roubar, um de meus cúmplices tem uma arma, e eu digo “atire!”, isso não será protegido pela Constituição. Quanto ao resto, o motivo deve ser particularmente grave para que a liberdade de expressão seja posta em xeque. A Suprema Corte já reafirmou este princípio até mesmo em favor dos membros do Ku Klux Klan. Na França, no Reino Unido e, me parece, no resto da Europa, a liberdade de expressão é definida de maneira muito mais restritiva.
A meu ver, a questão essencial é: o Estado tem o direito de definir qual é a verdade histórica e punir quem dela se afasta? O pensamento tende a se acomodar a uma prática stalinista. Os intelectuais franceses têm dificuldades em admitir que é bem esta a sua inclinação. No entanto, a recusa de tal abordagem não deveria comportar excepção. O Estado não deveria possuir nenhum meio de punir quem quer que pretenda que o Sol gire em torno da Terra. O princípio da liberdade de expressão tem algo de muito elementar: ou o defendemos no caso de opiniões que detestamos, ou renunciamos por completo à sua defesa. Mesmo Hitler e Stalin admitiam a liberdade de expressão daqueles que defendiam seus pontos de vista.
Acrescento que há algo de muito perturbador e mesmo de escandaloso em debater essas questões dois séculos após Voltaire, que, como sabemos, declarava: “Odeio as suas opiniões, mas daria a minha vida para que você pudesse expressá-las”. Seria prestar um triste desserviço às vítimas do holocausto adoptar uma das políticas fundamentais de seus carrascos.
Diplomatique
Num de seu livros, você comenta a frase de Milton Friedman “ter lucro é a própria essência da democracia”...
Chomsky
A bem dizer, as duas coisas são de tal forma contrárias que não há sequer comentário possível. A finalidade da democracia é que as pessoas possam decidir suas próprias vidas e fazer as escolhas políticas que lhes concernem. A realização de lucros é uma patologia de nossas sociedades, associada a estruturas particulares. Numa sociedade decente, ética, a preocupação com o lucro seria marginal. Tome como exemplo meu departamento universitário, no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Lá, alguns cientistas trabalham duro para ganhar muito dinheiro. Mas são considerados um pouco marginais, um pouco perturbados, quase casos patológicos. O espírito que anima a comunidade académica é, antes, o da descoberta, a um só tempo por interesse pessoal e para o bem de todos.
Diplomatique
Num texto que lhe é dedicado, Jean Ziegler escreve: “Existem três totalitarismos: o totalitarismo stalinista, o totalitarismo nazista, e, agora, o ‘tina’.” Você compararia esses três totalitarismos?
Chomsky
Eu não os colocaria no mesmo plano. Combater o “tina” é afrontar uma construção intelectual que não pode ser comparada aos campos de concentração ou ao gulag. Além disso, a política norte-americana suscita oposição em escala planetária. Na América Latina, a Argentina e a Venezuela expulsaram o FMI. E os Estados Unidos não puderam recorrer ao que seria a norma há vinte ou trinta anos: o golpe militar. O programa económico neoliberal que foi imposto à América Latina durante os anos 80 e 90 é hoje rejeitado no continente. Vemos esta mesma oposição à globalização económica por toda parte.
O movimento global pela justiça, sempre sob o foco da mídia na época de cada reunião do Fórum Social Mundial, trabalha na realidade durante todo o ano. É um fenómeno muito recente na história, que marca talvez o início de uma verdadeira Internacional. Seu principal cavalo de batalha é a existência de uma alternativa. Aliás, que melhor exemplo de uma globalização diferente do que o próprio Fórum Social Mundial? As mídias hostis chamam aqueles que se opõem à globalização neoliberal de “os antiglobalização”, quando, na verdade, eles lutam por uma outra globalização, a globalização dos povos.
Podemos observar o contraste entre uns e outros, porque, no mesmo momento, ocorre o Fórum Económico Mundial, que trabalha para a integração económica planetária, mas somente em prol dos interesses das altas financeiras, dos bancos e dos fundos de pensão – potências que controlam também as mídias. É a concepção deles de integração global: uma integração a serviço dos investidores. As mídias dominantes entendem que somente essa integração global merece o título oficial de globalização. Eis um belo exemplo de funcionamento da propaganda ideológica nas sociedades democráticas. A tal ponto essa propaganda é eficaz que mesmo os participantes do Fórum Social aceitam às vezes a qualificação pejorativa de “antimundialistas”. Em Porto Alegre, compareci ao Fórum e participei da conferência mundial dos camponeses. Eles representam, sozinhos, a maior parte da população do planeta...
Diplomatique
Você é classificado na categoria dos anarquistas ou dos socialistas libertários. Na democracia, tal como você a concebe, qual seria o lugar do Estado?
Chomsky
Vivemos neste mundo, não num universo imaginário. Então, neste mundo, existem instituições tirânicas, que são as grandes empresas. É o que há de mais próximo das instituições totalitárias. Elas não têm, por assim dizer, que prestar qualquer esclarecimento ao público ou à sociedade. Agem como predadoras, tendo como presas as outras empresas. Para se defender, as populações dispõem apenas de um instrumento: o Estado. Mas ele não é um escudo muito eficaz, pois, em geral, está estreitamente ligado aos predadores. Há, no entanto, uma diferença que não se pode negligenciar: enquanto, por exemplo, a General Electric não deve satisfações a ninguém, o Estado deve regularmente explicar-se à população.
Quando a democracia se tiver alargado ao ponto em que os cidadãos controlem os meios de produção e de troca e participem no funcionamento e na direcção do conjunto em que vivem, então o Estado poderá, pouco a pouco, desaparecer. Ele será substituído por associações voluntárias sediadas nos locais de trabalho e de moradia.
Diplomatique
Seria uma nova forma de soviets? Qual a diferença em relação aos soviets da Rússia revolucionária?
Chomsky
Seriam soviets, sim. Mas lembremos que, na Rússia, a primeira coisa que Lénin e Trotsky destruíram, logo após a Revolução de Outubro, foram os soviets: os conselhos de operários e todas as instituições democráticas. Lenin e Trotsky foram, neste sentido, os piores inimigos do socialismo no século XX. Porque, marxistas ortodoxos como eram, eles consideravam que uma sociedade atrasada como a da Rússia de sua época não poderia passar directamente ao socialismo sem ser precipitada à força na industrialização.
Em 1989, no momento do desmoronamento do regime comunista, eu pensei que este desmoronamento, paradoxalmente, representava uma vitória para o socialismo. Pois o socialismo, tal como o concebo, implica, no mínimo, eu repito, o controle democrático da produção, das trocas e de outras dimensões da existência humana.
No entanto, os dois principais sistemas de propaganda conspiraram para afirmar que o sistema tirânico implantado por Lenin e Trotsky e depois transformado em monstruosidade por Stálin era o “socialismo”. Os dirigentes ocidentais não fizeram mais do que se deleitar com esse uso absurdo e escandaloso do termo, que lhes permitiu difamar o socialismo autêntico durante décadas.
Com igual entusiasmo, mas em sentido contrário, o sistema de propaganda soviético tentou explorar a seu proveito a simpatia que os ideais socialistas autênticos inspiravam nas massas de trabalhadores.
Diplomatique
Não é verdade que, segundo os princípios anarquistas, todas as formas de auto-organização acabaram por desmoronar?
Chomsky
Não há “princípios anarquistas” fixos, uma espécie de catecismo libertário ao qual se deva prestar juramento. O anarquismo, ao menos como o vejo, é um movimento do pensamento e da acção que busca identificar as estruturas de autoridade e dominação, exigindo que elas se justifiquem, e, se elas se mostram incapazes, como acontece frequentemente, tenta superá-las.
Longe de ter “desmoronado”, o anarquismo, o pensamento libertário, vai muito bem.
Ele é a fonte de muitos progressos reais. Formas de opressão e injustiça que mal eram reconhecidas, e muito menos combatidas, não são hoje mais admitidas.
É uma conquista, um avanço para o conjunto dos seres humanos, não uma derrota.
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Pelo sonho é que vamos
Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
– Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama
Ser Mãe é Padecer no Paraíso?
Acredito que esta pergunta tem diferentes repostas para cada diferente momento.
Ser Mãe não deve ser considerada uma ideia romântica do comercial da roupa de lavar ou da familia Doriana...
Ser Mãe exige esforços, é cansativo, e acima de tudo desafiador deixar de lado o nosso mundo individualista, e passar a compartilhar com uma extensão de nós para toda a vida.
Mas acredito que o desafiador não é esse facto, mas sim o desafio é lembrar que essa cria, saiu de dentro de nós e o nosso grande desafio é de certa forma ensinar os valores de construção da personalidade de um ser humano.
Levando a teoria que os 07 primeiros anos que formam a personalidade de uma criança, enquanto nosso papel de mãe o desafio é passar valores de amor, respeito, cumplicidade, união em cima de uma sociedade doente.
O desafio é olhar para nós enquanto mulheres, mães e seres humanos e nos perguntar quais são as nossas atitudes em cima dos nossos valores, para que nossa sombra não reflicta em nossos filhos.
Ser Mãe exige deixar de lado inúmeras coisas, mas ao mesmo tempo se estamos dispostas a nos conhecer, essa nova fase nos traz um mergulho intenso ao nosso ser, possibilitando uma abertura de auto conhecimento e vinculo com nós mesmas.
Quando olhamos os nossos bebes, crianças, filhos como reflexos do que somos, pararemos de culpar as crianças pelos seus comportamentos e lembraremos que apenas elas estão expressando como um espelho o que nós somos.
Acho que enquanto ficarmos na ideia romântica que ser Mãe é apenas sorrir, passaremos sempre a nos incomodar quando qualquer comportamento de nossos filhos fuja do nosso controle.
Se olharmos a maternidade como uma história real, onde nós mulheres enquanto mães somos peças fundamentais e essenciais na vida de nossos filhos, passaremos a não querer padecer no paraíso, mas fazer da maternidade o caminho do Paraíso para o que de melhor somos.
Que possamos ver os nossos filhos como grandes Mestres, saindo da relação de poder sobre os mesmos, mas lembrando que eles nos escolheram para aprender, mas acima de tudo para nos ensinar.
Carol Shanti
As Fases da Lua - Lua Cheia
LUA CHEIA
Ocorre quando o Sol e a Lua estão em signos opostos, ou seja, que se encontram a 180° graus de distância, formando uma oposição. A luz reflectida da Lua atinge o seu ponto máximo. Agora o círculo lunar é inteiramente visível durante toda à noite. O Sol se põe a oeste e a Lua nasce na direcção oposta no leste. A atracção gravitacional do Sol e da Lua sobre a Terra é a mais forte, equivalente apenas à da Lua Nova. Só que aqui essas forças operam em direcções opostas sobre a Terra. Esse é um aspecto de polarização, culminância, mas também de complementaridade dos opostos.
A Lua Cheia é um transbordamento.
Se os obstáculos surgidos na fase da Lua Crescente foram enfrentados e todas as etapas próprias do processo de crescimento foram cumpridas a tempo, no período anterior, então a Lua Cheia trará realização e culminância. Caso contrário, experimentaremos frustração, conflito e muita ansiedade.
A Lua Cheia revela o máximo de qualquer situação. O sucesso ou o fracasso dos nossos esforços será revelado à plena luz da Lua Cheia.
O humor das pessoas está completamente alterado nesta fase. O magnetismo da Lua Cheia influencia os níveis de água no nosso corpo e em todo o planeta elevando-os. Todos os frutos deveriam estar agora plenamente fertilizados e prontos para colheita. A luz não vai crescer para além desse ponto. Não se pode brilhar mais do que isso e nenhum projecto vai desabrochar para além desse nível.
Tudo chegou ao seu clímax e à sua energia máxima. Se não estivermos preenchidos e satisfeitos, a reacção de descontentamento se intensificará. Toda iluminação que vinha crescendo e todo o campo magnético que vinha se ampliando devem ser canalizados para algo; caso contrário, a ansiedade e agitação crescerão desproporcionalmente. As sensações e as emoções estão muito aguçadas. Pode-se esperar mudança de tempo e marés altas devido ao aumento de força gravitacional. E também um sensível aumento do número de partos. É comum ocorrer antecipação dos nascimentos devido ao aumento de volume de água no organismo.
O que quer que tenha de ser atraído energicamente o será aqui.
Ocorre um aumento de preocupação com os relacionamentos, pode-se mesmo ficar obsessivo com alguma relação em particular. Em nenhuma outra fase os relacionamentos terão igual importância. Problemas nas relações existentes, ou mesmo a falta de um relacionamento, pode nos afectar mais do que o normal. Encontros iniciados nessa fase exigem o máximo de negociação e colaboração dos parceiros, pois é uma fase que mostra muito explicitamente as diferenças. Viveremos nessa fase as consequências internas e externas das acções iniciadas na Lua Nova.
Se fomos bem-sucedidos nessa fase, as experiências começam a ser usadas, ampliadas, partilhadas e assimiladas. Se o que tentamos até agora não teve forças para vingar, ou se faltou empenho para lutar pelo que desejávamos, é hora de abandonar as expectativas e voltar a tentar apenas na fase da Lua Crescente do próximo mês.
Um clima de anticlímax pode nos invadir. As reacções emocionais são mais intensas do que o normal e um sentimento de perturbação e excitação invade a alma. É muito mais difícil manter o equilíbrio.
Lua disseminadora
É assim chamada a segunda fase da Lua Cheia que ocorre 45º graus após o seu início (o que equivale a aproximadamente cinco dias depois da entrada da Lua Cheia) e permanece até o início da Lua Minguante. Aqui é aconselhável, espalhar, disseminar, desconcentrar. É favorável dispersar energia, porque os problemas também se dispersarão, mas ao mesmo tempo indica espalhar os recursos, partilhá-los, pensar nos outros porque os retornos podem desdobrar-se e multiplicar-se.
Os relacionamentos criados nesta fase são bastante resistentes, mas atraem pessoas que gostam de impor seu ponto de vista a todo custo. Acaba gerando relações nas quais um dos parceiros termina cedendo e se submetendo à firme vontade do outro.
Trabalho
Bom momento para atrair público.
Se você tem alguma dificuldade com determinadas pessoas, este não é um bom período para se ter confrontos.
* Actividades de comércio em alta.
* Não é aconselhável trabalhar só. Tudo ficará mais pleno se você se juntar aos outros.
Relacionamentos
* Se você está só, é um bom momento para procurar alguém.
* Se você está tentando se aproximar de alguém, esta é a hora de você se revelar.
* As diferenças entre parceiros, se evidenciam muito nesta fase Lunar. Se você estiver iniciando um relacionamento agora, fique atento para isto.
* Numa relação estável, os sentimentos são demonstrados com facilidade, mas conflitos podem emergir.
Finanças
* Óptimo para se concluir um negócio, poupança ou investimento.
* Desaconselhável para se fazer empréstimos, prestações ou dívidas.
Saúde
Não faça cirurgia sob a Lua Cheia. Há maior risco de hemorragia.
Não inicie regimes para emagrecer. Nesta fase, eles não trarão o resultado esperado.
Beleza
Não fazer depilação e nem pintar cabelos.
* Corte o cabelo se quiser que ele encha.
* Esta Lua beneficia hidratação e nutrição da pele.
Público
* Grande presença de público nas apresentações, shows, exposições, espectáculos, lançamentos, etc
Qualquer actividade que dependa de público está privilegiada. Bares, restaurantes, tudo repleto de gente.
Bom para
Cortar o cabelo para crescer mais cheio com fio mais forte (volume)
Hidratação e nutrição da pele (os poros mais dilatados absorvem melhor os nutrientes)
Encontros sexuais
Encantamento e magnetismo
Grande presença de público
Actividades de muito público realizadas num ambiente externo
Aumento de frequência em bares, restaurantes etc. (as pessoas saem mais, tudo fica cheio)
Actividades de comércio
Apresentações, shows, exposições, espectáculos, lançamentos e noites de autógrafos
Acelerar o amadurecimento de frutas e legumes
Desabrochar os botões das flores
Colheita de plantas curativas
Colheita de frutos mais suculentos
Pesca
Desaconselhável
Cirurgia (aumenta o risco de hemorragia, inflamação, edemas e hematomas)
Dietas para emagrecimento (há maior retenção de líquido)
Depilação e tinturas de cabelo (crescimento acelerado dos pêlos)
Capinar e aparar grama (crescimento acelerado do capim)
Legumes e frutas já maduros (acelera a deterioração)
Comprar flores (diminui a durabilidade)
Sono (predisposição para alteração do sono e insónia)
Cerimónias do casamento (excesso de vulnerabilidade, excitação e predisposição à discórdia)
Pegar estrada (predispõe a aumento de acidentes)
Sair de carro (caos e congestionamento no trânsito)
Márcia Mattos
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
.................a tua alma que tão bem toca na minha
"Não são os teus olhos,
a tua boca,
as linhas do teu rosto,
nem o teu corpo sedutor.
É mais do que a tua imagem.
São os teus pequenos gestos,
os teus silêncios,
as tuas palavras sábias,
a tua partilha,
o teu olhar que me acaricia,
os teus sonhos,
a tua entrega,
o teu ser.
é a tua alma que tão bem toca na minha.
Para além do Homem,
do Amigo,
do Amante...
o meu cúmplice."
Canção de Mim Mesmo 22
Tu, ó mar! Eu também me entrego a ti — adivinho o que queres dizer,
Vejo da praia teus dedos deformados que me convidam,
Creio que recusas retornar sem antes me sentir,
Precisamos juntos dar uma volta, eu me dispo, me apresso para fora da vista da terra,
Amortece-me suavemente, embala-me em encapelado adormecimento,
Espirra-me a tua humidade amorosa, eu posso recompensar-te.
Mar de estendidos elementos avultados,
Mar de respirações vastas e convulsivas,
Mar da água da vida e das sepulturas não cavadas sempre prontas,
Uivador e escavador de tempestades, caprichoso e requintado mar,
Sou um contigo, também sou de uma fase e de todas as fases.
Compartilhador do influxo e do efluxo eu, cantor do ódio e da conciliação,
Cantor dos amigos e daqueles que dormem nos braços uns dos outros.
Eu sou aquele que oferece solidariedade,
(Devo fazer a minha lista das coisas que estão dentro da casa e esquecer a casa que as sustenta?)
Não sou o poeta da bondade apenas, não rejeito a possibilidade de ser também o poeta da maldade.
Que parvoíce é essa de virtude e vício?
O mal me impele e a reforma do mal também me impele, e eu permaneço indiferente,
Meu modo de andar não é o de um crítico ou o de alguém que contesta,
Eu molho a raiz de tudo o que cresceu.
Temias alguma escrófula após a persistente gravidez?
Pensavas que as leis celestiais precisariam ser aperfeiçoadas e corrigidas?
Encontro de um lado o equilíbrio e do lado oposto um equilíbrio,
Uma doutrina maleável é tão segura quanto uma doutrina estável,
Pensamentos e feitos do presente são nosso despertar e nosso início prematuro.
Este minuto que me chega após os decilhões passados,
Não há nada melhor do que ele agora.
O que se comportou bem no passado ou se comporta bem no presente não é por isso um assombro,
O assombro é sempre e sempre que possa haver um homem mau ou infiel.
Walt Whitman
in, Song of Myself
As Fases da Lua - Lua Crescente
LUA CRESCENTE
Ocorre quando o Sol e a Lua estão em signos que se encontram a 90 graus de distância entre si – uma quadratura –, o que representa desarmonia de qualidades. A luz reflectida da Lua é progressivamente maior. Agora, a metade da Lua pode ser vista no céu. Ela é visível ao meio-dia e desaparece à meia-noite. É um aspecto de crise e resistência.
O que quer que estejamos pretendendo passará por um teste e precisará ser defendido, sustentado e direccionado com firmeza. Isso significa fazer opções, manter o curso das actividades e comprometer-se.
Não é hora de fugir, desistir, duvidar. Temos de aumentar a nossa resistência contra as resistências encontradas. As coisas estão bem mais visíveis. É o primeiro estágio de desenvolvimento dos nossos desejos e objectivos. Tudo está muito vulnerável, pois há uma luta entre o que era apenas um projecto e o que pode de facto tomar forma.
Nem todas as promessas são cumpridas e nem todos os anseios são concretizados, assim como nem todas as sementes vingam. É um período muito movimentado onde as coisas se aceleram, mas os resultados não estão garantidos, estão lutando para se impor. Os obstáculos devem ser enfrentados e ainda há tempo para qualquer mudança necessária se o crescimento estiver impedido.
O padrão que predominar na Lua Crescente é o que vai progredir durante todo o ciclo lunar, seja o de crescimento do sucesso ou de crescimento dos obstáculos. É bom abandonarmos completamente os planos que não estão desabrochando e nos concentrarmos nas sementes que estejam crescendo. Tudo está mais claro, delineado e definido. Temos mais certeza do que queremos, conhecemos melhor a possibilidade de realização do que pretendemos e também os problemas e as resistências à concretização de nossos objectivos. Tanto as chances quanto os obstáculos se apresentaram. O que ou quem quer que tenha de resistir aos nossos intentos vai aparecer e a hora é de enfrentar ou negociar. As chances estão empatadas. A natureza de todas as coisas está lutando para vencer – até as adversidades.
Em vez de enfrentar cegamente os nossos obstáculos, pois, com isso, perderemos o fôlego, devemos reconhecer os limites e usar nossos recursos e nossas competências. Aliás, esta é a natureza das quadraturas. Não estamos mais por conta própria ou dependendo apenas de nosso empenho pessoal. Temos de trocar com os outros e com as circunstâncias externas. É hora de concentrar e focar os esforços. Nada de atirar em todas as direcções.
Por exemplo: não quebrar o ritmo, não interromper uma dieta, ou um programa de exercícios, não faltar a um compromisso, não se omitir ou se afastar de um relacionamento.
A hora é de comparecer e marcar presença. Uma ausência pode, literalmente, nos tirar do jogo. Não ser reticente e não permitir que sejam connosco. É a melhor táctica. Devemos fazer uma proposta, tomar uma atitude, sustentar uma opinião ou, ainda, mudá-las se não estivermos encontrando eco. Também devemos mudar a táctica de luta, se sentirmos que perdemos força ou o alvo se distanciou.
Esta é a fase que pede mais desinibição, encorajamento e comunicação.
Sair da sombra, do silêncio e da letargia é o que vai nos fazer dar voz e formas às coisas. Devemos insistir no que está ganhando força e aproveitar o crescimento da onda.
Trabalho
- Bom para começar trabalhos novos.
- Se temos uma ideia ou um plano suficientemente elaborados, este é o momento de executá-los e testar a sua viabilidade.
- Para ter maior sucesso nos empreendimentos, acelere o ritmo do trabalho.
- Concentrar e focar esforços. Não quebrar o ritmo.
Relacionamentos
- Favorável para os romances.
- Relacionamentos iniciados aqui tem maiores chances de durar.
- Bom para conquistas.
Finanças
- Aquisições e compra de imóveis são beneficiadas.
- Ideal para se abrir poupança, iniciar investimentos, cobrar dívidas, pedir aumento e começar um novo trabalho.
Saúde
- Favorável a dietas para ganhar peso e tratamentos para se elevar taxas de deficiências no organismo.
- Particularmente benéfica para fertilidade e gestação.
Beleza
- Ideal para os tratamentos de beleza.
- Indicado para corte de cabelo, caso queira um crescimento rápido.
- Bom para eliminar a tintura ou permanente dos cabelos.
Público
- Favorável para actividades onde se deseja o comparecimento de grande público.
Bom para
Cortar o cabelo para crescimento rápido – em compensação, o fio cresce mais fino
Cortar o cabelo para acelerar o crescimento quando se quer alterar o corte anterior, eliminar a tintura ou o permanente
Tratamento de beleza
Ganhar peso ou aumentar o peso de qualquer coisa
Fazer poupança e investimentos
Comprar imóvel para investimento
Cobrar débitos
Viagem de lazer
Começar cursos
Iniciar novos trabalhos
Trabalhos de venda, contratar empregados para área de vendas
Acordos e parcerias
Romances iniciados nesta fase são mais duradouros e satisfatórios
Actividades físicas que consomem muita energia e vigor
Lançamentos
Noites de autógrafos, exposições e vernissage
Favorece mais para quem empresta do que para quem pega o empréstimo
Presença de público
Assinar contratos, papéis importantes e acordos
Novos empreendimentos
Comprar legumes, verduras e frutas maduros somente para consumo imediato (acelera a deterioração)
Comprar flores desabrochadas somente para consumo imediato (diminui a durabilidade)
Comprar legumes, verduras e frutas verdes e flores em botão (acelera o amadurecimento)
Plantio de cereais, frutas e flores
Transplantes e enxertos
Crescimento da parte aérea das plantas e vegetação
Desaconselhável:
Dietas de emagrecimento (é mais difícil perder peso);
Propósitos e planos com pouca practicidade ou imaturos.
Márcia Mattos
domingo, 22 de novembro de 2015
David Bowie - Blackstar
"Blackstar" off David Bowie's upcoming album Blackstar out 8 January 2016.
Isto promete!!!!
As Fases da Lua - Lua Nova
No nosso sistema solar, a Lua é o corpo celeste que se movimenta com mais rapidez.
A cada 28 dias ela perfaz uma volta completa em torno da Terra e percorre 360º do zodíaco.
A cada 7 dias ela muda de fase.
A cada 2 dias e meio atravessa um signo inteiro e em poucas horas visita outros planetas, fazendo e desfazendo aspectos e ângulos com eles.
A Lua se move 1º a cada 2 horas.
Devido a este intenso movimento, atribui-se a ela o domínio sobre todas as actividades da natureza e do homem que sofrem grande variação, que têm ciclos rápidos e que se completam numa curta duração.
São portanto próprios dos domínios da Lua a mutação e a flutuação.
Se ela não é o factor decisivo nas subidas e descidas das actividades humanas - ao longo do ano - é, sem dúvida, o determinante principal de pressão dentro de um mês, uma semana e, sobretudo, a grande vedete das variações ocorridas ao longo de um dia.
Tradicionalmente, a Lua representa o Princípio Feminino por excelência: a mulher/mãe na sua capacidade de fecundar, gestar, proteger e nutrir sua cria. Por isso, se atribui a ela o domínio sobre todos os processos e forma de fertilidade e nutrição.
Ela também actua sobre o metabolismo, o apetite, a assimilação dos alimentos e dos líquidos no organismo e, portanto, sobre o processo de se ganhar, manter ou perder peso.
Devido à força gravitacional que exerce sobre a Terra, a Lua actua sobre o volume, o fluxo e refluxo dos líquidos e das águas existentes sobre a Terra, nas camadas subterrâneas pressionando o interior da Terra, no interior dos vegetais e no corpo humano.
As marés dos oceanos, dos rios, a seiva dos vegetais e o fluxo de sangue e de líquido no organismo sofrem a influência da Lua, na medida em que ela se movimenta em relação ao Sol. Com isto a vegetação, a agricultura, a pesca, o clima e até a saúde se tornam fortes áreas de influências da Lua.
É a Lua que dá o tom emocional do dia. Ela causa um grande impacto sobre o comportamento humano, sobre o humor das massas e sobre o estado de ânimo colectivo.
A sensibilidade, as reacções e as flutuações emocionais das pessoas são em grande parte reflexos dos movimentos da Lua.
A Lua não regula só as marés dos oceanos. Rege também as marés humanas. Os comportamentos de massa estão muito sujeitos às influências da Lua. Ela actua sobre o humor e o estado de espírito das pessoas e interfere sensivelmente sobre o comportamento do público.
O comércio, os sectores de entretenimento e lazer e todas as actividades que dependem directamente de público são as mais sensíveis às influências da Lua e sofrem as naturais oscilações próprias do sector, devido aos rápidos movimentos da Lua geradores de inconstância e flutuação.
Os negócios também recebem forte pressão dos movimentos da Lua. A flutuação do mercado financeiro é um típico exemplo de actividade que responde muito às influências da Lua. Este mercado depende muito de uma resposta psicológica positiva e confiante das pessoas: outro típico campo de influencia da Lua: o psicológico.
A Lua regula as subidas e descidas de qualquer ciclo. Há definitivamente crescimento e queda de energia numa maré de pico ou de baixa associada à Lua. Qualquer actividade, situação ou comportamento que tenha um começo determinado, se expanda e se desenvolva até alcançar os seus resultados plenos e, depois, se retraía em direcção a uma diminuição, está directamente sob a influência da Lua.
Tudo que quisermos que cresça e se revele ou ao contrário, diminua, se contraia, perca a força ou até desapareça, devemos fazer sob a correcta influência da Lua.
O mais próximo corpo celeste da Terra, a Lua mexe espectacularmente com as emoções e os desejos colectivos; reflecte, portanto, nos romances e na vida afectiva.
Laços antigos podem, em alguns momentos, ser mais gratificantes do que novas aventuras.
Tudo isto depende da Lua!
Durante a Lua Cheia é quando nos sentimos mais ávidos de relacionamento e ansiamos por um par. Mas as maiores crises também ocorrem nesta fase.
A Lua tem actuação decisiva sobre todos os líquidos do nosso planeta, inclusive do nosso corpo. Por esta razão, é aconselhável observar o comportamento da Lua antes de nos submetermos às cirurgias. Devido ao controle que a Lua exerce sobre os líquidos do organismo, pode inibir ou predispor inchaços, hematomas, edemas, hemorragias e interferir na qualidade e na duração do pós-operatório.
Como contra partida do Sol - o astro do dia - ela preside a noite e interfere diretamente sobre a quantidade e qualidade do sono e dos sonhos.
Sonos agitados, noites mal dormidas ou ao contrário horas reparadoras de descanso e sonhos sublimes dependem, em grande parte, da passagem da Lua pelos signos e dos aspectos formados a outros planetas. Pessoas com mais predisposição à insônia sofrem mais na Lua Cheia.
Como rege mudanças em geral, mudanças de casa ou de escritório não escapariam de sua influência. É recomendável observar o comportamento da Lua para realizar qualquer tipo de operação que envolva um imóvel: compra, venda, obras, consertos, instalações e principalmente o dia da mudança.
A Lua interfere muito em nossa produtividade, disposição, concentração, estado de espírito e relacionamento com as pessoas. O ambiente de trabalho é portanto profundamente afectado por ela. Principalmente para as pessoas que trabalham diretamente em contato com o público.
A compreensão das fases lunares é bastante importante para que possamos nos reconectar com a Natureza. Aliás, foi assim que a astrologia começou. Quando o homem desenvolveu a agricultura e passou a perceber os ciclos da natureza, com os momentos ideais para plantar e colher.
LUA NOVA
Esta fase ocorre quando o Sol e a Lua estão em conjunção, isto é, no mesmo signo, em graus exactos ou muito próximos.
A luz reflectida da Lua é menor do que em qualquer outra fase do seu ciclo.
A atracção gravitacional da Lua sobre a Terra é a mais forte, e pode ser apenas comparada com a fase da Lua Cheia.
Neste momento, a Lua nasce e põe-se junto com o Sol e, ofuscada pela proximidade deste, fica invisível.
A Lua Nova, representa o período mais fértil para se dar início a tudo o que for novo em nossa vida.
Considera-se este como um período de ponto de partida, já que o Sol e a Lua estão unidos no mesmo grau. Podem ser situações, projectos, ideias, tentativas, etc.
É aconselhável dar preferência a situações que não tenham antecedentes, ou seja, que estejam surgindo agora.
Um alívio ou libertação das pressões do mês anterior nos dá a sensação de estarmos quites com o que passou e disponíveis para começar algo novo em folha. Não vamos trazer nada da fase anterior para este momento – o que era importante e nos envolvia perdeu a força. Estamos aliviados e descarregados. Qualquer direcção pode nos atrair.
Todos os resíduos e expectativas do mês anterior já devem ter sido zerados, para que possamos... Mudar de assunto. Como se estivéssemos inaugurando uma agenda nova. Devemos introduzir um assunto, uma pauta, uma ideia nova em nossas vidas e muitas coisas vão ser geradas a partir daí. Todas as possibilidades estão presentes. Qualquer coisa que fizermos nessa época, até mesmo uma palavra ou um pensamento, terá muito mais chance de se concretizar. Pelo menos uma intenção deve ser colocada. Qualquer coisa deve ser plantada aqui: a semente de um projecto, de um romance, de uma ideia e ou de uma planta. Nem tudo vai dar resultado, mas estamos plantando no período mais fértil possível.
Nunca podemos saber, de antemão, onde novos começos vão nos levar, mas os primeiros passos devem ser dados aqui. O instinto está muito aguçado e o estado de alerta idem, e funcionam como um guia. A vida está se expressando na sua forma mais básica. A consciência das coisas não está muito clara e só o impulso nos orienta. A acção ainda é muito espontânea. Não temos nem plano, nem estratégia. Só o vigor do começo.
Lidar com qualquer coisa que diga respeito a nós mesmos e não aos outros – que dependa só de nossa própria intenção e empenho e que possamos fazer por conta própria – terá mais chance. Relacionamentos começados aqui podem ser estimulantes e muito espontâneos, mas não duradouros. Isso porque as relações neste momento são baseadas nas expectativas pessoais e não na observação de quem é o outro, ou do que a realidade pode de facto oferecer.
Ainda dentro do estilo “tudo-depende-da-motivação-pessoal”, empregos, actividades e tarefas que oferecem maior autonomia, que possam ser realizadas com um maior índice de liberdade são os mais vantajosos nessa fase.
Todas as coisas que podem acontecer se encontram em forças iguais.
Temos que tentar e arriscar.
Ideal para experimentarmos formas diferentes de fazermos as coisas.
Uma dieta, um exercício, mudar de estilo, tentar um comportamento novo, ou um propósito.
Podemos dessa forma, reinaugurar tudo outra vez.
Temos novamente outra chance.
Trabalho
- Óptimo para trabalhos onde possamos ter maior autonomia e liberdade.
- Tome iniciativas e lide com qualquer negócio como se fosse seu.
- Nada começado aqui terá um resultado imediato, mas é o melhor momento para iniciar negócios mais complexos, que vão se desenvolvendo aos poucos e crescendo ao longo do tempo.
Relacionamentos
- Tente coisas novas uma mudança de tática ou de atitude trará ótimos resultados.
- Relações já existentes e que sejam estáveis, podem ganhar novo impulso e frescor.
- Iniciar um relacionamento nesta fase, não indica durabilidade, mas servirá para afirmação do ego. Também pode haver pouca clareza a respeito das possibilidades reais da relação.
Finanças
- Óptimo para iniciar poupanças e fazer aquisições.
- Se alguém está lhe devendo dinheiro, ou alguma outra coisa, esta fase é boa para você cobrar a dívida.
- Ideal para se fazer planos com o dinheiro.
Saúde
- Desaconselhável para cirurgias, no dia exacto da entrada da lua nova devido a característica de ocultação desta lua.
- Favorável para dietas para ganhar peso.
- Se puder evite exames e check-up durante esta fase lunar; falta clareza nos diagnósticos.
Beleza
- Corte de cabelo acelera o crescimento.
- Iniciar tratamento de beleza.
- Mudar de visual.
Bom para
Comprar casa, adquirir imóvel para investimento
Fertilidade em alta: concepção, fertilização, gestação
Comprar legumes, verduras e frutas maduros somente para consumo imediato (acelera a deterioração)
Comprar flores desabrochadas somente para consumo imediato (diminui a durabilidade)
Comprar legumes, verduras e frutas verdes e flores em botão (acelera o amadurecimento)
Criar
Relacionamentos passageiros e que servem mais para afirmação do ego
Ganhar peso
Cortar o cabelo para acelerar crescimento
Introduzir um elemento novo em qualquer esquema
Viagem de lazer
Fazer poupança
Cobrar débitos
Começar cursos
Iniciar um novo trabalho
Trabalhos autônomos, os que dependem de iniciativa pessoal e de pouca colaboração
Contratar empregados que precisam ter iniciativa própria
Começar uma construção ou uma obra
Consertar carro
Cirurgia – cinco dias antes e cinco dias depois
Desaconselhável:
Cirurgia: no dia exacto da Lua Nova;
Exames, check-ups e diagnósticos, pois falta clareza.
Márcia Mattos
A cada 28 dias ela perfaz uma volta completa em torno da Terra e percorre 360º do zodíaco.
A cada 7 dias ela muda de fase.
A cada 2 dias e meio atravessa um signo inteiro e em poucas horas visita outros planetas, fazendo e desfazendo aspectos e ângulos com eles.
A Lua se move 1º a cada 2 horas.
Devido a este intenso movimento, atribui-se a ela o domínio sobre todas as actividades da natureza e do homem que sofrem grande variação, que têm ciclos rápidos e que se completam numa curta duração.
São portanto próprios dos domínios da Lua a mutação e a flutuação.
Se ela não é o factor decisivo nas subidas e descidas das actividades humanas - ao longo do ano - é, sem dúvida, o determinante principal de pressão dentro de um mês, uma semana e, sobretudo, a grande vedete das variações ocorridas ao longo de um dia.
Tradicionalmente, a Lua representa o Princípio Feminino por excelência: a mulher/mãe na sua capacidade de fecundar, gestar, proteger e nutrir sua cria. Por isso, se atribui a ela o domínio sobre todos os processos e forma de fertilidade e nutrição.
Ela também actua sobre o metabolismo, o apetite, a assimilação dos alimentos e dos líquidos no organismo e, portanto, sobre o processo de se ganhar, manter ou perder peso.
Devido à força gravitacional que exerce sobre a Terra, a Lua actua sobre o volume, o fluxo e refluxo dos líquidos e das águas existentes sobre a Terra, nas camadas subterrâneas pressionando o interior da Terra, no interior dos vegetais e no corpo humano.
As marés dos oceanos, dos rios, a seiva dos vegetais e o fluxo de sangue e de líquido no organismo sofrem a influência da Lua, na medida em que ela se movimenta em relação ao Sol. Com isto a vegetação, a agricultura, a pesca, o clima e até a saúde se tornam fortes áreas de influências da Lua.
É a Lua que dá o tom emocional do dia. Ela causa um grande impacto sobre o comportamento humano, sobre o humor das massas e sobre o estado de ânimo colectivo.
A sensibilidade, as reacções e as flutuações emocionais das pessoas são em grande parte reflexos dos movimentos da Lua.
A Lua não regula só as marés dos oceanos. Rege também as marés humanas. Os comportamentos de massa estão muito sujeitos às influências da Lua. Ela actua sobre o humor e o estado de espírito das pessoas e interfere sensivelmente sobre o comportamento do público.
O comércio, os sectores de entretenimento e lazer e todas as actividades que dependem directamente de público são as mais sensíveis às influências da Lua e sofrem as naturais oscilações próprias do sector, devido aos rápidos movimentos da Lua geradores de inconstância e flutuação.
Os negócios também recebem forte pressão dos movimentos da Lua. A flutuação do mercado financeiro é um típico exemplo de actividade que responde muito às influências da Lua. Este mercado depende muito de uma resposta psicológica positiva e confiante das pessoas: outro típico campo de influencia da Lua: o psicológico.
A Lua regula as subidas e descidas de qualquer ciclo. Há definitivamente crescimento e queda de energia numa maré de pico ou de baixa associada à Lua. Qualquer actividade, situação ou comportamento que tenha um começo determinado, se expanda e se desenvolva até alcançar os seus resultados plenos e, depois, se retraía em direcção a uma diminuição, está directamente sob a influência da Lua.
Tudo que quisermos que cresça e se revele ou ao contrário, diminua, se contraia, perca a força ou até desapareça, devemos fazer sob a correcta influência da Lua.
O mais próximo corpo celeste da Terra, a Lua mexe espectacularmente com as emoções e os desejos colectivos; reflecte, portanto, nos romances e na vida afectiva.
Laços antigos podem, em alguns momentos, ser mais gratificantes do que novas aventuras.
Tudo isto depende da Lua!
Durante a Lua Cheia é quando nos sentimos mais ávidos de relacionamento e ansiamos por um par. Mas as maiores crises também ocorrem nesta fase.
A Lua tem actuação decisiva sobre todos os líquidos do nosso planeta, inclusive do nosso corpo. Por esta razão, é aconselhável observar o comportamento da Lua antes de nos submetermos às cirurgias. Devido ao controle que a Lua exerce sobre os líquidos do organismo, pode inibir ou predispor inchaços, hematomas, edemas, hemorragias e interferir na qualidade e na duração do pós-operatório.
Como contra partida do Sol - o astro do dia - ela preside a noite e interfere diretamente sobre a quantidade e qualidade do sono e dos sonhos.
Sonos agitados, noites mal dormidas ou ao contrário horas reparadoras de descanso e sonhos sublimes dependem, em grande parte, da passagem da Lua pelos signos e dos aspectos formados a outros planetas. Pessoas com mais predisposição à insônia sofrem mais na Lua Cheia.
Como rege mudanças em geral, mudanças de casa ou de escritório não escapariam de sua influência. É recomendável observar o comportamento da Lua para realizar qualquer tipo de operação que envolva um imóvel: compra, venda, obras, consertos, instalações e principalmente o dia da mudança.
A Lua interfere muito em nossa produtividade, disposição, concentração, estado de espírito e relacionamento com as pessoas. O ambiente de trabalho é portanto profundamente afectado por ela. Principalmente para as pessoas que trabalham diretamente em contato com o público.
A compreensão das fases lunares é bastante importante para que possamos nos reconectar com a Natureza. Aliás, foi assim que a astrologia começou. Quando o homem desenvolveu a agricultura e passou a perceber os ciclos da natureza, com os momentos ideais para plantar e colher.
LUA NOVA
Esta fase ocorre quando o Sol e a Lua estão em conjunção, isto é, no mesmo signo, em graus exactos ou muito próximos.
A luz reflectida da Lua é menor do que em qualquer outra fase do seu ciclo.
A atracção gravitacional da Lua sobre a Terra é a mais forte, e pode ser apenas comparada com a fase da Lua Cheia.
Neste momento, a Lua nasce e põe-se junto com o Sol e, ofuscada pela proximidade deste, fica invisível.
A Lua Nova, representa o período mais fértil para se dar início a tudo o que for novo em nossa vida.
Considera-se este como um período de ponto de partida, já que o Sol e a Lua estão unidos no mesmo grau. Podem ser situações, projectos, ideias, tentativas, etc.
É aconselhável dar preferência a situações que não tenham antecedentes, ou seja, que estejam surgindo agora.
Um alívio ou libertação das pressões do mês anterior nos dá a sensação de estarmos quites com o que passou e disponíveis para começar algo novo em folha. Não vamos trazer nada da fase anterior para este momento – o que era importante e nos envolvia perdeu a força. Estamos aliviados e descarregados. Qualquer direcção pode nos atrair.
Todos os resíduos e expectativas do mês anterior já devem ter sido zerados, para que possamos... Mudar de assunto. Como se estivéssemos inaugurando uma agenda nova. Devemos introduzir um assunto, uma pauta, uma ideia nova em nossas vidas e muitas coisas vão ser geradas a partir daí. Todas as possibilidades estão presentes. Qualquer coisa que fizermos nessa época, até mesmo uma palavra ou um pensamento, terá muito mais chance de se concretizar. Pelo menos uma intenção deve ser colocada. Qualquer coisa deve ser plantada aqui: a semente de um projecto, de um romance, de uma ideia e ou de uma planta. Nem tudo vai dar resultado, mas estamos plantando no período mais fértil possível.
Nunca podemos saber, de antemão, onde novos começos vão nos levar, mas os primeiros passos devem ser dados aqui. O instinto está muito aguçado e o estado de alerta idem, e funcionam como um guia. A vida está se expressando na sua forma mais básica. A consciência das coisas não está muito clara e só o impulso nos orienta. A acção ainda é muito espontânea. Não temos nem plano, nem estratégia. Só o vigor do começo.
Lidar com qualquer coisa que diga respeito a nós mesmos e não aos outros – que dependa só de nossa própria intenção e empenho e que possamos fazer por conta própria – terá mais chance. Relacionamentos começados aqui podem ser estimulantes e muito espontâneos, mas não duradouros. Isso porque as relações neste momento são baseadas nas expectativas pessoais e não na observação de quem é o outro, ou do que a realidade pode de facto oferecer.
Ainda dentro do estilo “tudo-depende-da-motivação-pessoal”, empregos, actividades e tarefas que oferecem maior autonomia, que possam ser realizadas com um maior índice de liberdade são os mais vantajosos nessa fase.
Todas as coisas que podem acontecer se encontram em forças iguais.
Temos que tentar e arriscar.
Ideal para experimentarmos formas diferentes de fazermos as coisas.
Uma dieta, um exercício, mudar de estilo, tentar um comportamento novo, ou um propósito.
Podemos dessa forma, reinaugurar tudo outra vez.
Temos novamente outra chance.
Trabalho
- Óptimo para trabalhos onde possamos ter maior autonomia e liberdade.
- Tome iniciativas e lide com qualquer negócio como se fosse seu.
- Nada começado aqui terá um resultado imediato, mas é o melhor momento para iniciar negócios mais complexos, que vão se desenvolvendo aos poucos e crescendo ao longo do tempo.
Relacionamentos
- Tente coisas novas uma mudança de tática ou de atitude trará ótimos resultados.
- Relações já existentes e que sejam estáveis, podem ganhar novo impulso e frescor.
- Iniciar um relacionamento nesta fase, não indica durabilidade, mas servirá para afirmação do ego. Também pode haver pouca clareza a respeito das possibilidades reais da relação.
Finanças
- Óptimo para iniciar poupanças e fazer aquisições.
- Se alguém está lhe devendo dinheiro, ou alguma outra coisa, esta fase é boa para você cobrar a dívida.
- Ideal para se fazer planos com o dinheiro.
Saúde
- Desaconselhável para cirurgias, no dia exacto da entrada da lua nova devido a característica de ocultação desta lua.
- Favorável para dietas para ganhar peso.
- Se puder evite exames e check-up durante esta fase lunar; falta clareza nos diagnósticos.
Beleza
- Corte de cabelo acelera o crescimento.
- Iniciar tratamento de beleza.
- Mudar de visual.
Bom para
Comprar casa, adquirir imóvel para investimento
Fertilidade em alta: concepção, fertilização, gestação
Comprar legumes, verduras e frutas maduros somente para consumo imediato (acelera a deterioração)
Comprar flores desabrochadas somente para consumo imediato (diminui a durabilidade)
Comprar legumes, verduras e frutas verdes e flores em botão (acelera o amadurecimento)
Criar
Relacionamentos passageiros e que servem mais para afirmação do ego
Ganhar peso
Cortar o cabelo para acelerar crescimento
Introduzir um elemento novo em qualquer esquema
Viagem de lazer
Fazer poupança
Cobrar débitos
Começar cursos
Iniciar um novo trabalho
Trabalhos autônomos, os que dependem de iniciativa pessoal e de pouca colaboração
Contratar empregados que precisam ter iniciativa própria
Começar uma construção ou uma obra
Consertar carro
Cirurgia – cinco dias antes e cinco dias depois
Desaconselhável:
Cirurgia: no dia exacto da Lua Nova;
Exames, check-ups e diagnósticos, pois falta clareza.
Márcia Mattos
Ponto de vista de uma muçulmana
NÃO SE PODE NUNCA FALAR
DE UM ISLÃO NO SINGULAR,
MAS SIM,
DE SOCIEDADES AFECTADAS
PELO FACTO ISLÂMICO.
Porque o que existe no mundo inteiro são inúmeras e variadas as interpretações sobre o Islão, assim como inúmeras as comunidades onde a mensagem original foi apropriada em concordância com as práticas costumeiras consoante a tradição, língua, desenvolvimento civilizacional e geografia dos povos convertidos.
Foi assim que comecei a estudar o Islão e as sociedades muçulmanas em 1994; a premissa transmitida pelo professor Mohamed Arkoun, que investigava e lecionava na École Des Hautes Études de Paris, filho de família argelina refugiada, e recipiente da distinção mais elevada concedida pela república francesa – a Legion D’Honeur, serviu para conhecer o Islão como deve ser visto e analisado.
A premissa enunciada serve também para perceber que o meu pensamento nesta carta pode não representar o que muitos mais muçulmanos neste mundo, mesmo os da mesma comunidade de fé a que pertenço, ou o que os sunitas portugueses possam pensar.
E partir do principio de que a minha opinião não deve nem pode representar a de todo um mundo de 1,2 mil milhões de muçulmanos reflete exatamente uma visão fundamental de todos os muçulmanos porque contida no versículo da sagrada escritura em que Deus diz:
“Oh Humanidade! Atentai sobre o vosso dever para com o Vosso Senhor, que Vos criou de Uma Alma apenas e dela criou o seu par e deles fez espalhar por todo o lado uma multidão de homens e mulheres para que vos conhecesseis uns aos outros”.
Este versículo é o que reflete a visão pluralista e a integração da diversidade humana no Islão.
Ele revela que a partir de uma Unicidade Espiritual, a diferença se manifestou e que é precisamente a partir da diversidade e diferença que devemos e podemos construir uma nova ética cosmopolita*. Esta deveria ser a ética que deveria prevalecer não só no mundo dos muçulmanos mas também no imenso mundo fragmentado em que hoje todos vivemos.
Os trágicos e irreparáveis acontecimentos de Paris no dia 13/11, assim como os que dois dias antes sucederam no Líbano, onde igual número de mortos sucedeu, coincidem com um período festivo de importância universal na cultura Hindu, que é o Diwali.
Entre os dias 11 e 15 de Novembro deste ano, todo o mundo Hindu celebra o Festival da Luz sobre as Trevas; montes de balões iluminados são largados para o céu na aspiração da vitória da bondade espiritual e no afastamento da escuridão espiritual. Cada balão de luz representa a luz dentro da pessoa quando a ignorância é afastada através do entendimento e da iluminação.
Curiosamente, o evento coincidiu com a escuridão que assombrou os homens e mulheres que na cidade das Luzes gozavam da liberdade de viver e conviver na alta cultura que a civilização moderna conseguiu construir. Mais um atentado terrorista abalou a Europa e fez regressar o temor, o medo de viver livremente e em segurança nas nossas próprias casas, ruas, restaurantes, e desfrutar dos lugares de cultura.
Quem são os autores? O auto-designado “Estado Islâmico”, o ISIS, ou o Daesh. Uma continuação da Al-Qaeda mas com a fundação de um califado. Ele é o fantasma que emerge desde o 11 de Setembro para assombrar todo e qualquer muçulmano e fazer com que tenham de imediatamente agir e intervir nas redes sociais, ou com os amigos, para como que pedir desculpa por existir. Sim, porque a distância entre ser muçulmano e ser extremista ou potencial terrorista é tão frágil e vulnerável, que a qualquer momento, o vizinho que ofereceu samussas ou um bocado do delicioso caril no outro dia, pode ser um potencial assassino. Ou o filho dele; que era tão bom rapaz e que nunca pensamos poder “fazer mal a uma mosca”, fugiu para se juntar ao resto dos terroristas!
A minha vida, assim como, creio eu, a de todos os muçulmanos, nunca mais foi a mesma desde o 11 de Setembro. Mas também é verdade que, desde então, ao mesmo tempo que procuro ir ao fundo das questões, da causa das causas, fico cada vez mais convencida de que vivemos num mundo onde não nos conhecemos efetivamente.
Este é um mundo onde todo o tipo de teoria tem espaço para florescer, para difundir e, perigosamente, ficar impregnada. É a era do conflito de Verdades. Aquela em que a verdade de uns se sobrepõe à de outros, e vice-versa. É o tempo em que surgem “especialistas” de tudo o que tem que ver com o Islão ou as sociedades religiosas, dentro e fora das religiões. É um tempo de choque de ignorâncias. E o mais extraordinário é ver a facilidade com que nesta imensa circulação de informação, pelos inúmeros meios tecnológicos, se promove a desconexão, a escuridão, o confronto, e a desintegração. Um exemplo claro e muito próximo do que digo, é o do artigo publicado no jornal Público sobre o Estado Islâmico, a sua génese de formação e a teologia que apregoa. Encontro nesse artigo inúmeras incongruências e incoerências e ao mesmo tempo nenhum esforço para investigar sobre a veracidade ou congruência dos assuntos debitados ao longo do mesmo. Trata-se de um artigo traduzido de uma revista estrangeira. Não sabemos quem o terá inicialmente encomendado e quem será o mecenas das “verdades” nele expostas. É que, por virtude de formação, procuro sempre saber quem paga a quem para escrever o quê. Só para dar um exemplo do perigo deste tipo de procedimento, é recordar que Hitler tinha também encomendado estudos “científicos” que mostrariam a superioridade humana de uns sobre outros. E o resultado foi o que vimos. Este é o perigo das sociedades modernas no que respeita ao tratamento e difusão da informação. E isto só mostra que modernidade não é forçosamente sinónimo de progresso.
O verdadeiro progresso humano passa por combater as fontes de intolerância, alimentadas principalmente pelo medo do desconhecido, da tirania, da doença, da violência, da escassez, e do empobrecimento. Contribuir para o melhoramento da qualidade de vida humana promove a Esperança. E oferecer esperança aos povos é dar o passaporte para a construção de sociedades de paz e de dignidade humana.
Num mundo em que o diferente deixou de ser abstrato e distante, e no qual o desafio de viver juntos é cada vez mais complicado, e onde a maior informação pode significar menos contato e até maior confusão, é imperioso que trabalhemos no sentido de uma nova ética cosmopolita, que não entende apenas as diferenças, mas faz por conhecê-las, e aprender com elas, para que olhemos para a diversidade como uma oportunidade e não como um peso.
Neste sentido, e porque vivemos um período particular onde milhões de refugiados de guerras procuram esperança entre nós, cabe-me a mim, e creio que a todos nós, recordar que ou fomos algures refugiados, ou poderemos necessitar, eventualmente noutro momento da história, de viver num lugar seguro. Como refugiada de uma ex-colónia portuguesa, sei o que significa ter um tecto e sei o que significou para os meus pais que tivesse acesso a educação e a um futuro promissor. Sei o impacto positivo que teve a chegada dos “retornados” para o impulso positivo da economia portuguesa. Portugal não pode nem deve temer a entrada de novos refugiados. Há uma experiência de sucesso que podemos repetir e creio que temos os recursos necessários para saber distinguir, através da nossa intelligentsia, os que chegam para se integrar e os que não devem ficar para dividir. Mas esse é um assunto que seguramente as nossas autoridades saberão tratar com sabedoria e conhecimento. Assim como foram capazes de o fazer até hoje. Como portuguesa, muçulmana e como ex-refugiada, sei que Portugal pode ser um case-study para o resto da Europa e do mundo. E estarei presente, certamente junto com outros especialistas na matéria, para o que for preciso fazer para ajudar no conhecimento e na promoção de uma nova ética cosmopolita, uma ética que promova a integração do diferente, através do conhecimento e da dignidade humana, a partir das quais poderemos viver num ambiente de paz e de prosperidade.
*O conceito de Nova Ética Cosmopolita é introduzido por Sua Alteza o Principe Aga Khan e vem substituir o vulgar termo Tolerância, porque enquanto neste se aceita o outro, mesmo que não gostemos, na nova ética cosmopolita a tolerância vai mais longe e compromete-se não só a tolerar mas a descobrir o que a partir da diferença se pode construir.
Faranaz Keshavjee
sábado, 21 de novembro de 2015
Te Olho Nos Olhos - Ana Carolina
Te olho nos olhos e você reclama
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa... se te olho profundamente,
Rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Muito antes dos teus passos.
Eu não vou separar as minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente.
The pain of life is pure salt
An aging master grew tired of his apprentice’s complaints. One morning, he sent him to get some salt. When the apprentice returned, the master told him to mix a handful of salt in a glass of water and then drink it.
“How does it taste?” the master asked.
“Bitter,” said the apprentice.
The master chuckled and then asked the young man to take the same handful of salt and put it in the lake. The two walked in silence to the nearby lake and once the apprentice swirled his handful of salt in the water, the old man said, “Now drink from the lake.”
As the water dripped down the young man’s chin, the master asked, “How does it taste?”
“Fresh,” remarked the apprentice.
“Do you taste the salt?” asked the master.
“No,” said the young man. At this the master sat beside this serious young man, and explained softly,
“The pain of life is pure salt; no more, no less.
The amount of pain in life remains exactly the same.
However, the amount of bitterness we taste
depends on the container we put the pain in.
So when you are in pain,
the only thing you can do is
to enlarge your sense of things.
Stop being a glass.
Become a lake.”
....................erro mais comum sobre o amor
O segundo erro mais comum sobre o amor é a ideia de que dependência é amor.
É um conceito errado com o qual os psicoterapêutas se confrontam diariamente.
(…)
Quando precisa de outra pessoa para a sua sobrevivência, é um parasita dessa pessoa.
Não existe nem escolha nem liberdade na vossa relação.
É mais uma questão de necessidade do que de amor.
O amor é um exercício de escolha livre.
Duas pessoas sentem amor uma pela outra, apenas quando são capazes de viver uma sem a outra, mas escolhem viver uma com a outra.
M. Scott Peck
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
.................tens de morrer pelo menos uma vez
Eu já morri 3 vezes...
A primeira aos 7 anos
A segunda aos 29
E a terceira aos 35
Já está de bom tamanho, assim o espero...
A capacidade de recuperar as forças e começar do zero de novo já não é a mesma...
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