sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Às vezes...
Às vezes é preciso dar-se um tempo.
Precisamos um dia parar com tudo, dar uma olhada na vida e começar a excluir o que não nos serve mais.
Abrir espaço para o novo, o melhor, o mais interessante.
Deixar conceitos, hábitos e costumes que já não se encaixam ao nosso estilo, ao nosso jeito de viver e que já foram ultrapassados, não pelo tempo, mas pela maturidade, pela evolução e pelo progresso.
Aprender outras lições, traçar outras rotas, palmilhar outros caminhos e quem sabe até perder-se um pouco para deixar as coisas mais excitantes e emocionantes, sim, porque emoção faz uma falta danada quando a vidinha está meio morna e sem graça.
Todos nós sonhamos com um futuro melhor, com mais sucesso, mais brilho...
Mas esquecemos do presente, do que fazer agora, de como tornar "esse" momento mais intenso e feliz e nos realizarmos com o que fazemos hoje, sem precisar esperar e sonhar pelo amanhã.
Quem sabe, depois de uma boa faxina nas ideias, nos sentimentos, nos pensamentos, tenhamos mais espaço dentro de nós e agregar mais amor, positividade, vontade e coragem para arriscar, sonhar alto e estabelecer objectivos arrojados que nos tirarão do marasmo interior, trazendo movimento, divertimento, cor, luz, plenitude e até mais beleza à nossa existência.
Núbia Tomasi
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
um dia...
"Por mais voltas que o mundo dê, um dia todos nós iremos nos encontrar em algum ponto.
Um ponto pacífico,onde estaremos falando a mesma língua, bebendo o mesmo vinho,contando nossas histórias e rindo, um riso leve e sincero.
Assim, estaremos prontos para percorrer juntos este longo caminho; em que simplesmente falamos de nossos dias, vendo o futuro com olhos livres"
Charles Chaplin
Coragem de sonhar
Cada um tem de mim exactamente o que cativou, e cada um é responsável pelo que cativou, não suporto falsidade e mentira, a verdade pode machucar, mas é sempre mais digna.
Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão.
Perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem mais se atreve e a vida é muito para ser insignificante.
Eu faço e abuso da felicidade e não desisto dos meus sonhos.
O mundo está nas mãos daqueles que tem coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos.
Charles Chaplin
Olha...
Quando estiveres em dificuldades,
e pensar em desistir, lembre-se dos
obstáculos que já superou . . .
.... . . olhe para trás!
Se tropeçar e cair, levante.
Não fique prostrado.
Esqueça o passado . . .
. . . olhe para frente!
Ao sentir-se orgulhoso por
alguma realização pessoal,
sonde suas motivações . . .
. . . olhe para dentro!
Antes que o egoismo domine,
enquanto seu coração é sensível,
socorra aos que o cercam . . .
. . . olhe para os lados!
Na escalada, rumo às altas posições,
no afã de concretizar seus sonhos,
observe se não está pisando em alguém . . .
. . . olhe para baixo!
Em todos os momentos da vida,
seja qual for a sua atividade,
busque a aprovação de Deus . . .
. . . olhe para cima!
Mas nunca, jamais,
se afaste de seus sonhos,
pois se eles se forem,
ainda assim você
continuará vivendo . . .
. . . mas com certeza,
terá deixado de existir!
Charles Chaplin
Napoleão e Jesus Cristo
"As duas personalidades que eu mais desejaria recriar num filme seriam Napoleão e Jesus Cristo...
Não representaria Napoleão como um general poderoso, mas como um ser fraco, taciturno, quase melancólico, e sempre importunado pelos membros de sua família.
Quanto ao Cristo, gostaria também de modificá-lo no espírito das massas.
Acho que a personagem mais forte, mais dinâmica e mais importante que já existiu, acabou por ser terrivelmente deformada pela tradição.
Mostrá-lo-ia, então, acolhido em delírio por homens, mulheres, e crianças. As pessoas iriam ao seu encontro para sentir seu magnetismo.
Não mais seria um homem piedoso, triste e distanciado; um solitário que acabou por ser o maior imcompreendido de todos os tempos."
Charles Chaplin
Ao longo da muralha
Ao longo da muralha que habitamos
Há palavras de vida há palavras de morte
Há palavras imensas,que esperam por nós
E outras frágeis,que deixaram de esperar
Há palavras acesas como barcos
E há palavras homens,palavras que guardam
O seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras,surdamente,
As mãos e as paredes de Elsenor
E há palavras e nocturnas palavras gemidos
Palavras que nos sobem ilegíveis À boca
Palavras diamantes palavras nunca escritas
Palavras impossíveis de escrever
Por não termos connosco cordas de violinos
Nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
E os braços dos amantes escrevem muito alto
Muito além da azul onde oxidados morrem
Palavras maternais só sombra só soluço
Só espasmos só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
E entre nós e as palavras, o nosso dever falar.
Mário Cesariny
Uma história de dívidas: Alemanha/Grécia
Um cidadão alemão escreveu uma carta aberta aos gregos, publicada na revista Stern.
Um grego, Georgios P. Psomas respondeu-lhe pondo os pontos em todos os iis.
Ambas foram traduzidas pelo Sérgio Ribeiro e encontrei uma versão em inglês.
Esta troca de correspondência já data de 2010.
Georgios conta-nos aquilo que toda a imprensa europeia cala. Merece ser lida, sobretudo por todos aqueles que têm tratado os gregos como culpados de tudo, incluindo o pecado original.
E vou aqui transcrever os dois textos.
Depois da Alemanha ter tido de salvar os bancos, agora tem de salvar também a Grécia
Os gregos, que primeiro fizeram alquimias com o euro, agora, em vez de fazerem economias, fazem greves
Caros gregos,
Desde 1981 pertencemos à mesma família.
Nós, os alemães, contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.
Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo.
Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos.
O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós.
No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro. Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumo
Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e têm.
Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional.
Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram, não vão mais adiante!!!
Walter Wuelleenweber
Resposta de Georgios Psomás
Caro Walter,
Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não "empregado público" como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas.
O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!... não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares.
Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas, infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.
A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes "comissões" aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.
Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de verdade, de prosperidade, da justiça e do correcto.
Estimado Walter,
Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. Quer dizer mais de 50 anos desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.
Estas dívidas, que só a Alemanha até agora resiste a saldar com a Grécia (a Bulgária e a Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:
1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;
2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.
3. Os empréstimos em obrigações que contraíu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.
4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoações inteiras, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.
5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., etc.).
6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.
Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.
Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.
Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as quais têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.
Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por aí vos vai obrigar a baixar o seu nível de vida, perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia?
Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes "compatriotas" da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.
Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que só jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.
E, finalmente, Walter, devemos "acertar" um outro ponto importante, já que vocês também são devedores da Grécia:
Exigimos que nos devolvam a civilização que nos roubaram !!!
Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nossos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.
E exijo que seja agora!!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.
Cordialmente,
Georgios Psomás
terça-feira, 15 de novembro de 2011
BRUXA = A MULHER SÁBIA
Não se sabe a exacta origem das Bruxas, constam relatos de que elas existam desde os primórdios da humanidade. Há duas teorias para a existência de tais seres:
1) As práticas de bruxaria envolvem rituais simbólicos desde os tempos neolíticos. A primeira demonstração da arte de devoção foi encontrada em cavernas do período neolítico, onde havia ilustrações dos rituais de adoração às deusas da fertilidade dos povos primitivos.
Dessa forma, as experiências visionárias, rituais de caça e cerimónias de cura sempre estiveram presentes nos símbolos e metáforas de cada cultura. Na Grã-Bretanha as sacerdotisas druidas estavam divididas em três classes. As que viviam em conventos num regime de celibato eram as da classe mais alta. As outras duas classes, que eram das sacerdotisas, podiam se casar e viver nos templos ou com os maridos e família. Com a era do cristianismo, foram denominadas “Bruxas” e perseguidas por muito tempo.
2) Durante a Idade Média toda e qualquer mulher que conseguia poder, passavam gradativamente a ser considerada bruxa. Bruxa em sânscrito significa “mulher sábia”. As bruxas eram denominadas sábias, até a Igreja lhes atribuir o significado secundário de mulheres dominadas por instintos inferiores.
Sem mito algum, as bruxas eram apenas mulheres que conheciam e entendiam do emprego de ervas medicinais para cura de enfermidades, e colocavam em prática seus conhecimentos nos vilarejos onde habitavam.
Com a chegada do Cristianismo, começando a imperar a era patriarcal, as mulheres foram colocadas em segundo plano e tidas como objectos de pecado utilizados pelo diabo.
Muitas mulheres não aceitaram essa identificação e rebelaram-se. Essas, dotadas de poder espiritual, começaram a obter novamente o prestígio que haviam perdido o que passou a incomodar o poder religioso. Assim acusar uma mulher de bruxaria ficou fácil, bastava uma mulher casada perder a hora de acordar, que o marido a acusava de estar sonhando com o demónio.
Perseguição às bruxas
Durante o século X e XII as bruxas ressurgiram, nesse período realizaram vários processos contra elas, promovidos pelo poder civil. No entanto, tal questão veio assumir um aspecto dramático a partir do século XIV, momento em que a Igreja Católica implantou os tribunais da Inquisição com o intuito de reprimir, tanto a disseminação das seitas heréticas como a prática de magia e outros comportamentos considerados pecaminosos. Nesse período, o fenómeno se caracterizou como manifestação colectiva, de profunda repercussão no direito penal, na vida religiosa, na literatura e nas artes. Dessa forma, para que a repressão fosse eficaz, os tribunais de Inquisição se proliferaram, e os processos aumentaram rapidamente.
Segundo os teóricos do assunto, a epidemia de bruxas ocorreu nos séculos XVI e XVII, no norte da França, no sul e oeste da Alemanha e em especial na Inglaterra e na Escócia, a perseguição às bruxas foi metódica e violenta. Os colonizadores ingleses levaram esse procedimento para a América do Norte, onde, em 1692, ocorreu o famoso processo contra as bruxas de Salém, em Massachusetts. Normalmente, acusavam-se as bruxas velhas, e com menor frequência as jovens.
A maioria das acusações se referia a malefícios contra a vida, a propriedade e a saúde. Também constavam denúncias de pactos com o diabo. Segundo as denúncias, as bruxas montadas em vassouras voavam pelos ares e se reuniam em lugares inabitados para celebrar a satanás e entregar-se a orgias. O iluminismo do fim do século XVII e do século XVIII, que era caracterizado pelo espírito científico e pelo racionalismo, contribuiu para o fim desse processo e para que não mais se admitisse perseguição judiciária em casos de superstições populares.
outras informações:
Idade Média - O inicio da perseguição as bruxas.
Idade Moderna - O apogeu da perseguição as bruxas
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Pensamos demasiadamente
Pensamos demasiadamente
Sentimos muito pouco
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá.
Charles Chaplin
Tua caminhada ainda não terminou
Tua caminhada ainda não terminou....
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.
Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.
É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.
Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afecto.
Não faças do amanhã
o sinónimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.
Charles Chaplin
Bosque
«Es mujer, es carne, es sexo, es sentido, es semilla.»
Para un patriarcado orientado sobre todo hacia la juventud, convertirse en mujer mayor es convertirse en alguien invisible, en una no-entidad. Pero desde una visión arquétipa esta tercera etapa es una época de plenitud e integración personal, en la cual nuestros actos devengan la expresión de nuestra identidad más profunda.
Al final de la década de los treinta o al inicio de los cuarenta la mujer puede empezar a sentir un persistente sentido de pérdida, generado por esa valoración patriarcal de la juventud y la menopausia llega sobre los cincuenta, cinco años más, cinco años menos; digamos entre los cuarenta y cinco y los cincuenta y cinco. Generalmente es la mujer quien decide que ha pasado la menopausia y se ha transformado…pero llegadas a esta edad las mujeres no tienen una idea clara de la persona en quien van a convertirse, no conocen o no comprende que se encuentran en el umbral de una etapa de sus vidas en la cual desarrollan su personalidad como jamás lo habían hecho antes.
Pero… ¿como puede la mujer estar preparada para recibir los cambios de su cuerpo, cuando tenemos por ejemplo, una píldora anticonceptiva que te inhibe por completo la menstruación o tratamientos de substitución hormonal que pueden provocarte la menstruación?
En mi opinión estas dos cosas, entre otras muchas, complican mucho más de lo que ayudan.
Es verdad que entre los síntomas de la menopausia se da un cierto malestar físico y psicológico; y la reacción de los demás, especialmente de los hombres, hace de la menopausia un acontecimiento fisiológicamente confuso que la mayoría de las mujeres no celebra. También he observado que muchas veces este cambio, esta época puede ser de intenso tumulto emocional en el que la mujer se ve enfrentando a los sueños perdidos, a las decepciones y los rechazos que han ido llegando al vivir una vida plena. Y coincide, también, con otros cambios: cambio de rumbo profesional o jubilación anticipada, la salida de los hijos de casa, etc.; Con el inicio de la menopausia, cada acontecimiento puede provocar cambios profundos tanto en la mente como en el cuerpo.
Los cambios hormonales y los síntomas de la menopausia a menudo hacen que entendamos el entrar en la tercera etapa de manera fisiológica (si bien el cese de la menstruación no implica convertirse en una mujer sabia, ni tampoco llevar el tipo de vida de una mujer que está viviendo su tercera etapa).
«Las mujeres no tienen sofocos; tienen oleadas de poder.»
«Conscientes una de otras.»
Cuando me refiero a la menopausia como la tercera etapa, estoy considerando las tres etapas de la vida de la mujer, su triplicidad.La Diosa Tripartida.
La niña que empezaba a sangrar y se convierte en doncella = luna creciente = primera fase.
La mujer que se queda embarazada por primera vez, gestar vida = segunda fase (si bien no es necesario convertirse en madre biológica para entrar en esta fase o para gestar), se dice que durante el embarazo y la lactancia la mujer retiene su sangre en el cuerpo para hacer un niño. En la segunda fase las mujeres que toman compromisos y, al asumirlos, maduran, están gestando vida, esta etapa es la de la entrega y el esfuerzo activo, del compromiso (con una persona, profesión, causa, talento, etc.).
Por ultimo la menopausia = cese de el sangrado menstrual = luna menguante, la mujer retiente su sangre en el cuerpo esta vez para Gestar Sabiduría.
Doncella, Madre, y Anciana, las tres etapas de la diosa tripartida, los estadios de la vida de una mujer con indiferencia de que haya o no dado a luz.
«Doncella * Madre (o matrona) * Anciana»
«Mujer Joven * Mujer Madura * Mujer Sabia»
« ¿Qué pasaría si cada vez que una mujer tuviera un sofoco, sintiera realmente una ola de energía (de cómo si sus arquetipos de sabiduría y autoridad interior fueran activados) ?»
Texto desarrollado y adaptado por Aída Suárez
http://elsenderodemisdias.blogspot/
http://jardineriashumanas.blogspot.com/
Referencias literarias e otras:
*Imágenes e frases de Gloria Lizano López
* El viaje heroico de la Mujer, Maureen murdock
* Las Brujas no se quejan, Jean Shinoda Bolen
*Las Diosas de la Mujer Madura, Jean Shinoda Bolen
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Arizona Dream
Arizona Dream - Um Sonho Americano (Arizona Dream)
1993
Directed by Emir Kusturica
Johnny Depp - Axel Blackmar
Axel Blackmer (Johnny Depp) é um funcionário publico que vive em Nova York e é obcecado por peixes.
Ele monitora o comportamento deles, mas a sua maior curiosidade é saber como eles sonham.
Leo Sweetie (Jerry Lewis), o tio de Axel, preferiria que o sobrinho administrasse o negócio da família, uma revenda de carros em Tucson, Arizona.
Contra a sua vontade Axel vai de carro de Nova York até ao Arizona para verificar a situação e assistir ao casamento de Leo com Millie (Paulina Porizkova), uma mulher bem mais nova que seu tio.
Este casamento na verdade é um ardil para Axel entrar nos negócios da família, mas para Axel esta viagem se tornará algo bem mais complexo do que comprar e vender carros.
Pilar del Rio
"O rancor do Deus da Bíblia é o rancor que os humanos inventaram, dado que foram os seres humanos que propuseram as diferentes figuras divinas.
E a crueldade, a velhacaria, o ardor guerreiro e o espírito de vingança são construções humanas a que se deu corpo legal e religioso para, de seguida, submeter-se com uma ligeireza insuportável. "Escravos de um Deus fictício" escreveu alguém, e é verdade: seja no Islão, nas religiões africanas ou ameríndias, no judaísmo, no cristianismo nas suas distintas variantes ou noutras confissões, em todas estão os códigos e o pecado, numas impõem burkas, noutras proíbem fazer o amor sem passar por um altar, e lapidam na vida terrena ou condenam à eternidade se se tratam com uma transfusão de sangue ou se investigam com células-mãe.
E todas estão convencidas da sua excelência, da sua legítima capacidade para condenar, por exemplo, os homossexuais - todas as religiões têm uma fixação com o sexo, o que demonstra quão humanas são - e todas se sabem e sentem superiores.
Nenhuma vê ridículos e fátuos os seus rituais, embora não entenda os dos vizinhos, são bárbaros uns para os outros, nunca amigos, nunca próximos: no universo religioso é onde mais claramente fica demonstrado que os humanos ao longo da sua passagem pelo mundo procuraram sempre motivos para o confronto e que, como ficou dito, a religião é um dos maiores, a par da bandeira e do território, três grandes falácias para dividir uma mesma espécie.
Três grandes fraudes."
Pilar Del Rio
As Putas do Diabo
A grande obsessão dos homens continua a ser a liberdade das mulheres: já não se trata de queimar uma boa parte delas, como no tempo das bruxas, mas a lei, uma vez que o Estado tem condições de, em nome da sua soberania, promulgá-la e fazê-la aplicar, é um meio que permite refrear a autonomia de todas as mulheres.
Impedidas de ser um poder real, perdem esse outro poder que em tempo de incerteza sobre a sua identidade os homens lhes tinham imaginado: as bruxas podem desaparecer.
A vassoura que outrora lhes servia para fugir do lar será doravante usada pelas mulheres...para varrer, reencontrada uma serventia que nunca devia Ter perdido.” (...)
in, As Putas do Diabo
Armelle Le Bras-Chopard
Ed. Temas & Debates
Adorei ler este livro!
Uma denúncia da misoginia ainda latente nas nossas sociedades ditas laicas e igualitárias, onde a imagem da bruxa, encarnada pela mulher emancipada, desejosa de se libertar da opressão masculina, continua largamente presente no inconsciente colectivo.
Eve Ensler: De repente, o meu corpo | Video on TED.com
Eve Ensler: De repente, o meu corpo | Video on TED.com
A poetisa, escritora e activista Eve Ensler vivia na sua cabeça. Nesta sua poderosa palestra na TEDWomen, ela sobre a sua falta de ligação com o próprio corpo ao longo da vida - e como dois acontecimentos chocantes a ajudaram a ligar-se à realidade, e à fisicalidade do ser humano.
Sonrie...o muere.
Este vai levar horas de reflexão!
Pensamentos Positivos, Negativos e Ações Concretas!
Nós moldamos o mundo que nos cerca...
Com o cérebro no Planejamento e as mãos na Realização...
A deusa das águas
"Nos tempos em que os homens ainda falavam com a mãe natureza, existia uma pequena ilha, esquecida no meio do oceano, habitada por sereias.
Por vezes, os marinheiros receosos voltavam ao porto, contando histórias fantásticas de monstros marinhos, de tentáculos gigantescos e ondas mais altas que montanhas. Ao redor de uma rodada de rum, despediam-se dos que já haviam partido, engolidos pelas ondas ou perdidos pelo canto das sereias.
O mar, omnipresente e omnipotente, comandava a vida de todos os pescadores, de todos os marinheiros, de todos os aventureiros que se atreviam à conquista de um mundo novo, inóspito e… sedutor.
Mas o mar não se deixava conquistar por ninguém.
A ilha não tinha nome, nem localização certa. Quem já a vira ao longe, garantia ser pequena, escarpada, uma mancha verde a sobressair da imensidão das águas, algures a meio da viagem entre a ponta de Africa e o Novo Mundo.
Mas ninguém voltara vivo para contar a história, nem tão pouco confirmar as lendas.
Excepto talvez o Jim, o velho marinheiro que passava os dias a deambular pela costa, perscrutando o horizonte, como se esperasse a chegada de um navio. Às vezes, viam-no no bar, sozinho a uma mesa, a devorar com sofreguidão canecas de rum, rodando compassadamente um colar de conchas que nunca largava das mãos.
Uma vez, alguém ouvira o Jim dizer:
- Não é o que vocês pensam… aquela ilha é a coisa mais bela que vocês algum dia poderão ver à face da terra…
Nunca lhe conseguiram arrancar mais palavras ou explicações.
Muitos anos se haviam passado, desde que Yemanjá o vira partir, de coração desfeito.
O destino dos homens é outro – dissera-lhe o pai, para a consolar – os homens não nasceram para viver nas águas, como nós…
- Mas, pai… aquele homem… é tudo aquilo com que eu algum dia sonhei… percebe os meus cantos, afaga as minhas lágrimas, conta-me histórias para adormecer…
- Mas é … um homem, minha filha. E tu és Yemanjá, a deusa das águas, a rainha do mar. E ele precisa de voltar para junto dos seus semelhantes…
Yemanjá nunca conseguiu demover o pai, o senhor supremo dos céus e da terra. Tão pouco lhe disse que já era tarde, que já era demasiado tarde para o esquecer.
Podia ela ser uma sereia, podia ele ser um homem…. E mesmo assim, ela sentir que finalmente encontrara a sua metade perdida, a razão última de todas as suas perguntas sem resposta?
Ele fora o primeiro que conseguira olhar para ela, para além do aspecto diferente, para além do olhar, para dentro da alma. Tocara-lhe os sentidos, amara-a na espuma das ondas e adormecera depois nos seus braços, indiferente às águas, ao olhar curioso das medusas e ao barco que partira sem ele, julgando-o perdido.
E estava.
Perdido. De uma forma que nem ele conseguia traduzir em palavras.
Perdido… e encontrado.
Yemanjá fechou os olhos. De lábios entreabertos, sorveu os últimos aromas do seu paraíso. Para trás ficaria todo um mundo que lhe era familiar, a sua casa, todos os amigos e conhecidos. À sua frente, um mar imenso, incógnito e habitado por monstros desconhecidos aguardava-a.
O mar… e uma demanda.
Porque tudo tinha um tempo próprio para acontecer.
- Um dia… eu vou procurar-te… esperarás por mim?
Ele dissera-lhe que sim, que esperaria.
Todas as marés que o vento lhe levasse… ele esperaria.
Chegara a hora.
Mergulhou.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Kelly Slater 11x World Champion!
Quiksilver's Kelly Slater clinched an historic and unprecedented 11th ASP World Title today in the cold and challenging waters of San Francisco's Ocean Beach. Slater, 39, is the first surfer to achieve 11 ASP World Titles, an accomplishment spanning two decades of an astounding career during which he has dominated competitive surfing as both the youngest and oldest ASP World Champion.
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