sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
.................................até que ponto orgulho é vaidade
A vida muitas vezes nos ensina a nos orgulharmos de quem nós somos, do que conquistámos e onde chegámos.
Muitas vezes deixamos de nos parabenizar, pois acreditamos que sentir orgulho de nós mesmas é vaidade.
Acredito que tudo é uma faca com dois gumes, e precisamos estar atentas para ver até que ponto orgulho é vaidade, ou é algo que nos faz olhar para nós mesmas e ter força para continuar a caminhada.
Quando escolhemos caminhar por um caminho diferente, onde lutamos por um ideal, sabemos que enfrentaremos muitas provas para colocar para andar as nossas palavras; pois de nada adianta pregarmos algo se antes nós não vivermos na nossa pele momentos de cura, de transformações; e muitas dessas aprendizagens vêm através da dor, do desapego, da mudança, da solidão.
E por isso, acredito que quando olhamos para a nossa estrada e conseguimos ver momentos que passámos que nos trouxeram a onde estamos, é que precisamos ter admiração por nós mesmas e seguir com a única certeza: que não existe nada nem ninguém capaz de nos parar quando confiamos e acreditamos no nosso potencial de co criadoras da nossa realidade.
Quando nos orgulhamos de nós mesmas, nos fortalecemos e não admitimos mais situações que rasguem a nossa verdade. Pois sabemos que só chegámos onde estamos quando conhecemos a nossa verdade e a colocamos a andar.
Olhar o nosso passado, com a sensação de que ele ajudou a construir um presente realizador, é olhar para a nossa história de vida e ter a certeza que somos abençoadas e podemos criar um amanhã que nos nutra.
Carol Shanti
Canção de mim Mesmo 25
Walt Whitman com 28 anos
Fascinante e tremendo, com que rapidez o nascer do sol me mataria,
Se eu pudesse agora e sempre emitir, de dentro de mim, o nascer do sol.
Também nos erguemos fascinantes e tremendos como o sol,
Encontramos o que é nosso, ó minha alma, na calmaria e no frescor da alvorada.
Minha voz persegue o que meus olhos não alcançam,
Com um giro de minha língua abarco mundos e volumes de mundos.
A fala é gémea de minha visão, ela é inigualável em sua própria medida,
Ela me provoca para sempre, ela diz sarcasticamente,
Walt, conténs o bastante, por que não te abres para o mundo?
Vem agora, não serei atormentado, concebes articulação em demasia,
Não sabes, ó discurso, como os botões sob ti se fecham?
Esperando na escuridão, protegido pela geada,
A poeira retrocedendo perante os meus gritos proféticos,
Eu sublinhando causas para equilibrá-las finalmente,
Meu conhecimento são minhas partes vivas, ele mantém a conta do significado de todas as coisas,
Felicidade (quem quer que me ouça deixe que se lance em busca dela neste dia).
Meu mérito final recuso a ti, recuso-me a entregar o que de facto sou,
Abrange os mundos, mas nunca tentes me abranger,
Preencho o que tens de mais macio e de melhor simplesmente olhando para ti.
A escrita e a fala não me provam.
Carrego a plenitude das provas e tudo o mais em minha face,
Na quietude de meus lábios o céptico desconcerta-se inteiramente.
in, Song of Myself
Walt Whitman
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Dobriazko-Vanagas. 2014 Oberstdorf Gala (2)
O FADO chegou à patinagem artística no gelo, através de uma exibição de Margarita Drobiazko e Povilas Vanagas (casal lituano), na Gala de Oberstdorf /Alemanha, de fim de ano, que a Eurosport transmitiu.
Uma combinação perfeita.
O fado foi composto por Vinicius de Morais para Amália Rodrigues.
Extraído do album “AMÁLIA E VINICIUS” foi gravado em casa de Amália em 1968.
Aqui é cantado por Carminho.
Freedom
You trade in your reality for a role.
You trade in your sense for an act.
You give up your ability to feel,
and in exchange,
put on a mask.
and in exchange,
put on a mask.
There can’t be any large-scale revolution
until there’s a personal revolution,
on an individual level.
It’s got to happen inside first.
until there’s a personal revolution,
on an individual level.
It’s got to happen inside first.
| Jim Morrison |
Viver? Ou sobreviver?
Nós falamos demais,
amamos raramente,
odiamos frequentemente.
Nós bebemos demais,
gastamos sem critérios.
(...).
Aprendemos a sobreviver,
mas não a viver;
adicionamos anos à nossa vida
e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua,
mas temos dificuldade em cruzar a
rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço,
mas não o nosso próprio.
(...)
Estamos na era (...) do homem grande, de carácter pequeno;
lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos,
vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas,
fraldas e moral descartáveis,
das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrina e muito pouco na dispensa.
George Carlin
Sobre A Morte E O Morrer
Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza. Concordo com Mário Quintana: “Morrer, que me importa? (…) O diabo é deixar de viver.” A vida é tão boa! Não quero ir embora…
Eram 6h. Minha filha me acordou. Ela tinha três anos. Fez-me então a pergunta que eu nunca imaginara: “Papai, quando você morrer, você vai sentir saudades?”. Emudeci. Não sabia o que dizer. Ela entendeu e veio em meu socorro: “Não chore, que eu vou te abraçar…” Ela, menina de três anos, sabia que a morte é onde mora a saudade.
Cecília Meireles sentia algo parecido: “E eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar enfim se chega… O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas, nem gaivotas. Apenas sobre humanas companhias… Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto…”
Da. Clara era uma velhinha de 95 anos, lá em Minas. Vivia uma religiosidade mansa, sem culpas ou medos. Na cama, cega, a filha lhe lia a Bíblia. De repente, ela fez um gesto, interrompendo a leitura. O que ela tinha a dizer era infinitamente mais importante. “Minha filha, sei que minha hora está chegando… Mas, que pena! A vida é tão boa…”
Mas tenho muito medo do morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo; solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte, medo de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.
Mas a medicina não entende. Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: “O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?”. O médico olhou-o com olhar severo e disse: “O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?”.
Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em paz por haver feito aquilo que o costume mandava; costume a que freqüentemente se dá o nome de ética.
Um outro velhinho querido, 92 anos, cego, surdo, todos os esfíncteres sem controle, numa cama -de repente um acontecimento feliz! O coração parou. Ah, com certeza fora o seu anjo da guarda, que assim punha um fim à sua miséria! Mas o médico, movido pelos automatismos costumeiros, apressou-se a cumprir seu dever: debruçou-se sobre o velhinho e o fez respirar de novo. Sofreu inutilmente por mais dois dias antes de tocar de novo o acorde final.
Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a “reverência pela vida” é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais?
Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.
Muitos dos chamados “recursos heróicos” para manter vivo um paciente são, do meu ponto de vista, uma violência ao princípio da “reverência pela vida”. Porque, se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, eles a ouviriam dizer: “Liberta-me”.
Comovi-me com o drama do jovem francês Vincent Humbert, de 22 anos, há três anos cego, surdo, mudo, tetraplégico, vítima de um acidente automobilístico. Comunicava-se por meio do único dedo que podia movimentar. E foi assim que escreveu um livro em que dizia: “Morri em 24 de setembro de 2000. Desde aquele dia, eu não vivo. Fazem-me viver. Para quem, para que, eu não sei…”. Implorava que lhe dessem o direito de morrer. Como as autoridades, movidas pelo costume e pelas leis, se recusassem, sua mãe realizou seu desejo. A morte o libertou do sofrimento.
Dizem as escrituras sagradas: “Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer”. A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A “reverência pela vida” exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a “morienterapia”, o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a “Pietà” de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo.
Rubem Alves
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
.........................quem desama primeiro
E mesmo quando houve sedução intencional e essa foi retribuída, virando um relacionamento, quem desama primeiro não precisa se sentir culpado se resolver ir embora.
Que seja educado, gentil, amável com aquele que tanto o preza ainda, mas está liberado para tocar sua vida de outra forma e à distância.
Quem fica deve aprender a fazer o mesmo.
Não é fácil ser rejeitado, mas transferir a responsabilidade do seu bem-estar para outra pessoa tampouco é uma atitude cativante.
Martha Medeiros
O Caminho da Iniciação
Iniciar é libertar-se !
Libertar-se do velho para deixar florescer o novo.
Deixar para traz um caminho de certezas para entrar em um caminho de Entrega.
Deixar para traz, o mundo confortavél para receber um mundo em que a Esperança deve ser sempre a ultima que morre
É um Caminho de entrega, de AMOR , de dedicação
Dar os primeiros passos para esse novo momento na caminhada é permitir sentir a tão falada Fé Cega, que entrega e confia nas mudanças, nas transformações e a unica certeza que brota no coração é que esta TUDO CERTO !
É saber que não se sabe aonde vai chegar e nem porque chegar, mas sabe que deve-se escutar a Intuição e seguir a flecha lançada da verdade
É preparar-se para Morrer, e nessa preparação desfazer das amarras, dos apegos, dos medos,do que ainda trava a evolução
É começar um novo caminho no meio caminho !
É dar Nova vida, a Vida
É se propor, à servir e trabalhar em favor, da paz, do amor, da transformação e da cura
E acordar todos os dias tendo a sensação que o primeiro a ser testado e transformado será sempre Você
É abraçar um mundo invisivivel para os olhos, mas visivel para o Coração !
Carol Shanti
Mundos Internos, Mundos Externos (Inner Worlds, Outer Worlds) – 2012
Existe um campo vibratório que liga todas as coisas. Ele tem sido chamado de Akasha, Logos, o OM primordial, a música das esferas, o campo de Higgs, energia escura, e milhares de outros nomes ao longo da história. Os antigos mestres ensinavam via Nada Brahma, o universo é vibração. O campo vibratório é a raiz de toda real experiência espiritual e investigação científica. É o mesmo campo de energia que os santos, Budas, yogis, místicos, sacerdotes, xamãs e videntes têm observado olhando dentro de si mesmos. Na sociedade contemporânea, a maioria da humanidade esqueceu esta sabedoria antiga. Nós nos perdemos muito longe no reino do pensamento; o que percebemos ser o mundo exterior da forma. Perdemos nossa conexão com os nossos mundos internos. Esse equilíbrio, o que o Buda chamou o caminho do meio, o que Aristóteles chamou a doutrina do meio-termo, é o direito natural de todo ser humano. É o elo comum entre todas as religiões, e da relação entre nossos mundos internos e os nossos mundos exteriores.
“A verdadeira crise no nosso mundo não é social, política ou económica. Nossa crise é uma crise de consciência, uma incapacidade de experimentar directamente a nossa verdadeira natureza, e uma incapacidade de reconhecer essa natureza em todos e em todas as coisas.”
Dados do Vídeo:
Direção: Daniel Schmidt
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Duração: 02:04:31
Parte 1: Akasha
Akasha é o não-manifestado, o “nada” ou o vazio que preenche o vácuo do espaço. Como Einstein percebeu, o espaço vazio não é realmente vazio. Santos, sábios e yogues que olharam dentro de si também perceberam que no vazio há um poder incomensurável, uma teia de informações ou energia que conecta todas as coisas. Esta matriz ou web tem sido chamada de Logos, o Campo de Higgs, o OM Primordial e mil outros nomes ao longo da história.
Na primeira parte dos mundos interiores, vamos explorar a fonte vibratória que se estende através de todas as coisas, através da ciência da cimática, o conceito do Logos, e o conceito védico de Nada Brahma (o universo é som ou vibração). Quando percebemos que há uma fonte vibratória que é a raiz de toda a investigação científica e espiritual, como podemos dizer “minha religião”, “meu Deus” ou “minha descoberta”.
Parte 2: A Espiral
O filósofo pitagórico Platão sugeriu enigmaticamente que havia uma chave de ouro que unificava todos os mistérios do universo. A chave de ouro é a inteligência do logos, a fonte do OM primordial. Poderia se dizer que é a mente de Deus.
A fonte desta simetria divina é o maior mistério da nossa existência.
Muitos dos maiores pensadores da história, tais como Pitágoras, Keppler, Leonardo da Vinci, Tesla e Einstein chegaram ao limiar desse mistério. Todo o cientista que olha profundamente no universo e todo o místico que olha profundamente dentro de si, eventualmente, fica cara a cara com a mesma coisa: A Espiral Primordial.
Parte 3: A Serpente e a Lótus
A espiral primordial é o mundo manifestado, enquanto Akasha é o não-manifestado, ou vazio em si. Toda a realidade é uma interacção entre essas duas coisas; Yang e Yin, ou consciência e matéria.
A espiral tem sido muitas vezes representada pela serpente, a corrente descendente, enquanto o pássaro ou a flor de lótus tem representado a corrente ascendente ou transcendência.
As antigas tradições ensinaram que um ser humano pode se tornar uma ponte que se estende do exterior para o interior, do bruto ao subtil, dos chakras inferiores para os chakras superiores.
Para equilibrar o interior e o exterior é o que o Buda chamou o caminho do meio, ou o que Aristóteles chamou de a doutrina do meio-termo. Você pode ser essa ponte. O despertar pleno da consciência e energia humana é o direito natural de cada indivíduo no planeta.
Na sociedade contemporânea, perdemos o equilíbrio entre o interior e o exterior. Estamos tão distraídos com o mundo exterior da forma, pensamentos e ideias, que nós já não dedicamos tempo para nos conectarmos aos nossos mundos internos, o divino que está dentro.
Parte 4: Além do Pensamento
Vida, liberdade e a busca da felicidade… Nós vivemos as nossas vidas a procurar a felicidade “lá fora” como se fosse uma mercadoria. Nós nos tornamos escravos dos nossos próprios desejos e ânsias.
A felicidade não é algo que pode ser procurado ou comprado como um fato barato.
Esta é Maya, ilusão, o jogo interminável da forma.
Na tradição budista, Samsara, ou o ciclo interminável de sofrimento é perpetuado pela ânsia pelo prazer e aversão à dor. Freud se referiu a isto como o “princípio do prazer”. Tudo o que fazemos é uma tentativa de criar prazer, para ganhar algo que queremos, ou para afastar algo que é indesejável, e que nós não queremos.
Mesmo um organismo simples, como o paramécio faz isso. Isso é chamado de resposta a estímulos.
Ao contrário de um paramécio, os seres humanos têm mais escolha. Somos livres para pensar, e esse é o coração do problema. É o pensamento sobre o que queremos que ficou fora de controle. O dilema da sociedade moderna é que precisamos compreender o mundo, não em termos da arcaica consciência interna, mas pela quantificação e qualificação o que consideramos ser o mundo externo através de métodos científicos e da lógica. Esse tipo de pensamento patológico que é desconectado da nossa realidade interior, só levou a mais e mais perguntas.
Procuramos conhecer as forças mais profundas que criaram o mundo e guiam o seu curso. Mas nós concebemos esta essência como exterior a nós mesmos, e não como uma coisa viva, intrínseca à nossa própria natureza.
Foi o famoso psiquiatra Carl Jung, que disse: “quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.”.
Não é errado desejar estar desperto, ser feliz.
O que é errado é procurar a felicidade fora, quando ela só pode ser encontrada no interior.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Faz pelo Não-fazer
Cultivar é amar, no amar há um cuidar e no cuidar há um trabalho.
Porém cultivar não é trabalhar, da mesma forma que o amor não é um trabalho, ainda que dê muitos.
O trabalho é um ofício e num ofício fazemos obra.
A obra deve ser divina, pois fazer obra por simples obrar, dá merda.
Assim o ofício deve ser são, sano, santo, sacro.
É no sacro que encontramos a sua raiz.
E nesse sentido se diz que o santo ofício, é um sacro-ofício ou um sacrifício.
O Sacrifício é um Fazer o Sagrado.
É essencial fazer o sagrado, sem tornar sagrado o fazer.
Aí mora a esplendorosa Glória.
O ofício da senhora Glória é brilhar, que lhe ocorre ao respirar.
Por isso se diz que o divino é manifesto e não feito.
O manifesto torna-se criação pela sua imanifesta natureza.
Wei Wu Wei 爲無爲 Faz pelo Não-fazer
Aquilo em que se Tem Mais Vaidade é o Corpo
Aquilo em que se tem mais vaidade é o corpo.
Mesmo que aleijado, há sempre um pormenor que nos envaidece.
Compô-lo. Arranjá-lo. O careca puxa o cabelo desde o cachaço ou do olho do cú para tapar a degradação. O marreco faz peito.
O espelho é para todos o grande dialogante. Passa-se a uma vitrina e olha-se de soslaio a ver como se vai. Uma mulher perfeita (e um homem) não inveja o intelectual, o artista. O inverso é que é. Muitas mulheres (e homens) cultivam a excepcionalidade do seu espírito ou engenho por complexo ou vingança.
Quando se não tem já vaidade no corpo, está-se no fim. Mas mesmo num leito de morte nos queremos «compostos». «Não me descomponhas» — disse a marquesa de Távora ao carrasco, uns momentos antes de ser decapitada. Tomam-se providências para como se há-de ir no caixão. A degradação do corpo é a última coisa que se aceita.
Hoje lavei o carro e vesti um calção para me não molhar. Dei uma vista de olhos ao espelho. Grumos, tumefacções pelas pernas. Não gostei. Não muito tempo. Lembrou-me um certo professor. Tinha a bossa da oratória. E então contava: escrevia um discurso e lia. Parecia-lhe péssimo. Lia outra vez e outra. E a certa altura, sem emendar nunca uma vírgula, já lhe não parecia tão mau.
A realeza em nós é um imatismo.
Como no Menon de Sócrates, o que há é que descobri-la.
Vergílio Ferreira
in, Conta-Corrente 1
No more walls
I am an excitable person who only understands life lyrically, musically, in whom feelings are much stronger than reason. I am so thirsty for the marvellous that only the marvellous has power over me. Anything I can not transform into something marvellous, I let go.
Reality doesn't impress me.
I only believe in intoxication, in ecstasy, and when ordinary life shackles me, I escape, one way or another.
No more walls.
Anais Nin
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
O vírus Zika é propriedade da Fundação Rockefeller
Vendem o vírus Zika a 599 dólares, mas como são tão generosos, estão a inocular grátis aos mais desafortunados do mundo.
Pode ser comprovado aqui da ATCC.
De acordo com o site, a ATCC descreve desta forma:
"ATCC é a líder em materiais e recursos biológicos e padrões de organização global cuja missão centra-se sobre a aquisição, a autenticação, a produção, preservação, desenvolvimento e distribuição dos microrganismos padrão de referência, linhas celulares, e outros materiais. Embora mantendo materiais de coleta tradicionais, a ATCC desenvolve produtos de alta qualidade, padrões e serviços de apoio à investigação científica e inovações que melhoram a saúde das populações mundiais."
É claro que, a OMS já está a instalar o medo através dos grandes meios de comunicação com a colaboração dos grandes governos.
A zona do Brasil onde apareceu este vírus, é a mesma zona onde soltaram os mosquitos genéticamente modificados em 2015.
"A prefeitura anunciou nesta segunda-feira um convênio com a empresa britânica Oxitec, fabricante do inseto, para realizar um projeto de pesquisa na cidade.
Após testes em Juazeiro e Jacobina, na Bahia, a empresa obteve aprovação federal de biossegurança para soltar os animais. O aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para comercializar o serviço, porém, ainda não saiu. Por isso o projeto em Piracicaba ocorre como teste, subsidiado pela empresa."
Estes mosquitos genéticamente modificados pertencem à britânica Oxitec, uma empresa de biotecnologia que foi comprada pela Intrexon, conforme noticiado em agosto de 2015.
No Brasil a Oxitec foi contratada pelo governo, para “fornecer um pacote de serviços, que vai desde o treino de agentes públicos ao combate de possíveis epidemias de dengue”, uma contratação com a aprovação da Anvisa.
A Anvisa, vale lembrar, é o orgão que demonstrou estar a atuar no boicote aos testes clínicos com a fosfoetanolamina sintética, a substância que é apontada como a cura do câncro. Enquanto boicota a fosfoetanolamina por “falta de testes clínicos”, aprova a libertação de mosquitos genéticamente modificados sem prova alguma de sua eficácia e qualquer estudo sobre as consequências futuras, como por exemplo, a mutação genética do mosquito e a potencialização do contágio.
Mas quem está por trás da Intrexon?
Basta seguir o rasto do dinheiro, ou seja, quem financia quem.
Esta é a posição das acções da empresa, de acordo com o site da NASDAQ:
Na lista estão a Vanguard Group, BlackRock, Morgan Stanley, State Street Corp, Third Security, entre outras. São empresas/fundos de investimento e bancos que pertencem às dinastias de banqueiros Rothschild e Rockefeller. As mesmas empresas que são proprietárias dos grandes laboratórios e que lucram bilhões com a industria do câncro, através dos quimioterápicos e radioterápicos.
Tendo estes dados em mãos, é possível imaginar qual seria o plano.
Algo parecido ou pior com o que aconteceu com o H1N1 e o Ebola.
Espalhar o vírus, matar milhares de pessoas e em seguida, lucrar com a “cura”, ou seja, as vacinas.
O Ebola por sinal, foi patenteado pelo governo dos EUA em 2009(aqui), com a participação do exército dos EUA e o usurário George Soros, que financia, através da sua Fundação Open Society, os laboratórios militares na Serra Leoa e na Libéria.
Outro vírus patenteado com fins de lucro, foi o H1N1, cujo detentor dos direitos sobre a medicação e a vacina era Donald Rumsfeld, secretário de defesa dos EUA no governo Bush filho, comprou quase toda a produção de anis estrelado da China, componente indispensável para a fabricação do Tamiflu. Depois que a relação entre ele e o Tamiflu foi descoberta, tiveram que abrir a patente dos remédios para a gripe.
Recentemente informaram que o Zika, além de ser responsável pela microcefalia, poderia ser contagioso através de relações sexuais, leite materno e sangue. Sendo assim, as mulheres evitarão engravidar e maior será o medo em ter relações sexuais ou trocar fluídos corporais. Uma ferramenta da elite globalista para promover redução populacional e é claro, lucrar.
Tudo isto é parte de uma agenda para chegar ao Governo Mundial, onde um seleto grupo de bilionários sionistas pretende governar o mundo com os seus bancos e as suas multinacionais.
www.activistpost.com/2016/01/zika-outbreak-epicenter-in-same-area-where-gm-mosquitoes-were-released-in-2015.html
HIV, do Oeste do Nilo, gripe suína, SARS, Ebola.
Em cada caso, um vírus é responsabilizado por doença e morte que, na verdade, decorre de outras causas.
O vírus Zika, agora está a ser responsabilizado pelo nascimento de bebés com muito pequenas cabeças e cérebros danificados, tem sido em torno de um longo tempo do final de 1940, início de 1950. E de repente, sem aviso ou razão, após a indução, na melhor das hipóteses, doença leve , está a produzir danos terríveis? Isto é chamado de uma pista. Uma pista que os mentirosos científicos estão a mentir. Além disso, muitas das mulheres que estão a dar à luz bebés deformados tiveram teste negativo para a presença do vírus Zika.
Então, o que está a causar o nascimento dos bebés com cabeças muito pequenas e danos cerebrais?
É preciso não supor que há apenas uma causa para a doença.
Isso pode ser muito enganador.
Vários factores podem combinar-se para produzir a doença e morte.
Por exemplo, no caso deste fenómeno “Zika”:
Um: O uso de pesticidas no Brasil
Brasil, o centro da crise “Zika”, usa mais pesticidas do que qualquer nação do mundo. Alguns destes são proibidos em 22 outros países. E, como para bebés nascidos com cabeças menores, existe um estudo do Environmental Health Perspectives (1 de Julho de 2011), “Biomarcadores urinários de pré-natal Atrazina exposição …”, que diz:
“A presença contra a ausência de níveis quantificáveis de atrazina ou um metabolito atrazina específico foi associado à restrição do crescimento fetal … e circunferência da cabeça pequena … O perímetro cefálico foi também inversamente associada com a presença do herbicida metolachlor.”
Atrazina e metolacloro são ambos usados no Brasil.
Dois: A vacina dTpa
Este é um caso de correlação suspeito. Um estudo publicado na Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA, “coqueluche em lactentes jovens: uma doença evitável por vacina grave”, soletra-o para fora:
“… No final de 2014, o Ministério da Saúde do Brasil anunciou a introdução da vacina dTpa para todas as gestantes no Brasil.”
Obviamente, as mulheres grávidas são o grupo-alvo; elas estão a dar à luz a bebés com cabeças menores e danos cerebrais, e a recomendação para que tomem a vacina era recente; 2014.
Barbara Loe Fisher, do Centro Nacional de Informações de Vacinas, escreve:
“As empresas farmacêuticas vão testar a segurança e a eficácia de dar a gripe ou a vacina dTpa para mulheres grávidas antes de as vacinas serem licenciadas nos EUA, e quase não há dados sobre as respostas biológicas inflamatórias ou outras com estas vacinas que poderiam afectar a gravidez e o nascimento. A Food and Drug Administration (FDA), enumera gripe e dTpa vacinas de Categoria B ou biológicos C, o que significa que os testes adequados não tenham sido feitos em humanos para demonstrar a segurança para as mulheres grávidas, e não se sabe se as vacinas podem causar dano fetal ou afectar a capacidade reprodutiva.
Os fabricantes de gripe e vacinas dTpa afirmam que estudos de toxicidade e de fertilidade humanos são insuficientes e advertem que as vacinas contra a gripe e dTpa deve ‘ser dado a uma mulher grávida se claramente necessário.’
Três: os mosquitos geneticamente modificados foram libertados no Brasil para “combater” a dengue, projecto implementado pela Oxitec, uma empresa fornecida com o dinheiro da concessão de Bill Gates:
Uma cidade no Brasil tem relatado níveis elevados de dengue desde o GE (geneticamente modificado) e os mosquitos foram introduzidos para combater essa doença.
A hipótese científica é: o GE (machos) irá emprenhar as fêmeas naturais, mas na próxima geração real não irá ocorrer além do estágio larval. No entanto, esta taxa de natalidade em queda livre em mosquitos é a única “prova” de que a grande experiência é segura. Nenhum estudo de saúde de longa duração terá sido feito. Este é um espelho do que aconteceu quando foram introduzidas culturas de OGM: nenhuma ciência, apenas garantias tranquilizadoras.
Escusado será dizer que, sem extensos testes de laboratório, não há nenhuma maneira de dizer que elementos tóxicos esses mosquitos transgênicos podem realmente estar a abrigar, além do que os pesquisadores afirmam. Isto é uma grande bandeira vermelha.
Onde quer que esses mosquitos transgénicos tenham sido introduzidos, as populações humanas não foram consultadas para a sua permissão. Está tudo a ser feito pelo governo. É experiência humana em grande escala.
Quatro: fabricação de pesticidas no Brasil
Reuters, 19 de maio de 2015, “os promotores do Brasil buscam 16000000 $ de fabricantes de pesticidas”:
“Promotores brasileiros, ganham pelo menos, 50 milhões de reais ($ 16,6 milhões) a partir de fabricantes de pesticidas de multinacionais, por supostas violações de segurança no local para embalagens de agrotóxicos usados … Esses fabricantes, disseram os promotores, incluem as unidades brasileiras da BASF, DuPont, Monsanto, Nufarm, Syngenta, Adama, FMC e Nortox … As acusações vêm de cientistas, reguladores, autoridades de saúde pública e os consumidores cada vez mais se queixam de que a ascensão do Brasil como potência agrícola tem levado ao uso inseguro e excessivo de agrotóxicos. A Reuters informou em abril que pelo menos quatro fabricantes estrangeiros venderam pesticidas no Brasil que eles não estão autorizados a vender nos seus mercados domésticos.“
Muito conveniente para esses gigantes corporativos, para fugir da culpa horrível de nascimentos com deformações, nenhum efeito é apontado como a causa.
Cinco: grave desnutrição endémica, a falta de saneamento básico e pobreza opressiva
Estes são os principais factores em todas as doenças e morte, nas áreas onde eles são prevalentes (por exemplo, grandes partes do Brasil). A supressão do sistema imunológico é o resultado, e tudo o que vem em seguida, para o pipeline, germes ou substâncias tóxicas sintéticas, tornam-se catastróficas para o corpo.
Seis: sprays anti-mosquito
The Guardian, 26 de janeiro de 2015, “o Brasil está a aprender com a batalha contra o vírus Zika".
Diz o ministro da saúde”:
Sprays estão agora a ser dados para 400.000 gestantes no Brasil. Naturalmente, os pulverizadores são tóxicos. Que melhor maneira de multiplicar o ataque contra as mães e seus filhos nascituros? Por exemplo, os organofosfatos utilizados amplamente em pulverizações podem ser altamente prejudiciais para o sistema nervoso.
Alguns, ou todos estes seis elementos, em combinação, formam um ataque sustentado sobre a vida humana.
O vírus torna-se a história de capa formidável que esconde a verdade.
E não se esqueçam dos Jogos Olímpicos Rio, que chegam em agosto.
Há vários cenários que poderiam aumentar a audiência televisiva global.
Zika vai ser empurrado como uma espécie de pandemia mundial?
Será que uma vacina Zika será magicamente “descoberta” e levada às pressas para a produção, em tempo para mostrar (como um anúncio publicitário) filas de pessoas obedientemente a caminhar para receber tiros?
Cada epidemia falsa é, em parte, concebida para criar medo e induzir a conformidade cega às ordens médicas e governamentais. O germe é posicionado como o “minúsculo terrorista” nesta peça de teatro.
A causa apontada são os venenos das corporações dos transgénicos como a Monsanto, Cargill, Syngenta, Basf, etc. O que faz todo sentido.
As operações médicas secretas são as mais perigosas, porque elas parecem ser politicamente neutras, sob nenhuma bandeira, e elas pretendem encaminhar apenas objectivos humanitários. Mas, na verdade, o moderno “Rockefeller Medicine” é construído como um grande parceiro na globalização do planeta.
A sua visão é um sistema universal para a raça humana: cada ser humano anda ao longo da vida sombria da doença, diagnóstico após o diagnóstico, a receber medicamentos e vacinas tóxicas em cada turno, que enfraquecem o seu corpo e torna-o incapaz de considerar o que está a acontecer fora do seu perímetro de sofrimento ou resistir ao totalitarismo político.
Liberdade Medica significa: a liberdade de recusar tratamento médico, e ele é baseado no conhecimento dos efeitos adversos. Esta liberdade deve ganhar, contra todas as probabilidades.
“Ciência oficial” é uma contradição e uma grande ilusão.
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Notas Para o Diário
deus tem que ser substituído rapidamente por poe-
mas, sílabas sibilantes, lâmpadas acesas, corpos palpáveis,
vivos e limpos.
a dor de todas as ruas vazias.
sinto-me capaz de caminhar na língua aguçada deste
silêncio. e na sua simplicidade, na sua clareza, no seu abis-
mo.
sinto-me capaz de acabar com esse vácuo, e de aca-
bar comigo mesmo.
a dor de todas as ruas vazias.
mas gosto da noite e do riso de cinzas. gosto do
deserto, e do acaso da vida. gosto dos enganos, da sorte e
dos encontros inesperados.
pernoito quase sempre no lado sagrado do meu cora-
ção, ou onde o medo tem a precaridade doutro corpo.
a dor de todas as ruas vazias.
pois bem, mário - o paraíso sabe-se que chega a lis-
boa na fragata do alfeite. basta pôr uma lua nervosa no
cimo do mastro, e mandar arrear o velame.
é isto que é preciso dizer: daqui ninguém sai sem
cadastro.
a dor de todas as ruas vazias.
sujo os olhos com sangue. chove torrencialmente. o
filme acabou. não nos conheceremos nunca.
a dor de todas as ruas vazias.
os poemas adormeceram no desassossego da idade.
fulguram na perturbação de um tempo cada dia mais
curto. e, por vezes, ouço-os no transe da noite. assolam-me
as imagens, rasgam-me as metáforas insidiosas, porcas. ..e
nada escrevo.
o regresso à escrita terminou. a vida toda fodida - e
a alma esburacada por uma agonia tamanho deste mar.
a dor de todas as ruas vazias.
Al-Berto
in, Horto de Incêndio
AS 4 DIRECÇÕES SAGRADAS!
Os Nativos, nas suas cerimónias,
honram a relação com as
"Quatro Direcções Sagradas".
Estes são grandes
"portais evolutivos espirituais".
Animal Guardião: Águia
Viaja no caminho espiritual do Visionário. Indica o caminho do discernimento ao ampliar a visão. É o portal da clareza mental.
Sul: Vermelho. O Espírito da Água.
Animal Guardião: Lobo
Viaja nos caminhos espirituais do amor, do Curador. Indica o caminho da cura da nossa criança interior, promovendo a evolução. É o portal das emoções.
Oeste: Preto. O Espírito da Terra.
Animal Guardião: Urso
Viaja nos caminhos espirituais do Guerreiro. Indica o caminho da cura física, da introspecção. É o portal do nosso Templo Sagrado, da saúde do corpo físico.
Norte: Branco. O Espírito do Ar.
Animal Guardião: Búfalo Branco.
Viaja no caminho espiritual do Ancião (Mestre), o poder da sabedoria. Indica o caminho dos sábios conhecimentos ancestrais. É o portal da espiritualidade.
Assim, temos:
Leste - como eu vejo.
Sul - como eu sinto.
Oeste - como eu expresso.
Norte - como eu conecto.
Prece às quatro direcções:
Grande Águia,
que você nos empreste a sua visão, fazendo com que nossos pensamentos sejam claros e, assim, poderemos ter uma perspectiva mais ampla da vida.
Irmão Coiote,
que você nos traga sua alegria para nossas vidas, tornando mais puras nossas emoções e, assim, poderemos desfrutar da paz em todas as nossas relações.
Grande Urso,
que você nos auxilie a encontrar dentro de nós a força para realizar nossos desejos e abençoe nosso corpo físico e todas as nossas necessidades materiais.
Mulher Búfalo Branco,
que você nos abençoe com sua sabedoria, para que nossa consciência espiritual esteja sempre sintonizada com a vontade do Grande Espírito.
Ahoo!
O instrumento tomou conta de si
A mente é um instrumento incrível se usado correctamente.
Se usada incorrectamente, entretanto, torna-se muito destrutiva.
Para dizer de uma maneira mais clara, não é tanto como se usássemos a mente erroneamente - nós, geralmente, não a usamos é de maneira alguma - Ela é que nos usa.
Esta é a doença. Esta é a ilusão.
O instrumento tomou conta de si.
~ Eckhart Tolle
domingo, 31 de janeiro de 2016
Marina Abramović The Artist is Present trailer HBO
Marina Abramović nasceu em Belgrado, Sérvia, a 30 de Novembro de 1946.
É uma artista performativa que iniciou a sua carreira no início dos anos 70 e manteve-se em actividade desde então. Considera-se a "avó da arte da performance".
O seu trabalho explora as relações entre o artista e a plateia, os limites do corpo e as possibilidades da mente.
em 1974 apresentou em Belgrado, na Sérvia, uma performance em que dispunha numa mesa 72 objectos, desafiando o público a interagir com ela, através deles, da forma que bem entendesse. Na mesa havia, por exemplo uma pistola carregada. Ou uma faca. “Estava preparada para morrer”, conta na entrevista. E de facto, não morreu mas saiu com marcas, há cicatrizes que nunca desapareceram.
Para a artista, o público dá aquilo que é desafiado a dar. “Foi um desafio a toda a má energia possível. Se dás a uma pessoa uma serra, estás a provocá-la”, diz Marina, para quem o seu trabalho pode trazer o que de pior ou melhor uma pessoa tem.
Prova disso foi o que aconteceu há quatro anos no MoMA com a perfomance The Artist is Present, em que Marina Abramovic esteve durante 716 horas sentada em silêncio a uma pequena mesa, no átrio do museu, e, sem reagir ou falar, fixou os visitantes que eram convidados a sentarem-se à sua frente. Para vivenciar a experiência e partilhar o espaço com a artista sérvia, milhares de pessoas esperaram horas em longas filas, chegando mesmo a pernoitar em frente ao museu. Houve quem conversasse com a artista, mesmo que ela não respondesse, quem se risse com ela e quem se emocionasse com aquele contacto. “A minha ideia para o MoMA era dar amor incondicional a cada estranho, o que aconteceu”, conta.
O mesmo aconteceu mais tarde, em 2014 em Londres, 512 Hours, na Serpentine Gallery, onde a performance é uma forma de a artista e os visitantes se envolverem de uma forma diferente da que aconteceu em The Artist is Present. “É um momento muito importante e único”, diz-nos, para quem 512 Hours é um trabalho que só poderia existir agora, ao fim de mais de 40 anos de carreira de Marina Abramovic, “reflectindo o seu compromisso em explorar o que é que a performance pode ser”. “É algo que tem de ser experimentado.”
É uma performance que parte do vazio das salas e precisa de nós para as encher de alguma forma. É uma performance que parte do nada. Uma ideia tão simples quanto radical e que todos os dias resulta de forma diferente.
"SEDUCTIVE, FEARLESS, AND OUTRAGEOUS, MARINA ABRAMOVIĆ HAS BEEN REDEFINING WHAT ART IS FOR NEARLY FORTY YEARS. USING HER OWN BODY AS A VEHICLE, PUSHING HERSELF BEYOND HER PHYSICAL AND MENTAL LIMITS––AND AT TIMES RISKING HER LIFE IN THE PROCESS––SHE CREATES PERFORMANCES THAT CHALLENGE, SHOCK, AND MOVE US. THROUGH HER AND WITH HER, BOUNDARIES ARE CROSSED, CONSCIOUSNESS EXPANDED, AND ART AS WE KNOW IT IS REBORN. SHE IS, QUITE SIMPLY, ONE OF THE MOST COMPELLING ARTISTS OF OUR TIME.
SHE IS ALSO A GLAMOROUS ART-WORLD ICON, A LIGHTNING ROD FOR CONTROVERSY, AND A MYTH OF HER OWN MAKING. SHE IS MOST CERTAINLY UNLIKE ANYONE YOU HAVE EVER MET BEFORE."
MoMA, NYC
......................nem dás por mim
Que música escutas tão atentamente que não dás por mim?
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti que tudo canta ainda?
Queria falar contigo, dizer-te apenas que estou aqui, mas tenho medo, medo que toda a música cesse e tu não possas mais olhar as rosas.
Medo de quebrar o fio com que teces os dias sem memória.
Com que palavras ou beijos ou lágrimas se acordam os mortos sem os ferir, sem os trazer a esta espuma negra onde corpos e corpos se repetem, parcimoniosamente, no meio de sombras?
Deixa-te estar assim, ó cheia de doçura, sentada, olhando as rosas, e tão alheia que nem dás por mim.
Eugénio de Andrade
Chegou a hora
Gaylord Ho
Buscamos movimentos de consciência.
A energia feminina, portadora da magia e da intuição, concordou em abdicar dessas qualidades – energia feminina significando não apenas os seres fisicamente femininos, mas a consciência feminina.
O movimento patriarcal nos últimos cinco mil anos afastou-se completamente do processo do nascimento para poder dedicar-se ao desenvolvimento de armas e ao contínuo aniquilamento dos seres humanos.
As mulheres estão com um “nó na garganta” porque concordaram, há quatro ou cinco mil anos, manter silêncio acerca da magia e da intuição que representavam e conheciam como parte da chama gémea.
A chama gémea consiste na energia masculina e feminina coexistindo num só corpo, quer seja ele fisicamente masculino ou feminino.
Durante este período de mudança, será necessário que as mulheres desatem o “nó da garganta” e se permitam falar.
Chegou a hora.
Barbara Marciniak
in, Mensageiros do Amanhecer
A Pipa E A Flor
Era uma vez uma pipa.
O menino que a fez estava alegre e imaginou que a pipa também estaria. Por isso fez nela uma cara risonha, colando tiras de papel de seda vermelho: dois olhos, um nariz, uma boca…
Ô pipa boa: levinha, travessa, subia alto…
Gostava de brincar com o perigo, vivia zombando dos fios e dos galhos das árvores.
– “Vocês não me pegam, vocês não me pegam…”
E enquanto ria sacudia o rabo em desafio.
Chegou até a rasgar o papel, num galho que foi mais rápido, mas o menino consertou, colando um remendo da mesma cor.
Mas aconteceu que num dia, ela estava começando a subir, correndo de um lado para o outro no vento, olhou para baixo e viu, lá num quintal, uma flor. Ela já havia visto muitas flores. Só que desta vez os seus olhos e os olhos da flor se encontraram, e ela sentiu uma coisa estranha. Não, não era a beleza da flor. Já vira outras, mais belas. Eram os olhos…
Quem não entende pensa que todos os olhos são parecidos, só diferentes na cor. Mas não é assim. Há olhos que agradam, acariciam a gente como se fossem mãos. Outros dão medo, ameaçam, acusam, quando a gente se percebe encarados por eles, dá um arrepio ruim pelo corpo. Tem também os olhos que colam, hipnotizam, enfeitiçam…
Ah! Você não sabe o que é enfeitiçar?!
Enfeitiçar é virar a gente pelo avesso: as coisas boas ficam escondidas, não têm permissão para aparecer; e as coisas ruins começam a sair. Todo mundo é uma mistura de coisas boas e ruins; às vezes a gente está sorrindo, às vezes a gente está de cara feia. Mas o enfeitiçado fica sendo uma coisa só…
Pois é, o enfeitiçado não pode mais fazer o que ele quer, fica esquecido de quem ele era…
A pipa ficou enfeitiçada. Não mais queria ser pipa. Só queria ser uma coisa: fazer o que a florzinha quisesse. Ah! Ela era tão maravilhosa! Que felicidade se pudesse ficar de mãos dadas com ela, pelo resto dos seus dias…
E assim, resolver mudar de dono. Aproveitando-se de um vento forte, deu um puxão repentino na linha, ela arrebentou e a pipa foi cair, devagarzinho, ao lado da flor.
E deu a sua linha para ela segurar. Ela segurou forte.
Agora, sua linha nas mãos da flor, a pipa pensou que voar seria muito mais gostoso. Lá de cima conversaria com ela, e ao voltar lhe contaria estórias para que ela dormisse. E ela pediu:
– “Florzinha, me solta…” E a florzinha soltou.
A pipa subiu bem alto e seu coração bateu feliz. Quando se está lá no alto é bom saber que há alguém esperando, lá embaixo.
Mas a flor, aqui de baixo, percebeu que estava ficando triste. Não, não é que estivesse triste. Estava ficando com raiva. Que injustiça que a pipa pudesse voar tão alto, e ela tivesse de ficar plantada no não. E teve inveja da pipa.
Tinha raiva ao ver a felicidade da pipa, longe dela… Tinha raiva quando via as pipas lá em cima, tagarelando entre si. E ela flor, sozinha, deixada de fora.
– “Se a pipa me amasse de verdade não poderia estar feliz lá em cima, longe de mim. Ficaria o tempo todo aqui comigo…”
E à inveja juntou-se o ciúme.
Inveja é ficar infeliz vendo as coisas bonitas e boas que os outros têm, e nós não.
Ciúme é a dor que dá quando a gente imagina a felicidade do outro, sem que a gente esteja com ele.
E a flor começou a ficar malvada. Ficava emburrada quando a pipa chegava. Exigia explicações de tudo. E a pipa começou a ter medo de ficar feliz, pois sabia que isto faria a flor sofrer.
E a flor aos poucos foi encurtando a linha. A pipa não podia mais voar.
Via ali do baixinho, de sobre o quintal (esta essa toda a distância que a flor lhe permitia voar) as pipas lá em cima… E sua boca foi ficando triste. E percebeu que já não gostava tanto da flor, como no início…
Essa história não terminou.
Está acontecendo bem agora, em algum lugar…
E há três jeitos de escrever o seu fim.
Você é que vai escolher.
– “Não vou te incomodar com os meus risos, Flor, mas também não vou te dar a alegria do meu sorriso”.
E assim ficou amarrada junto à flor, mas mais longe dela do que nunca, porque o seu coração estava em sonhos de vôos e nos risos de outros tempos.
Segundo: A flor, na verdade, era uma borboleta que uma bruxa má havia enfeitiçado e condenado a ficar fincada no chão. O feitiço só se quebraria no dia em que ela fosse capaz de dizer não à sua inveja e ao seu ciúme, e se sentisse feliz com a felicidade dos outros. E aconteceu que um dia, vendo a pipa voar, ela se esqueceu de si mesma por um instante e ficou feliz ao ver a felicidade da pipa. Quando isso aconteceu, o feitiço se quebrou, e ela voou, agora como borboleta, para o alto, e os dois, pipa e borboleta, puderam brincar juntos…
Terceiro: a pipa percebeu que havia mais alegria na liberdade de antigamente que nos abraços da flor. Porque aqueles eram abraços que amarravam. E assim, num dia de grande ventania, e se valendo de uma distração da flor, arrebentou a linha, e foi em busca de uma outra mão que ficasse feliz vendo-a voar nas alturas.
Rubem Alves
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