terça-feira, 8 de dezembro de 2015

O Ponto A




"Mais fundo e mais escondido que o ponto G, deve haver para além disso um ponto A em cada um, uma amígdala ínfima onde reside a essência do ser e onde vive o amor.

O que se ama não é a cara, nem são as pernas, nem são os olhos. Nem é o feitio nem o sentido de humor.
O que se ama é algo mais fundo e mais inatingível.

Amar e gostar são coisas completamente diferentes, e da cara e das pernas e dos olhos e do feitio gosta-se, ou não se gosta. Porque se gosta das pessoas, e se gosta de partes das pessoas.
E se deixa de gostar das partes e deixa-se até de gostar da pessoa.

Mas amar só se ama pessoas inteiras, porque o que se ama é talvez essa amígdala, esse ponto A, esse ponto imaginário e inencontrável e que no entanto existe, e importa, e está lá, e é tão pequeno que não se consegue dividir para se amar só um bocadinho.

E podes deixar de gostar sem deixar de amar, e podes gostar sem amar. O que te torna mais feliz? Não sei falar de felicidade em geral, porque há tantas felicidades como pessoas diferentes, e eu não sei falar de tanta gente ao mesmo tempo.

Falo-te de mim, que sei desejar sem gostar, que sei gostar sem amar, que já amei sem gostar, que já deixei de gostar, que já deixei de amar. Falo-te de mim que sei que amo e que gosto e que desejo, e que me deslumbro porque achava que sabia alguma coisa sobre o amar e o gostar e o desejar antes de ti.

E sabia, mas não era a mesma coisa. Não sabia isto – não sabia que há um lugar dentro do corpo onde as amígdalas se tocam e se conhecem. Não sabia que há um momento em que sabes que é certo o que queres fazer, e noutra altura dirias que não tens certezas, mas agora há uma amígdala em ti que te diz sim.

É possível amar sem conhecer o ponto A, sem nunca o ter sentido, tal como é possível correr sem ter ideia de quantos músculos da perna são precisos para isso. Mas vivê-lo é como ter um sentido novo, como uma terceira perna, ou um terceiro olho. Senti-lo é saber finalmente porque é que o amor não se consegue explicar. Senti-lo é saber finalmente que a amígdala só se sente quando aparece quem lhe toca. Senti-lo é saber finalmente que há mais para além.

E eu sei.

Agora, sei."

O Montado



Já aqui falei algumas vezes sobre o Sistema de Montado, o sistema mais equilibrado em termos de ecossistema.
Deixo aqui mais informação, do livro"Montado no Alentejo" de Ana Fonseca :

"O montado é um sistema agro-silvo-pastoril explorado a vários níveis – arbóreo, arbustivo e herbáceo – de acordo com as potencialidades de cada região. O nível arbóreo pode ser constituído por carvalhos como o sobreiro (Quercus suber), a azinheira (Q. rotundifolia) e mais raramente o carvalho negral (Q. pyrenaica) e o carvalho cerquinho (Q. faginea), em povoamentos puros ou mistos com uma densidade variável. O sub-coberto é ocupado por pastagens aproveitadas pelo gado ou é cultivado com culturas arvenses de sequeiro num sistema de rotação. As pastagens naturais podem ser ocupadas por matos, em maior ou menor proporção.

O Homem é parte integrante e fundamental deste ecossistema. Foi através da sua acção arroteadora que foram sendo criados os montados, desde que começou a intervir no meio natural que o rodeava.

A gestão do homem é necessária, numa forma mais ou menos intensiva, para a manutenção do montado. Sem esta intervenção o sistema evolui, naturalmente, para uma formação do tipo bosque, onde o homem tem dificuldade em obter recursos. A forma como se desenrolou este processo de transformação do bosque mediterrânico influenciou definitivamente a estrutura deste sistema tal como se nos apresenta hoje. Algumas práticas antigas ainda permanecem, já descontextualizadas, dificultando a adaptação do sistema às actuais formas de exploração agrária. Outras novas formas foram surgindo, algumas delas bem adaptadas a este sistema, outras causando perturbações mais ou menos graves.

O montado é um sistema de uso do solo que se desenvolve sobre um suporte físico que congrega factores climatéricos, pedológicos e geomorfológicos com características particulares; por esta razão este ecossistema restringe-se a uma área tão limitada, quando comparada com a ocupada por outros ecossistemas do nosso planeta. O suporte físico representa os recursos potencialmente disponíveis para serem transformados pelos componentes bióticos do sistema: em primeiro lugar a vegetação; em segundo os herbívoros; depois os carnívoros; e por último, o homem, que tira partido de todos eles e que tenta maximizar os recursos de que pode tirar proveito, de forma sustentável.

No que se refere ao clima, o montado insere-se na região mediterrânica pelo que possui as seguintes características particulares: Verões quentes a muito quentes e secos que duram, pelo menos, três meses e os Invernos são, por outro lado, húmidos e temperados ou frios. A precipitação apresenta uma grande variabilidade intra e inter-anual, podendo variar entre 300 e 800 mm anualmente e concentrar-se mais numas estações do que noutras (essencialmente na Primavera e no Inverno). Os valores da precipitação e as datas da sua ocorrência condicionam, de forma muito significativa, a composição e quantidade da pastagem e a disponibilidade de alimento para o gado.

Nas latitudes mediterrânicas (30º - 40º) faz-se sentir alternadamente o efeito dos ventos húmidos vindos do ocidente (do mar), no Inverno, amenizando o frio continental; e dos ventos secos e quentes, no Verão, associados às altas pressões subtropicais. Durante o Inverno, a bacia mediterrânica está também sujeita aos ventos provenientes do Atlântico Norte. Estas massas de ar frio e húmido aquecem quando atingem o quente mar mediterrâneo, formando depressões. Estas, por sua vez, resultam em pequenos períodos de chuvas intensas, provocando uma fácil erosão das terras. Já no Verão, o anticiclone dos Açores desloca-se para norte, enquanto os ventos quentes e secos sobem desde o litoral do Saara (vento siroco).

Relativamente aos aspectos geomorfológicos os montados ocupam, preferencialmente, terrenos planos ou de relevo suavemente ondulado. Podem ainda ocupar zonas de declive mais acentuado mas nessa situação o risco de erosão do solo é elevado pelo que este deverá ficar coberto com matos, numa estrutura mais naturalizada.

Diversos factores abióticos actuam de forma distinta para criar uma grande diversidade de variantes no sistema montado. Os declives e a escorrência de nutrientes para as zonas mais baixas, as diferentes exposições à luz solar, os diversos tipos e profundidades do solo, bem como as várias densidades de coberto arbóreo, associam-se a distintas intervenções do homem ao longo da história, ao nível da pressão de pastoreio, dos ciclos de roturações e pressões de uso, para criar uma extrema diversidade de padrões de montado. Desta variedade resulta um mosaico de sistemas estruturalmente e ecologicamente complementares.


Os componentes bióticos do montado são a vegetação, estruturada em três níveis: pastagens, matos e arvoredo; o solo, a componente animal e a humana. 
As espécies animais que em geral fazem o aproveitamento dos recursos do montado são: o gado ovino, caprino, bovino, porcino e uma série de espécies selvagens muitas vezes com interesse cinegético.


O coberto vegetal da região mediterrânica é dominado por árvores e arbustos de folha permanente. Estes possuem adaptações que visam reduzir as perdas de água durante o Verão quente e seco – as folhas são pequenas e duras, ocupando uma pequena superfície em relação ao seu volume. Já as herbáceas adoptam uma estratégia de dormência, durante a estação seca, normalmente sob a forma de sementes, e adoptam diferentes formas de reserva subterrânea de nutrientes – bolbos, cebolas e caules subterrâneos.


A vegetação é um componente de elevada importância no sistema de montado. Dividimo-la em três estratos, de acordo com a altitude relativamente ao solo, desempenhando funções ecológicas distintas. O estrato arbóreo é constituído por espécies como o sobreiro (Quercus suber), a azinheira (Q. rotundifolia) e mais raramente o carvalho negral (Q. pyrenaica) e o carvalho cerquinho (Q. faginea), em povoamentos puros ou mistos com uma densidade variável e altitudes superiores aos 2 metros. O estrato arbóreo possui em média uma taxa de ocupação do solo de cerca de 60 árvores/ha, com uma cobertura de 20 a 40%, mas estes valores podem variar deste os montados menos densos aos que apresentam uma taxa de cobertura do solo de 100%.


Já o estrato arbustivo é constituído por espécies lenhosas em formações mais ou menos densas, ramificando-se desde o nível do solo em formas tendencialmente esféricas. O número de espécies, neste nível, aumenta substancialmente, mas podemos citar, de entre elas, o carrasco (Q. coccifera), a carvalhiça (Q. lusitanica), a aroeira (Pistacia lentiscus), a murta (Myrtus communis), o folhado (Viburnum timus), o medronheiro (Arbutus unedo), o alecrim (Rosmarinus officinalis), as cistáceas (Cistus sp.) e lavandas (Lavandula sp.), os tomilhos (Thymus sp.), as urzes (Erica sp.), os tojos (Genista sp.), as giestas (Retama sp.).

Por último, o estrato herbáceo ocupa o nível mais próximo do solo, dificilmente ultrapassando os 40 centímetros. Neste nível, o número de espécies aumenta drasticamente, possibilitando uma adaptação da pastagem aos diferentes quantitativos e períodos pluviométricos verificados em cada ano. No montado, estes três níveis de vegetação são geridos por forma a obter um sistema aberto que possibilite o aproveitamento máximo da radiação incidente, para produção de biomassa de elevada qualidade para o gado.

Os solos sobre os quais se desenvolvem os montados são, em geral pobres, com origem em materiais paleozóicos (granitos, gneises, xistos, quartzitos, etc.) ou os derivados da sua erosão (arenitos). São essencialmente ácidos e neutros, pobres em nutrientes e com pouca matéria orgânica. Esta coincidência com os solos mais pobres não significa que não seja possível o desenvolvimento de montados em solos férteis e ricos em nutrientes. No entanto, os solos com estas características foram, desde sempre, utilizados para culturas de regadio ou outras, de carácter mais intensivo. Sem um papel relevante neste tipo de sistema e impedindo até a plena exploração das culturas de carácter mais intensivo, as árvores foram aí cortadas.

O montado é um sistema, de facto, especialmente adaptado aos solos menos férteis, por permitir, onde outras culturas não ofereceriam qualquer rendimento, a obtenção de recursos de uma forma continuada, sem esgotamento, quando bem gerido, do potencial de fertilidade do solo.

Outra característica marcada deste sistema, é estar vocacionado para uma exploração multifuncional ou integral de modo a melhor fazer frente às constantes variações nas condições climatéricas, que tanto afectam as pastagens e consequentemente o gado.

O aproveitamento dos vários estratos da paisagem inclui a utilização das pastagens naturais, altamente nutritivas, para alimentação do gado, da rama da árvore com o mesmo fim e do seu fruto, que pode ser mais ou menos nutritivo e apreciado pelas espécies pastoreadas. Uma outra utilização do sub-coberto é a cerealicultura, actividade que adquiriu um carácter de máxima intensidade durante as campanhas do trigo dos anos 30, 40 mas que, de acordo com cada período, tem alternado com a utilização pastoril conforme as necessidades do montado e as conjunturas social e económica.

O aproveitamento do estrato arbóreo está altamente dependente das espécies presentes, que conduzem o sistema a sub-sistemas com vocações distintas. O fruto mais nutritivo e apreciado pelos animais e mesmo pelas pessoas, é o da azinheira e a presença desta espécie favorece uma utilização pecuária. Quando o sobreiro é a árvore dominante, o cenário altera-se pois a exploração que adquira maior importância é a da cortiça que, devido às suas características invulgares de elasticidade, isolante térmico e acústico e à variedade das suas aplicações, atinge elevados preços de mercado. A exploração pecuária ou agrícola tornam-se então actividades com menor importância, sobretudo no que se refere à pastorícia, dado que a bolota desta árvore tem menor interesse nutritivo, ser mais amarga e estar sujeita a produções mais irregulares que as da azinheira.

O estrato arbustivo é, por norma, controlado pelo gado ou pelas alfaias agrícolas, por impedir o acesso do gado à pastagem, reduzir as áreas cultiváveis, dificultar o acesso do homem às árvores para as actividades de poda e extracção de cortiça, piorar a qualidade da cortiça e da madeira ao dificultar o desenvolvimento de um fuste direito, e ser responsável por uma propagação mais fácil de fogos e doenças.

No entanto, o mato tem um papel importante por reduzir as elevadas temperaturas que se fazem sentir, no período estival, ao nível do solo, proporcionando assim as condições de germinação dos frutos das árvores e facilitando, deste modo, a regeneração do sistema. Após a germinação, os arbustos ainda protegem as jovens árvores da acção do pastoreio. Este estrato proporciona-se a outras utilizações, que são complementares às exercidas no montado, como a apicultura, a exploração de plantas medicinais e frutos silvestres e a criação de caça. Assim, e apesar das zonas de mato serem habitualmente consideradas como uma degradação do sistema, elas são fundamentais para a renovação do montado e para uma utilização mais completa e sustentada dos recursos da paisagem.

O Montado possui ainda, devido à sua complexidade biológica uma elevada diversidade faunística e florística. Constitui uma região de alimento e descanso para muitas aves migratórias e diversas espécies de morcegos. Esta riqueza biológica é um indicador de boa adaptação do sistema ao meio natural e também da sua resiliência.

Na actualidade o Montado ocupa grandes extensões em Salamanca, Estremadura, Alto e Baixo Alentejo, Andaluzia ocidental e, de forma mais pontual, em Castela – La Mancha, Castela – Leão e Madrid. A superfície ocupada por estes montados atinge os 2 a 2,5 milhões de hectares, dos quais quase 75% correspondem a território espanhol e o resto aos montados portugueses."


Ana Fonseca
in, Montado No Alentejo

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Felicidade




Felicidade, 
se eu não estiver muito enganada, 
é ter noção da precariedade da vida, 
é estar consciente de que nada é fácil, 
é tirar algum proveito do sofrimento, 
é não se exigir de forma desumana e, 
apesar (ou por causa) disso tudo, 
conseguir ter um prazer quase indecente 
em estar vivo. 

Martha Medeiros


Beatitude



Há uma (chamemos-lhe) sensação que nos coloca num vórtice sem gravidade…flutuamos sem sequer querermos analisar isso….nem nos apercebemos que respiramos! É como se fosse um outro mundo. Por uns breves instantes (há quem consiga viver lá!) somos para ali transportados pelo estado de beatitude.
Sorrimos como se tudo fosse nuvem fofa.

É, de facto, um estado alterado de consciência e, num qualquer momento da vida, todos o experimentámos. Costuma ser despoletado por algo exterior mas, na verdade, é do interior que vem….o catalisador pode ser uma frase num livro, uma árvore, um pôr-do-sol….mas é do interior que vem.
Essa capacidade de entrarmos num estado alterado de consciência sem que esta seja induzida por químicos ou por sugestão de alguém exterior a nós, é fascinante. Porque não conseguimos estender a nossa estadia aí? Oh, porque se nos fosse dado a escolher, não sairíamos de lá!

Ali o tempo não existe. Estamos em perfeito contacto com o nosso verdadeiro ser e as suas extensões, através de forte conexão com o nosso Eu Superior. E pensar que, num momento ou noutro das nossas vidas já experimentámos isto!
Aceitarmos que é ali que somos verdadeiramente, que aquele estado deve ser integrado e trazido, pouco a pouco, para a nossa vida aqui, onde estamos, é o mais importante neste momento. Aceitar, sem necessidade de questionar, que tudo está bem, que tudo está certo…que tudo está conforme o que sempre soubemos.
Saber que tudo nos é dado, que tudo o que precisamos, seja em que área de vida for, é-nos proporcionado, sem termos que forçar, desesperar e perder o norte. Este fluxo de energia que nos nutre de todas as formas…é como um respirar cósmico. Vamos experienciando, vamos gerando pensamentos sobre o que queremos viver a seguir e, no momento que estamos a atravessar, é rápido o processo de criar e receber…para o bem e para o menos bem.

Quaisquer que sejam as circunstâncias que estejamos a viver, fomos nós que as criámos, por uma razão só nossa…..ou pura e simplesmente por não termos noção nenhuma que somos os criadores da nossa realidade. A qualquer momento podemos reverter a situação actual; a qualquer momento podemos criar pensamentos de uma experiência diferente…colocar lá a intenção e entregar.
Mas entregar sabendo que está entregue! Sentindo isso. Está entregue e é só aguardar, porque o Universo tem formas de nos entregar o que queremos, que não cabem no nosso raciocínio lógico.
Deixar fluir….enquanto ficamos em paz connosco e com tudo.

A beatitude, que deu origem ao beato religioso, deixou de ser um estado reservado a uma elite que nos fizeram acreditar não sermos merecedores de pertencer. A beatitude é um estado normal em todos nós…é a entrega!
Quando exprimimos aquele sorriso ao entrar num local….estamos a iluminar tudo à nossa volta e, a energia que recebemos de volta é um princípio de beatitude; saímos do local com aquela sensação….tudo é maravilhoso…sinto vontade de voar…as pessoas são mesmo simpáticas….

Passámos o meio da semana…caminhamos seguros olhando para nós mesmos.
Estamos diferentes?
Ou é a nossa percepção que deu um salto?
Cá estamos….cá estamos, olhando uns pelos outros mas, vemos agora o outro como uma parte de nós mesmos.

Sorria! Está a ser filmado pela sua câmara interna.


Alexandre Viegas

Fazia do amor um cálculo matemático errado



Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: 
pensava que, somando as compreensões, eu amava. 
Não sabia que, somando as incompreensões 
é que se ama verdadeiramente. 

Clarice Lispector


sábado, 5 de dezembro de 2015

A um ti que eu inventei



Pensar em ti é coisa delicada.
É um diluir de tinta espessa e farta
e o passá-la em finíssima aguada
com um pincel de marta.
Um pesar grãos de nada em minha balança,
um armar de arames cauteloso e atento,
um proteger a chama contra o vento,
pentear cabelinhos de criança.
Um desembaraçar de linhas de costura,
um correr sobre lã que ninguém saiba e oiça,
um planar de gaivota como um lábio a sorrir.
Penso em ti com tamanha ternura
como se fosses vidro ou película de loiça
que apenas com o pensar te pudesses partir.

António Gedeão

Quem é a Mulher Medicina?


Abuelita Margarita Núñez García, 
Curandeira e Wisdom Keeper, 
Mexico.


É aquela mulher que é saudável, e saudável é o seu passado!
É aquela que se reconcilia com o seu sagrado feminino!
É quem entende a importância de curar a sua linhagem e a abraça amorosamente!
É quem não só foi curada mas aprendeu no processo, e recordou o seu legado ancestral!
É aquela que exalta os seus conhecimentos e suas experiências, transformando em sabedoria!
É aquela que entende do tempo, e vê coisas com profundidade e ambição!
É quem pode transmutar o sofrimento, as lágrimas e a dor, por entendimento!
É quem guia sem pressa o seu ser, permitindo que o universo lhe revele seus segredos!
É quem usa o poder do manifesto e inmanifesto, em lugar do esforço simples!
É quem vem curar e servir, conhecidos e desconhecidos, à sua família cósmica!
É quem encontra e ensina o divino na manifestação do universo!
É quem é uma com a sua divindade e com a terra, respeitando tudo o que lhe rodeia!

São as mulheres que olham a vida com amor, com generosidade, que sabem de perdão, que vivem com gratidão, que praticam a caridade e a compaixão...

São mulheres que dançam e cantam, que pintam e ensinam, que curam com cada uma de suas manifestações, porque cada manifestação delas é uma medicina para alguém, em inspiração na entrega em abundância e em sabedoria!!!!!!

Que sua bisavó, sua avó, ou talvez sua mãe... ou só talvez você também neste tempo, seja como elas foram, mulher medicina, mulher amor!


Tírzo Manuel





Glândula Pineal & Olho de Hórus




As semelhanças não são apenas estranhas - são exactas.

No entanto, isto é visto apenas como uma coincidência, porque no pensamento moderno supõe-se que os egípcios não teriam esse tipo de conhecimento.
É óbvio que estamos errados!

O Olho de Hórus também foi dividido em seis componentes básicos, cada um representa um sentido diferente: Olfacto, tacto, paladar, audição, visão e pensamento.
O Tálamo é a parte do cérebro humano que traduz todos os sinais dos nossos sentidos.

Num passado distante, a nossa Glândula Pineal costumava ser o nosso terceiro olho e, mais do que um olho: um receptor cósmico e transmissor de informações multidimensional. 
A Glândula Pineal actualmente é uma pequena glândula no centro do nosso cérebro, conectada com todos os nossos sentidos e com o resto do nosso corpo.

Através dos outros sentidos, ela comunica-se com o mundo exterior por impulsos eléctricos.
Com o seu espectro de hormonas, ela regula o nosso estado de consciência, como acordar, dormir, sonhar, vários estágios de meditação incluindo os estados em que podemos ter experiências místicas.

A mente e os sentidos são o caminho para energias ocultas que trabalham através dos vários centros psico-físicas ou chakras, entre os quais o mais alto está a Glândula Pineal.
Estes centros estão sempre a desenvolver-se, conforme vamos evoluindo espiritualmente.
Assim, enquanto o terceiro olho ou Glândula Pineal possui certas actividades fisiológicas em conjunto com a Glândula Pituitária - juntas elas regulam os rítmos do metabolismo e crescimento - é também o órgão físico da intuição, inspiração, visão espiritual e pensamentos divinos. 

A Glândula Pituitária é a receptora dos pensamentos e a Glândula Pineal, transmissora de pensamentos. A Glândula Pineal é a verdadeira chave para a consciência mais alta e divina no homem - ela é omnisciente, é a nossa conexão com o mundo espiritual.

Há pequenos fragmentos de cristais (sim, no teu cérebro!) dentro de cada Glândula Pineal, e cristais são receptores e canalizadores naturais de energia.
Quanto mais luz nós armazenarmos no nosso corpo, maior será a nossa vibração.
Quando maior a sua vibração, mais facilmente irá elevar a energia do seu ambiente e das pessoas ao seu redor.

É hora de despertarmos 
a nossa Glândula Pineal como antigamente: 
uma antena cósmica.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Diz-me o que atrais, dirte-ei quem és...



Ainda continuo a sentir as pessoas 
a falar dos seus dramas 
como se de castigos divinos se tratassem 
e como se fossem decretos finais 
do velho e ameaçador Deus religioso.



Vai levar o seu tempo até despersonalizarmos a noção do divino que ainda temos e mudá-la para o simples conceito de que tudo é simples energia  em constante mudança de frequência e vibração.

A Vida deu-nos a liberdade de fazermos uso da nossa energia pessoal e de experienciá-la das mais variadas maneiras. 
Desde as frequências mais baixas às mais elevadas.

Não existe castigo nem punição. 
Apenas energias atraindo energias com vibrações idênticas.

Tal como apenas duas pilhas de frequência igual funcionam na mesma máquina, também a nossa energia atrai frequências idênticas para se conhecer.

Por ex:  Uma das intenções que fizemos na Fonte foi escolher vir aprender/sentir/experiênciar a tristeza. (pode ser medo, injustiça, insegurança, coragem, etc.).
Aquela frequência energética irá fazer atrair pessoas e experiências que reforcem a tristeza até que a reconheçamos, aceitemos, experienciemos e processemos emocionalmente. Só depois de feito este processo poderemos então e quando assim entendermos, escolher conscientemente sair dessa vibração, ajustar a nossa escala e escolher uma experiência nova.

A dinâmica energética acontece, seja ela consciente ou inconsciente.

Não é um castigo nem um azar que esse tipo de situações se repitam nas nossas vidas, como a nossa mente tantas vezes nos sugere.
É apenas a energia a seguir as suas regras de atracção.

Imaginemos uma escala emocional de 0-10.

'0' corresponde à indiferença, raiva, pânico.

'3' corresponde à tristeza, medo, insegurança.

'5' corresponde a alegria, esperança, optimismo

'7' corresponde à coragem, força, segurança

'10' corresponde ao amor, fé, valorização pessoal

Todos gostamos de pensar que estamos no 10, certo?
A tua consciência te dirá em que número estás...

No entanto nós não atraímos o que queremos, o que gostávamos, o que acreditamos ou sequer o que pensamos.
Atraímos o que quer que esteja na mesma frequência emocional da nossa energia. 
E pelo que tenho observado quando questiono às pessoas "Em que estado de 0-10 está a tua valorização pessoal e amor próprio"?, os números são honesta mas ridiculamente baixos.

Aliás hoje, mais do que nunca, a verdade virá facilmente ao de cima e por isso basta-nos olhar para a qualidade dos desafios e das pessoas que cada um anda a atrair para termos uma ideia sobre a frequência energética e emocional em que cada um está.

Infelizmente a educação que nos deram ficou-se pela triste e deprimente ausência total de consciência deste processo, pela desresponsabilização de que a nossa energia co-cria a nossa realidade e como tal podemos alterá-la e pelo simples julgamento negativo do outro sem percebermos que o outro está na nossa realidade pois encontra-se na nossa vibração.

Esta falta de "noção do eu" e do processo de "atracção", do que somos (energia), do poder que temos (de co-criar e mudar a realidade), tornou-nos presas fáceis do manipulador ego que resiste a todo e qualquer processo de consciência.

Seja do reconhecimento das nossas sombras ou vibrações mais baixas.
Seja do reconhecimento da nossa luz ou das vibrações mais altas.

Por isso nos tornamos agressivos quando nos apontam uma sombra.
E resistimos envergonhadamente quando nos mostram a nossa luz.

O grande processo de auto-conhecimento começa então 
com a simples pergunta:

- Quem sou eu?

Não quem os outros dizem que sou ou acham que eu deveria ser, mas simplesmente e conscientemente, quem EU SINTO que sou. Quem eu tenho consciência de ser, de todas as parte que mostro e não mostro ao mundo.
Ou seja, que consciência já tenho das minhas sombras e dos meus potenciais (luz).

Só depois de consciente esta resposta, validada pelas várias energias que nos rodeiam, podemos então escolher:

- Quem eu quero ser?

Será então este ajuste emocional e vibracional da energia interior que irá mudar as energias exteriores.
A nossa energia cria a nossa realidade. De nada nos serve lutarmos contra a realidade sem a noção de que ela é co-criada por nós.
Tanto o que ela espelha de melhor como o que espelha de pior.

Nesta visão da realidade excluem-se todos os conceitos de:
Sorte, Azar, Vitmização, Culpa, Julgamento, "se...", "quando...", castigo, "mau karma"

Ficam então 3 perguntas que se assim o permitires, poderão ser o principio de um novo padrão e de uma nova qualidade de vida:

"Quem és tu?"

"Quem é que queres ser?"

"O que estás a fazer para subir a tua vibração?"


Vera Luz

A fúria da mulher...



Houve muita especulação quanto ao facto de uma mulher furiosa ser apavorante no seu poder.
No entanto, essa é uma projecção da angústia pessoal do observador, demasiada para que qualquer mulher a suporte.
Na sua psique instintiva, a mulher tem o poder, quando provocada, de se enfurecer com consciência – e isso realmente é algo poderoso.
A raiva é um dos meios inatos de que ela dispõe para começar a criar e a manter o equilíbrio que necessita, tudo o que ela realmente ama.
É seu direito e, em certas horas e sob certas circunstâncias, é seu dever moral.
Para as mulheres isso significa que existe a hora para mostrar os dentes, para mostrar a poderosa capacidade de defender o seu território, para dizer ”até aqui nem mais um passo, não passe a responsabilidade adiante, não se intrometa, tenho uma coisa a dizer, tudo isso vai decididamente mudar.

in, "MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS"
CLARISSA PINKOLA ESTES



Benjamin Clementine - Cornerstone (official video)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

The great courageous act



The great courageous act that we must all do, 
is to have the courage to step out of our history and past 
so that we can live our dreams. 

 Oprah Winfrey



Não acredito em gente perfeita




"No dia em que fores “perfeita”, deixar-te-ei.
No dia em que não encontre qualquer “falha” em ti, hei de te achar irreal e perder o interesse, e a tua “perfeição” há de oprimir-me ao ponto de me sufocar, de me esmagar perante o imponente peso da tua exemplaridade.
Não acredito em gente perfeita, em gente que não se cansa, que não resmunga, que não discorda, que não protesta. Soa-me a falso.
Prefiro mil vezes saber que o saberei se te cansares, se discordares, se quiseres menos ou quiseres mais, ou se quiseres outra coisa; e deslumbrar-me por, sabendo isto tudo, seres entendível, compreensível, por a vida contigo ser boa e fácil de viver.

Talvez o que ame mais em ti seja mesmo essa transparência, saber que o que mostras é o que sentes e o que pensas, sem máscaras opacas, sem fingimentos.
Gosto que sejas assim, na vida, no sofá, na cama.
E que o que se vê seja real: o real, quando é bom, dá muito mais tesão que o artificial, que o fingido, por mais sofisticado que seja.
E isso é assim em tudo, até no físico, inegavelmente no físico.

Atrai-me mais a tua forma humana que qualquer forma plástica, por redondas que lhe façam as mamas, por lisa que tenham a pele.
Gosto-te daquilo a que chamas celulite porque é tua, e da forma do teu rabo, e como as tuas mamas são diferentes uma da outra e eu as amo a ambas.
Gosto dos sítios mais recônditos de ti, das pregas nos teus sovacos, do sabor das tuas orelhas, da pequeneza – da macieza - entusiasmante das tuas mãos.
Quando te queixas de que os fabricantes de soutiens não fazem nada para o teu número e que tens de usar extensores, eu gosto disso, gosto que não sejas do tamanho dos manequins que eles usam, porque isso quer dizer que és tu, e és do tamanho de ti mesma.

Gosto da maneira como és e não te mudaria nada, e no entanto sei que ao mudares irei continuar a gostar, porque se mudares será para o que queiras e para o que te faça sentir bem e ser feliz, e eu hei de gostar disso, e o teu corpo há-de contar uma história, como hoje conta.
Cada forma tem uma razão, da tua barriga às tuas costas e aos teus tornozelos, músculos e tendões, as marcas e a tinta na pele, cada centímetro de ti és tu, e o teu corpo, como a tua mente, é a história da mulher que és, da mulher que amo.

O amor é isto, de gostar de alguém presente, não passado nem futuro.
Por isso gosto mais do teu corpo como ele é hoje do que como foi ontem, ou como poderá ser num hipotético amanhã.
O perfeito, para mim, és tu."

Ensaios sobre o Amor



Fala-se no amor como a essência da vida.
O caudal das águas potáveis e correntes, fonte de energia inesgotável onde possamos saciar a nossa necessidade de consolo, que o escritor sueco Stig Dagerman, com previdência, ditou impossível de satisfazer.
Os paladinos do amor universal dizem que todo o grande amor permite a ocupação de amores fortuitos, como uma grande casa (Sanzala) repleta de quartos (ler Os Filósofos e o Amor, ed. Tinta da China).
O amor, o AMOR, porém, é coisa rara, a que a mestra do amor do eterno retorno, Hélia, disse ser tão rara como um homem se evolar pelos ares ou um analfabeto citar Cícero em correcto latim.

O que é o amor senão a raiz da própria existência onde cabe tudo, até o desamor e os sucedâneos da raiva, do ódio, e acima de todos os males, o medo.
O medo leva ao ataque como dirão o zoólogo e o etólogo avisados.

No amor há o medo da perda, pela morte ou o abandono, e muitos são os órfãos de amor do princípio ao fim, por conta de uma dor funda e antiga.
Há amores que toleram o amor fortuito, mas são amores infelizes.
O amor fortuito não é, na maior parte das vezes, amor.
Não o amor raro, que, porém, é tão vulnerável e frágil como a árvore de tronco mais robusto. Sem rega e poda nenhum amor chega a ser maduro.
Sem capacidade de chegar ao concílio de que um amor é a soma de duas partes e de todas as partes de cada um, o amor não passará de um usufruto mútuo, uma satisfação de necessidades complementares.

Ama-se melhor quando se sabe amar no amor-próprio e dele se sabe sair antes de o egoísmo tomar conta do ser e impedir a justa medida.
Ter ou Ser, são o raio de escolha.
Um raio de luz.


Tiago Salazar

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Exupéry



Se quiseres construir um navio, 
não chames as pessoas para juntar madeira, 
mas cria neles, 
primeiro o desejo pela infinita imensidão do oceano.

—Antoine de Saint-Exupéry

Do Plants Respond to Pain?




e agora???
os vegetarianos e os vegans vão comer o quê???
As plantas também sentem dor...e também causam graves danos nos nossos solos, e no nosso planeta em produção intensiva...
ah...pois...dizem eles que não têm Sistema Nervoso...


http://www.smithsonianchannel.com/sc/web/show/136361/amazing-plants

Continuo a achar que o problema está na produção intensiva, seja lá do que for!

A comparação destrói o nosso Brilho



Triste é o tempo em que vivemos a tentar atingir os graus de "perfeição" auto exigidos, das "expectativas" dos outros ou da noção de "normalidade" para quem nos rodeia, mas nada sabe de brilho.
Para resgatar o nosso Brilho interior, temos que mergulhar em nós e fazermos as pazes com quem somos.
Abraçar os nossos velhos demónios, e abraçar amorosamente a nossa criança interior.
Até lá, estaremos à mercê do mundo a representar um qualquer deprimente papel para alguém, que nada sabe de nós.

Vera Luz

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Crime e Castigo




Eu tenho uma teoria!
Os indivíduos dividem-se em duas categorias:
Os ordinários e os extraordinários.
Os ordinários são pessoas correctas que vivem na obediência e gostam de assim sobreviver.
Já os extraordinários são as pessoas que criam alguma coisa nova, todos os que infringem a velha lei, os destruidores!
Os primeiros, conservam o mundo como ele é.
Os outros, movem o mundo para um objectivo, mesmo que para isso tenham que cometer um crime, aventurar-se!

Dostoiévski
in, Crime e Castigo

A história é para ser visitada, não revivida




E de tudo o que nos é dado pela vida, fica-nos sempre o doce sabor dos momentos amáveis, das gargalhadas sonoras, dos amigos do peito, das caminhadas mais conseguidas pelo brilho nos olhos de alguém…e não há lágrima que perpasse isso.
É nesse cesto de colheitas felizes que metemos a mão para partilhar o que temos com quem nos acerca…e cada um com o seu cesto….e em cada cesto um montão de alegrias. E vamos multiplicando como se fossem pães, que esse é um dos nossos milagres.

Seja sempre o mais leve que perdure em nós, que de pesos nos fartámos.
A história é para ser visitada não revivida. 
O passado consome-se a cada passo que damos em frente e mesmo plasmada no éter ela já foi e não volta a ser.
Nesta jornada fomos criando realidades conforme a nossa necessidade de aprendizagem e, alturas houve em que atraímos oportunidades de crescimento disfarçadas de dinossauros…e fugimos a sete pés! Depois voltámos a atrair a mesma coisa com outro disfarce…até que lhe apanhámos o truque e hoje, somos todos mais capazes e achamos graça à forma inaudita de criarmos dificuldades…mas somos assim, criativos até na dor.

Agora que já percebemos um pouco mais sobre a forma como funcionamos, torna-se mais fácil desmontar cenários. O propósito de irmos aprendendo é o de desmistificar os enredos e compreender a razão dos mesmos.
Colectivamente temos de nos manter coesos para que não sejamos arrastados pela maré do engano, novamente…mas não seremos! Já é muito difícil tirarem-nos o que conquistámos pelo amor à Luz, à claridade e transparência do que nos é dito e mostrado.

Que seja sempre cumprido o brilho da nossa verdade, porque esse foi o derradeiro sonho que depositámos em nós enquanto seres habitantes deste planeta.


Alexandre Viegas

Healing Your Mother (or Father) Wound



IF YOU HAVE UNRESOLVED FEELINGS 
ABOUT YOUR MOTHER (OR FATHER), 
MAKING THEM PART OF YOUR 
MINDFULNESS PRACTICE 
CAN TRANSFORM WHAT HAS BEEN 
A HINDRANCE IN YOUR LIFE 
INTO A TEACHER.


If you choose to follow the path of meditation, you are likely to encounter what are sometimes referred to as your "karmic knots"-those physical and emotional traumas you have accumulated throughout your lifetime. For instance, when you sit in meditation for a lengthy period, physical tensions in your body caused by stress or old injuries may manifest as a stabbing pain between the shoulder blades, an aching neck, or throbbing legs. Similarly, all your unfinished psychological issues will appear either as physical pain or other body sensations, intense emotions, voices, or as disturbing images that arise seemingly from nowhere. There is no way to avoid these experiences, nor should you. By allowing these sensations and emotions full expression while mindfully paying attention to them, you become free of them. The release of these knots can be described as an unwinding that allows the difficult experience to complete itself. There is no rushing this process, nor knowing when it will be over.

There is one category of karmic knot that may be especially hard for you to deal with, as it is for many people. This is the emotional-some would say psychological-trauma that may have occurred within your family of origin. It may involve your mother, father, or both. This trauma may have been caused by a parent who was absent or overbearing, who committed inappropriate actions or failed to take positive action, or who took too little or too much interest in you. Or it may have been the interactions between your parents that was traumatizing to you. In meditation it is all grist for the mill of mindfulness.

A trauma involving the mother or father is sometimes referred to as a "wound" because it damages the body-mind, needs proper healing, and often leaves a scar or weakness in your body or emotional makeup. No wound is more charged for both men and women than the mother wound. Your relationship with your mother or whoever provided your "mothering" is the primary relationship in your development, and it inevitably conditions much of your life.

It is easy to assume that if you had some difficulty in this relationship you have outgrown it, but do not be too sure. In my experience as a Dharma teacher, I have been surprised to discover how often yogis of both genders and all ages report being overwhelmed by unresolved feelings about their mothers. If you don't acknowledge and make peace with these feelings, then she is forced to stay caught forever in your mind and heart as a negative "mother image," preventing the possibility of an authentic relationship.

Many times I have listened to yogis-men as well as women-tell heart-rending stories of disinterest, inappropriate entanglement, or devastating disapproval from their mothers of such magnitude that they are still distorting the yogis' lives. "What am I to do?" they ask, "How do I stop getting caught?" The good news is that any trauma, including the mother wound, can become part of your mindfulness practice, but the bad news is you cannot avoid the suffering this mindfulness will encounter.

Yoga of the Mother Wound
The dharma teaches us that while you are on the cushion all thoughts and feelings can be received and worked with mindfully. There is a series of techniques and reflections you can use to practice what I call the "yoga of the mother wound" to transform what has been a hindrance in your life into a teacher of the heart. "Transform" does not mean to fix or make go away whatever trauma and scars you may be carrying from childhood; instead, you slowly develop a new relationship with your difficulty, such that it is no longer a controlling factor in your life. What may seem like an intractable wound may even become a point of inspiration and deep understanding for you.

In one sense it is radical to think that what has injured you is an opportunity that contains the seeds of your liberation. But not so in another, for two of the valuable ingredients you need for a strong practice are focused attention and intense energy. Any highly charged, unresolved issue from your past can offer you both of these ingredients. So, how do you make a deeply emotional wound your yoga? You begin by staying alert to those times you find yourself clinging, constricted from aversion, or caught in wanting in some manner connected to difficulties with your mother. You remind yourself to treat this difficult memory or emotion as your yoga practice. Your intention is to become more flexible in your emotions, to let loose of anger and defensiveness, and to stop suppressing your feelings.

Just as each posture in hatha yoga is a physical form to help your body find flexibility, so it is with how you begin to treat strong emotions around your mother. I mean this quite literally. In hatha yoga, you learn to hold a particular pose in a relaxed manner; after that, it is the form of the pose that stretches you. As with the yoga of the mother wound, it is just the same; it becomes your emotional yoga. Each time you encounter the tension, you identify it as being a particular form that has appeared in the mind: It may be a memory, a current frustration, or a sense that you lack the ability to achieve something at present because of how the past has molded you. You stay mindful of the shape of the experience, noticing the pain and any resistance that arises. Meet these feelings with compassion, equanimity, and loving-kindness-it does not matter if the thoughts and feelings are dark and unseemly. This is the yoga of softening the heart, surrendering to what's true in the moment. Despite the discomfort it may be causing, you can be with whatever is arising in your mind. It is only a thought that is emotionally loaded, which in time will pass.

When you practice mindfulness of thoughts and emotions, you are practicing what the Buddha taught as the "third foundation of mindfulness." Mindfulness practice is nonjudgmental; therefore, you need not feel guilt or shame over any emotions or thoughts that arise. By repeatedly staying with difficult feelings and body sensations, your perspective of the past shifts.
You become far less reactive and more flexible in your emotional responses. It is not that your history is rewritten, but rather that the self experiencing that history is transformed.

When a trauma first presents itself, your feelings may not be at all clear. However, all emotions are felt in the body, so if you stay with your body sensations, they can bring you into direct contact with feelings and help you identify them. Remember in doing this practice that you are not claiming that your memories or feelings are the absolute factual and unbiased truth about the past. Rather it is your actual experience of the moment that is the object of your mindfulness, not your old stories or your interpretation of how your childhood was supposed to be.

You may have certain hidden misperceptions, which will hinder you in treating the mother wound as your yoga. One error in perception is thinking it possible to have been a child without having received wounding experiences. Learning to live life hurts all children. Some amount of wounding is inevitable and in a certain sense necessary.
It is the severity of the trauma, the context of the wound, and how it is handled that determines whether the mother wound leads to strength and wholeness or ongoing trauma.

You may also secretly believe that your wound is ugly, something to be ashamed of. But ask, do the wounds of your friends make them any less attractive? Are you not inspired when they handle them in a courageous manner? Why would it not be the same for you? If there is some part of you that you find unacceptable, make it the object of your loving-kindness practice. Above all, watch for the misperception that without realizing it, you are wanting the past to be other than it was. This is the most insidious form of want-ing mind; it is absolute delusion.


The Four Functions of Mothering
You can bring more clarity to your mother wound by reflecting specifically on what mothering means to you. There are four basic functions of mothering-nurturing, protecting, empowering, and initiating-and a trauma can occur in any of them. Although they are interconnected, it helps to examine them separately in order to clarify the trauma. Using inquiry into these four functions is most helpful in identifying what you are experiencing in the moments of your daily life as well as during meditation. Doing inquiry as part of your yoga of the mother wound is not the same as psychological or therapeutic work. When you use reflection in this manner, you have to beware of getting caught in the story or lost in thinking, or embracing the idea of being a victim and assigning blame. Through practicing mindfulness, compassion, and loving-kindness, you develop the four mothering capacities within yourself. The practice of developing these inner capacities is slow, but the effect is strong and easily felt. Keep in mind that "fathering" also involves these same four functions, with some differences. Ideally these functions are shared by both parents, with each compensating for the other's weaknesses. If you struggle with a trauma around the father, you can reflect on these same functions, and make your father wound your yoga.

Reflecting on these functions will also help you understand that no woman is only a mother and no man only a father; "mothering" and "fathering" are done by women and men who by their very humanness are less than perfect in what they can give. For many people, this understanding alone is liberating. If you are a mother or father yourself, you may discover that reflecting on these functions allows you to be more fulfilled as a parent or that your own mother or father wound is healed through your experience of being a parent.


  • Mother As Nurturer

The first of the four functions of the mother is nurturing, the giving of care that allows for life (symbolized by the mother's milk), which encompasses meeting the wide range of physical and emotional needs a child has in order to grow and develop. You know about a child's needs for food, shelter, medicine, comfort, and relatedness; a child who is not held enough develops into an adult with a range of physical and emotional difficulties, just as an inadequate diet manifests as health problems later in life. But there is a more subtle aspect of nurturing I call "nurturing with joy," which celebrates the existence of the child as a source of delight for the one who is mothering and which manifests in the child and continues into adulthood as a sense of innate worth and spontaneous joy.

If you did not receive sufficient nurturing in childhood, as an adult you may feel an insatiable need, an inability to take joy in others, or a lack of self-worth despite your competency and confidence. These feelings may arise in your relationships as well as when you are alone or on the cushion. You may agonize over your behavior as a parent or in your romantic relationship because of these childhood wounds. You may feel it is simply too late, that you are forever stuck, broken, mired, or imprisoned in your inadequacy. You may believe your fear of being abandoned or devoured, or your unquenchable neediness will always define you. Never buy such a story or the feelings of despair or anger that come with it, for it is only a story that is being created by your mind.

As you develop mindfulness, you find your capacity to be in the moment includes the ability to nurture yourself and others. The practices of loving-kindness, empathetic joy, and compassion can feed your nourishing capacity. Finding teachers who nourish without creating the codependency of excessive mothering can furnish further inspiration and role modeling. Being mindful of the fear is in itself transforming. Observing the thousands of ways in which you are nurtured and nurture others in the greater community also break up the solidity and credibility of your wound's story. Nurturing, as with all the functions, begins with the mindful intention that this is a value, a particular energetic quality, or manner of relating to yourself and others that you wish to cultivate. By giving up clinging to your agenda that nurturing should be a certain way and instead simply staying with your intention, you slowly develop an inner nurturer. In so doing, you will change both your inadequate feelings and your story.


  • Mother As Protector

The second of the four functions of mothering is protecting. This is the instinctive and cultivated impulse to see that no physical or emotional harm comes to one who is vulnerable. It is symbolized by the warrior or guardian spirit. A child needs to be protected from physical, sexual, and emotional abuse, and from the threat of all three. Ironically, the first persons a child has to be protected from are the mother and father and their destructive impulses. These destructive impulses might take the form of excessive anger or emotional instability, for instance.

There is a subtle aspect of protecting energy that gives the child the incredible gift of feeling intrinsically safe, a feeling of trust in life. Unfortunately, quite frequently a child must try to flourish in a home environment that does not feel safe, even though no overt harm is done. As an adult the individual will often be at a loss to explain the unsafe feelings that plague them.

If you did not receive sufficient protection as a child, as an adult you may feel that there is "no one in your corner." You may have a memory of some traumatic event or environment that recurs during meditation. You may have developed an elaborate compensatory behavior pattern for your anxieties. You may be confused about the discrepancy between your family's "factual history" of your childhood versus the feelings you remember having as a child. For these reasons, in making the mother wound your practice, you focus on the feelings arising at present. They can be worked with, released, and transformed. The past is not so easy to work with. It is comprised of outer and inner events that are now immutable, hazy in recollection, or maybe even inaccurate.

There is no "magic bullet" that will dissipate all your past trauma or create instant feelings of safety. But if you continually bring attention to feelings of fear, loss, and confusion as they are arising and receive those feelings with compassion, they will begin to lose their grip. Gradually you will discover that they come less often, with less intensity, and stay for shorter periods of time.


  • Mother As Empoweror

The third of the four functions of the mother is empowering the child, encouraging and teaching independence and self-confidence. It is symbolized by the queen, who elevates her subjects and facilitates the beginning of their coming into their own power. The mother uses her royal power over the child with fairness, patience, generosity, and a commitment to preparing her child to become her equal or even to surpass her. The ability to perform this function comes from the mother's own self-confidence and love and from embracing the view that it is her sacred duty to empower her young. Empowering is achieved by encouraging self-reliance and providing education, discipline, and learning opportunities for the child. You are empowered to try, therefore to make mistakes and still be fully accepted. Your interests are met with enthusiasm; the importance and joy of hard work are recognized and encouraged. Failure is treated lightly, while curiosity and integrity are held in high regard.

In fairy tales, when the queen neglects or is afraid to allow the young their power, the kingdom becomes ill and languishes. In real life, this is seen in the mother who neglects or is even afraid of her child becoming powerful, so that a host of problems develop through neglect, constant criticism, or creating dependency.

Sometimes because of over-identification, the mother is willing to empower but insists that her child be like her or succeed in ways that satisfy her own ego. This is a false form of empowerment, a subtle form of enslavement. You may not realize that there is a difference between the functions of nurturing and protecting and that of empowering, but the difference is crucial. With nurturing and protecting the mother is doing for you, whereas the empowering function allows you to find your own power through doing for yourself.
With your mother's blessing, you become independent and self-confident.

If you struggle with empowerment, then you may lament your anxiety and ineptitude, your perfectionism, or your unwillingness to try new things. Struggles with self-confidence will be visible in your meditation. It is as though a blessing was withheld, and it is debilitating. Slowly, through your yoga of being fully mindful of the wound, you learn how to give yourself the blessing of unconditional acceptance. By practicing being with things as they are, you may discover that all your life you have secretly been demanding that things be other than they are, and it has stopped your growth. You may discover that the empowering mother you have internalized is always critical, fearful, filled with aversion. Meditation teaches you that this voice is mere thinking, characterized in Buddhism as Mara, the one who erodes one's power through doubt, fear, and greed.

As your self-acceptance grows, you will discover that what needs to and can change about you will do so. This happens both because you have acquired the power to initiate change and because you have the capacity to respond to life in a manner that allows the ensuing experiences to reshape you. Those things that cannot change then become your yoga. In time you realize that when consciously worked with, the limitations in your life can become the gateways to freedom. You start to discover that dis-identifying with the drama of your own story leads to a state of happiness and peace that is not dependent on the conditions of your life being a certain way.


  • Mother As Initiator

The fourth function of the mother is initiating, and it is the most difficult to understand. It is through acts of initiation that you come to feel as though you are a valuable and welcome member of your family. As you develop, it is this function that provides the inner feeling that your life has meaning, and by the teenage years you understand that you have the right to become the full expression of your own unique life.
It is also the initiation function that permits, accepts, and celebrates your leaving home to start your own life.

A girl achieves the inner experience of womanhood by way of initiation by the mother, who does this through how she treats her own womanhood and that of her daughter. The father plays a key role in initiation as well by recognizing the girl's power and her natural right to become a woman.
For a boy, it is the father who is the primary initiator into manhood, but it is the mother who recognizes that the boy is leaving her side to enter the company of men. She signals that this is appropriate, not a reason for guilt, and she supports his bringing "mother replacements" in the way of female friends and girlfriends into her house. In welcoming them she acknowledges his independence.

When initiation occurs in a timely and clear manner, it is a beautiful process, though often painful for the parent. Most initiation takes place through symbols, rituals, and unspoken behavior. When it does not occur, there is a sense of guilt, of staying a youth, of not knowing or not feeling entitled to one's place in life. For a mother to be effective in providing initiation, she must have somehow received or found her own. It is the most selfless of all the aspects, for she is encouraging a separation that leaves her without. This initiating power is associated with the shaman, the goddess, the magus, and the medicine woman.

In seeking initiation you may be attracted to teachers who claim superior understanding, who create an impression of having vast authority, thus signaling what is often a false claim that they can initiate. You may frantically want answers in your life, not understanding that initiatory power will come to you if you treat your questions as sacred. It is tempting to surrender your power to a teacher rather than seek a teacher who will initiate you so that you gain self-empowerment.

You may be caught in wanting to have energetic experiences on the cushion as a form of initiation. You may simply want something to happen in your life that signals your aliveness, meaning, and place. It is a call for initiation. It is much the same with teenagers who get tattoos, pierce their bodies, form cliques, posses, or gangs, and carelessly risk their lives and use drugs or fundamentalism of one sort or another to initiate themselves.

It is not realistic to expect a parent to provide all the initiation functions for a child. A parent only begins the process of initiation, which can be viewed as a series of lifelong developmental processes that are actualized through the use of rituals and sacred space by various spiritual and societal leaders. If you were fortunate, what you did not receive from a mother or father, you might have received from grandparents, a caring relative, a teacher, or youth leader. Your experience of the first three functions may have been less than "good enough," therefore you may never have had the momentum to seek initiation.

Likewise, your mother and your father may have suffered from their own lack of initiation such that providing initiation was simply far beyond them, even though they were good parents in other ways.

Initiation begins with finding an identity within the family and community, then switches to initiation into wholeness within your inner being, and culminates in a sense of unity with life itself. Each stage of initiation is more subtle than the previous one, and the unhealed emotional wounds become more treacherous to deal with at each level. It is never too late for you to experience any of the stages of initiation in your life. Both through your own explorations and by working with those who act as elders, you can achieve a deeper symbolic relationship with yourself and life.


Mindfulness & the Mother Wound
There are a series of reflections that may help you develop your yoga of the mother wound. For instance, throughout human history, the tasks of mothering were shared by members of the extended family, tribal elders, and family friends. The community had rituals that helped in the process, including those that taught you to take comfort in the earth or nature as the Great Mother. Unfortunately, nowadays there is often only a mother and father to do all that needs to be done. Nor is there much use of nature as mother or of group ritual. Is it any wonder that your mother may have struggled with some of these aspects of mothering?

No matter how difficult your relationship with your mother, there is still the singular fact that she carried you to birth. The gift of birth forms its own strong bond. Likewise, there is within your mother experience a level of sufficiency that brought you to this moment. Your having this awareness and capacity means that the mothering you received was good enough for you to go on from there to find your own wholeness in life.

Maybe the most useful reflection is to realize the gift of the negative.
This points to the understanding that what was not given or was poorly given is also valuable because of what it elicits from you. Much of your wisdom comes from having to cope with the pain and uncertainty you experienced as a child. The negative mothering experiences helped form your priorities, taught you what was important, and gave you the motivation to be different as a parent yourself. They are a critical part of your inheritance; they forced you to know yourself and to develop a sense of right and wrong.

If you do not receive the negative as a gift, if you see it only as suffering, you reduce your relationship to life and distort the richness of your life experiences. Moreover, you are far less likely to make your life all it can be. It is this failure to manifest your own values that would be the true tragedy. This understanding is a key to your own empowerment. It allowsthe yoga to transform your mother wound into an enhanced sense of aliveness and freedom.
Can you feel this potential in your heart?
Can you cultivate this understanding with your own intuition?

As the yoga of the mother wound begins to stretch both your heart and mind, more insights become available to you. One is that much of what you took so personally is in fact quite impersonal. What was done and not done to you or for you arose out of a set of conditions in your mother's life. You need not carry the actions caused by those conditions as a personal burden.
Therefore, the wounds you once thought to be intransigent are accessible and subject to change.
The wounds do not disappear, but they lose much of their charge. They fail to hook your mind and imprison your heart.

Keep in mind that meditation is not psychotherapy. These words are the offering of a meditation teacher, not a therapist. In mindfulness practice, unlike therapy, the specific content of afflictive emotions are not the focus of your attention.

Instead, the focus is on the mind state that is arising. The teachings are concerned with finding freedom from your wanting mind. They guide you to discover for yourself that happiness is not dependent on the external conditions of your present, past, or future life. You may well greatly benefit from working with a therapist as a supplement to your practice, reflecting the principle that "you must first have a self in order to give up attachment to it."

If you make the mother wound your yoga, you may encounter a trauma that is not resolvable in the context of daily life goals. Such extreme experiences are often viewed as the "sacred wound." A sacred wound is that trauma which occurred so early in your life or was so deep that it forces you into the spiritual life because it is not possible for you to find the peace you seek in any other way. Because of the motivation it provides, it is viewed as a gift, though a costly one that renders many of life's ordinary rewards unsatisfactory and can lead you to perform unskillful actions.

When you decide to embrace the mother wound as your yoga and make it your teacher, a miraculous and unexpected event occurs. As you find your freedom from being captured by the wound, you also give your mother back her own life. Rather than simply being a label, a set of responsibilities called "mother," she is allowed to be a woman, a human being with her own story, her own gains and losses, and a life trajectory separate from yours. It is not that she ceases to be your mother, but that she becomes everything else she always was, except in the minds of her children.



Phillip Moffitt
in, Emotional Chaos to Clarity