domingo, 7 de outubro de 2012

Dançar



"Se você se torna totalmente absorvido na dança, 
o bailarino se vai, 
o mundo externo se vai 
e o “eu sou” também desaparece. 
Apenas o ato permanece, 
um ato puro de dança, 
de êxtase, 
de grande celebração."

Osho

É um Louco!





"Perguntais-me como me tornei louco.
Aconteceu assim:
Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!”
Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim.
E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou:
“É um louco!”
Olhei para cima, para vê-lo.
O sol beijou pela primeira vez minha face nua.
Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras.
E, como num transe, gritei:
“Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”
Assim me tornei louco.
E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido,
pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós."
  
                                                                                                           
Khalil Gibran




Para além da curva da estrada



Para além da curva da estrada
talvez haja um poço, e talvez um castelo,
e talvez apenas a continuação da estrada.
Não sei nem pergunto.
Enquanto vou na estrada antes da curva
... só olho para a estrada antes da curva,
porque não posso ver senão a estrada antes da curva.
De nada me serviria estar olhando para o outro lado
e para aquilo que não vejo.
Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
Se há alguém para além da curva da estrada,
esses que se se preocupem com o que há além da curva da estrada.
Essa é que é a estrada para eles.
Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
Por ora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva
há a estrada sem curva nenhuma. 

Alberto Caeiro

NÃO DIGAS NADA!



Não digas nada!
Não, nem a verdade!
Há tanta suavidade
Em nada se dizer
E tudo se entender —
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada!
Deixa esquecer.
Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda esta viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz...
Não digas nada.

FERNANDO PESSOA,
in, POESIAS INÉDITAS
(1930-1935)

sábado, 6 de outubro de 2012

Norah Jones, Come away with me



Só falta o meu Poeta Carroceiro e bora lá!!!!

Vários tipos de voos



Aprendi a voar vários tipos de vôos, para toda ocasião. 
Depois que tomei o verdadeiro gosto pela coisa, ficou muito mais difícil rastejar. Pouso às vezes, é claro — e tenho o poder de pousar onde quero, desde que o lugar, ele mesmo, não se esquive. 
A hora do pouso e quanto vai durar — sou eu quem decide. 
Se fosse diferente, nada faria sentido na vida. 
Nunca perderei a capacidade de levantar voo, na direção que quiser, e pelo tempo que pretender. 
Sou eu que determino as condições do meu voo. 
Não abro mão dessa prerrogativa. 
Meu contrato é com o vento.

Edson Marques

Tinariwen - Tenere Taqhim Tossam (Official Video)

Feliz por nada!!!!



         Geralmente, quando uma pessoa exclama: Estou tão feliz!, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada. Feliz por nada, nada mesmo?

         Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. “Faça isso, faça aquilo”. A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?

         Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo?

        Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.
Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.
         Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?
         A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.
         Ser feliz por nada talvez seja isso.
                                                                                           

Martha Medeiros

como as flores



- Mestre, como faço para não me aborrecer?
Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes, algumas são indiferentes, outras  mentirosas. Ah! E tem as que caluniam.


- Pois viva como as flores! advertiu o mestre.


- Como é viver como as flores? perguntou o discípulo.


- Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.   Elas nascem no esterco e no entanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo mal cheiroso tudo o que lhes é útil e saudável mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor das suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias falhas mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento.

Exercite a virtude de rejeitar o mal que vem de fora. Isso é viver como as flores.

Quem dera...



Quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último.O último para apreciar a vida com o entusiasmo que não guarda nenhuma delícia nem ternura pra depois. O último para fazer as pazes. Para desfazer enganos. Para saborear com calma, como se me servissem um banquete, a preciosidade genuína que cada único respiro humano representa.

Quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último. O último pra esquecer tolices. O último para ignorar o que, no fim das contas, não tem a menor importância. O último para rir até o coração dançar. O último para chorar toda dor que não transbordou e virou nódoa no tecido da vida. O último para deixar o coração aprontar todas as artes que quiser. O último para ser útil em toda circunstância que me for possível. O último para não deixar o tempo escoar inutilmente entre os dedos das horas.

Quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último. O último para ouvir aquela música que acende sóis por toda a extensão da minha alma. O último para ler, de novo, o poema que diz tanto de mim que eu me sinto caber nos olhos do poeta que o escreveu. O último para desembaraçar os fios emaranhados dos medos que me acompanham.

Quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último. Eu não perderia uma chance para me presentear com os agrados que me nutrem. Eu criaria mais oportunidades para dizer o meu amor. Para expressar a minha admiração. Para destacar para cada pessoa a beleza singular que ela tem. Para compartilhar. Eu não adiaria delicadezas. Não pouparia compreensão. Não desperdiçaria energia com perigos imaginários e com uma série de bobagens que só me afastam da vida.

Quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último, porque pode ser.

Ana Jácomo

deixas-me entrar?



"Não sei bem em que altura fechamos as portas.
Mas que as fechamos, não tenho nenhuma dúvida.
Uma por uma, escondemos as feridas e trancamos as sombras, achando que assim não corremos mais riscos, que ficamos a salvo do perigo de virem comer-nos a alma ou pedir-nos satisfações por não lhes termos dado colo, importância, atenção.
Nem nos apercebemos como vão exalando bolor, humidade, como vão conseguindo escapar-se através das pequenas frinchas das portas, como poluem o ar à nossa volta e nos sufocam, tornando opaca a visão, enchendo de névoa as memórias, para que, quando voltamos a elas, ou quando alguém nos faz o favor de as trazer de volta ao presente, não sejamos capazes de identificar de onde vêm.

Cremos que assim é mais fácil.
Aparentemente, é mais fácil.
O que seria de nós se, de cada vez que nos cortamos, que nos arranhamos ou que ficamos com uma nódoa negra num braço, fosse preciso muito mais do que um penso, muito mais do que estancar o golpe com água oxigenada?
O que seria se uma pomada fosse insuficiente e se cada nódoa negra no corpo nos obrigasse a sentir como a sombra lateja cá dentro?

Hoje sei que será um alívio!
Quando de facto formos capazes.
Quando tivermos coragem de esventrar cada golpe até ao seu âmago, quando nos arranharmos a ponto de descobrir onde foi que roçámos a pele pela primeira vez e que ardeu, onde foi que se deu esse primeiro embate que nos moeu a carne por dentro... iniciamos o processo da cura.

Dizem-nos que é precisa muita coragem para o fazermos e eu compreendo.
Quem é que perante uma crosta, aparentemente sarada, se atreve a pegar numa faca para descobrir que a ferida, afinal, purga no osso?
Quem não prefere o conforto de uma porta fechada à náusea da humidade e do bolor que vai sentir quando a vir escancarada?
Quem é que não acha que é preferível esquecer a querer descobrir a verdade?

E a verdade é que a dor que sentimos agora já foi há que tempos.
E há que tempos que queremos esquecê-la, em vez de curá-la.
Há anos e anos e anos que passamos pomadas, fazendo desaparecer da superfície as manchas que alastram por dentro.
Há anos e anos e anos que pomos pensos nas feridas, para não as vermos sangrar, achando assim que estancamos as hemorragias da alma.
E eu, que sempre me achei corajosa, vejo-me agora a querer recusar a entrada à Inês pequenina que, ferida de morte, me pede: deixas-me entrar?

E, se eu não deixar, ela não força.
É pequenina e já sabe que, se medir forças comigo, vai-se magoar.
Acredito até que não passe da soleira da porta, mas já sei que vai ficar lá.
Vou ouvi-la a chorar e posso afastar-me e talvez ela chore um pouco mais alto e talvez eu me afaste ainda mais.
E não sei qual é a dor que dói mais: se a da que chora, se a da que não quer ouvi-la a chorar.
E da utilidade que tem ou não tem, ficarmos em pranto nos braços uma da outra... ainda não sei... mas quero descobrir e, para isso, tenho de a deixar entrar.
E de lhe dizer que é muito bem vinda.


Inês de Barros Baptista

Cais Sodré Funk Connection (lista de reprodução)

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Saturno entra em Escorpião



Hoje Saturno entra em escorpião e irá continuar o caminho de restruturação do conhecimento e responsabilidade da identidade...

Primeiro temos que entender o que representa este planeta na nossa estrutura psiquica....
Saturno recolhe a aprendizagem do tempo... aprendemos através da sua energia no nosso campo electromagnético , as consequências de cada acção...
Ele assegura a lei cósmica do Karma e o seu processo de actualização a cada momento...
Lei pela qual cada acção provoca uma reacção por ressonância à sua qualidade vibratória...

Saturno representa a cristalização do passado, a fim de que os débitos possam ser pagos e o individuo possa se ocupar das actuais oportunidades para o futuro....
" OPORTUNIDADE".... é uma das palavras mais descritivas que podem ser aplicadas a Saturno.... Pois este proporciona as crises e situações de vida que concedem liberdade de escolha... É pelas restrições e pela dor que frequentemente acompanha desejos ou aspirações contrariados que chegamos a uma maior compreensão das Leis da Manifestação.... A estrutura destas Leis.... as Leis Cósmicas ... também estão sob a regência de Saturno....

Nesta etapa de transição , Saturno esteve em Balança, precisamente a energia do aprendizado das correctas relações, esteve a dar-nos a oportunidade de conhecermos a estrutura da velha identidade, de trazermos à consciência as mecânicas do medo inconsciente e que nos devolve o desiquilibrio na nossa relação com o mundo no exterior.... estivemos a ter realmente oportunidades únicas de nos posicionarmos em consciência , de todos os padrões onde ainda responsabilizamos o mundo fora e nos vitimizamos... onde nos anulamos ou impomos... onde manipulamos e controlamos....

São campos muito subtis sim, mas se formos verdadeiros na verdade da Lei do karma, teremos a oportunidade de resgatar consciência de todo esse mundo afinal doente e que só devolve sofrimento....

Saturno hoje entra em escorpião continuando essa restruturação em Nós, mas aquilo onde ainda não " OLHAMOS EM VERDADE ", será materializado a cada instante que utilizarmos em inconsciência esses padrões de medo , resistência à mudança... puro desapego será a ordem....
Conhece-te... assume a responsabilidade.... desapega-te da resistência....

Serão tempos de profunda transformação... e regeneração na responsabilidade de nossas escolhas....
Resgate da consciência das velhas formas de interagir com o mundo e posicionarmo-nos em novos valores de responsabilidade....
As recompensas e punições que recebemos são resultado da aplicação das escolhas e do livre arbítrio...

Conhecer os nossos padrões inconscientes onde ainda nos apegamos, controlamos e manipulamos.... e mudar o plano de consciência....
No interior do ser humano acontecem muitas coisas das quais ele não tem percepção.... durante todo o tempo, o homem cria o seu mundo em conformidade com os padrões de pensamento por ele gerados e produz uma realidade que é a expressão exterior desses padrões....
As experiências que um indivíduo enfrenta são atraidas para sua vida pelo poder criativo da sua própria psique....
Se o individuo não faz nenhum esforço para expandir a sua consciência de modo a poder compreender a natureza deste desenvolvimento total e poder começar a colaborar nesse processo, não poderá mudar as experiências....

Irei estar de coração e alma a servir todos aqueles que assim sentirem que querem a verdade de si....
Sou Astróloga Transpessoal e toda a minha profunda dedicação ao meu trabalho para com os Seres Humanos se converte na Matriz Alma... sua viagem... sua história.... e como se materializa na Vida interior e exterior.... dar-lhe um propósito inteligente ... consciente.... Amoroso....

O momento actual da Humanidade é de profunda mudança interior e por consequência movimentos de profunda mudança exterior para alguns.....
Não é possivel parar o fluxo de mudança... todo o Macro se "dirige" para uma nova realidade energética... faz parte da evolução da Humanidade.... ao Homem compete acompanhar , não resistir à Mudança.... Somos energia.... 


Ruth Fairfield

O REGRESSO DE LILITH




Eu sou Lilith, a deusa das duas noites, que regressa do exílio.Sou Lilith, a mulher-destino. Nenhum macho pode escapar à minha sorte, e nenhum macho lhe quererá escapar.

Eu sou as duas luas Lilith. A negra é complementada pela branca, pois a minha pureza é a centelha do deboche e minha abstinência, o princípio do possível. Eu sou a mulher-paraíso, que caiu do paraíso, sou a arrasa-paraísos.

Sou a virgem, rosto invisível da devassa, a mãe-amante e a mulher-homem. A noite porque eu sou o dia, o lado direito porque sou o lado esquerdo, e o Sul porque sou o Norte.

Eu sou Lilith dos seios brancos. Irresistível é o meu encanto, pois os meus cabelos são negros e longos e de mel os meus olhos. Diz a lenda que fui criada a partir da Terra para ser a primeira mulher de Adão, mas não me submeti. 

Sou a mulher-festa e os convidados da festa. Feiticeira alada da noite é o meu apelido, e sou deusa da tentação e desejo. Chamaram-me patrona do prazer gratuito e da masturbação, liberta da condição de mãe para ser o destino imortal.

Eu sou Lilith, que retorna da masmorra do esquecimento branco, leoa do senhor e deusa das duas noites. Recolho na minha taça o que não pode ser recolhido, e bebo-o pois sou a sacerdotisa e o templo. Esgoto todas as intoxicações para que não acreditem que eu posso beber. Faço amor comigo mesma e e reproduzo-me para criar um povo da minha linhagem, depois mato os meus amantes para dar espaço àqueles que ainda não me conheceram.

Regresso do calabouço do esquecimento branco para quem ainda me não conhece, volto para marcar lugar e para que não creiam que eu posso beber, da brancura do esquecimento para enraizar a vida e para que o número cresça, para matar os meus amantes eu regresso.

Eu sou Lilith, a mulher-floresta. Não vivi uma espera desejável, mas sofri os leões e as espécies puras de monstros. Fecundo todas as minhas costas para construir a história. Agrego as vozes nas minhas entranhas para que o número de escravos esteja completo. Como o meu próprio corpo para que me não tratem como faminta e bebo a minha água para nunca sofrer a sede. As minhas tranças são longas no inverno, e as minhas malas não têm tecto. Nada me satisfaz, nem me sacia, e eis que regresso para ser a rainha dos perdidos no mundo.

Sou a guardiã do bem e do encontro dos opostos. Os beijos no meu corpo são as feridas de quem tentou. Da flauta das duas coxas sobe o meu canto, e do meu canto a maldição espalha-se em água sobre a terra.


Sou Lilith, a leoa sedutora. Mão de cada servidor, janela de cada virgem. Anjo da queda e consciência do sono leve. Filha de Dalila, Maria Madalena e das sete fadas. Nenhum antídoto para a minha condenação. Da minha luxúria, erguem-se as montanhas e abrem-se os rios. Venho de novo para furar com as minhas ondas o véu do pudor, e para limpar as feridas da falta com o perfume do deboche.


Da flauta das duas coxas sobe o meu canto
E da minha luxúria abrem-se os rios.
Como não poderia haver uma maré
de cada vez que entre os meus verticais lábios brilha um sorriso?

Porque eu sou a primeiro e a última
A cortesã virgem
O medo cobiçado
A adorada desprezada
E a velada desnuda

Porque eu sou a maldição do que precede,
O pecado desaparecido dos desertos quando abandonei Adão.
Ele andou aqui e ali, quebrou a sua perfeição.
Desci-o à terra e acendi para ele a flor da figueira.


Eu sou Lilith, o segredo dos dedos que insistem. Quebro caminhos divulgo sonhos rebento as cidades do macho com o meu dilúvio. Não reuno dois de cada espécie na minha arca. Em vez disso, volto a eles, para que o sexo se purifique de toda a pureza.

Eu, versículo da maçã, os livros escreveram-me, ainda que não me tenham lido. Prazer desenfreado esposa rebelde o cumprimento da luxúria que leva à ruína total. Na loucura se entreabre a minha camisa. Os que me escutam merecem morrer, e aqueles que me não escutam morrerão de despeito.

Eu não sou nem a rebelde nem a égua fácil.

Antes o desvanecer do pesar último.

Eu Lilith o anjo devasso. Primeira fuga de Adão e corrompidora de Satanás. O imaginário do sexo reprimido e o seu mais alto grito. Tímida pois sou a ninfa do vulcão, ciumenta pela doce obsessão do vício. O primeiro paraíso não pôde suportar-me. E caçaram-me para que eu semeie a discórdia na terra, para que governe nos leitos os assuntos dos meus sujeitos.

Sorte dos conhecedores e deusa das duas noites. União do sono e do despertar. Eu, o feto-poetisa, ao perder-me ganhei a vida. Regresso do meu exílio para ser a esposa dos sete dias e as cinzas do amanhã.

Eu sou a leoa sedutora e volto para cobrir as submissas de vergonha e para reinar sobre a terra. Venho para curar a costela de Adão e liberar cada homem da sua Eva. 

Sou Lilith
Regresso do meu exílio
Para herdar a morte da mãe a que dei vida.

Joumana Haddad

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O coração da terra


foto de José Miguel Gomez/Reuters


O coração da terra. 

Este é feito de sal-gema e está a iluminar uma mina de sal da Colômbia.
COLÔMBIA, 26.09.2012. 
Um coração de sal-gema na mina de sal-gema de Nemocon, curiosamente uma das mais populares atracções turísticas da Colômbia.

Apesar dos pesares, o mundo guarda-nos momentos únicos. 


...vem Saturno e põe tudo no lugar!!



Hoje Saturno entra em escorpião e irá continuar o caminho de reestruturação do conhecimento e responsabilidade da identidade... 
Primeiro temos que entender o que representa este planeta na nossa estrutura psíquica....

Saturno recolhe a aprendizagem do tempo... aprendemos através da sua energia no nosso campo electromagnético , as consequências de cada acção...
Ele assegura a lei cósmica do Karma e o seu processo de actualização a cada momento...
Lei pela qual cada acção provoca uma reacção por ressonância à sua qualidade vibratória...
Saturno representa a cristalização do passado, a fim de que os débitos possam ser pagos e o individuo possa se ocupar das actuais oportunidades para o futuro....

" OPORTUNIDADE".... é uma das palavras mais descritivas que podem ser aplicadas a Saturno.... Pois este proporciona as crises e situações de vida que concedem liberdade de escolha... É pelas restrições e pela dor que frequentemente acompanha desejos ou aspirações contrariados que chegamos a uma maior compreensão das Leis da Manifestação.... A estrutura destas Leis.... as Leis Cósmicas ... também estão sob a regência de Saturno....

Nesta etapa de transição , Saturno esteve em balança, precisamente a energia da aprendizagem das correctas relações, esteve a dar-nos a oportunidade de conhecermos a estrutura da velha identidade, de trazermos à consciência as mecânicas do medo inconsciente e que nos devolve o desiquilíbrio na nossa relação com o mundo no exterior.... estivemos a ter realmente oportunidades únicas de nos posicionarmos em consciência , de todos os padrões onde ainda responsabilizamos o mundo fora e nos vitimizamos... onde nos anulamos ou impomos... onde manipulamos e controlamos....
São campos muito subtis sim, mas se formos verdadeiros na verdade da Lei do karma, teremos a oportunidade de resgatar consciência de todo esse mundo afinal doente e que só devolve sofrimento....

Saturno hoje entra em escorpião continuando essa reestruturação em Nós, mas aquilo onde ainda não " OLHAMOS EM VERDADE ", será materializado a cada instante que utilizarmos em inconsciência esses padrões de medo , resistência à mudança... puro desapego será a ordem....

Conhece-te... assume a responsabilidade.... desapega-te da resistência....
Serão tempos de profunda transformação... e regeneração na responsabilidade de nossas escolhas....
Resgate da consciência das velhas formas de interagir com o mundo e posicionarmo-nos em novos valores de responsabilidade....
As recompensas e punições que recebemos são resultado da aplicação das escolhas e do livre arbítrio...
Conhecer os nossos padrões inconscientes onde ainda nos apegamos, controlamos e manipulamos.... e mudar o plano de consciência....
No interior do ser humano acontecem muitas coisas das quais ele não tem percepção.... durante todo o tempo, o homem cria o seu mundo em conformidade com os padrões de pensamento por ele gerados e produz uma realidade que é a expressão exterior desses padrões.... As experiências que um indivíduo enfrenta são atraídas para sua vida pelo poder criativo da sua própria psique....
Se o individuo não faz nenhum esforço para expandir a sua consciência de modo a poder compreender a natureza deste desenvolvimento total e poder começar a colaborar nesse processo, não poderá mudar as experiências....

O momento actual da Humanidade é de profunda mudança interior e por consequência movimentos de profunda mudança exterior para alguns.....
Não é possível parar o fluxo de mudança... todo o Macro se "dirige" para uma nova realidade energética... faz parte da evolução da Humanidade.... ao Homem compete acompanhar , não resistir à Mudança.... Somos energia.... 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Religiões




"Existem muitas religiões, porque existem muitas pessoas infelizes.
Uma pessoa feliz não precisa de religião.
Uma pessoa feliz não precisa de templo, nem de igreja, porque para uma pessoa feliz, todo o universo é um templo, toda a existência é uma igreja.
Uma pessoa feliz não tem nada parecido com uma actividade religiosa, porque toda a sua vida já é religiosa."

Osho

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Third Reich - Operation UFO (Nazi Base In Antarctica) Complete Documentary



The film explores the historical mysteries and rumours of a Nazi secret base in Antarctica, the 1947 flying saucer attack on Admiral Byrd's ill-fated 'Operation Highjump' expedition and the occult origins of Third Reich anti-gravity engines, flying discs and ancient Atlantean technologies viewed through the lens of perhaps the three most mysterious twentieth century German organisations of all: the 'Thule Society, 'Vril Society' and the 'Ahnenerbe'

One of the core themes of the film is the alleged existence of 'Base 211', the legendary underground Nazi base in the Antarctica. Drawing upon the pre-war Nazi interest in Antarctica and the creation of 'New Swabia'; the testimony of German U-Boat submarine commanders and the alleged disappearance of thousands of Nazi scientists and engineers at the end of the war, personnel that cannot be accounted for by the Vatican and Odessa 'rat lines' or American 'Operation Paperclip' activities. In addition, the film analyses the actual geo-physical possibilities of an underground base in Antarctica.

The other core theme is the alleged existence of a Nazi flying saucer program and the many evidential strands that this area generates. From the supposed channeling of extraterrestrial engineering schematics by members of the German occult group 'Thule Society' in the early part of the twentieth century to the 'implosion engine' of Viktor Schauberger and its possible appropriation by the Third Reich.

Bringing us to the the latter part of the twentieth century the documentary illustrates the many sightings of unknown crafts around the Antartic region and the theoretical basis for polar wormholes as entrance and exit points for visiting extraterrestrial spaceships and the possible involvement of HAARP, as well as asking why nearly all American Antarctic bases seem to be populated by agents of the National Security Agency and CIA.

Like the study of any phenomena and/or events that exist at the edges of consensus reality, occupy imaginal realms and are subject to historical revisionism; the interface of myth and reality is a shifting mosaic of fact, speculation, disinformation and fantasy, or to use the phrase of head CIA counter-intelligence spook, James Jesus Angleton, we have entered a "wilderness of mirrors".

Certainly there are elements in the documentary that give cause for concern such as the alleged "Special Bureau 13", the Nazi secret flying saucer research group and its similarity to the top secret government agency in the early eighties role playing game "Bureau 13: Stalking the Night Fantastic " (though equally the RPG title could be an insider homage to this secret Nazi organisation). Likewise, there is the lack of information on the existence of the US Navy destroyer 'Murdoch' in the testimony recounted by pilot 'John Sireson' in his description of the flying saucer attack on Admiral Byrd's fleet (testimony taken from an interview by the late pioneering American researcher Leonard Stringfield).

Equally, the testimony of Admiral Byrd that flying saucers attacked the 'Operation Highjump' fleet is of historical record as is his testimony to Congress of enemies that have the ability to fly "pole to pole". Likewise, the creation of 'New Swabia' is as much a historical fact as the 'impossible' existence of the 'Piri Reis' map.

What sets this documentary apart from most others of its kind is the inclusion of high ranking Russian scientists and military personnel and their testimony should not be discounted.

As the great American anti-fascist researcher Dave Emory says of many elements of deep politics: "its food for thought and grounds for further research".

Exopolitics UK and 'The Saucer People' are looking for other non-English UFO/alien related videos to help translate and subtitle, we have dozens of Russian documentaries waiting to be translated into English. If you speak Russian and are interested in translating any of this material please get in touch.

Likewise, if your country of origin has produced any UFO/alien documentaries and are interested in creating English translations to be subtitled please contact us.

It took a lot of hard work to make the translation of this documentary into English and create the subtitles and we would like to dedicate our work to the late American researcher Wendelle Stevens who is quoted in the film, In our opinion, Wendelle, who sadly died in 2011 was one of the few genuine professional researchers in the UFO community who like Linda Moulton Howe, actually went and spoke to the subjects and witnesses and researched cases first-hand.

Invention of Love (2010) - Animated Short Film

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

OPTIMISMO



1 - Los optimistas se aman, procuran un alto nivel de autoestima, se valoran y aprovechan lo mejor posible sus talentos personales innatos.

2 – Los optimistas aceptan a los demás como son, y no malgastan energías queriendo cambiarlos, solo influyen en ellos con paciencia y tolerancia.

3 – Los optimistas son espirituales, cultivan una excelente relación con Dios y tienen en su fe una viva fuente de luz y de esperanza.

4 – Los optimistas disfrutan del "aquí" y el "ahora", no viajan al pasado con el sentimiento de culpa ni el rencor, ni al futuro con angustia. Disfrutan con buen humor y con amor.

5 – Los optimistas ven oportunidades en las dificultades, cuenta con la lección que nos ofrecen los errores y tienen habilidad para aprender de los fracasos.

6 – Los optimistas son entusiastas, dan la vida por sus sueños y están convencidos de que la confianza y el compromiso personal obran milagros.

7 – Los optimistas son íntegros y de principios sólidos, por eso disfrutan de paz interior y la irradian y comparten, aun en medio de problemas y crisis.

8 – Los optimistas no se desgastan en la critica destructiva y ven la envidia como un veneno. No son espectadores de las crisis sino protagonistas del cambio.

9 – Los optimistas cuidan sus relaciones interpersonales con esmero, saben trabajar en equipo y son animosos sembradores de fe, esperanza y alegrías.

10 – Los optimistas también tienen épocas difíciles, pero no se rinden ni se dejan aplastar por su peso, ya que saben que aun la noche mas obscura tiene un claro amanecer y que por encima de las nubes mas densas sigue brillando el sol; que todo túnel, por mas largo y obscuro que sea siempre tendrá otra salida y que todo río siempre tiene dos orillas.

in,La Reflexión es el ojo del Alma