quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Prayer Before Birth





I am not yet born; O hear me.
Let not the bloodsucking bat or the rat or the stoat or the
club-footed ghoul come near me.

I am not yet born, console me.
I fear that the human race may with tall walls wall me,
with strong drugs dope me, with wise lies lure me,
on black racks rack me, in blood-baths roll me.

I am not yet born; provide me
With water to dandle me, grass to grow for me, trees to talk
to me, sky to sing to me, birds and a white light
in the back of my mind to guide me.

I am not yet born; forgive me
For the sins that in me the world shall commit, my words
when they speak me, my thoughts when they think me,
my treason engendered by traitors beyond me,
my life when they murder by means of my
hands, my death when they live me.

I am not yet born; rehearse me
In the parts I must play and the cues I must take when
old men lecture me, bureaucrats hector me, mountains
frown at me, lovers laugh at me, the white
waves call me to folly and the desert calls
me to doom and the beggar refuses
my gift and my children curse me.

I am not yet born; O hear me,
Let not the man who is beast or who thinks he is God
come near me.

I am not yet born; O fill me
With strength against those who would freeze my
humanity, would dragoon me into a lethal automaton,
would make me a cog in a machine, a thing with
one face, a thing, and against all those
who would dissipate my entirety, would
blow me like thistledown hither and
thither or hither and thither
like water held in the
hands would spill me.

Let them not make me a stone and let them not spill me.
Otherwise kill me.



Louis MacNeice
in, The Collected Poems of Louis MacNeice







Eu ainda não nasci; ó, escutai-me.
Não deixeis o vampiro ou a ratazana ou a doninha
ou o espírito de pés aleijados aproximarem-se de mim.

Eu ainda não nasci, consolai-me.
Temo que a raça humana venha a emparedar-me,
ou a drogar-me com drogas fortes, com finas mentiras me tente,
com negros acúleos me torture, em banhos de sangue me enrole.

Eu ainda não nasci; abonai-me
Com água para me embalar, erva que cresça para mim,
árvores que me falem, um céu que me cante, pássaros
e uma luz brilhante a guiar-me por detrás da mente.

Eu ainda não nasci; perdoai-me
Pelos pecados que em mim o mundo cometerá, pelas palavras
quando me disserem, pelos pensamentos quando me pensarem,
pelas minhas traições engendradas por traidores além de mim,
pela minha vida quando matarem através das minhas
mãos, pela morte quando me viverem.

Eu ainda não nasci; recitai-me
Nos actos em que hei-de actuar e nas deixas que direi quando
um velho me ler. Os burocratas intimidam-me, as montanhas
franzem-me o sobrolho, os amantes gozam-me, as ondas
brancas enlouquecem-me e o deserto leva-me
à ruína e o indigente recusa-me
a esmola e os meus filhos amaldiçoam-me.

Eu ainda não nasci; Ó, escutai-me,
Não deixeis que a besta ou aquele que se julga Deus
se aproximem de mim.

Eu ainda não nasci; Ó, alimentai-me
Com força contra aqueles que tentarão congelar a minha
humanidade, forçando-me a ser um autómato letal,
transformando-me num dente de roda na engrenagem, coisa
de uma só face, uma coisa, e contra todos aqueles
que dissiparão a minha integridade,
soprando-me como lanugem de cá
para lá ou de lá para cá
como água levada nas
mãos que me hão-de derramar.

Não deixeis que façam de mim uma pedra e que me arremessem.
Caso contrário, matai-me.


Louis MacNeice






Os orixás e as forças da natureza




"A palavra ORIXA significa ORI: Alto, cabeça ou o que esta em cima e IXA: Luz, iluminado, assim podemos interpretar que ORIXA significa “AQUELE QUE ILUMINA NOSSOS PENSAMENTOS”

Os primeiros registos do culto aos ORIXAS tem como referência a África, berço da cultura negra tão oprimida pelo histórico da escravidão.
Lá, diferente do que vemos no Brasil, os ORIXAS não eram tão humanizados como notamos nos dias de hoje e a ritualística envolvendo os mesmos era disciplinada e mantida na cultura de tradição ou seja, passada pelos antepassados sucessivamente aqueles que os precederiam em sua jornada religiosa.

Como citamos acima, reparamos nos dias de hoje muitos desejando serem donos da verdade suprema e vale lembrar que no que tange a lei divina o homem e o próprio meio onde vive está sempre em plena evolução, digo isso pois o sentido sagrado dos ORIXAS ficou muito comparado ao meio onde o ser vive atribuindo-se a qualidade de ORIXA ao temperamento emocional de seus supostos “filhos e filhas”.
Como exemplo podemos citar:
“Sou briguento por ser filho de Ogum” ou ainda “As mulheres que choram por qualquer coisa tendem a ser filhas de Oxum” e por ai vai colocando algo sagrado na condição do profano infelizmente, mas isso se dá devido a falta de compreensão e estudo detalhado dos cultos e principalmente da qualidade dos Orixas, além claro do preparo dos médiuns despreparados que ingressam em determinadas casas que não apoiam o estudo da Umbanda.

ORIXAS antes de mais nada são qualidades divinas, e nestas qualidades se destacam sete que são cultuadas no movimento Umbandista.
São elas: A Fé, o Amor, o Conhecimento, a Justiça, a Lei, a Evolução e a Geração divina. Cada uma destas qualidades compõem uma força ligada a determinada função energética que Deus exerce sobre o homem e toda criação divina.

Quando falamos de FÉ lembramos de OXALA, que rege a crença de cada um em sua jornada evolutiva, não adianta desejarmos algo se não acreditamos que podemos alcança-lo, da mesma forma não adianta estarmos ligados a um credo religioso se não aprendemos a crer ou a acreditar. OXALA rege a ligação entre o homem e DEUS é aquele que nos estimula a encontrarmos a DEUS dentro de nós mesmos, a não desistirmos diante dos obstáculos da lei do carma natural, isso se chama FÉ. OXALA tem atuação em nosso chacra CORONÁRIO

O AMOR divino é regido por OXUM, ainda pouco compreendido não nos referimos ao amor carnal ou seja entre homens e mulheres, mas sim, ao amor universal, onde compreendemos que somos todos irmãos e como irmãos OXUM desperta em nós o senso de solidariedade, de perdão, de compaixão pelo nosso semelhante, AMOR que “cobre a multidão dos seus pecados”, AMOR que nos renova as forças e sempre nos da esperanças de um novo recomeçar.
OXUM atua sobre nosso chacra CARDÍACO.

OXÓSSI, é o sustentador natural da vegetação, que nos remonta a cura divina, na natureza encontramos uma grande variedade de forças energéticas que ainda desconhecemos, atuando a mesma tanto para cura de nosso corpo físico, espiritual.
Na natureza também encontramos um campo energético absorvedor natural das cargas nocivas das “formas pensamento” geradas pelos seres em desequilibro tanto encarnados como desencarnados.
Por reger nosso chacra FRONTAL, OXÓSSI também atua em nosso pensamento e eventualmente estimula o nosso aprendizado em geral.

XANGÔ podemos de forma simples interpretar como o aplicador da JUSTIÇA DIVINA ou ainda a lei de causa e efeito a que todos nós estamos expostos pelos nossos atos e pensamentos.
Se “não cai uma folha de uma árvore, sem que DEUS o saiba” XANGÔ vigia nossos passos dando através das leis de DEUS um direcionamento em nossas vidas.
Tiramos como exemplo MOISÉS quando recebeu do alto os 10 mandamentos, ali se balizava a JUSTIÇA de DEUS dando direcionamento para o homem alcançar sua evolução.
XANGÔ vibra sua força através de nosso chacra UMBILICAL.

Ordenação é a qualidade regida por OGUM, ou seja, na criação divina tudo tem tempo e hora certa para acontecer nada vem quando desejamos, mas sim, quando estamos preparados e para nos encontrarmos preparados tudo tem que estar em ordem.
OGUM também atua na organização energética de nosso planeta envolvendo, as matas, os rios, os mares, ou seja tudo o que foi criado por DEUS cada coisa está em seu devido lugar, esta energia que ordena e organiza todos os eventos da criação e das criaturas chama-se OGUM.
O chacra LARINGEO é regido por OGUM.

Evolução, ou passagens de níveis vibratórios são regidos por OBALUAYÊ, ainda tão mal compreendido dentro da Umbanda, sendo comparada com o orixa das doenças e pestes, por ter seu campo de forças no cemitério.
Quando falamos de morte, não podemos ter nossa mente voltada somente para morte física, mas sim para morte ou anulação de inúmeros defeitos que trazemos em nossos espíritos e que através da bênção da reencarnação temos oportunidade de corrigi-los.
OBALUAYÊ, é a força divina que nos estimula a evoluirmos sempre aumentando assim nosso padrão vibratório. Vale lembrarmos que a doença também é uma oportunidade de crescimento para o ser, pois a dor transforma.
O chacra que é estimulado por OBALUAYÊ é o chacra ESPLÊNICO.

A CRIAÇÃO DIVINA é regida por nossa mãe IEMANJÁ, um dos orixas mais festejados na Umbanda.
Gerar, dar vida, esta é uma das funções de IEMANJÁ, pois a criatividade desde a criação do mundo envolve o ser.
Encontramos esta força divina, atuando no meio cientifico, académico, humano e religioso. Para mudar opiniões são necessárias palavras novas e para gerar palavras novas é preciso ter inspiração divina, fator que é regido por IEMANJÁ.
Tem seu campo de forças nos mares, pois la se desenvolvem um infinito ciclo de vida.
O chacra estimulado por IEMANJÁ, é o BÁSICO.

Vale lembrar que existem duas qualidade de ORIXAS.
ORIXAS MAIORES ou seja, a qualidade geradora divina, que nunca incorporam em médium algum;
ORIXAS INTERMEDIÁRIOS ou seres manifestadores destas qualidade divinas que atuam dentro da vibração do ORIXA MAIOR, e sim estes são os que se manifestam nas engiras de Umbanda.


O sincretismo religioso não veio da ÁFRICA mas sim foi criado no BRASIL através do movimento de CABULA, oriundo dos negros que eram obrigados a participarem das missas dominicais e que através das imagens católicas nos altares encontraram semelhanças com as qualidades dos ORIXAS.

ORIXA não tem forma, é energia! 
As imagens que vemos nos altares são pontes de ligação vibratória para aqueles que ainda precisam de referência energética para se ligarem ao divino.
Dentro deste sincretismo encontamos:

OXALA, sincretizado com JESUS CRISTO
OXUM, sincretizada com NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
OXÓSSI, sincretizado com SÃO SEBASTIÃO
XANGÔ, sincretizado com SÃO JERÔNIMO
OGUM, sincretizado com SÃO JORGE
OBALUAYÊ, sincretizado com SÃO LÁZARO
IEMANJÁ, sincretizado com NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES

Com este breve estudo, esperamos de forma simples termos esclarecido um pouco mais sobre o tema ORIXAS, e também assim esperamos quebrar certos preconceitos, lembrando que o estudo é base fundamental dentro de qualquer religião."


Géro Maita 






"Desde o início dos tempos, o homem busca a si próprio, sua origem, seus mestres.
Busca o ponto inicial de sua inteligência.
Nessa procura, o próprio homem cria seus mitos, suas histórias e lendas.
A mitologia africana relata que a primeira cabeça pensada ou pensante colocada no mundo recebeu um elemento chamado Ori (chacra coronário) genericamente chamado e traduzido como cabeça, mas que na verdade quer dizer “aquele elemento primordial para pensar, discernir e criar”.
Veio a criação dos Orixás.

Orixás são forças da natureza que nos cercam. 
São energias poderosas emanadas e fazendo partes do Todo (Deus – Força Una) sempre presentes na Natureza de nosso Planeta com atribuições de comando aos irmãos também em evolução, em escalas diferentes nos Reinos Elementais da Natureza.
Podem ser encontrados em variados postos de comando e influência.

Vamos conhecer, de fato, como a Natureza age em nosso dia-a-dia, como convivemos com estas forças no quotidiano.
Os Orixás, os senhores dos elementos (a força da natureza) não estão somente dentro dos terreiros, mas sim em cada segundo de nossas vidas.

Quando dizemos que adoramos os Orixás, nós nos referimos a estarmos adorando as forças da natureza, sem ao menos percebermos que tais fenómenos estão acontecendo.
Não existe um só momento em que os Elementos não estejam ao nosso lado, convivendo e influenciando nossas atitudes.

Sabemos, por exemplo, que Exu (a palavra em iorubá significa “esfera”, aquilo que não tem começo nem fim) está presente no fogo, no calor, na quentura, é o princípio de tudo; que Oxalá é o princípio agregador, é o amor, é toda energia cósmica Condensada; que Ogum é a energia que emana do fogo, dos metais; que Oxossi é a energia que emana do verde, dos vegetais, nos espíritos encarnados é a capacidade de observação, de introversão; que Xangô é a energia que emana das rochas, dos minerais, é a força da Justiça, é o censo crítico em defesa dos oprimidos; que Yemanjá é a energia procedente das águas salgadas, é a energia da procriação, da maternidade; que Oxum é a energia que procede das águas doces, dos rios e das cachoeiras, é o espírito de ternura, da meiguice; que Yansã é a energia que vem do ar, dos ventos, das tempestades, é a energia da luta através do trabalho; que Nanã é a energia procedente das águas salgadas, dos pântanos, é a proteção das diversas criaturas; que Omulu ou Obaluaê é a transformação psíquica e material, através da morte, das doenças e também da cura; que Oxumaré é energia da transformação constante, perene, representa a dualidade, o bem e o mal, o arco-íris e a cobra de duas cabeças; que Ossaê é a energia que flui nas folhas, das ervas sagradas e toda energia que emana de um conhecimento técnico mais profundo.

E assim muitos outros Orixás teriam sua ligação direta ou indireta com as forças da Natureza.
Longe de serem apenas mitos da Cultura Africana, os Orixás são na realidade os arquétipos do comportamento humano sem fronteiras. Se considerarmos que todos os seres humanos são originalmente gregários (tribal), a integração entre um ser humano e os seus Orixás, significa Equilíbrio, Consciência, Sucesso, Reencontro e Fraternidade.
É o encontro do Eu Interior e o Eu Exterior, mas será preciso descobri-los e conhecê-los para poder equilibrá-los."















terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Movimento do braço





Lenta passagem, evocação de uma cidade:
o que te esclarece é o movimento do braço,
o gesto que nada diz arrasta somente
a memória e o seu peso, e reúne depois
novas ciladas, e faz ecoar a morte da cidade,
a linha que percorre o exterior perímetro
e cujo tema é a destruição do sentido.

Uma descrição do que não teve lugar ocorre aí,
uma descrição dobrada pelo ilegível
que a devora.

Tudo é baldio. As vozes antigas – sim, os antepassados –
já não são esperadas, permanecem tapadas pela aflição escura.

Move o braço,
o voo começará onde não houver sentido.



Luís Quintais
in, Riscava a palavra dor no quadro negro





EM BUSCA DE ESPINOSA





O neurologista português radicado nos Estados Unidos, um dos mais importantes cientistas da atualidade, conduz o leitor numa jornada à vida e à obra do filósofo holandês Espinosa - que antecipou conceitos atuais da mais avançada neurociência - e apresenta suas hipóteses sobre os mecanismos do funcionamento das emoções e dos sentimentos no cérebro.

Tão revolucionárias para a sua época eram as ideias do filósofo judeu holandês Baruch Espinosa (1632-77) que ele foi excomungado e teve suas obras proibidas por décadas. Hoje, é reconhecido como um dos pilares do pensamento ocidental. O neurologista António Damásio, estudante de Espinosa na juventude, descobriu que as ideias desse pensador sobre um dos grandes temas da filosofia e da ciência - a questão da unidade entre mente e corpo - eram muito próximas daquelas da mais avançada neurociência.
Damásio constatou, surpreso e fascinado, que Espinosa já intuíra que mente e corpo eram manifestações de uma mesma substância e que os sentimentos constituíam o alicerce da mente. Em busca de Espinosa completa a série de livros de Damásio sobre o papel da emoção e dos sentimentos nas relações entre a mente e o corpo, trilogia formada também por "O erro de Descartes" e "O mistério da Consciência".
Os avanços recentes da neurociência, as pesquisas feitas em laboratório e as observações clínicas realizadas por Damásio e sua equipe levaram-no a supor que os sentimentos têm bases físicas, ou seja, originam-se no corpo, sendo "mapeados" no cérebro por intermédio dos sentidos.
Damásio mostra como emoções e sentimentos fazem parte do processo regulador da vida e são essenciais não só para a sobrevivência física individual, mas também para o êxito da espécie humana.



EM BUSCA DE ESPINOSA
Prazer e dor na ciência dos sentimentos
António Damásio



"O mais ousado, gratificante e pessoal dos livros de Damásio."
Oliver Sacks

"Damásio está na vanguarda do que os neurocientistas chamam de 'revolução do afeto', movimento que está subvertendo décadas de conhecimento e repercutindo em diversas áreas."
The New York Times




                         





segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

O que ficou num fundo mar





Fico, depois, branco, a teu lado,
sereno, alheio e, para cúmulo,
empedernido de cansado:
estátua jacente sobre o túmulo
do meu próprio passado.

Estaco ante o sono a recear
que por meus lábios alguém diga
o que ficou num fundo mar,
o que pertence à história antiga.

Mas, como um anjo, tu te inclinas
sobre o meu sono de acordado:
e dispersas as cinzas
do passado.


David Mourão-Ferreira







infinite zoom: the inner universe

                                             







"The universe is connected and alive and we are a part of the metric of space."
Nassim Haramein



"Every living being is an engine geared to the wheelwork of the universe. Though seemingly affected only by its immediate surrounding, the sphere of external influence extends to infinite distance."
Nikola Tesla



"A human being is a part of the whole called by us Universe, a part limited in time and space. He experiences himself, his thoughts and feelings as something separated from the rest, a kind of optical delusion of his consciousness. This delusion is a kind of prison for us, restricting us to our personal desires and to affection for a few persons nearest to us. Our task must be to free ourselves from this prison by widening our circle of compassion to embrace all living creatures and the whole of nature in its beauty. "
Albert Einstein



"You are not IN the universe, you ARE the universe, an intrinsic part of it. Ultimately you are not a person, but a focal point where the universe is becoming conscious of itself. What an amazing miracle. "
Eckhart Tolle



"You are a function of what the whole universe is doing in the same way that a wave is a function of what the whole ocean is doing."
Alan Watts



"We are most probably here for local information - gathering and local - Universe problem - solving in support of the integrity of eternally regenerative Universe. "
Buckminster Fuller




" Recognize that the very molecules that make up your body, the atoms that construct the molecules, are traceable to the crucibles that were once the centers of high mass stars that exploded their chemically rich guts into the galaxy, enriching pristine gas clouds with the chemistry of life. So that we are all connected to each other biologically, to the earth chemically and to the rest of the universe atomically. That’s kinda cool! That makes me smile and I actually feel quite large at the end of that. It’s not that we are better than the universe, we are part of the universe. We are in the universe and the universe is in us. "
Neil Degrasse Tyson



"Get over it, and accept the inarguable conclusion.
The universe is immaterial - mental and spiritual. "
B.A. Henry









domingo, 17 de dezembro de 2017

Amigo, a que Vieste?





Onde foste ao bater das quatro horas 
e, antes, quem eras tu, se eras? 
Amigo ou inimigo, posso falar-te agora 
sentado à minha frente e com os ombros 
vergados ao peso da caneta? 
Falo-te sobre a cabeça baixa 
e vejo para além de ti, no horizonte, 
teus riscos e passadas; 
mas não sei onde foste, nem se eras. 
Olho-te ao fundo, sob o sol e a chuva, 
fazendo gestos largos ou só um leve aceno; 
dizes palavras antigas, 
de antes das quatro horas, 
e nada sei de ti que tu me digas 
dessa cabeça surda. 
Não te pergunto pela verdade, 
que pensas de amanhã ou se já leste Goethe; 
sequer se amaste ou amas 
misteriosamente 
uma mulher, um peixe, uma papoila. 
Não quero essa mudez de condolências 
a mim, a ti, ou só à terra 
que tu e eu pisamos — e comemos. 
Pergunto simplesmente se tu eras, 
quem eras, e onde foste 
depois que se fizeram quatro horas. 

Será que não tens olhos? Não tos vejo. 
De longe em longe 
agitas a cabeça, mas talvez seja engano. 
Palavra, não te entendo. 
Amigo, a que vieste? 



Pedro Tamen 
in, "Horácio e Coriáceo" 






A magia (escondida) do Natal






As festas e reuniões de Natal são momentos intensos que tanto têm de maravilhoso como de desafiante. Mas são sem dúvida uma oportunidade maravilhosa para observar o fenómeno dos espelhos.
Todas as pessoas que nos rodeiam espelham algo nosso.
Todas! 

Sim, até aquelas que não gostamos tanto, que nos tiram do sério ou que só vemos nestas ocasiões e que perguntamos sempre como vieram ali parar. 

No entanto para a lei da atração e da ressonância, nada mais fácil do que juntar energias idênticas.

Para conseguires observar o fenómenos dos espelhos, terás que ir para além da aparente máscara que adoptamos socialmente. Terás que colocar os óculos energéticos que te permitem ver cada pessoa como uma amálgama de energias em permanente movimento.
Nessa dimensão, serás capaz de aceder à dualidade de cada um e reconhecer que todos somos representantes da Luz e da sombra, numa busca permanente pelo equilíbrio das mesmas.


  • Cada pessoa vive o seu dilema interno entre os condicionamentos do medo e o anseio pelo amor e pela liberdade de ser quem é. 
  • Cada um de nós tem uma história própria e individual que veio cumprir. 
  • Cada um de nós, através dos movimentos mais ou menos conscientes que fazemos, somos "usados" como agentes cósmicos de transformação uns dos outros. 


Com as devidas lentes, poderemos ir para além do inútil julgamento do outro e aprender sim a perceber o fenómeno do espelho e descobrir o que o outro devolve de nós. 


Embora o Natal seja um tempo de amor e compaixão, a verdade é que nem sempre estes encontros festivos são fáceis pois remexem nas nossas memórias, tanto da nossa infância como das vidas passadas e muitas vezes trazem ao de cima precisamente o que ainda vive escondido. 




Para que aproveitemos então a época 
da melhor maneira 
deixo algumas sugestões:



  1. Aprende a olhar os outros não como um fim em si, mas sim como um meio ou espelho capaz de te mostrar algo de ti próprio. Se for positivo o que o espelho devolve, óptimo! Vê no outro a tua própria boa energia ou quem sabe um potencial inconsciente em ti à espera de ser manifestado. Se for negativo, aceita que também algo idêntico te habita. A lei da atração fez-te atrair essa pessoa e quanto mais depressa descobrires porquê, melhor! Considera por exemplo em que vida e em que circunstâncias poderás tu ter feito no passado uma figura idêntica. 
  2. Aos encontros com desafiantes, difíceis, arrogantes, agressivos, às vitimas de serviço ou simplesmente a quem é provocador e desgasta a nossa energia, há que ter compaixão. Estão claramente em pior estado do que tu, por isso, aproveita o momento para os baralhar enviando-lhes luz, sorrindo e dizendo uma palavra positiva. É com certeza gigante a dor e o vazio que ali habitam e por isso aproveita para usar a tua boa energia.. quem sabe fará alguma magia.
  3. Eleva-te o mais possível acima do drama. Responsabiliza-te pelo bom uso da tua energia plantando amor, compaixão, paciência, tolerância, verdade. Não interessa se os outros merecem, fizeram bem ou mal. Não te cabe a ti julgar o que os outros fazem com a energia deles. És apenas responsável pela tua energia e o que fazes com ela pois será dela que virão os teus retornos. Usa inteligentemente a lei do karma e investe amor em ti dando amor aos outros!
  4. Resiste o mais possível ao consumismo material. Se fizer mesmo parte do protocolo que sejam então uns belos chocolates ou uma bebida diferente e exótica, que ficam bem em qualquer armário. Aproveita o tempo para fazer perguntas sobre familiares que já partiram, curiosidades de família. Saberes sobre eles, ajuda-te a saberes mais sobre ti e sobre os teus padrões.
  5. Alinha-te com a gratidão pela vida, pela abundância que te rodeia, tenha ela a forma que tiver, seja ela mais exterior ou interior. Sê grat@ pelo teto, pela comida, pela família, pelo calor que rodeia, pelo bacalhau, pelos sonhos e pelo peru e também pelo livre arbítrio que a vida te ofereceu para que possas criar a vida que mais sentido te faz. Procura de todas as maneiras render-te à mais bela visão do mundo ensinada por mestres e místicos de todos os tempos que sempre nos tentaram ensinar a ver o Amor em tudo e em todos.
  6. Aproveita a simbologia do último mês do ano para fazeres aquelas últimas limpezas que adiaste o ano todo. Seja ela no armário ou no coração. Que a ideia de chegares ao novo ano mais leve e mais limp@ te ajude a libertar tudo o que já não serve, ou que possa estar a impedir que cumpras os teus mais maravilhosos sonhos.  



Que seja um Natal cheio de Amor no coração vivido, com a consciência de que te cabe a ti exclusivamente a tarefa de o manter cheio.



VERA LUZ




sábado, 16 de dezembro de 2017

A Luz que vem das Pedras


Roman-Tika Kruglinski




A luz que vem das pedras, do íntimo da pedra, 
tu a colhes, mulher, a distribuis 
tão generosa e à janela do mundo. 
O sal do mar percorre a tua língua; 
não são de mais em ti as coisas mais. 
Melhor que tudo, o voo dos insectos, 
o ritmo nocturno do girar dos bichos, 
a chave do momento em que começa o canto 
da ave ou da cigarra 
— a mão que tal comanda no mesmo gesto fere 
a corda do que em ti faz acordar 
os olhos densos de cada dia um só. 
Quem está salvando nesta respiração 
boca a boca real com o universo? 


Pedro Tamen 
in "Agora, Estar"









The torus




O Toro, ou padrão primário, é uma energia dinâmica que parece um donut - é uma superfície contínua com um buraco.
A energia flui através de um extremo, circula através do centro e sai do outro lado.
Podes vê-lo em todos os lugares - em átomos, células, sementes, flores, árvores, animais, os seres humanos, os furacões, os planetas, sóis, galáxias e até mesmo o universo como um todo.


Nassim Haramein