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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Paixão



Sou adepta do amor instintivo, do impulso e da paixão. 
Gosto daquele feeling de abismo, daquela sensação de borboletas no estômago, 
do esforço inglório por não sorrir enquanto se tenta manter um discurso coerente. 
Gosto da impaciência na tentativa de esperar, da ansiedade antes de dormir; 
do sentimento de bem-estar, que culmina em sorriso, ao acordar. 
Gosto da melodia dos dias de sol e do aconchego nos dias de frio. 
Gosto da ideia de estar rodeada de tudo o que naqueles momentos é nada. 
Não gosto do comodismo do assim-assim, 
não gosto em cor-de-rosa, 
gosto de vermelho. 

Cat



sábado, 7 de maio de 2016

Quando se muda de vida aos 40





Quando se muda de vida aos vinte, os outros acham imensa piada. Vão beber uns copos connosco, boa sorte, pá. Até porque, quando se muda de vida aos vinte a coisa normalmente passa por uma viagem, por uma temporada no estrangeiro. E isso toda gente sabe que isso tem uma patine brutal. Boa sorte, pá, dizem-nos, e nós achamos que vai correr tudo bem. Que vai ser a experiência de uma vida. E é. Mesmo que corra mal.

Mas quando se muda de vida aos quarenta, a coisa pia mais fino. Os outros tentam achar piada. Mas não acham. Tentam compreender. Mas nem sempre conseguem. Dizem, boa sorte, pá, mas vê lá. Olha que tens uma filha. Olha que já tens quarenta. Tens a certeza que é mesmo isso que queres? Não, claro que não temos. Estamos à rasca, cheiinhos de medo. Dificilmente nos convidam para ir beber um copo. Afinal a conversa é séria e convém estarmos sóbrios. Convidam-nos para um café. Ou, se estiverem realmente preocupados, para um almoço. Vê lá, pá. Vê lá o que vais fazer da tua vida.

Quando se muda de vida aos quarenta, a viagem é cá dentro.
Não, não é dentro de Portugal. É mesmo dentro de nós. Vamos até ao tutano. À massa de que somos feitos. E dói como o raio. Se dói. Choramos imenso, rimos imenso. Parecemos uns tontos, uns putos com pés de galinha e cabelos brancos. Descobrimos que somos mais rijos do que pensávamos. Que somos mais tolerantes, mais abertos, mais flexíveis. Mas a maior descoberta não é a de que somos mais coisa nenhuma. É a de que somos apenas isto. E ser apenas isto é uma coisa que se chama vida.

Mas quando se muda aos quarenta, é um caminho de não retorno. É um bilhete só de ida. Não podemos voltar a casa, porque a casa onde morávamos afinal era uma coisa postiça. E até encontrar uma com as assoalhadas certas, onde caiba esta nossa nova vida, andamos por aí, ao relento. A viver por debaixo das pontes que vamos ter de passar.

Depois, um dia, os amigos, que continuaram preocupados connosco, voltam a convidar-nos para almoçar. E é estranho. Porque nós, os que mudámos aos quarenta, voltámos diferentes, tão diferentes que já nem falamos das mesmas coisas, usamos outras palavras, rimos com coisas que nunca tínhamos rido antes. Os amigos, têm de conhecer uma pessoa nova, mas com o mesmo nome e a mesma cara. Os amigos acham que parecemos uns miúdos, mas nós sentimos que, por dentro, passámos a ter alma de oitenta anos. Dizem-nos, estás diferente, pá. E nós olhamos para eles, e respondemos com alívio, não, pá, sabes? Agora, finalmente, é que estou igual.


Cristina Nobre Soares


Tão verdade...
Quando é com os outros parece sempre fácil...
Mas quando somos nós a fazer o Caminho, sozinhos, o bicho pia muito mais fininho...
Aí ficamos a conhecer quem realmente somos...sem máscaras...sem filtros...


"O futuro tem de entrar em ti muito antes de acontecer." 
Rainer Maria Rilke



quarta-feira, 20 de abril de 2016

.............................gosto de coisas simples




"...ela diz-lhe que gosta de coisas simples, das que não custam dinheiro. 
E já lhe disse demais, pois ela sonha com alguém que a leve a ver o espectáculo da praia ao cair do dia, que a acompanhe debaixo da chuva e se ria do rosto molhado, que a convide para almoçar num dos bancos à beira rio. 
Nunca lho poderia dizer. 
Mas também gosto de algumas coisas que custam dinheiro, remenda ela, como por exemplo, não me preocupar em tê-lo."


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

........................cicatrizes de batalha



Ela mostra as suas cicatrizes de batalha como uma medalha de honra, como um testemunho da sua força e independência.
Os seus ferimentos são exibidos como um troféu.
Eles estarão sempre com ela.
Através deles se encontrou.
No meio das lágrimas, descobriu o seu grande valor.
Ao passar pela dor percebeu o que tem a oferecer ao mundo.

Só aqueles que lhe são mais próximos estão cientes da sua história e das suas cicatrizes.

~ Daniel Nielson



terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

No more walls




I am an excitable person who only understands life lyrically, musically, in whom feelings are much stronger than reason. I am so thirsty for the marvellous that only the marvellous has power over me. Anything I can not transform into something marvellous, I let go.

Reality doesn't impress me.
I only believe in intoxication, in ecstasy, and when ordinary life shackles me, I escape, one way or another.
No more walls.

Anais Nin


sábado, 30 de janeiro de 2016

Quero é viver em paz




Mesmo que quisesse agradar
a todos jamais conseguiria 
e nunca tive essa pretensão.
Quero, é viver em paz, 
sorrindo e sentindo.
Minha pretensão é viver com 
emoção, amando com o coração 
cheio de ternura
Não sigo muitas regras; minha regra
é não ter regras, assim não fico 
a olhar somente na vertical
gosto é de viver e ver na horizontal.
Assim tenho visão completa 
do que quero para mim.
E o que quero é ser feliz 
e andar tranquilamente
nos caminhos que escolhi.


Irma Jardim


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Balanços




"Penso muito na minha vida.
Penso sempre.
Faço balanços.
Nada me sobra do que é mau.
Criei esta capacidade nos últimos tempos.

Nada do que me agride, nada do que me possa fazer chorar, fica guardado.
Nesta minha procura de mim, consegui sorrir e seguir em frente.
Consegui-o à custa de muita dor.

Cada um de nós cresce na tristeza.
Eu ganhei uma força que não julgava ter.
Se sou inquebrável? Não.
Quebro todos os dias.

Tenho dúvidas, medos, críticas, avaliações, momentos.
Pergunto mil vezes a mim mesma se estou a fazer bem.
Se o que devolvo à vida é suficiente perante o que ela me deu.
E descubro que a vida só dá a cada um de nós o que conseguimos fazer.

O que para muitos são conquistas valiosas, para mim são apenas passos.
Passos de um caminho que escolhi (ou que me escolheu).
E, por isso, é o meu.
Feito de erros. Sei tão bem quando erro.
Mas sigo em frente.
E talvez seja esse o segredo.
Não me demoro no menos.
A vida é muito mais."

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Tenho um ritmo que me complica




Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história.
Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível.
Meu coração é livre, mesmo amando tanto.
Tenho um ritmo que me complica.
Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme.
Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim.
Não sou fácil. Não colecciono inimigos.
Quase nunca estou para ninguém. Mudo de humor conforme a lua.
Tenho o desassossego dentro da mala.
E um par de asas que nunca deixo.
Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo.
E procuro respostas.
Ontem, eu perdi um sonho. E acordei a chorar.
Bonita mesmo é a vida: um dia, quando menos se espera, se supera.
E chega mais perto de ser quem na verdade é.

Fernanda Mello

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Sou Mulher e...




Sou Mulher e não fui feita para competições.
Não nasci para guerrear, nasci para Amar, e me doar.
Doar ao meu Ser, aquilo que faz a minha alma vibrar.
Não sei me doar pela metade, gosto de coisas inteiras.
Se for meio termo, prefiro o copo vazio.
Assim, abro espaço para eu acrescentar novos sabores.
Sou intensa, choro fácil e sorrio quando encontro o meu porto seguro.
Não tente me parar, pois só piso em chão que eu possa criar raízes, e quando as crio eu vou até o infinito.
A minha força eu não provo no grito, mas sim no meu silêncio.
Desço nas cavernas mais escuras do meu SER para descobrir a minha Luz,
Sou menina, sou faceira, sou mulher, sou mãe, sou amante.
Mas nada serei, se você não tocar a minha alma... E ao tocar experimentará os mais sublimes voos.
Eu não provo, eu faço.
Eu não falo, eu permito que você conheça aquela que eu sou....
Mas se você não conseguir abrir-se para o AMOR, nada você conhecerá.
Não esconda quem você é, mostre-se por inteiro, suas verdades, seus medos, seus conflitos...e nós conversaremos e compartilharei os meus... pois somos seres humanos com nossas alegrias e tristezas e juntos nos acolheremos.
Preciso de colo, de carinho, e de conversas... de muitas conversas, e também de silêncio.
O simples me encanta... gosto de mato, de por do sol, de águas claras.... eu gosto do que traz paz
Eu só sei me entregar quando a linguagem é do coração.
Sou estranha, inconstante, mas sou eu na minha estranheza e na minha verdade, e se conseguir voar ao meu lado, ao seu lado voarei.

Carol Shanti

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Mulher de meia-idade



"Nenhuma mulher está sozinha, independentemente de estar ou não casada, ter ou não filhos ou viver ou não em comunidade.
Tu e eu fazemos parte de um enorme grupo de mulheres capazes, saudáveis e autocofiantes, que se encontram a redefinir o que significa ser uma mulher de meia-idade: física, emocional, financeira e espiritualmente.
Todas as coisas por que estávamos apaixonadas na adolescência surgem agora de novo.
Mas agora temos as competências, as ligações e o conhecimento para agir sobre a nossa paixão e torná-lá real.
Desde que nos formemos verdadeiramente parceiras dos nossos próprios espíritos na meia-idade, não só restabelecemos a nossa fé em nós próprias, como também nos tornamos parte de uma força a ser tida em conta."

Christiane Northrup


Temos agora a "maturidade" e a capacidade de apreciar as coisas com mais intensidade, e de uma perspectiva totalmente diferente ...
Apreciamos devagar...

Depois dos 40, é tudo muito mais intenso!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Que falem que sou louca...



Silencio-me, calo-me, penetro nas entrelinhas do meu ser.
Julgam-me sem saber o que passa em meu coração...
Meu pensamento voa e liberto das minhas certezas...
Que falem que sou louca, descabeçada ou avoada... o que eu quero mesmo é vivenciar minhas loucuras, conhecer meus medos, saciar meus desejos e voar com minhas asas...
Afinal viver com o coração é conhecer a insensatez das incertezas...
Quem disse que para conhecer o Amor, tem como pisar em terra firme??
É preciso mergulhar em águas profundas, para conhecer nossos sonhos, dons e capacidade... e assim conhecer nossa autenticidade.
Não reprimo quem Eu Sou, deixo-me nadar para saber que a prisão e a liberdade são minhas escolhas...
Viverei com o coração, com minhas intensidades, com as minhas vontades até que o meu coração diga Pare.
Do mais serei eu a fêmea a uivar nas noites de lua cheia e as esconder-me nas noites de lua minguante.
Renasço e morro todos os dias se assim for necessário, mas jamais deixarei de ir à luta pelo que a minha alma anseia.

Carol Shanti

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

O poder da vulnerabilidade



Um dia destes, cansada que estava de carregar as minhas armaduras de Guerreira, questionei-me: Qual o Guerreiro mais corajoso?
O que tem muitas armaduras entre si e o Mundo, ou o que enfrenta o adversário de peito aberto, de Coração ao Centro?

As armaduras vão sendo colocadas a cada vez que o Coração é ferido.
Quanto mais tempo de Vida temos, tendencialmente mais armaduras coleccionamos.
E elas vão pesando e pesando e pesando…
Enferrujam, não permitem movimentos com a mesma facilidade, nada nos toca.
(repito: NADA nos toca).

Se gostavas de ter um relacionamento saudável e feliz (atenção que isto inclui desentendimentos, discussões, afastamentos temporários, dor, dissonância, saudade, etc etc) sugiro-te que explores o poder da Vulnerabilidade.
Que ganhes a coragem de expor o teu Coração.

Se não o pões cá fora da armadura estás à espera de sentir o quê?
Precisas de uma garantia?
De algo que te dê segurança?
Não existe.

O Amor é para os audazes, os loucos, os que arriscam, que se permitem entregar sem armaduras, sem chão, sem garantias (afinal de contas, não estás a comprar um electrodoméstico numa loja…).
És capaz de contar ao teu parceiro/a aquilo que tens medo?
Aquilo de que precisas?
És capaz de lhe contar os teus pensamentos mais absurdos, doentios, negativos, sombrios (sim, todos os temos)?
És capaz de mostrar quem És?
Com Verdade?

É assustador, muito assustador!
Sim, tanta coisa na vida é assustadora.. mas a recompensa pela tua coragem, se calhar, é a tua felicidade, a partilha que tanto desejas com outro Ser.
Se calhar, vale a pena experimentar.
Digo eu...

Dhyana Diana Chaves



To love someone fiercely, to believe in something with your whole heart, to celebrate a fleeting moment in time, to fully engage in a life that doesn’t come with guarantees – these are risks that involve vulnerability and often pain. 
But, I’m learning that recognizing and leaning into the discomfort of vulnerability teaches us how to live with joy, gratitude and grace.” 

― Brené Brown
in, The Gifts of Imperfection: Let Go of Who You Think You're Supposed to Be and Embrace Who You Are




Caraças...esta agora fez-me pensar...
Aos 8 anos morri pela primeira vez...e nasci de novo adulta à força.
Depois dessa morte, tive mais duas, aos 29 quando me divorciei e aos 35 quando mandei tudo ao ar e decidi recomeçar tudo do zero...
Desde criança que tive de aprender a desemerdar-me sozinha.
Sempre tive uma personalidade muito forte e independente. 
Quando era nova dizia sempre que não precisava dos homens. 
Aprendi a ser auto-suficiente.

Depois para agravar a situação, aos 32 anos, decidi mostrar as minhas vulnerabilidades no relacionamento que tinha, porque comecei a ter necessidade de deixar de estar tão na defensiva e baixar um pouco a guarda...O problema foi que o fiz com a pessoa errada. Com essa pessoa aprendi uma das grandes lições da minha vida: Que uma traição de confiança custa mil vezes mais que uma traição de cama.

Será mesmo, que não preciso dos homens?
Hoje sei que estava tão enganada...

Depois dos 35 anos percebi que essa afirmação era fruto de uma zanga muito grande com o masculino. 
E por essa razão fui criando armaduras de protecção desde muito cedo, que me impediram de sentir, de ser verdadeiramente amada, de amar de verdade e de me entregar de peito aberto.

Hoje, é fundamental para mim estar sozinha, cuidar-me, respeitar-me, amar-me, ouvir-me, aceitar-me como sou...sou dura na queda mas, adoro um abraço sentido, uns braços fortes à minha volta, um bom colo, um cafuné demorado, amar e sentir-me amada.
Hoje para mim, um relacionamento é acima de tudo uma oportunidade de crescimento e evolução mútua. 
É a melhor forma de todas!
O meu homem ser o meu espelho, e eu ser o seu espelho!!!

Descobri que uma Mulher Inteira tem de ter o Masculino e o Feminino equilibrados.
É ser autónoma, independente, livre, forte, resiliente, determinada, doce, meiga, intuitiva e receptiva.
Descobri que ser autónoma inclui aceitar a interdependência humana. 
É continuar a ter a minha individualidade, mas dentro de um Todo. Somos todos Um.
Deixou de ser "eu contra o mundo".

Nestes últimos 6 anos tenho vindo a aprender (devagar, confesso...) a ser vulnerável, transparente, despida de armaduras que não me permitem SENTIR...sem me sentir fragilizada, sem perder a minha autonomia, independência força e liberdade, muito pelo contrário.
Sinto-me mais forte do que nunca, porque agora não tenho medo da perda.



Brene Brown estuda as relações humanas - a nossa capacidade de criar empatia, de pertencer, de amar. Numa comovente e divertida palestra no TEDxHouston, Brene Brown partilha uma visão profunda da sua investigação, que a fez mergulhar numa busca interior para se conhecer totalmente e também para compreender a Humanidade.
Uma palestra para partilhar.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Partir para voltar



Fosse-lhe dada essa oportunidade, e partiria nesse mesmo instante. 
Para onde quer que fosse e, até, com quem quer que fosse. 
A urgência era demasiada para escolhas. 
Fugir. Sim... fugir. 
Haveria algo de tão errado em querer fugir? 
Até porque tinha a certeza de que voltaria. 
De que lhe apeteceria intensamente voltar. 
E precisamente por isso desejava abandonar-se. 
Partir para voltar. 
Onde estaria o sentimento de pertença que não via? 
Precisava esquecer-se para se sentir em casa. 
Naquele momento, tudo se lhe mostrava estranho, até hostil. 
E, no entanto, tudo continuava igual. 
Talvez se se fosse embora. 
Relembrar, dar-lhe-ia um sabor mais doce, com toda a certeza. 
Precisava sentir saudades do que via à sua volta. 
Só assim perceberia que tinha, afinal, tudo o que precisava. 
Ali. 

Marla de Queirós

domingo, 5 de julho de 2015

......................a vivência na Terra



“ É esta terra que me interessa, não os mundos no além em si, 
é uma realização terrestre que eu procuro 
e não uma fuga para os elevados cumes longínquos.” 

Sri Aurobindo



domingo, 28 de junho de 2015

The Journey



Foto: Kirsty Mitchell
Spirited Away: 
 Blooms stand out against a snowy forest backdrop - a promise of the spring to come



One day you finally knew
what you had to do, and began,
though the voices around you
kept shouting
their bad advice 
though the whole house
began to tremble
and you felt the old tug
at your ankles.
"Mend my life!"
each voice cried.
But you didn't stop.
You knew what you had to do,
though the wind pried
with its stiff fingers
at the very foundations,
though their melancholy
was terrible.
It was already late
enough, and a wild night,
and the road full of fallen
branches and stones.
But little by little,
as you left their voices behind,
the stars began to burn
through the sheets of clouds,
and there was a new voice
which you slowly
recognized as your own,
that kept you company
as you strode deeper and deeper
into the world,
determined to do
the only thing you could do 
determined to save
the only life you could save.”


― Mary Oliver

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Acontece a todos



"Já o escrevi várias vezes.
Eu também não me levo muito a sério.
Porque, se levasse, a minha vida deixaria de ter a graça que tem e os acontecimentos tomariam conta de mim.
Ora eu não gosto nada que tomem conta de mim.
Gosto de ser eu a faze-lo, mesmo que nem sempre o tenha feito da forma mais feliz.
Acontece a todos.
Só que, à distância, mesmo naquilo que não terá corrido pelo melhor, acabo sempre por descobrir um lado em que as coisas poderiam ter acontecido de modo bem pior.
Digo imensas vezes isto aos amigos que atravessam problemas sentimentais.
Se são novos, lembro-lhes o risco que correriam se tudo se passasse quando já fossem velhos.
Se já são entrados na idade, recordo-lhes os bons momentos que, apesar de tudo, também viveram...
Sempre apliquei este princípio à minha própria vida.
E quanto mais velha vou ficando, mais me rio de mim própria, da importância que atribuí aos percalços por que passei e da coragem que tive nas asneiras que também fiz.
As quais, aliás, à data, me souberam muito bem..."

Helena Sacadura Cabral

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Nunca fui





Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só.


Florbela Espanca




segunda-feira, 13 de abril de 2015

As Mãos



Cada indivíduo tem as suas particularidades.
Eu, por exemplo, quando conheço alguém, o que primeiro chama a minha atenção são as mãos.

Não porque sejam bem cuidadas ou maltratadas.
Não é esse o sinal que elas me dão, dado que, neste caso, quando muito, a diferença entre ambas, seja a origem social.

É com as mãos que faço quase tudo que respeita ao tacto, um dos sentidos mais importantes do ser humano, embora face aos outros quatro seja, muitas vezes, menorizado.
Por isso elas me falam tanto.
Gosto de mãos vigorosas, que quando pegam as nossas o fazem de modo firme e caloroso.

Seria capaz de reconhecer entre muitas, mas mesmo muitas, as mãos das pessoas que amei.
Não sei exactamente a razão desta minha preferência, mas sempre tive a leitura de que as mãos reflectem muito dos seus proprietários.

Para além de tudo isto, o tacto dá-me o lado sensual da vida, aquele que, por muito que o desvalorizemos, é uma parte importantíssima dela.
E esta forma de sensualidade estende-se aos mais diversos campos.
No meu caso, a impressão táctil vai do papel dos livros à textura dos tecidos, ao contacto da pele do corpo.

Se entre mim e aquilo em que toco não houver o "clic" que torna essa espécie de rasto agradável, a reacção de recusa é imediata.
Mas se, ao contrário, esse toque me apraz, ele vai ser o fio condutor do meu interesse, o qual pode, até, transformar-se numa descoberta.
Como acontece com os invisuais, também para mim, o tacto é uma outra forma de olhar.
De que gosto, e de que preciso!



As minhas mãos

são o tempo do toque com sentido...
são o espaço na pele...
são o movimento do corpo perdido...
são a fixação do olhar fiel...

são o explorar dos recantos ao acaso...
são a natureza das expressões...
são o vento do voo raso...
são a humidade das emoções...

são o despir da alma...
são o vestir da chama...

são as minhas mãos!


Pedro Ferreira

quarta-feira, 1 de abril de 2015

.....................o meu passado



Hoje eu consigo olhar para o meu passado como uma espectadora, e apontar cada detalhe e cada erro e acerto, e cada instante, sensação e fuga.
As projecções que fiz, as dependências que criei, as compulsões que tive, hoje são um presente de maturidade e optimismo porque comecei a atrair pessoas, histórias e assuntos mais leves, saudáveis.
E criei para mim uma paz, deixei de admirar muita gente e a apreciar outras.
E vivi muita solidão, muita solitude, muito aconchego também.
Hoje sou tão grata por tudo que doeu, por tudo que sangrou, pelo sono perdido.
Retomei a minha vida e estou a renascer das cinzas...
Perdi os meus medos, sobrou apenas a minha fobia de alturas.
Brindo com vocês esta fase nova em que, finalmente, conheci a tranquilidade.
Se eu tinha esquecido esta frase, hoje eu posso repetir com o coração cheio de certeza:
TUDO VAI DAR CERTO SEMPRE,
Porque a vida se encarrega das coisas, e ela compensa-nos com ela mesma.

domingo, 29 de março de 2015

Your soul's color




Your soul's color is:

Green

Green souls are naturally determined and awakened. 
As a green soul, you are gifted at doing things that can change you and the world around you for the better. 
You have amazing ideas in your head that can make a huge difference in your community or the world at large. 
People truly look up to you. 
The road has always been paved for you to make the most meaningful impact you can make. 
Changing the world is in your DNA, 
and you'll undoubtedly do it in your lifetime!