domingo, 30 de novembro de 2014

What a circus!



“We're all going to die, all of us, what a circus!
That alone should make us love each other but it doesn't.
We are terrorized and flattened by trivialities, we are eaten up by nothing.”

 ― Charles Bukowski

A mulher é livre?



A MULHER É LIVRE?

Passados séculos de submissão ao homem a mulher tem, como alternativa, digamos a devoção ao Senhor. Sempre teve…

À mulher, limitada entre o casamento e o prostibulo, restou-lhe a reclusão do convento, ser freira, devotar-se a Cristo, caso pertencesse a classes ricas ou à aristocracia. Assim como às mulheres sem recursos e pobres depois foi possível irem também para freiras como forma de vida digna, se não tinham maneira de arranjar um casamento. Quando antes era uma forma de escapar a um casamento forçado, ou fugir a um escândalo de família. O que não acontece hoje em dia, em que a mulher pode ser casada e divorciar-se ou ser solteira e ter uma profissão e ser livre… tanto como pode ser devota de um mestre ou de um guru qualquer.

Mas é realmente livre a mulher dos nossos dias?
Conseguiu a mulher uma verdadeira emancipação do homem?
A resposta para mim é não.

A mulher pode ter atingido uma certa “igualdade de direitos” e alguma liberdade exterior no mundo dos homens, mas este continua a ser o mundo dos homens e das suas leis…e nunca deixou de o ser. Mas mais importante que isso é perceber que a mulher só se emancipou exteriormente, não interiormente; ela não conquistou a Liberdade de ser ela mesma, a de SER MULHER em si, mas de ser como o homem quis e fazer as mesmas coisas…
Porém, a questão essencial, é que a mulher não sabe dela, não se ligou à sua essência, não valorizou a sua natureza intrínseca, nem lhe deu a dimensão ontológica que lhe corresponde, e assim não alterou em nada a sua verdadeira escravidão, à qual continua submissa: “o amor-dos-homens…”

Essa submissão, que é “interior” e psicológica, compulsiva, dita instintiva, corresponde a um vazio de si – a uma falta de identidade própria - que corresponde por sua vez a uma fragmentação e divisão do seu ser em duas mulheres…
Quando a mulher pensa que é livre e emancipada e continua a aceitar que uma parte dela mulher seja a prostituta que se vende e a outra a mulher séria que se casa, ou a mulher competente e profissional que é notável, que se torna presidente…ela não passa de uma metade de si mesma. Ela não passa de um sub-produto da sociedade patriarcal que a explora como objecto de consumo, seja como mãe seja como prostituta. E esta questão divisão da mulher em duas versus a integralidade da mulher, da mulher que é Mulher Inteira e que não se divide, que é uma só, que assume tanto a sua sexualidade/sensualidade como a sua maternidade/afectividade, é que é a questão central e essencial a ter em consideração sobre o que é a verdadeira liberdade da mulher.

Enquanto uma mulher tiver que se prostituir, for vendida e explorada sexualmente por Máfias em todo o mundo, nenhuma mulher é livre…
Estou porém a afastar-me um pouco da ideia inicial deste texto. E eu queria falar muito em particular de como a mulher se continua a alienar dela mesma no “amor do homem ou na devoção do guru”…

Não digo que uma coisa ou a outra não possam existir, sem dúvida que sim, e fazem parte da vida de uma mulher, mas o que importa aqui realçar é que a mulher se projecta tanto no amor do homem como na devoção ao guru por insuficiência, por vazio, por compensação e não por amor nem devoção verdadeiras… Para isso ela precisava de ser inteira…de ser ela mesma primeiro, e não é…

A mulher está em busca dela mesma, mas não se encontra em si dentro dela, a partir das suas raízes ou da sua essência feminina, mas percorrendo o caminho dos homens absorvendo a sua cultura e a sua história e beber dos seus mestres que sempre a excluíram e dela fizeram apenas uma consorte ou serva do senhor…subalterna e retirada de ritos e do púlpito.
Quando não ostracizada e considerada impura, quer no ocidente quer no oriente…ela apenas serve o marido, o homem e a deus…ela não tem vida própria, não pode viver em função de si e para si, tal como o homem pode.
E eu só me pergunto o que é que mudou nas gerações actuais das mulheres que seguem esses gurus - sejam indianos sejam ocidentais – e que dependem deles, como do olhar do homem, para serem...ou de quem têm filhos!

Mas há ainda um outro aspecto interessante nisto…é que há um crescente número de mulheres que se tem vindo a tornar devotas da DEUSA…e o que isso pode significar, não um caminho da Mulher para si, um encontro com essa essência e o aprofundar da sua natureza ou a integração das duas mulheres…mas sim e apenas ela servir-se desse caminho para melhor seduzir e agradar aos homens…mantendo assim as formas de escravidão e de vazio que as caracteriza como sub-produto da sociedade patriarcal. E essa é para mim além de um retrocesso da sua liberdade, é uma traição enorme à mulher em si, à sua Essência e à Deusa …

Devotas de senhores não me arrepiam, acho-as apenas candidamente ignorantes.

Arrepiam-me sim...as que pensam que são deusas, devotas da Deusa, representantes da Deusa, escolhidas da Deusa, que dançam para atrair sexualmente homens, que canalizam a Deusa mas as canalizações consecutivamente fazem uso da palavra "Eu Sou" (mas não foi isso que disse a Árvore Incandescente a Moisés?) , que acham que são os homens que mais as entendem e não as mulheres, que se escandalizam perante outras linhas de espiritualidade que não as suas (no bom espírito inquisidor), que se ajoelham perante a Deusa e pedem vingança e castigo para uma outra mulher que invejam, as que têm um corpo dotado com vagina mas que servem os mesmos paradigmas sociais-executivos-legislativos-governativos masculinos!
E acrescento à colecção, as aprendizes de pagãs que mantêm uma mentalidade maniqueísta, as mulheres que se juntam em grupos para tentar vencer outras mulheres, mulheres que se escondem por detrás das palavras ou da imagem de uma mulher que consideram forte para tentarem vencer uma mulher que não conseguem vencer pelos seus próprios meios.

Sim, estas mulheres existem e estão votadas ao meu desprezo!”

Ananda Krishna Lila


João Paulo (Plays Carlos Bica) - CD "White Works" - Titel Song: "Believer"

sábado, 29 de novembro de 2014

Agenda lunar



"Aquele que amarra a si mesmo uma alegria, não faz mais do que destruir as asas da vida; 
aquele que beija a alegria que esvoaça, vive o sol nascente da eternidade." 

William Blake 
in, Agenda Lunar

O Poder do Mito



"Assim, pelos olhos, o amor atinge o coração:
Pois os olhos são os espiões do coração.
E vão investigando
O que agradaria a este possuir.
E quando entram em pleno acordo
E, firmes, os três em um só se harmonizam,
Nesse instante nasce o amor perfeito, nasce
Daquilo que os olhos tornaram bem-vindo ao coração."

Guiraut de Borneilh
in, "O Poder do Mito", de Joseph Campbell e Bill Moyers

Dentro da vida





"Não estamos preparados para nada:
certamente que não para viver
Dentro da vida vamos escolher
o erro certo ou a certeza errada
Que nos redime dessa magoada
agitação do amor em que prazer
nem sempre é o que fica de querer
ser o amador e ser a coisa amada?
Porque ninguém nos salva de não ser
também de ser já nada nos resgata
Não estamos preparados para o nada:
certamente que não para morrer"

Luis Maffei

How To Open Your 7 Chakras - As Explained In a Children's Show

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Angry










“Speak when you are angry 
and you will make 
the best speech 
you will ever regret.” 

 ― Ambrose Bierce

.............um Caminho só meu



"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida. Ninguém, excepto tu, só tu.
Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio, mas isso te custaria a tua própria pessoa, tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar.
Onde leva?
Não perguntes, segue-o!"

Nietzsche

............................disfarçar a dor



Assim como protegemos nossa felicidade, temos também que proteger a nossa infelicidade.
Não há nada mais desgastante do que uma alegria forçada.
Se você está infeliz, recolha-se, não suba ao palco.
Disfarçar a dor é dor ainda maior.

Martha Medeiros

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

...............só as nossas memórias são verdadeiramente nossas



"Nunca haverá alguém que seja dono de qualquer coisa além dos seus próprios pensamentos.
Através dos tempos, nunca conseguiremos conservar a posse de gente, lugares ou coisas.
Podemos caminhar um pouco com eles, mas, mais cedo ou mais tarde, tomaremos, cada qual, posse apenas do que é nosso – o que aprendemos, como pensamos – e seguiremos separadamente os nossos caminhos solitários."

Richard Bach

Solo sagrado, se pisa descalço....


"A vida do outro, a casa do outro, o coração do outro... são todos templos sagrados que se pede licença para entrar.
Licença essa, concedida depois de instalada a confiança, o carinho, a verdade... sem essas preciosas chaves, qualquer intromissão é forçada, é indelicada, é errada.
Solo sagrado, se pisa descalço...."

Gi Stadnicki

O Tao e a Realização Pessoal



"Esquece as engenhosas técnicas e os programas de auto-aperfeiçoamento; assim tudo será melhor.

Não prometas aos outros a cura, o bem-estar, a vida sã, justa e humana.
Não ofereças programas que apelem para o egoísmo e que ensinem a enriquecer, a conquistar poder, sedução sexual - a tornar-se ambicioso, paranóide e manipulador.

Nenhum mestre poderá fazer-te feliz, próspero, saudável e poderoso.
Não existem regras nem técnicas que reforcem tais qualidades.

Se queres melhorar, experimenta o silêncio ou outra disciplina purificadora, que aos poucos te faça ver o teu verdadeiro e despersonalizado eu."

John Heider 
in "O Tao e a Realização Pessoal"



Cada vez mais, o meu caminho é por aí...
Foi preciso passar por tantos atalhos, para perceber isto.
É no silêncio e na Natureza que me vou encontrando.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

................vamos fazer música


"Pessoas são como notas musicais, 
se juntarmos frequências harmónicas fazemos musica, 
senão fazemos barulho..."

Talvez por isso seja tão difícil falar


"Tantas vezes gostaríamos de poder retirar aquilo que dissemos, para o poder voltar a dizer de outra forma, mais bem construída, mais bem definida, directa ou indirecta.
Mas nem sempre tal acontece, atropelamo-nos ao falar, complicamos ou simplificamos, dizemos algo sem pensar ou a pensar pouco, mas o resultado será sempre desastroso ou então deixa-nos essa sensação de fracasso, de acto falhado.
Da mesma forma tantas vezes gostaríamos de conseguir dizer, um verbo apenas, um adjectivo que fosse, apenas para atear o fogo do diálogo, para criar contacto porque, se assim fosse, atrás do mesmo julgamos sempre que poderia ter vindo toda a argumentação e retórica efusiva, contundente, no fundo tudo aquilo que se queria dizer e não se soube como.

Talvez por isso seja tão difícil falar, da mesma forma que é tão difícil ficar em silêncio, em certos momentos e noutros, mas mais ainda naqueles que poderiam ser decisivos."


L'Enfant Terrible

Zimerman



O psicanalista Zimerman, escreveu:
"A verdade sem amor é crueldade, e o amor sem verdade é paixão."

Mas hoje não me apetece pensar na paixão.
A primeira afirmação parece-me bem mais interessante.
Remete-nos para aquelas situações em que ouvimos uma verdade, mas de mansinho sentimos uma profunda dor, vergonha e raiva contra nós mesmas por não a aceitarmos, com naturalidade.
Essa verdade deixa-nos desamparadas e desarmadas.
Se desenvolvemos estas emoções, é porque fomos sujeitas à violência oculta.
E, a razão porque não a aceitamos, é porque a atitude de quem a proferiu não nos teve em conta.
Não nos reconheceu.
A verdade só é verdade, sem crueldade, se a conseguirmos entender e suportar, ao ponto de criarmos novas ideias e comportamentos.
Esta sim, é uma verdade que cura e nos dá liberdade para evoluirmos.

Cristina Simões

terça-feira, 25 de novembro de 2014

O Que É o Ho’oponopono?



Eu limpo para estar na Presença de Deus.
Uma vez lá, a Divindade me dará tudo que é perfeito e correto para mim. Eu só sei isso. Esta é a Meta da minha vida. Se eu tenho qualquer meta ou objetivo, é estar na Presença de Deus.

Dr. Ihaleakala Hew Len -23 de Janeiro, 2008

Em Havaiano, Hoo significa “causa”, e ponopono quer dizer “perfeição”, portanto Ho’oponopono significa “corrigir um erro” ou “tornar certo”.

Você pode através desse sistema se livrar das recordações que tocam repetidamente na sua mente (aquela conversa mental interna incessante - principalmente depois de situações estressantes e desagradáveis) e encontrar a Paz.

Sem os pensamentos se repetindo, sem crenças limitadoras, sem condicionamentos, sem as lembranças dolorosas, um espaço vazio se abre dentro de você.
O Ho’oponopono lhe permite soltar estas recordações dolorosas, que são a causa de tudo que é tipo de desequilíbrios e doenças.
Na medida em que a memória é limpa, pensamentos de origem Divina e Inspiração ocupam o vazio dentro de você. A única coisa que devemos fazer é limpar; limpar todas as recordações, com quatro simples frases que abrangem tudo:

Sinto muito.         Me perdoe.         Te amo.          Sou grato.

Lembrem-se, um problema é uma memória repetindo uma experiência do passado.
O Ho’oponopono é um apelo a Divindade para cancelar as memórias que estão se repetindo como problemas.
O Dr. Len mantém essa frase em mente sempre:
 “A paz começa comigo”, é o que ele procura praticar embora ainda tropece vez ou outra.

Com o Ho’oponopono estamos assumindo a responsabilidade pelas memórias que compartilhamos com as outras pessoas.
Pesquisas mostram que a todo momento existem 11 milhões de “bits” de informação em nossa volta, mas só percebemos 15 “bits”, e são em cima desses “bits” que julgamos as coisas!
Portanto, não sabemos o que realmente está acontecendo.
Então dizemos para a Divindade:
“Se existe algo acontecendo em mim que me faça vivenciar as pessoas de determinada maneira, eu gostaria de liberar isso.”
Largando de mão essa vontade de consertar as coisas, de mudar as pessoas, deixando Deus fazer, nós mudamos nosso mundo interior o que causa uma mudança também no mundo externo.

Ser 100% responsável é um caminho de pedras, por ser o intelecto tão insistente.
Quando nos ocorre um problema o intelecto sempre busca alguém ou alguma coisa para culpar. Insistimos em procurar fora de nós a origem dos nossos problemas.

A kahuna* Morrnah Simeona, professora do Dr. Len, ensinava que:
”Estamos aqui somente para trazer Paz para nossa própria vida, e se trazemos a Paz para nossa vida tudo em nossa volta descobre seu próprio lugar, seu ritmo e Paz.”.

Esta é a essência do processo Ho’oponopono.


*”Kahuna” em Havaiano significa “guardião do segredo”

.....................imitar padrões patristas



“ACHO que não vale a pena a mulher libertar-se para imitar os padrões patristas que nos têm regido até hoje. Ou valerá a pena, no aspecto da realização pessoal, mas não é isso que vem modificar o mundo, que vem dar um novo rumo às sociedades, que vem revitalizar a vida.

A mulher deve seguir as suas próprias tendências culturais, que estão intimamente ligadas ao paradigma da Grande Mãe, que é a grande reserva, a eterna reserva da Natureza, precisamente para os impor ao mundo ou pelo menos para os introduzir no ritmo das sociedades como uma saída indispensável para os graves problemas que temos e que foram criados pelas racionalidades masculinas.

É no paradigma da Grande Mãe que vejo a fonte cultural da mulher; por isso lhe chamo matrismo e não feminismo.
É aquilo a que eu chamo o cansaço do poder masculino que desemboca no impasse temível do tal equilíbrio nuclear que criou uma situação propícia a que os valores femininos possam emergir, transportando a sua mensagem.”

NATÁLIA CORREIA

Sofrimento Pessoal



"O sofrimento pessoal começa quando somos crucificados entre dois opostos.
Se tentarmos abraçar um sem pagar tributo ao outro, degradamos o paradoxo ao nível da contradição. Todavia ambos os lados dos pares de opostos devem merecer e ter igual mérito.
O sofrer a nossa confusão é o primeiro passo para a cura. "

"Passar da oposição (sempre uma discórdia) para o paradoxo (sempre sagrado) é dar um salto de consciência. Esse salto transporta-nos através do caos da meia idade e dá-nos uma visão que ilumina os dias que nos restam."

In "OWNING YOUR OWN SHADOW" 
Robert A. Johnson



 "o sofrer a nossa confusão é o primeiro passo para a cura"

GENIAL...
 O Casamento Interior...
O Verdadeiro Casamento que devemos honrar.



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

...............nada acontece por acaso



“Sempre acreditei que quando perco algo, alguma coisa de novo entra na minha vida.
Foi assim que percebi que nada acontece por acaso ou sorte.
Se me permiti continuar a viver com pessoas ou situações que não me respeitavam ou me faziam sofrer, era porque na verdade aceitava tais vivências.
Durante um tempo isto fez-me confusão.
Revoltei-me mesmo contra aquilo que achava ser as injustiças da vida.
Quis mudá-las, mas não consegui.
Cheguei a acreditar que o problema era da minha estúpida ingenuidade.
Um dia compreendi que ao invés tinha optado por dar aos outros o poder sobre a minha vida e que tudo podia mudar naquele momento com apenas uma mudança de atitude.
Comecei, então, a escolher unicamente aquilo que tinha uma ligação comigo, sem pensar em mais nada ou mesmo considerar mais nenhum outro tipo de escolha.
Agarrei aquilo que sentia pertencer-me, mesmo antes de ser meu.
Passei a escolher somente o que se pacificava em mim e comigo.
Fiz tudo o que estava ao meu alcance para nunca calar o meu coração.
Não tolerei mais o intolerável, nem suportei o insuportável.
Deixei de depender de seja quem fosse que me quisesse aprisionar.
E comecei a deixar de lado a palavra desistir, porque compreendi que só desiste quem não se prepara o suficiente para querer muito a vitória.”

 José Micard Teixeira

Já fui Escrava!



"Eu acho que uma pessoa que aceita um emprego para sobreviver - isto é, para ganhar dinheiro - transformou-se em um escravo.
TRABALHO começa quando você não gosta do que faz.
Há um sábio ditado: faça do seu hobby sua fonte de renda.
Então não haverá tal coisa como o "trabalho", e não haverá cansaço.
Essa tem sido a minha experiência.
Eu fiz exactamente o que eu queria fazer.
É preciso um pouco de coragem no início, porque quem é que quer que você faça exactamente o que você quer fazer?
Todos eles tem um monte de planos para você.
Mas você pode conseguir.
Eu acho que é muito importante para uma pessoa jovem ter a coragem de fazer o que lhe parece significativo em sua vida, e não apenas ter um trabalho a fim de ganhar dinheiro.
Mas isso exige um pouco de prudência e planeamento muito cuidadoso, e pode atrasar a realização financeira e uma vida confortável.
Mas o resultado final será muito prazer."

Joseph Campbell

Amor romântico e amor genuíno | Jetsunma Tenzin Palmo on romantic love

domingo, 23 de novembro de 2014

The Ramen Girl - OFFICIAL TRAILER



Este filme tocou-me bem fundo na Alma.
Lembra-nos o Caminho da Alma, principalmente quando andamos perdidos...

Uma Americana, abandonada pelo seu namorado em Tóquio, encontra o seu chamamento num local improvável, um estabelecimento Ramen dirigido por um chefe tirânico que não fala uma palavra de Inglês.
Sem se deixar intimidar pelo temperamento do seu chefe, Abby convence-o a ensinar-lhe a arte da cozinha Ramen e apesar dos hilariantes choques de cultura e personalidade, ela aprende a colocar paixão e espírito na sua vida e nos seus cozinhados.

Este filme, "Sozinha em Tóquio" em português, mostra o sofrimento e a perda que passamos quando estamos a vibrar na carência e na projecção nos outros, e os preços altos mas compensadores que temos que pagar em persistência e determinação, quando queremos ter sucesso e estar bem connosco.

É um filme que mostra um exemplo de como o Mestre Saturno nos convida a crescer...

               

Esta é uma das cenas mais bonitas...

"Esta escena de la maravillosa película "The Ramen Girl" refleja la enseñanza universal japonesa.
Si pensamos en aprender sumi-e, Shodo, ikebana, Haiku, y hasta Sushi o Ramen, esta enseñanza es fundamental para poder lograrlo.
A veces creemos que contar con la tecnica es suficiente, pero precisamente, cuando fracasamos en conseguirlo, es que sobra la técnica.
En Zen diría un maestro:
"mucha cabeza, mucha cabeza y poco corazón".
Siempre digo a mis alumnos que para escribir Haiku no se nesecita sino tener mucho corazón.
El corazón permite contemplar, entender, aprender y escribir de la naturaleza y lo que nos rodea.
EL intelecto es ese ruido que no permite que emerja nuesotro interior, que se contacte con el ambiente... para que pueda salir el Ramen perfecto....
O el Haiku perfecto!"


Um filme para comprar com toda a certeza.
Revejo-me tanto nesta Abby.
A cena de lavar a retrete...também para mim, foi das coisas que mais me custou fazer.
A persistência, a resiliência, o sentir no nosso coração que o nosso Caminho é por ali, mesmo que todos nos chamem de louca.
Mesmo que pareça impossível e que tudo e todos estejam contra.
Para chegarmos onde queremos, aos nossos sonhos, temos de partir muita pedra primeiro.
Temos de amadurecer como pessoa, e isso só acontece a andar em caminho doloroso, a fazer coisas que nos ferem, para aprendermos as lições que temos de aprender e para nos prepararmos para receber o que, desde sempre está destinado para nós.
Quando o fizermos com Alma, com Espírito, com o Coração, tudo chegará até nós.
Mas, essa hora só chegará quando tiver de ser.
Nunca antes.


..................estou a fazer-te luto



"As pessoas que morrem nunca partem de nós, eu separei-te de mim, cortei-te-me.
Em cinemas imaginários filmados por mãos iluminadas usei teu corpo.
Coloquei o deserto do teu coração rente à minha boca.
Lavaram-me o desespero as lágrimas que choravas no escuro.
Parti-te.
Estou a fazer-te luto.
Desejei-te tanto.
Discuti-te tanto contigo.
Agora percebo que te atirei demais contra tantos poemas.
Agora encontramo-nos.
Eu tenho de colar-te os restos para conseguir ver-te para além do que trago molhado nos olhos, acabou o passeio no meu jardim interior, pleno de estátuas quebradas, as noites acabo sempre assim, abraçado ao rosto restos da pedra, agradecendo-lhe as imagens."

| Pedro Sena-Lino |

We are all alone



We are all alone, born alone, die alone, and — in spite of True Romance magazines — we shall all someday look back on our lives and see that, in spite of our company, we were alone the whole way.
I do not say lonely — at least, not all the time — but essentially, and finally, alone.
This is what makes your self-respect so important, and I don’t see how you can respect yourself if you must look in the hearts and minds of others for your happiness.

 — Hunter S. Thompson

O resgate da nossa criança interior



O resgate da nossa criança interior é um processo muito mais profundo e complexo do que aparentemente parece.

Não se trata apenas de resgatar a nossa alegria, criatividade e espontaneidade com simples exercícios pois na maior parte das vezes, devido a infâncias desafiantes, a nossa criança está recolhida algures num espaço bem escuro dentro de nós e nem sempre se entrega facilmente.

Passo então a explicar como tenho vindo a trabalhar esta tão importante parte de nós..

Carl Jung em 1924 trouxe-nos o conceito de “Inconsciente colectivo”. 
Um pouco como o próprio termo mostra, é um conceito que nos faz pensar que algures para além das divisões e diferenças que nos caracterizam, para além da realidade 3D, existe um mundo ou bolha ou energia como lhe queiram chamar, onde todos somos iguais, sabemos as mesmas coisas, ansiamos pelas mesmas experiências de felicidade e tememos as mesmas dores.

É nesse mundo formado por imagens simbólicas e arquetípicas que vamos buscar as referências de comportamentos, atitudes e respostas que somos diariamente convidados a ter perante os desafios da vida.

Por exemplo, é nesse mundo arquetípico que vamos buscar as referências de como sermos responsáveis, pois é dessa fonte que nos são dadas as referências da energia da responsabilidade no seu expoente máximo de equilíbrio.

Assim, independentemente se o conseguimos expressar ou não, melhor ou pior, temos dentro de nós a referência do que é ser responsável e luzes de alarme irão acender dentro de nós sempre que deslizarmos para o excesso ou para a falta dessa energia. E são essas faltas ou excessos que nos serão transmitidas através das nossas emoções no que nos fazem sentir bem ou mal, melhor ou pior a cada momento.

A Astrologia mostra-nos que existem em nós doze arquétipos universais e por isso o estudo dessa maravilhosa ciência começa a ser cada vez mais essencial para nos conseguirmos manter em equilíbrio pela vida fora.

Voltando então ao tema do titulo deste texto, a criança é um dos arquétipos e acredito que todos dentro de nós temos uma imagem idêntica do que imaginamos ser a criança ideal.

Alegre, pura, atenta, curiosa, activa, doce, extremamente criativa e expressiva, confiante e livre suficientemente para expressar sem medo os seus estados de espírito, seja uma profunda tristeza ou revolta ou a mais bela alegria. Concordam?

Tal como expliquei anteriormente, o arquétipo dentro de nós sabe então se a nossa criança ou infância foi feliz ou não, se esteve perto ou longe desta referência ideal.

E quando está bem longe do que gostaríamos de ter vivido, ou do que teria sido a infância ideal, sentimos as mais dolorosas emoções. 
Solidão, abandono, revolta, ressentimento, frieza, indiferença, abusos vários e passamos a resistir ao sentir, como se todo o sentir fosse apenas fonte de dor e sofrimento.

A criança dentro de nós “sabe” na sua referência interna que algo está mal, mas está longe de entender os porquês das suas dores e na maior parte das vezes não tem maneira de “resolver” a sua situação.

Para complicar mais as coisas e sem noção do que se esconde por trás das meras aparências que o mundo físico lhe devolve, ela começa a comparar a sua existência, pais e estados emocionais com os das outras crianças longe de entender que cada um de nós está a viver a continuação de uma longa e ancestral história própria. Que aquilo que parece ser sorte de ter uns pais fantásticos ou azar de não os ter ou ter uns que não são o melhor exemplo, não é afinal um azar mas sim uma consequência...

Claro que na nossa limitada visão que julga as coisas apenas pelo que vê, tendemos a sentir pena ou a considerar azar todas as experiencias que estão aquém da nossa imagem ideal de uma criança e infância felizes.

Temos por isso que ir para além do visível e aparente e ir em busca de outros parâmetros para explicar o porquê das coisas não terem corrido da melhor maneira...

Há muito que o Oriente vive sob a crença da reencarnação da alma e sob a lei do karma sendo que cada vida serve precisamente para garantir que a evolução espiritual do nosso espírito vai tendo as oportunidades suficientes para evoluir, experienciar e ir equilibrando as faltas e os excessos kármicos das escolhas feitas com o nosso livre arbítrio algures no passado.

Sabendo que nenhuma filosofia no Ocidente nos conseguiu responder às mais básicas questões existenciais nem à explicação dos porquês das condições do nosso nascimento ou dos sofrimentos porque vamos passando, chegou a altura de abandonar o que não nos preenche e seguirmos o que nos faz sentido abraçando o que afinal na sua simplicidade tem o poder de nos confortar a alma.

Chegou o tempo de ir buscar fontes diferentes de informação, crenças diferentes que nos expliquem o que nem a nossa  cultura, educação ou religiões ocidentais conseguiram explicar.

E sem uma explicação minimamente coerente e lógica no dias que correm, jamais iremos conseguir convencer a criança que se trancou dentro de nós a sair do seu quarto escuro e muito menos a abrir-se e a confiar novamente na vida e nas pessoas.

A teoria da reencarnação e o seu processo kármico amplifica então a nossa visão convidando-nos a considerar, sentir ou intuir o que afinal no nosso passado originou a escolha dos nossos pais e das nossas condições de nascimento presentes.

Pela minha experiência ao longo dos anos tenho observado que o equilíbrio que tanto ansiamos sentir só é alcançado depois de experimentados, cansados e desagastados os extremos ou polos opostos das energias. Ou seja iremos viver ambos os lados da moeda tendo assim a possibilidade de sentir em nós o melhor e o pior de cada energia para que possamos aos poucos encontrar o equilíbrio.

Por exemplo; numa vida passada abusámos em questões de comunicação, falámos demais, abusámos da má língua, passámos uma mensagem sem alma, fomos verbalmente autoritários e agressivos, e durante uma vida inteira ficámos presos nos nossos próprios esquemas mentais destrutivos.

Numa vida seguinte, escolhemos o polo oposto, condicionamo-nos logo planetariamente numa imensa dificuldade em falar, exprimir o que pensamos e sentimos, enquanto que ao mesmo tempo iremos atrair alguém que nos virá fazer sentir o que é conviver com alguém tal como nós próprios um dia fomos. Ao estar no lado da “vitima” ou receptor, iremos durante anos auto reprogramar-nos interiormente aprendendo diariamente e tomando consciência  de o quanto aquela energia é dolorosa. Sem noção da história passada e do que nós próprios fomos, iremos não só aprender a rejeitar tal comportamento como até julgar quem é capaz de tal violência!

Quando um dia, algures num vida futura, nos for dada de novo a oportunidade de voltar ao outro polo, já iremos levar a aprendizagem presente e mais perto estaremos do tão ansiado centro.

Tendo este exemplo como referência teremos que agora imaginar e estudar as mais variadas possibilidades kármicas que nos levam a escolher a dita qualidade da nossa infância assim como as pessoas que escolhemos para pais e irmãos. 

O mapa astrológico dá-nos pistas muito concretas quanto ao tipo de energias a serem trabalhadas no presente.

Tal como expliquei no meu livro “Regressão a vidas passadas”, as características das pessoas que mais nos magoam ou que mais nos irritam, dão-nos um reflexo desse mesmo passado.

Só desta perspectiva conseguiremos então abordar a nossa criança e levar-lhe esta visão ampliada dos seus dramas. Teremos então que subir ao nível do espírito para lhe mostrar que ela não é a vitima mas sim a responsável...

Enquanto nós próprios não percebermos esta dinâmica estamos tão presos nas emoções negativas quando está a nossa criança.

Será então a noção de responsabilidade kármica que nos irá permitir olhar para a nossa situação e perceber que não só nós não somos as vitimas, como quem nos magoou não é um simples carrasco.  Só a noção de karma nos mostrará que só recebemos o que também já emanámos e que o perdão que teremos que fazer não é propriamente a quem nos magoou mas mais a nós próprios por termos no passado dado inicio a este padrão.

A abordagem terapêutica à nossa criança será então feita a partir desta maturidade e responsabilização kármica pela nossa história que obviamente não começou aqui...

Sabendo então que tal como criou a sua história, pode descriá-la, a criança sente que afinal não é uma vitima, que afinal o mundo não é injusto, que afinal o carrasco é apenas um mensageiro, que afinal é e sempre foi amada pois toda a sua realidade está sujeita a leis maiores que trabalham a favor da sua evolução. 

Neste momento, só agora é que ela vai conseguir finalmente levantar a cabeça, estender-nos a mão e dar os primeiros passos para fora do quarto escuro rumo ao nosso colo.

Agora ela está pacificada com o seu passado pois entende que numa vida anterior foi livre de experienciar um abuso. 

Agora ela está pacificada com as condições do seu nascimento e sabe que foram uma escolha sua. 

Agora ela está pacificada com a Fonte pois sabe que as suas leis implacáveis irão sempre funcionar a favor do seu equilíbrio e da sua evolução.

Agora ela está pacificada com o presente pois sabe que está na sua mão a liberdade de criar um padrão novo.

Agora ela está pacificada connosco adultos pois sabe que tem em nós o colo, a proteção e amor incondicional que precisa.

A nossa criança interior é tão real como qualquer criança de carne e osso. 
Aliás nós somos a carne e osso dela e o veículo que ela precisa para se poder manifestar no mundo.

Tem uma história pessoal e única, é sensível, tem anseios, medos e sonhos como qualquer outra e precisamos de ter tanto ou mais cuidado e sensibilidade com ela como temos quando lidamos com qualquer criança frágil lá fora no mundo.

Sem ela ao nosso lado, tudo será tão mais difícil...

Vem resgatar a tua!

Vera Luz

sábado, 22 de novembro de 2014

...................num banco de jardim




 "Quando uma mulher percebe que o poder está dentro dela, então o homem emerge como um indivíduo ao invés de, simplesmente, ser um exemplar do que ela pensa que precisa.
Do ponto de vista masculino, quando um homem olha uma mulher e vê somente alguém com quem ir para cama, ele a está vendo como um objecto para a satisfação de alguma necessidade própria, e não como uma mulher de facto.
É como olhar vacas, e pensar apenas em rosbife.

 Joseph Campbell 
 in, A Joseph Campbell Companion: Reflections on the Art of Living


Sabes o que foi?



"Sabes o que foi?
Entrelaçámo-nos de tal modo que nos perdemos a nós próprios.
Foi um nó tão bem dado que quando nos desatámos não sabíamos que cordel era o nosso.
É como quando misturas plasticina de duas cores em espirais alucinantes.
Ao princípio é bonito, mas depois se continuares a misturar ficas com uma só cor, a maior parte das vezes feia.
Nós fomos assim.
Misturamo-nos demais e deixámos de nos definir a nós próprios.
Tudo estaria bem se acabasse bem.
As nossas cores eram perfeitas juntas se as tivéssemos sabido manter com sabedoria.
Mergulhámos demais, tudo ficou emaranhado.
E é quando o nó se desata que percebemos o quanto imersos estávamos um no outro.
O quanto a falta de oxigénio nos fez mal.
É aí que olhamos para trás e percebemos que o que parecia certo, afinal estava errado."


Y después maldecimos las serpientes...



Confieso que estoy en crisis.
Quizá no estaría en crisis si no fuera una romántica encarnada y no llevara en sangre y médula el deseo de vivir auténticamente.
Posiblemente no padecería decepciones si no creyera que, en el fondo, todos deseamos el abrazo del otro al que quieres, al que te puedes ofrecer confiadamente; no me hubiera defraudado si no me hubiera entregado a ese convencimiento, suponiendo ingenuamente que si yo creo en ti, tú creerás también en ti ...y en lo auténtico, en la vida vivida a tumba abierta, pues solo nos llevaremos el coraje de vivir.

Soy tan ilusa que pienso que nadie desoye la llamada de su psique más profunda...

Estoy en crisis porque soy perfeccionista del error, porque espero que nos equivoquemos con reconocimiento, con reparación, con deseo de aprender y no volver a tirar la misma piedra cinco veces sabiendo que duele.
Soy tan crédula que pienso que nadie hará daño si recibe amor...
Lamento que la gente se aferre al falso ser con el que se defienden, perpetuando relación tras relación, generación tras generación la traición a nuestra alma, emponzoñando la belleza que poseemos.

Y después maldecimos las serpientes...

No todo lo que escribo son reflexiones sobre mi vida, sino por las experiencias vicarias que me da mi profesión, aunque me implico en ella, y entro en crisis también...
La verdad es que si hay alguna esperanza es el amor, pero no todas las personas que reciben amor pueden superar ciertos aspectos de su personalidad y utilizarlo para crecer y evolucionar.
Ya lo tengo más que comprobado...son los límites de la resiliencia y del coraje que se necesita para crecer.
También hay muchos condicionamientos culturales machistas...es normal la infidelidad, es normal que un hombre utilice la prostitución, son normales las relaciones de usar y tirar....en fin...

Las reflexiones que comparto aquí no se deben siempre a mis experiencias personales.
Vivo muchas otras vidas a través de las historias que me cuentan y de las que soy testigo.
Mi trabajo es vocacional, por un interés en entender al ser humano, y está impulsado por una actitud ante la vida.
Lo que hago se fundamenta en mis valores, en mi entendimiento de lo que creo que es importante para todos, universal, más allá de las diferencias sociales y culturales, y en consecuencia, me implico.
No me implico con cada persona o cada historia en concreto, pero sí me implico en cuanto a que de todo lo que experimento (personalmente o de forma vicaria), aprendo.
Es un trabajo gratificante muchas veces, y otras decepcionante.

No soy omnipotente, no somos nadie omnipotentes.
Todos tenemos límites.
Últimamente lo que he testimoniado me ha hecho pensar mucho en el amor, en eso que llamamos amor y no lo es, y en lo que podría ser amor y no llega a serlo, en el engaño cultural sobre lo que es amor y no es.
Creo en el amor como capacidad humana.
Pero no todo el mundo la desarrolla...
A esa conclusión llego.


Aina Cortiñas Payeras
Psicóloga na Ilha de Maiorca

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Carta aos Gatos - PAUL KLEE



"Devo confessar que sempre vislumbrei em vós um toque do sagrado, porque não hesito em considerar-vos seres divinos, que eu não fui capaz de retratar com o talento nas telas e nos desenhos em que vos tentei eternizar. Sim, é verdade que vos escrevi cartas, sobretudo a Bimbo, já no fim da vida, e que não tinha sossego nos meus telefonemas sempre que me diziam que algum de vocês estava doente ou andava fugido. Isso nunca foi uma fraqueza minha e sim uma das principais manifestações do amor que consegui compartilhar com outros seres.

Ainda assim, alguns dos quadros de que mais gosto são precisamente aqueles em que vos reservei lugar, com títulos como O Gato e o Pássaro, ou A Montanha do Gato Sagrado. Os gatos ajudaram também a fortalecer amizades com artistas e poetas que comungavam comigo esse amor e essa admiração irrenunciáveis. Foi o que aconteceu com Rainer Maria Rilke. Até isso eu vos fiquei a dever, tributo reservado a um pintor que tentou estar sempre à altura da vossa ternura e infinita capacidade de dádiva.

Agora que estou de partida, levo comigo a recordação do que vocês foram para mim e a convicção de que não teria sido o que fui, nem teria chegado onde cheguei, sem o vosso amparo e dedicação. No meu íntimo, sei que voltaremos a encontrar-nos, porque não pode acabar no perecível mundo material e terreno um amor como o nosso.

Eternamente vosso
PAUL KLEE



OS Gatos são a nossa paixão abençoada
pela alma que põem no que são e no que sabem,
pela ternura que guardam no que escondem.
São os gatos de Baudelaire, de Eliot e Paul Klee,
os da rua, do oriente ou do universo,
os gatos gémeos das estrelas e das mariposas,
os gatos que se perdem entre as açucenas,
os guardiões da alquimia do não dito.
Pela boca dos gatos diz-se a liberdade
de quem se dá só a quem ama.
Perfil bordado sobre os panos de luar.
(...)

JOSÉ JORGE LETRIA
in,Amados Gatos

Ou vai...ou racha



Não fotografo muitos casamentos.

Nem tenho forma possível, de garantir que os que fotografo duram até ao fim. Sei que se pudesse, incluía no Pack dos serviços um voucher para a eternidade.

Gosto de pensar, falar e escrever sobre o Amor, mas é difícil adjectivar uma palavra, que se auto-define de forma tão hermética, que cada um tem a liberdade certa, de o sentir à sua maneira, sem que esta nunca perca o direito de se chamar assim, Amor.

Hoje num almoço com um grande amigo, trocávamos opiniões sobre o divórcio.
O divórcio não vive nos antípodas do amor, mas por norma acontece quando alguém deixa de amar, embora a sequência de acções que o desencadeiam, seja muitas vezes, de índole menos nobre, que a pura escassez do sentimento. Quer eu, quer o meu amigo, somos filhos honrosos da triste estatística. Cada um com a sua valsa, cada um com a sua história, cada um dono da sua narrativa, maestro ou orquestrante do seu fim.

Não se perdoa uma vida sem amor, por isso é tão fácil de encetar uma conversa sobre um relacionamento, copulando-a convenientemente à drenagem do sentimento.

Sou uma liberal, serei sempre uma liberal, no sentido mais moralmente lato da definição. 
A que permite que o ser humano seja senhor do seu destino, da sua liberdade e da pureza das suas opções, mesmo que algumas sejam inconvenientes à conveniente felicidade dos outros.

Não sei qual é o recheio do amor, tenho sempre medo de o partir, mas tenho a certeza que há um inquilino gigante que vive lá dentro, a Verdade. E mesmo quando a verdade dói, ela é sempre merecida, nem que seja apenas, porque é pura e limpa, como o amor que move os homens, que se movem pelas melhores razões.

Hoje ao almoço, liamos numa estatística da Pordata (INE-DGPJ/MJ) que em 1960, 1% em cada 100 casamentos acabava em divórcio, e que em 2013 esta percentagem disparou para 70,4%.

Com alguma ingenuidade poderia acreditar, que isto só aconteceu porque as pessoas são mais verdadeiras, mas a vida já me lavou os olhos.

Também não acredito na voz monocórdica, do arauto da desgraça, que apregoa o síndrome do egoísmo, os vícios da sociedade moderna e as tentações da era digital.
Acho que nunca saberei bem porque é que o amor acaba. 
Mas é sempre uma morte que me entristece.

Porque é que há casais que se enroscam no enlace narrativo da vida, até velhinhos?
E outros, que se desenroscam na primeira curva apertada da vida?
O que sei, é que cada vez que vejo dois velhos apaixonados, invejo-os.
Mesmo ignorando, que se conheceram numa excursão ao Machu Pichu no verão passado.

O amor não é uma opção, é um sentimento. 
Não se faz download, nem upload de novas versões. 
Nem se desinstala, só porque se quer. 
Ele vem quando quer, e parece que parte da mesma maneira.

E se às vezes não parte, acho que é porque a vida deu a esses sortudos, o engenho do melhor nó da vida, o mesmo com que se amarra uma mãe a um filho.

Um dia, também vou ser uma velhinha agarrada ao meu velho. Também eu, farei as delícias da juventude em turismo, na digestão de um almoço angustiante.

E nessa altura, o peso leve do meu corpo envelhecido, não vai sentir o peso profético da estatística.

Serei só eu e tu, na “insustentável leveza do ser”, com um recheio de verdade, e um nó feito para a eternidade.


Isabel Saldanha

Lua Nova



"Enquanto a Lua desaparece, os reinos do mundo liminar abrem-se.
Astronómicamente, o Sol e a Lua estão do mesmo lado da Terra, e a luz do sol brilha sobre o lado escuro da Lua que nunca vemos, simbolizando a luz que brilha sem a vermos em lugares escuros dentro de nós.
Pouco antes da Lua Negra, pode ser que a nossa energia física e emocional diminua, quando um ciclo lunar termina e outro começa.
Como vivemos numa cultura que valoriza a velocidade e a actividade, é fácil ignorarmos esses sinais e, portanto, podemos sentir estranhas, porque acabamos por perder energia lutando contra esse ritmo lunar.
Permite-te soltar o fim deste ciclo lunar dando-te um tempo de descanso e introspecção que pode ser profundamente renovador, e trazer-te um ressurgimento de energia quando chegar a Lua Nova.
Então, quando a Lua desaparecer, atreve-te a tapar-te, a abraçar a tua solidão, revê todo o mês que passou, sente-te acordada no escuro e sente a presença de "quem és" na tua alma. 
Estende-te no sofá, deixa-te sonhar, acordada e dormindo, enquanto te preparas para o girar do próximo ciclo. 
É o momento para escreveres no teu diário, definir intenções e planos para o ciclo lunar que vem, e tomar medidas internas para resolver questões que ficaram do último mês.
Faz isto através da reflexão, do perdão, da oração, ou qualquer outra forma que te ajude a mover a energia estagnada.
Reflectires , justamente no momento da Lua Negra/ Nova pode trazer-te a maravilhosa experiência de sentires o início exacto de um novo ciclo. "

Melanie Reinhart

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

......................mis planes son sólo un proyecto



No sé lo que pasará hoy.
Me he planificado el día: iré a trabajar, cortaré el pasto, etc.
Pero me rindo ante el conocimiento de que mis planes son sólo un proyecto.
Sé que surgirán cambios, oportunidades que no esperaba, sorpresas maravillosas o que quizá me asusten.
Sé que se producirán situaciones que me abrirán nuevos caminos.
Tengo la absoluta confianza de que todo esto me llevará en una dirección que guiará a mi ser y mi alma a su desarrollo más perfecto.
Cuando nos rendimos al conocimiento de que todo está bien y que alguien se ocupa de todo, encontramos consuelo y fortaleza.
Simplemente, podemos relajarnos y tener en cuenta que la vida será tal como debe ser.

Elisabeth Kübler-Ross

3 energias que só se irão reencontrar daqui a 29 anos...



Esta semana passada, e mais propriamente hoje, temos um encontro de 3 energias que só se irão reencontrar desta maneira tão intensa daqui a 29 anos...

Só por si já é um encontro sério visto termos o o Sr. da Responsabilidade (Saturno) e falar com a nossa Essência (Vénus) e a verificar se já sabemos reconhecer o nosso poder e autoridade, se já sabemos dizer sim ou não sem medos.

O facto do encontro se dar em Escorpião torna os assuntos bastante mais intensos ou até dolorosos e qualquer problema que andasse escondido, negado ou onde ainda existissem atitudes infantis, iremos ser convidados a crescer, a amadurecer e a sermos capazes de "Fazer-a-coisa-certa" por mais difícil que seja.

É nestes momentos mais difíceis que os mecanismos de fuga aparecem e por isso mais do que nunca teremos de estar atentos para não nos deixarmos levar pela negação, pela arrogância ou pela agressividade em vez de simplesmente sermos capazes de fazer o mais difícil.

Saturno remete-nos sempre para o arquétipo da Responsabilidade kármica ou seja o que sair de ti, a ti voltará ..... logo o que temos em mãos já vem arrastado do passado e se não resolvemos correctamente agora, irá para baixo do tapete até à próxima inspecção Saturnina num qualquer transito futuro no nosso mapa sempre com juros acrescidos...

Deixo-te assim com a pergunta mais pertinente que alguma vez já me foi feita e que se ajusta a este dia/semana tão séria;
- "Já estás pacificad@ com a proposta de encarnação presente?"
E o que é que isto quer dizer?
Não é propriamente se já conseguiste o curso, trabalho, família ou encontrar a pessoa perfeita. Nada disso!

A proposta da encarnação presente trás dois convites pessoais e internos a cada um de nós:
** Saber identificar e corrigir os nossos padrões negativos.
** Saber identificar os nossos potenciais e pô-los ao serviço do mundo.

Senhor Saturno é quem nos vem lembrar que embora tenhamos a liberdade de abordar os assuntos à nossa maneira, seremos sempre responsabilizados pelas nossas escolhas.
Todos já viemos preparados para os desafios atraídos ... cabe-nos a nós aceitá-los e superá-los o melhor que sabemos..
Já identificaste o teu?
Coragem, Maturidade e muito Amor Próprio!

Vera Luz



Ai o Sr Saturno...regente do meu signo solar...
Aguenta coração!

O Sr. Saturno é como um pai severo, que obriga ao filho, à fazer corretamente a sua lição...
E ao mesmo tempo, quando bem feita, com responsabilidade, ele te recompensa maravilhosamente.
É assim que eu o vejo, e é assim que eu vou para a frente!
Arregaçando as mangas, e mesmo cansada, nas últimas, o Sr. Saturno tá lá de olho em nós, para na primeira tentativa de desistência nossas, de mandarmos as emoções e problemas para debaixo do tapete e deixar para lá, ele vem e te dá um belo de um pontapé na bunda (risos), para te acordar e lembrar de fazermos o trabalho que só cabe a nós fazer, e que para ele é facílimo mas para nós é exaustivo.

Saturno em Escorpião, nestes últimos 2 anos, para mim foi duro na queda!!!
Uga-se!!!
Ao princípio, em 2012, parecia que o Escorpião me ferrava para me entorpecer...depois, parecia que era para me fazer andar mais depressa...
Este ano percebi que, nem uma coisa nem outra:
Escorpião é um detector e destruidor das máscaras, que nos impedem de manifestar o nosso melhor.

Mas os resultados são sempre amadurecimento, força e sabedoria...
Grata Papai Saturno!



Esta semana, tenho acordado todos os dias a pensar num episódio diferente do meu passado...
E isto tem-me feito pensar...
E cheguei à conclusão que são as coisas que ainda me faltam guardar nas devidas gavetas.
Nada surge dentro ou fora de nós por acaso...
A realidade que estamos a atrair tem a informação oculta do que ainda acreditamos , embora possa ser confuso, pois se na verdade as situações estão a fazer-nos sofrer, fica a questão ONDE FUI EU QUE CRIEI ESTA EXPERIÊNCIA???

Vimos de séculos e séculos a querer atingir algum estado utópico de perfeição, para finalmente sermos merecedores, criamos hábitos de carência, formas de viver sobreviventes, pois existe na célula de memória colectiva a crença da perfeição e do castigo enquanto não o atingirmos, essa é a grande verdade que vibra em torno da vitima, pois no nosso comportamento racional , psicológico , não entendemos o porquê de estarmos a viver determinadas situações...
Não nos aceitamos como somos...
Assumir a responsabilidade de nos ACEITARMOS, sem nos punirmos...

Por um lado, teoricamente dizemos que nos aceitamos, mas na verdade queremos tudo resolvido para nos sentirmos merecedores...
Não permitimos aceitar que tudo tem uma verdade oculta, escondida, que não se vê, mas que nos está a conduzir a uma nova aceitação em consciência...

Aceito as minhas mágoas, aceito as minhas fragilidades, e assim aceito estar pronta para RECEBER...
Cuidar de Nós é aceitarmo-nos...
ACEITARMO-NOS...
Essa é a nossa e prioritária responsabilidade...
EU SOU PERFEITA EXACTAMENTE COMO SOU...

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Julien Blanc e os PUA

"...o que se está a passar no mundo contra a Mulher, 
é mais horrendo do que o tempo da caça às bruxas..."

Maria De Lourdes Pinto





Já ouviram falar de um psicopata chamado Julien Blanc?
O palestrante americano que ensina homens a "pegar a mulher" à força e assediá-las de maneira agressiva?
Chamam-lhe o “instrutor de estupro”...
“É só andar por Tóquio, agarrar uma garota e gritar ‘Pikachu’ e colocar a cabeça dela no seu pênis”.
O autor da frase é o americano Julien Blanc, que tem andado pelo mundo a dar palestras sobre como "pegar mulheres".
Parece brincadeira (de muito mau gosto), mas Julien baseia-se em abuso e violência sexual como seus pilares de conquista.
Absurdos como "é só pegá-las pelo pescoço e colocá-las contra a parede" são recorrentes em seus discursos.
Além do incentivo à violência, abuso sexual e sexismo, Julien não economiza nas doses de racismo. Num dos seus vídeos (no qual ele ensina como "conquistar" mulheres asiáticas) o americano diz:
"Se você é um homem branco, você pode tudo".
Na tabela criada pelo americano, as lições:
"trate-a como uma subalterna, "humilhe", "ameace magoá-la".



COMO ACTUAM OS PUA, Pick Up Artist. 
ENSINAM E INCITAM À VIOLÊNCIA E AO ABUSO SOBRE AS MULHERES MAIS JOVENS...DE PREFERÊNCIA!

" Quer se enojar ainda mais?
Esse cara,  Julien Blanc, faz parte de uma das subdivisões do masculinismo (um movimento patriarcal, conservador, misógino e homofóbico) que prega a supremacia do homem, e em alguns dos membros mais radicais até a pedofilia. 
Ele é um PUA, pick up artist. 
Veja como atuam esses PUA's, que infelizmente já tem seguidores no Brasil:
"O grupo PUA Brasil é antigo, forte, bem organizado.
Eles realizaram eventos cobrando R$ 500 o ingresso.
Eu passei horas lendo o que essa turma do PUA Brasil escreve.
Grande parte é isso ai mesmo:
Estupro de vulnerável. 
Técnicas de conquista, sedução, sedação e como não deixar indícios de violência sexual e não criar imagem de malvado transferindo para a mulher por meio de técnicas subliminares elaboradas a responsabilidade pela relação. 
Eles são uma verdadeira escola, bem organizados e cobram caro por aula particular. 
Eles pagaram para esses americanos radicais virem até o Brasil e ensinar aos PUAs brasileiros as técnicas e pensamento. Eu recebi o convite de um seminário fechado com um dos mais famosos palestrantes americanos feito em Maceió que custou R$ 2.000 a entrada com a presença de mais de 200 participamentes de vários estados.
O aluno tem acesso ao material didático digital e tem aulas particulares por skype e acompanhamento das tentativas e captar garotas.
Quando havia todo um furor em relação aos Homens Sanctos, esse grupo radical já citava naqueles dias a total indiferença com o PUA Brasil.
Os misóginos Emerson e Marcelo diziam no Orkut que era inaceitável a campanha contra os Homens Sanctos e a indiferença com a atuação do PUA Brasil.
A principal vítima desses PUAs são pré-adolescentes que atingiram a idade de consentimento, 14 anos. Elas são mais fáceis de ser conquistadas e têm vergonha de expor a violência. 
Na primeira fase eles treinam abordagem e dialética da conquista com mulheres trabalhadoras de lojas, principalmente shopping, porque elas são forçadas ao diálogo e não podem chutar o estudante.
A segunda fase do treinamento é feita em ambientes propícios para a conquista fácil, principalmente baladas conhecidas pelo comportamento promíscuo.
A terceira fase é em ambientes neutros, até mesmo na rua.

Esse passo a passo é para evitar a rejeição logo nas primeiras tentativas e causar uma retração inconsciente, o medo de ser rejeitado. Por isso as primeiras vítimas são sempre as mais fáceis.
Uma vez aprovado pelos confrades PUAs o padawan inicia o projeto mais ambicioso que é abordar, conquistar e abandonar as garotas virgens, principalmente as recém ingressas na idade de consentimento, 14 anos.
Esse Movimento PUA Brasil movimenta muito dinheiro e tem muita gente poderosa envolvida. 
Até porque uma vez rompidos os bloqueios éticos, morais, rompidos os bloqueios de comunicação e desenvolvido habilidades de conquista, esses PUAs se convertem em perigosos predadores que se metem na vida política e em empresas."


Esta besta já foi proibida de entrar na Austrália, no Brasil e mais recentemente no Reino Unido.

...................Mistério



“É importante que tenhamos um segredo e a intuição de algo incognoscível.
Esse mistério dá à vida um tom impessoal e “numinoso”.
Quem não teve uma experiencia desse tipo perdeu algo de importante.
O homem deve sentir que vive num mundo misterioso, sob certos aspectos, onde ocorrem coisas inauditas – que permanecem inexplicáveis – e não somente coisas que se desenvolvem nos limites do esperado.
O inesperado e o inabitual fazem parte do mundo.
Só então a vida é completa.
Para mim desde o inicio, era infinitamente grande e inabarcável.”

Carl Jung
(psicanalista) enxertos de uma carta a um jovem erudito


Richard Zimler, escritor americano, no seu livro "Anagramas de Varsóvia", fala disto de uma forma magistral.
No livro, ele diz que quando nos olhamos ao espelho e não sentimos esse mistério em relação a nós próprios, é muito mau sinal.
Quem sou eu?
De onde venho?
O que faço aqui?
Qual a minha missão nesta vida?
etc...

Estamos em  permanente auto-conhecimento até morrer...

É proibido tocar no sagrado de cada um



"Mantenha-se atrás da faixa amarela,
não chegue muito perto,
não se acerque de meus traumas,
não invada meus mistérios,
não se atrite com o meu passado,
não tente entender nada:
é proibido tocar no sagrado de cada um"

Martha Medeiros

Os gatos no Antigo Egipto



A Deusa com cabeça de gata, Bastet, era a irmã de Sekhemet da qual ela representava o aspecto doce.
Ela bebe leite enquanto que Sekhemet bebe sangue...
(...)
Algumas vezes Bastet tem na sua mão a cabeça de Sekhemet, para mostrar que ela pode esconder esse outro lado...
O gato era o animal sagrado em Bubaste,onde Bastet tinha o seu Templo; os gatos eram intocáveis e quando morriam eram embalsemados.
O gato tem um aspecto lunar e um aspecto solar.
Ele é dotado de uma extraordinária flexibilidade da coluna vertebral e de um poder energético intenso.

In, HER-BAK “DISCIPLE”
Isha S. De Lubicz



terça-feira, 18 de novembro de 2014

O Ponto G fica nas orelhas



"A única maneira de nós mulheres escutarmos
é se nos cochicharem ao ouvido.
O ponto G fica nas orelhas;
quem for procurá-lo mais em baixo
perde seu tempo e o nosso."

Isabel Allende


Há uma Mulher dentro de mim


"Há uma mulher dentro de mim que não é gramática decomposta nem acento circunflexo.
Não é metáfora exagerada, nem vegetação espessa no limite da vírgula.
Não é anáfora suada, nem rigor maiúsculo no recuo do parágrafo.
Há uma mulher dentro de mim que não é periferia nem superfície transversal.
Essa mulher que não outra mulher, esmaga-me as telhas no tecto da boca.
Tenho-a calada e encavalitada debaixo das palavras mais fáceis de carcomer.
Tenho-a cansada e regrada por cima das feridas menos custosas de sarar.
Mas essa mulher que dentro de mim não me permite outra habitação que não esta, não me serena a vontade áspera de romper a madeira dos braços, de moer do úmero a lasca e da acha articular outro galho maior.
Há uma mulher dentro de mim que não me reconhece como sua.
Há uma mulher dentro de mim que míngua encolhida no cavo do medo.
Há uma mulher dentro de mim que ama uma mulher insuficiente de si mesma."

Alice Turvo

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

........................Serenidade



"Encarar serenamente os acontecimentos menos estáveis e confortáveis da vida, não é o mesmo que encará-los com indiferença.
A serenidade não é um estado gratuito nem um resultado do acaso, e menos ainda um alheamento.
A serenidade é uma opção de vida.
Um estado de espírito que se conquista, entre muitos silêncios povoados de dúvidas, dia após dia."

Margarida Brito

Afrontar la infidelidad de la pareja



La fidelidad no es ausencia de deseo (nadie puede asegurar que nunca le gustará nadie más), sino producto de la voluntad y una decisión consciente.
En otras palabras: la fidelidad es autocontrol y evitación a tiempo.
Cuando sospechamos que alguien puede llegar a gustarnos de verdad (en el sentido de movernos el piso) o cuando sentimos el primer pinchazo de la atracción y no queremos ser infieles, la mejor opción es alejarnos de la tentación y no jugar con fuego...

La fidelidad no es ausencia de deseo (nadie puede asegurar que nunca le gustará nadie más), sino producto de la voluntad y una decisión consciente.
En otras palabras: la fidelidad es autocontrol y evitación a tiempo.

Como veremos en esta guía, resulta paradójico que sean  precisamente  las  personas que se perciben a sí mismas como radicalmente “incorruptibles” las que más probabilidades tienen de enredarse en amores clandestinos.
¿La razón?
Estas personas "bajan la guardia" y creen que el amor los volverá inmunes a que eros los ataque por algún flanco, y no es así, como veremos: con el amor no basta.

Las estadísticas dan un margen de seguridad y esperanza a los que creen en la fidelidad: poco más del  40 % de las personas son fieles.
La pregunta que surge es la siguiente:
¿qué atributo poseen estos individuos que no caen, a pesar de las tentaciones y los cantos de sirena? ¿Cuál es la virtud que ostentan los que logran mantenerse dentro del ámbito de la lealtad?
¿De dónde sacan tanto “valor”?

La respuesta puede ser decepcionante para los “amantes” del romanticismo: no poseen nada especial. No son faquires o ascetas entrenados, ni son eunucos.
Aunque hay estilos personales y habilidades únicas, estos extraños ejemplares de fidelidad poseen un factor común: permanecen en alerta, han tomado la "decisión" de no dejarse seducir, conocen sus debilidades y saben dónde está el peligro.
No son esencialmente inconquistables, sino que han aprendido el complejo arte de esquivar y capotear la atracción inconveniente.
Tampoco son santos o promotores de la continencia, son buenos jugadores, gambeteadores profesionales: se acercan a la hoguera, pero no meten la mano.
Esto no significa que el amor no importe para no caer en la infidelidad, lo que sostengo es que “amar” no basta para ser fiel.


Indiferente de si es una infidelidad emocional o pasional, se considera un engaño porque se está rompiendo con un pacto afectivo/sexual que la pareja realizó, no importa cuantas excusas o disfraces le pongas, siempre será un engaño.
¿Estarías dispuesto o dispuesta a perdonar este tipo de traición?
¿Bajo que circunstancias?


in, Guía práctica para afrontar la infidelidad de la pareja
- Walter Riso

O Rapaz das Meias Vermelhas



Ele era um garoto triste.
Procurava estudar muito.
Na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa.
Todos os outros meninos zombavam dele, por causa das suas meias vermelhas.
Um dia, o cercaram e lhe perguntaram porque ele só usava meias vermelhas.
Ele falou, com simplicidade:
“no ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo.
Colocou em mim essas meias vermelhas.
Eu reclamei. Comecei a chorar.
Disse que todo mundo iria rir de mim, por causa das meias vermelhas.
Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para me colocar as meias vermelhas.
Disse que se eu me perdesse, bastaria ela olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas, saberia que o filho era dela.”
“Ora”, disseram os garotos. “mas você não está num circo.
Por que não tira essas meias vermelhas e as joga fora?”
O menino das meias vermelhas olhou para os próprios pés, talvez para disfarçar o olhar lacrimoso e explicou:
“é que a minha mãe abandonou a nossa casa e foi embora.
Por isso eu continuo usando essas meias vermelhas.
Quando ela passar por mim, em qualquer lugar em que eu esteja, ela vai me encontrar e me levará com ela.”



Muitas almas existem, na Terra, solitárias e tristes, chorando um amor que se foi. 
Colocam meias vermelhas, na expectativa de que alguém as identifique, em meio à multidão, e as leve para a intimidade do próprio coração.
São crianças, cujos pais as deixaram, um dia, em braços alheios, enquanto eles mesmos se lançaram à procura de tesouros, nem sempre reais.
Lesadas em sua afetividade, vivem cada dia à espera do retorno dos amores, ou de alguém que lhes chegue e as aconchegue.
Têm sede de carinho e fome de afeto. Trazem o olhar triste de quem se encontra sozinho e anseia por ternura.
São idosos recolhidos a lares e asilos, às dezenas. Ficam sentados em suas cadeiras, tomando sol, as pernas estendidas, aguardando que alguém identifique as meias vermelhas.
Aguardam gestos de carinho, atenções pequenas. Marcam no calendário, para não se perderem, a data da próxima visita, do aniversário, da festividade especial.
Aguardam...
São homens e mulheres que se levantam todos os dias, saem de casa, andam pelas ruas, sempre à espera de que alguém que partiu, retorne.
Que o filho que tomou o rumo do mundo e não mais escreveu, nem deu notícia alguma, volte ao lar.
São namorados, noivos, esposos que viram o outro sair de casa, um dia, e esperam o retorno.
Almas solitárias. Lesadas na afetividade. Carentes.
Pense nisso!
O amor, sem dúvida, é lei da vida.
Ninguém no mundo pode medir a resistência de um coração quando abandonado por outro.
E nem pode aquilatar a qualidade das reações que virão daqueles que murcham aos poucos, na dor da afeição incompreendida.
Todos devemos respeito uns aos outros. 
Somos responsáveis pelos que cativamos ou nos confiam seus corações.
Se alguém estiver usando meias vermelhas, por nossa causa, pensemos se esse não é o momento de recompor o que se encontra destroçado, trabalhando a terra do nosso coração.
Pensemos nisso!


Carlos Heitor Cony