domingo, 28 de setembro de 2014

............uma vida sem amor


“Uma vida sem amor, 
é como árvores sem flores e sem frutos. 
E um amor sem beleza, 
é como flores sem perfume. 
Vida, amor, beleza: eis a minha trindade." 

Khalil Gibran

Entra, não faças barulho



"Há um perfume que não sai do meu cheiro.
Há um sabor que não sai da minha boca.
Há uma voz que não sai do meu ouvido.
Há um toque de pele que não sai das minhas mãos.
Hás tu que não sais dos meus olhos.

Entra, não faças barulho.

Inunda o meu olfacto.
Apodera-te do meu gosto.
Fala ao meu ouvido.
Toca a minha pele.
Entra nos meus olhos.
Mas não faças barulho."


............a queda



“ Todos esses livros mal lidos, esses amigos mal amados, essas cidades mal visitadas, essas mulheres mal possuídas!
Eu fazia gestos por enfado ou por distracção.
Os seres vinham logo atrás, queriam agarrar-se, mas não havia nada, e era a infelicidade.
Para eles.
Porque, quanto a mim, eu esquecia.
Nunca me lembrei senão de mim mesmo.”

Albert Camus
in, A Queda



"Este vazio, esta falta de sentido de ligação às pessoas e ao mundo, não por um estado depressivo, mas como o vazio de ser, em que as expressões afectivas não correspondem a sentimentos reais.
Nem acredito que seja devido à condição de “Quero fazer-te aquilo que tenho terrivelmente medo que tu me faças”.

É como se entre essa pessoa e as outras, existisse uma parede de vidro que anulasse a capacidade de valorizar os esforços de qualquer outro, sem culpa nem angústia.

Procuro a dificuldade.
Como situar quem só existe em rosto e lá dentro habita "o nada"?
Como identificar quem não dá valor nem significado ao que tem?
Que deveria estar e não está?
Como nomear as emoções que provoca, de esperas, desesperanças e traições?

Para quem se relaciona com alguém com esta frágil solidez, é a fortuna ou o infortúnio das almas rendidas, que dão uma segunda oportunidade e não têm medo de ver o vazio bem fundo, não ignorando que este  pode ser a fonte para toda a violência.

As  aproximações, a acontecer, não permitem a reparação, sendo esta uma condição própria da natureza do vazio."



sábado, 27 de setembro de 2014

Ode aos tristes



Bem haja aos que nos deitam abaixo.

Bem haja aos que constantemente nos testam as nossas reacções, que nos provocam ao limite, que nos picam nas feridas e nos fazem disparar o que ainda de pior há em nós. 
É nesses momentos que é trazido à Luz tudo o que ainda vivia no escuro. Tudo o que ainda nos condicionava e impedia de viver uma vida livre e abundante. Tudo o que estava preso nas nossas catacumbas.

Bem haja aos negativos que nos permitem ver de fora o que não mais queremos para nós. Bem haja aos pessimistas que nos permitem reforçar a esperança e a Fé em acreditar que tudo vale a pena ser vivido com um sorriso e que algures, alguém está a preparar um desfecho melhor.

Bem haja aos cépticos que nos relembram o tempo em que também nós vivemos no escuro, na descrença, naquele “breve” momento da nossa história espiritual em que desligamos da fonte pois o cepticismo também é algo a experimentar em todo o leque de sensações possíveis.

Bem haja aos arrogantes que nos ajudam a manter o foco no que é realmente importante e nos testam o centro ao limite. 

Sem a ajuda de todos eles, sem esses lembretes, sem essas personagens a obrigar-nos a abrir os nossos caldeirões, essas energias iriam manter-se estagnadas, lamacentas, podres pela negação das mesmas ou simplesmente falta de coragem de as limparmos sozinhos. 

Por isso, baixemos as espadas quando estamos frente a frente com eles.
Lembremos que aqueles "dragões" que vislumbramos não são mais do que projecções activas dos nossos medos e dos nossos fantasmas interiores. 
São eles que, por vezes violentamente, nos vêm convidar a agir de uma nova maneira, a fechar ciclos velhos e a neutralizar aquele passado de uma vez por todas.
Sem eles não teríamos a oportunidade de o fazer.
Sem eles nem saberíamos quem somos e viveríamos ainda na ilusão que somos aquilo que a nossa mente nos faz acreditar; Perfeitos e Imaculados!

São eles, em toda a sua diversidade emocional que nos trazem a eterna memória de que afinal somos todos iguais, carregamos todos as mesmas emoções, estamos todos a aprender as mesmas lições.

Bem haja assim essa força inteligente e amorosa que não desiste do nosso equilíbrio e que sempre nos irá enviar agentes de transformação exteriores até que encontremos o equilíbrio interior.

A 'perda' não tem mais nem menos do que essa intenção!

Sabendo então que tudo é amor, bem hajam tanto aos dragões nas nossas vidas, como aos momentos em que a vida nos pede que sejamos dragões nas vidas dos outros...

Vera Luz

..........esta mania das Selfies


Uga-se, hoje estou que não posso...
Esta treta das Sefies já mete nojo...

Narcisismo puro...o culto da imagem...exacerbado ao extremo, único indicio de "identidade" nesta sociedade demente...consumista e poluída de horror...

Sabiam que a propensão para as selfies foi reconhecida oficialmente como um transtorno mental? Essa foi a conclusão dos cientistas da Associação Americana de Psiquiatria...

Na opinião dos psiquiatras, as selfies são definidas como um distúrbio obsessivo-compulsivo caracterizado por um desejo permanente de se fotografar, colocando as fotos nas redes sociais, para compensar a falta de auto-estima.

FALTA DE AUTO-ESTIMA!!!!!!

Concordo a 100%!
Revela falta de auto-estima, falta de personalidade, necessidade de fazer inveja aos outros, de mostrar uma felicidade virtual...

O Culto do Eu, seja a que nível for, demonstra arrogância, pretensiosismo, frivolidade, vaidade, egocentrismo... para ocultar, tantas vezes, a falta de auto-estima e insegurança. 
Não tenho paciência alguma para este perfil de comportamento!

Desde que apareceram os telefones com câmera, as pessoas têm uma compulsão para repetidamente tirar e postar selfies em sites sociais.
As selfies provocam percepções de auto-indulgência, ou dependência social, em busca de atenção, que eleva esse mesmo espectro alienativo!


“O homem é um animal narcísico – que se admira e precisa ser admirado. 
A sua qualidade é o orgulho; o seu defeito a vaidade. 
O bom narcisismo assenta num sentimento de dignidade pessoal. 
A deficiência narcísica, o sentimento de vacuidade, de vazio e miséria interiores, conduz à vaidade. 
O orgulhoso tem brio, porque assume a plenitude do seu ser, 
senhor do seu valor próprio e do seu valor social, é. 
O vaidoso pinta-se com tinta brilhante para esconder as mazelas das suas máculas da auto-imagem, como é pouco, assenhora-se de apetrechos que o possam fazer brilhar; 
a sua problemática é a de o ter – para suprimir aquilo que não é. 
O orgulhoso seguro de si, deixa-se observar; 
O vaidoso inseguro de si mas desejoso de mostrar o contrário, exibe-se. 
O orgulhoso tem brio, o vaidoso procura brilhar.”

António Coimbra de Matos 
in, A depressão



É por isso que, a meu ver, a verdadeira espiritualidade se resume à coerência emocional, ou seja: Dizer o que se pensa, e fazer o que se diz!
Basicamente, é ter coragem e deixar cair as máscaras!

As mascaras alheias são fáceis de aponta-las e tentar tira-las.
MAS AS NOSSAS, AMIGOS...envolve coragem, muita coragem, muito trabalho e muito AMOR consigo mesmo.

Personalidade Maná



CUIDADO AO MEXER COM CAVALOS....
PODEM SER LEVADOS ÁS PROFUNDEZAS DO VOSSO SER!!!!!


"A fascinação que projectamos nos cavalos (ou outro ser) era chamada pelo Carl Gustav Jung de Personalidade Maná (palavra derivada da antropologia, de origem melanesiana).
O termo designa uma imagem personificada arquetípica de força sobrenatural. O equivalente moderno é carisma, do grego kharisma ou tocado pelo Espírito Santo.

A personalidade maná actua como veículo de transição ou transcendência para um estágio superior de expansão da consciência, e é de enorme valor para a etapa da iniciação, a qual é revestida de enorme tensão entre opostos (espírito e matéria, bem e mal, yin e yang, masculino e feminino, a morte e a vida, a terra e o céu, etc)

Os equinos, neste caso, actuariam como elementos Psicopompa, do grego psychopompós, junção de psyché (alma) e pompós (guia), que designa um ente, cuja função é guiar ou conduzir a percepção de um ser humano entre dois ou mais eventos significantes.
Guia interior, o psicopompo pode ser de natureza humana, animal ou espiritual.

Consequentemente, entrar em contacto com cavalos nunca é uma experiência ordinária porque “mexe”, toca as nossas profundezas obrigando-nos a contactar, consciencializar e transmutar partes nossas esquecidas e recalcadas nas profundezas do nosso Ser.

O acompanhamento neste trabalho interior com equinos deve de ser efectuado por pessoas que estão em contactos com esta dimensão, senão a experiência pode ser superficial, ou seja...longe das profundezas do Ser humano.


Nathalie Durel


Eu já sei onde o vou fazer...
Na QUINTA DO CAVALO KIRON

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

..................o tempo



"O tempo,
ainda que os relógios queiram 
convencer-nos do contrário,
não é o mesmo para toda gente."

José Saramago

PEOPLE WHO OFFEND YOU



3 Little Tricks To Deal With People Who Offend You


Something that we struggle with daily, that eats us up and causes stress and anger: annoying people.

You know those people: they cut in line, are rude to you in the office or at the restaurant, cut you off in traffic, talk loudly about obnoxious things, play loud music when you’re trying to concentrate, interrupt you, and so on.

These offenses are violations of the way you think people should act.
And so it burns you up.
Don’t worry, I’m the same way.


If you just keep letting these offensive people get to you, you’ll always be mad or annoyed.
Life won’t be very good.
But it’s something you can learn to deal with.

I have to admit I’m not perfect at this, but here are three strategies I use that are helpful:

1 - Get Big.
I learned this one from Zen teacher Robert Thomas, who uses “Get Big” as one of his slogans that helps him to be mindful. Imagine you’re a 2-year-old toddler, who can’t have a toy or some ice cream right this minute. This problem is your entire universe, because you have no perspective, and so … you throw a fit. This is the world of a 2-year-old (I should know, I’ve had 6 of them).
But as adults, we know that this is a very small problem, and in fact there are lots of other things the 2-year-old could do to be happy.
Sure, that’s easy for us — we have a bigger perspective.
But when someone offends us, we have a small perspective — this little offense is the biggest thing in the world, and it makes us very angry. 
We throw the equivalent of a 2-year-old fit.
But if we get a bigger perspective (Get Big), we can see that this little thing matters very little in the bigger picture. 
It’s not worth being angry over.
So remind yourself to Get Big, then widen your perspective.

2 - Float Down the Stream.
When I drive and other drivers do rude things, I often get angry.
Then I remember a trick: I imagine myself floating down a stream in a raft, and the other cars are just twigs and leaves floating past me one way or another on this stream.
They don’t have to treat me a certain way, because they’re just twigs.
And so I serenely float down this stream, not worrying about how the twigs float around me (though I try not to hit them, because, you know, safety first).
And in truth, this is how life is — other people aren’t trying to offend you, don’t even worry about you most of the time. They are just twigs floating by.
Be nice to the twigs though.

3 - Give Them a Mental Hug. 
This little trick can transform the way I feel about someone who makes me angry.
Let’s say someone has just said something rude to me.
How dare they! Don’t they have any consideration for my feelings?
But of course, in this reaction, I’m not having any consideration for their feelings — only mine matter. And so I try to empathize with this rude person, and realize that they’re angry, or scared, or both.
They are being rude as a coping mechanism for their fear.
And so, mentally (and once in a while physically), I give them a hug.
I have compassion for this scared person, because I too am often scared. 
We’re the same. 
We need a hug, some compassion, a little love.



Try one of these three tricks the next time someone makes you mad or offends you.
And then smile in serenity, armed with the comforting knowledge that, like me, you are superior to the rest of the world.




Jade Small

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Kiri Te Kanawa: Maori Songs





Kiri Te Kanawa: Maori Songs


00:01 01. Hine e Hine
04:32 02. Tarakihi (The Locust)
07:32 03. Moe Mai e Hine
10:57 04. Hoea ra
14:57 05. Matangi
18:30 06. Huri huri
21:57 07. E Papa (Titi torea; E Aue)
25:23 08. Ara ka Titiro
29:10 09. Hoki Hoki Tonu Mai
33:00 10. Po Ata Ran (Now is the Hour)
36:48 11. Piki Mai
39:57 12. Haere ra e Hine
43:03 13. E Pari Ra
46:16 14. Akoako o te rangi
49:44 15. Tahi Nei taro kino
53:10 16. Po Karekare ana

...............a ilusão de um amanhã melhor há muito murchou


“A ilusão de um amanhã melhor há muito murchou (...).

Por todo o lado impera a força das armas e a pirataria das armas. Evaporou-se a água que refresca os destinos da humanidade, tudo é fogo.
(...)
“Há cada dia menos escolas, menos emprego, menos chuva, mais sol, mais armas. Há mais mortos do que vivos, mas ainda não é chegado o fim do mundo, a vida triunfará para a glória do vencedor. O campeão desta guerra construirá o majestoso palácio imperial com ossadas humanas que andam às toneladas nas matas.”
(...)
O planeta Terra encontra-se envolvido num conflito sem fim.
A vida colocou o homem e a mulher como eternos rivais, degladiando-se na arena da vida.
Estamos na era atómica, o mundo está quase a desabar.
Outro aviso ao criador: se tiver que reconstruir o Éden que todos os seres sejam completos, incluindo a humanidade.
Que sejam hermafroditas.
Masculino e feminino no mesmo ser, para se atingir a perfeição suprema e com ela a paz por todos nós desejada, sem disputas, nem desilusões, nem desgostos de amor.”

In, O SÉTIMO JURAMENTO
Paulina Chiziane

.................. a mulher integral


A mulher integral, é a mulher que une as duas partes de si dividida (entre os estereótipos da santa e da prostituta) e que se assume inteira e sem medo desse potencial gerador de vida e prazer. 
E não é uma mera inversão dos estereótipos (como hoje em dia os filmes propagam, em que a dona de casa vira estilo prostituta, e a prostituta deputada...) em que foi dividia secularmente...mas uma complementaridade vivida com liberdade interior, dignidade e alma, seja na sua faceta sensual/sexual, seja na sua faceta maternal e afectiva, simples.

Trabalhar esta consciência, e paulatinamente caminhar para dentro dessa grandeza que é ser mulher inteira, una e capaz de ser por si mesma sem precisar de apêndices, sem precisar até de ser mãe e esposa ou amante para amar e se dar a partir do seu interior e do seu ser inteiro, como iniciadora e amante da Vida ...fiel a si mesma, e à Deusa Mãe, a Deusa Terra!

 O que eu defendo como integração das duas mulheres divididas psiquicamente - baseada nos implícitos ou explícitos padrões da "santa e da prostituta" - é o equilíbrio natural desses dois lados extremos da mulher, hoje em dia aparentemente atenuados - a mulher maternal/afectiva e a mulher sensual/sexual - na assimilação do sexual/erótico, ao mesmo nível que o afectivo/maternal, como expressão do seu ser total...


Rosa Leonor Pedro

terça-feira, 23 de setembro de 2014

.............terror de te amar


"Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo
Mal de te amar neste lugar de imperfeição
onde tudo nos quebra e emudece
onde tudo nos mente e nos separa"

Sophia de Mello Breyner

..................o papel das mães na sociedade



A MÃE COMO ELEMENTO DETERMINANTE DA SOCIEDADE 

“Recuperar a mãe verdadeira pressupõe então recuperar o coletivo de mulheres e a sua função coletiva dentro dum determinado grupo social. A recuperação da mãe não é uma recuperação individual (embora tenha uma dimensão individual e corporal), mas a recuperação do feminino coletivo, de todas nós.”

Com a frase “Dai-me outras mães e eu vos darei outro mundo”, Santo Agostinho revelava o ponto débil do seu projecto de sociedade e a necessidade que tinham de transformar duma vez por todas as mães. Transformar as mães para vencer a natureza humana e a sua predisposição para se organizar e viver como o fez durante muito tempo, sem dominação nem escravatura, em paz e em cooperação (a arqueologia já afastou qualquer dúvida a este respeito, provando que a Idade de Ouro não é um mito mas uma realidade).

Novas mães para reproduzirem os “filia” continuadores das empresas guerreiras, humanos aptos para fazerem a guerra ou para aceitarem tornar-se escravos. Não se podia criar este mundo sem mudar a mãe. A sociedade patriarcal foi erguida sobre um matricídio, acabando com as gerações de mulheres com cujo desaparecimento se sumiu também a paz sobre a Terra (Bachofen). É esta a civilização que perdura ainda hoje, continuando a destruir a vida e a corromper a condição humana, mais competitiva, mais fratricida, mais belicista e mais desapiedada que nunca. Do meu ponto de vista, não é a economia que está em crise, é o modelo de civilização.

 Na encruzilhada na qual a humanidade se encontra, o que precisamos de fazer se queremos acabar com este sistema de dominação e sobreviver é recuperar a verdadeira mãe, e com ela as qualidades básicas dos seres humanos, que nos capacitam para a concórdia e nos incapacitam para o fratricídio. Recuperar a mãe verdadeira é recuperar o habitat que a rodeia.
Bachofen criou um termo em alemão para o definir: é o Muttertum, sendo que o sufixo “tum” (equivalente ao “dom” em inglês) significa o sítio, o lugar da mãe.

Não se trata apenas dum espaço físico, mas antes dum conjunto de relações travadas com o seu fluxo libidinal específico, o fluido feminino-materno, o hálito materno, porque a produção do nosso sistema orgânico libidinal, desenhado para organizar as relações humanas, é a matéria-prima do tecido social humano original. O Muttertum é assim como a urdidura da tela social, como lhe chamou na sua preciosa metáfora Martha Moia: um conjunto de fios, porque um fio sozinho não consegue fazer a urdidura.

Recuperar a mãe verdadeira pressupõe então recuperar o coletivo de mulheres e a sua função coletiva dentro dum determinado grupo social. A recuperação da mãe não é uma recuperação individual (embora tenha uma dimensão individual e corporal), mas a recuperação do feminino coletivo, de todas nós.
Segundo Malinowski, as mulheres trobriandesas dum clã (in, The Sexual Life of Savages in the Western Melanesia) tinham um nome coletivo, “tábula”, a “tábula” é que se ocupava do parto das mulheres do clã.

Em castelhano há uma aceção do nome "mãe" que é um vestígio dessa mãe ancestral, que se encontra na expressão "salirse de madre", "sair da mãe", que seria sair do Muttertum, que nos faz amadurecer e nos torna consistentes.
Há também uma aceção em que a palavra significa "fonte originária de algo" ("a mãe do vinagre", por exemplo), ou como a raiz de algo, quando dizemos que encontrámos a "mãe do cordeiro".
Se um rio sai da "madre", tudo se inunda e é o desastre.
Pois assim anda a humanidade, "fora da mãe", em permanente estado de esquizofrenia e cada vez com mais ataques de violência..."

Cacilda Rodrigañez Bustos

.................o infinito se exprime ou não?


"Em nossas relações com os outros,
 é também decisivo saber se o infinito se exprime ou não.” 
Carl G. Jung
in, "Memórias, Sonhos e Reflexões"



É preciso que se diga com clareza: há relações que não valem a nossa atenção.
...Há pessoas que também não valem a pena, o que não quer dizer que não as respeitemos.
Mas nós insistimos, às vezes para além do suportável.
Como podemos saber se esta pessoa ou situação, merece que atravessemos os nossos limites ou o inferno, se tiver de ser?
Qual o critério?

Jung (psicanalista) diz que deveria ser este:
Esta relação exprime o infinito, ou não? 
Isto é, crescemos ou não, na relação.

Se nos deparamos com alguma dificuldade em compreendermos o significado do infinito, talvez se torne compreensível se dissermos que a sua ausência, é o sentimento de que “sou apenas isto” ou, esta relação “é apenas isto”.
Sabe a pouco.

Mas até este despertar, pouco queremos saber do sentido dos dias vividos um a um.
Andamos.
O horizonte está próximo e é um manto espesso.
Mas em muitos de nós, vai crescendo de maneira inusitada um desassossego.
Um desejo de seiva.

Surge então o primeiro momento em que acreditamos que é mais fácil separar as coisas que são fundamentais das futilidades que nos consomem, e das pessoas que não têm nada para nos dar.
O ilimitado torna-se essencial.
O que nos coloca perto do mais íntimo de nós, e do mais natural em nós.

Cristina Simões
in, Incalculável Imperfeição

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

.......................como curar o mundo



Hoje Plutão retoma mais uma vez o seu movimento directo.

Tudo está a mudar, e mesmo quando é imperceptível,
Tudo está em mudança: irreversível e dramática, no sentido grego do drama.

O Plutão tem estado a segurar o Urano por um tornozelo,
Mas agora vão-se mexer novamente e o jogo de forças terá de encontrar um novo equilíbrio.

A Casa Astrológica onde encontres o grau 11 de Capricórnio, que é o grau actual de Plutão, está a ser o palco provável de uma tremenda, profunda e longa reestruturação na história das nossas vidas.

Eu tenho o Grau 11 de Capricórnio na Casa 9
E tenho o planeta Sol no Grau 12, e Mercúrio no Grau 9, ambos na Casa 9.
Casa 9, é a casa da FILOSOFIA, RELIGIÃO, VIAGENS LONGAS, LEI, EDUCAÇÃO SUPERIOR.
Ou seja, procura de identidade através da transcendência e da fé, nível superior de conhecimento, procura de sabedoria, compreensão do sentido da vida, pensamento abstracto, viagens.

Enquanto "aí"/lá/"aqui" estivermos mergulhados, não temos como compreendê-lo, mas é um capítulo totalmente novo na nossa existência, individual e colectiva, que está a ser reescrito.
Perdão, escrito pela primeira vez.
E mais à frente, quando estivermos no capítulo seguinte, olharemos para trás e compreenderemos:
Foi este o tempo em que tudo mudou...

... e se te perguntasses como podes aproveitar conscientemente a (tua) energia, expandindo a tua consciência e transformando (curando?) o mundo a partir da tua própria consciência, e se mo perguntasses a mim também, e se ainda escolhesses – em cima disto – estar receptivo a uma resposta possível,
eu oferecer-te-ia a minha resposta.
Resposta e método.
E dir-te-ia para fazeres assim:

Vais na rua.
Vais na rua, e à tua volta, está tudo cheio de negatividade.
Vais na rua, e à tua volta existe dor, sofrimento, raiva, vergonha, dúvida, ansiedade, todas estas coisas que eu não sei se tu atendes quando sais de casa.

E se em vez de saíres à rua envolvido, tu também, com o teu próprio drama pessoal (“tenho que comer”, “tenho que trabalhar”, “tenho que ganhar dinheiro”, “e se não tiver dinheiro para a renda?”, “e se me assaltam?”, “preciso de engatar alguém, estou farto de estar sozinho”, "espero lá chegar primeiro", etc. etc.)
Vais na rua, e à tua volta – se fores capaz de tirar os olhos do teu próprio umbigo e olhares à tua volta,

Em vez de te focares naquilo que passa à tua volta e que te faz sentir mal, triste, com pena, com instinto de mártir, com instinto de vítima, com instinto de salvador(a), ou qualquer outro fascínio emocional – cada um tem os seus próprios –
À tua volta, o que existe – infelizmente – por enquanto – é dor. É medo, é raiva, é ressentimento, é ansiedade, é vergonha, é incerteza, é dúvida...

No fundo, à tua volta, o que existe é o resultado de uma emanação colectiva que resulta do conjunto das escolhas individuais daqueles que escolheram ainda não acordar para a Vida.

E tu reconheces e respeitas a escolha individual.

Porque esse é o primeiro acto de Amor que tu podes fazer quando sais de casa: é reconhecer a Escolha, o Poder, o direito de cada Um a viver mergulhado na sopa que cozinhou para si próprio.

Esse é o primeiro acto de Amor quando sais de casa – assumindo que existe diferença entre a rua e a tua casa. Porque senão, nem sequer precisas de sair de casa. Olhas em volta, e a mesma coisa que vês lá fora, também podes lá ver dentro.

Mas dizemos que tu sais à rua.

E que sais, também, do teu drama pessoal, e abres os olhos – todos os três: o esquerdo, o direito, e o da fronte.

É a tua escolha – e é o teu reconhecimento, é o teu respeito pelos teus próprios limites.

Então tu sais de casa e não estás envolvida permanentemente com a tua própria ilusão de "eu" nem com o teu fascínio contigo própria.

Porque este fascínio com os teus próprios dramas serve apenas para teres uma noção de identidade – enquanto não Sabes que És.

Quando Sabes que És, escusas de continuar a inventar e a criar dramas que te devolvam um senso de identidade pessoal. Não precisas, para teres a sensação de estares viva, de grandes alegrias e grandes tristezas, não precisas de viver num carrossel.

Porque És e sabe-lo; e isso é o suficiente.

E à tua volta, reconheces muitas coisas que discriminas (não julgas; reconheces e discriminas) como medo, violência, desejo, cegueira, prepotência – o que lhe queiras chamar.

E que são, no fundo, as disfunções todas dos 12 Dons que os 12 Signos simbolizam:

Carneiro: Coragem, ou medo

Touro: Segurança, ou insegurança

Gémeos: Conhecimento, ou ignorância

Caranguejo: Viver dentro de Si Mesmo, ou ser um desalojado – ter uma Casa, ou ser um
orfão

Leão: ser Autêntico, ou impressionar os outros: Orgulho de Quem Sou, ou vergonha e um
falso self.

Virgem: diligência para se aperfeiçoar permanentemente, ou criticismo, exigência e insatisfação

Balança: Relação Vertical contigo própri@, ou dependência das relações exteriores

Escorpião: Poder que nasce do auto-controlo, ou manipulação do exterior

Sagitário: Reconhecimento da Verdade, ou dogmatismo – se reconheces a Verdade, não precisas apegar-te a nenhuma forma concreta de a apresentar

Capricórnio: Sucesso que nasce da Responsabilidade Pessoal, ou fracasso e impotência

Aquário: Audácia de ser Livre, ou a necessidade de ser diferente

Peixes: Redenção dos outros por Amor, ou complexo de vítima



Então tu olhas à tua volta, e vês a disfunção do Zodíaco em manifestação permanente.

Em manifestação permanente, porque o que é que existe à nossa volta?

Energia. A ser expressa de formas mais ou menos conscientes.


Porque cada Signo tem um fardo para carregar.

O fardo de Carneiro é ver a cobardia dos outros.

O fardo de Touro é ver a maneira como os outros complicam a vida.

O fardo de Gémeos é ver a rigidez mental dos outros.

O fardo de Caranguejo é ver a falta de Cuidado de Si-Mesmo nos outros.

O fardo de Leão é ver a falta de Autenticidade nos outros.

O fardo de Virgem é ver a falta de Humildade nos outros.

O fardo de Balança é ver o individualismo dos outros.

O fardo de Escorpião é ver a maneira como as pessoas se recusam em ir directas ao assunto e resolvê-lo de vez.

O fardo de Sagitário é ver a estreiteza de horizontes dentro dos quais os outros querem, ou acreditam que podem viver.

O fardo de Capricórnio é ver a irresponsabilidade com que os outros fazem a cama onde se deitam e depois se queixam.

O fardo de Aquário é ver a obediência às normas e às regras, quando não há nenhuma Luz nessas normas e regras, que é como quem diz, Liberdade.

E o fardo de Peixes é ver o bruto egoísmo, e o fechamento dos outros ao Universo.

Isto é o fardo de cada Signo - quando estamos conscientes do nosso Dom. 
Quando somos expressão consciente do Dom de cada uma das nossas energias.

E à medida que vais integrando e descobrindo o teu próprio Dom, vais poder reconhecer igualmente o fardo que tens.

E queres uma maneira prática de trabalhar com isto?
Pensa em que Planeta tens em cada um dos Signos.
E recorda o que esse Planeta simboliza, representa, significa.
Porque através do que esse Planeta significa, é através dessa dinâmica que vais aprender a descobrir e integrar o teu Dom – e a reconhecer o teu próprio fardo.


Por exemplo, o que é que Vénus simboliza?
Amor e segurança material?
Pois bem.
Se tens a Vénus em Carneiro, o teu fardo é reconhecer o medo que condiciona os outros na sua relação com o dinheiro, com o Amor, e nas relações.

Com Marte em Carneiro, o teu fardo será reconhecer a cobardia na maneira como as pessoas lutam (ou: não lutam) pelo que querem. E os riscos que não correm.

Com Júpiter em Carneiro, vais reconhecer a cobardia com que as pessoas lutam (ou não!) por aquilo em que acreditam. E a falta de fé em si próprias.

Quais são os Planetas que tens em cada Signo? 
O que é que esse Planeta representa? 
Através de que experiências (Planeta) vais integrar esse Dom?

No meu caso tenho:
SOL em Capricórnio
MERCÚRIO em Capricórnio
LILITH em Capricórnio
LUA em Touro
MARTE em Touro
VÉNUS em Aquário
JÚPITER em Aquário
SATURNO em Caranguejo
URANO  em Balança
PLUTÃO em Balança
NEPTUNO em Sagitário
CABEÇA DO DRAGÃO  em Sagitário
QUIRON  em Carneiro



E à medida que integras o teu Dom, à medida que te tornas consciente, sabes o que acontece?

Começas a reconhecer os jogos viciados à tua volta.

E depois, se tiveres um bocadinho de Amor no Coração, fazes-te disponível para ajudar a curar essas merdas.

Então,

Tu vais pela rua

E vais a ver a manifestação permanente das disfunções dos 12 Signos.

E às vezes – a expressão de um dos Dons – e ficas apaixonada.
Não é?

Que pessoa!
Que Coragem, que Autenticidade, que Poder, que Conhecimento, etc.
E Amas quando encontras uma destas pessoas.

E sabes o que encontraste? 
Um verdadeiro Ser Humano.

É um mundo que está entregue.
Entregue à Escolha de cada Um.

E sais de casa – a ver a dor à tua volta –

E à medida que vais caminhando, vais inspirando a dor dos outros e vais expirando Amor para eles.

Porque respirar não é só uma função biológica.

Respirar é fazer Amor com a Vida.

Então através da Respiração tu andas a curar o Mundo da sua inconsciência.

Inspiras-lhes as dores, e expiras bençãos sobre eles.

Aspiras as mágoas, e suavemente sopras sobre eles a Gratidão.

Absorves, pela inspiração, a zanga, a dor, o medo, e deixas que o teu Coração faça o trabalho mágico de transformar tudo isso naquilo que lhes devolves de seguida - paz, luz, amor, sorriso ou saciedade.

E vais assim, pela rua, respirando e curando - e isso é já Tanto que é quase tudo.



Uno Michaels




Física Quântica e Vida Após a Morte - Stuart Hameroff & SirRoger Penrose




Para Stuart Hameroff e SirRoger Penrose, a mecânica quântica explica conceitos como alma e experiências de quase-morte.

Eles consideram que a nossa consciência transcende a simples interacção neural, apoiada pela teoria neurológica tradicional.
Hameroff considera que consciência faz parte do próprio universo, desta forma, pode continuar a existir mesmo após a morte biológica.
A ideia foi proposta em 1996 e a teoria quântica vem sofrendo fortes confirmações da ciência experimental.
Os paradigmas parecem realmente estar a mudar.
É uma questão de tempo.

Físicos e astrofísicos tendem a concordar com a existência de mundos paralelos e sugerem a possibilidade de múltiplos universos.
Multiverso (multi-universo) é o conceito científico da teoria que eles defendem.
Eles acreditam que não existem leis físicas que proibiriam a existência de mundos paralelos.
Em determinado momento o universo se divide em inúmeros casos semelhantes e no momento seguinte, esses universos “recém-nascidos” dividem-se de forma semelhante.
O espaço consiste em muitas esferas de insuflar que dão origem a esferas semelhantes, e aqueles, por sua vez, produzem esferas em números ainda maiores e assim por diante até o infinito.(Flor da Vida)
No universo eles são separados.
Eles não estão cientes da existência do outro mas eles representam partes de um mesmo universo físico.
As anomalias do fundo do cosmos existem devido ao facto de que o nosso universo é influenciado por outros universos existentes nas proximidades, e que buracos e falhas são um resultado directo de ataques contra nós por universos vizinhos.

Assim, há abundância de lugares ou outros universos onde a nossa alma poderia migrar após a morte, de acordo com a teoria de neo biocentrismo.
Mas será que a alma existe?
Existe alguma teoria científica da consciência que poderia acomodar tal afirmação?
Segundo o Dr. Stuart Hameroff uma experiência de quase morte acontece quando a informação quântica que habita o sistema nervoso deixa o corpo e se dissipa no universo.

A consciência reside, de acordo com Stuart e o físico britânico Sir Roger Penrose, nos microtúbulos das células cerebrais que são os sítios primários de processamento quântico.
Após a morte esta informação é liberada de seu corpo, o que significa que a sua consciência vai com ele.
Eles argumentaram que a nossa experiência da consciência é o resultado de efeitos da gravidade quântica nesses microtúbulos, uma teoria que eles baptizaram Redução Objectiva Orquestrada.
Consciência ou pelo menos proto consciência é teorizada por eles para ser uma propriedade fundamental do universo, presente até mesmo no primeiro momento do universo durante o Big Bang.

“Em uma dessas experiências conscientes comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com actividade cerebral.”
Nossas almas estão de facto construídas a partir da própria estrutura do universo e pode ter existido desde o início dos tempos. Nossos cérebros são apenas receptores e amplificadores para a proto-consciência que é intrínseca ao tecido do espaço-tempo.

Então, há realmente uma parte de sua consciência que é não material e vai viver após a morte de seu corpo físico.

Dr. Hameroff disse ao Canal Science através do Documentário Wormhole:
“Vamos dizer que o coração pare de bater, o sangue pare de fluir e os microtúbulos percam seu estado quântico. A informação quântica dentro dos microtúbulos não é destruída, não pode ser destruída, ele só distribui e se dissipa com o universo como um todo.”

Robert Lanza acrescenta aqui que não só existem em um único universo, ela existe talvez, em outro universo.
Se o paciente é ressuscitado, esta informação quântica pode voltar para os microtúbulos e o paciente diz: “Eu tive uma experiência de quase morte”.
Ele acrescenta: “Se ele não reviveu e o paciente morre é possível que esta informação quântica possa existir fora do corpo talvez indefinidamente, como uma alma.”

Esta conta de consciência quântica explica coisas como experiências de quase morte, projecção astral, experiências fora do corpo e até mesmo a reencarnação sem a necessidade de recorrer a ideologia religiosa.
A energia de sua consciência potencialmente é reciclada de volta em um corpo diferente em algum momento e nesse meio tempo ela existe fora do corpo físico em algum outro nível de realidade e possivelmente, em outro universo.

Fonte: duniverso


Como sempre, artigos com chancela ‘científica’, tratando de assuntos como ‘alma’, ‘espírito’, ‘reencarnação’ e ‘Deus’, geram muita polêmica.

É evidente que mesmo a mecânica quântica não prova absolutamente nada a esse respeito, apesar de se aproximar muito mais do que a ciência mecanicista que ainda mantém o status de dona da verdade. Essa é uma luta inglória que alguns abnegados tentam vencer, como o próprio Amit Goswami que é um físico com doutorado em física quântica nascido na Índia e filho de um guru hinduísta, que tenta provar ‘cientificamente’ a existência de Deus.

Também me parece claro que tais tentativas sempre acabam frustradas em virtude de estarmos a tratar de dimensões com diferentes níveis de materialidade, além de diferentes conceitos culturais, dogmas e crenças religiosas, sem nos esquecermos das ‘crenças científicas’, pois ‘ciência’ na actualidade, também passou a ser uma ‘questão de fé’.

Os amantes e defensores da ‘ciência’, que costumam aceitar as declarações de alguns ‘luminares’ da ciência, como Stephen Hawking, sem questionar e ainda invocam o tal de ‘consenso científico’, são tão crentes, dogmáticos e ignorantes como qualquer crente religioso que ainda acredita no céu e no inferno.

Finalmente, acreditar em ‘alma’, ‘espírito’, ‘reencarnação’ e ‘Deus’, sempre vai ser uma questão de carácter pessoal que exige, estudo, experiência e vivência, mas jamais poderá ser comprovado via laboratório científico.

Biocentrismo de Lanza

Biocentrismo – Robert Lanza (2009)


Para grande parte dos cientistas a ideia de vida após a morte pode parecer algo absurdo, místico e extremamente improvável.

No entanto, uma parcela de cientistas, recentemente, procuram se apoiar em conceitos da física quântica, para demonstrar uma possível existência da vida após a morte biológica.
Na lista se encontra Robert Lanza, médico e fundador do Biocentrismo, que coloca a consciência como fundamental e criadora do universo – ao contrário da ideia clássica, onde o universo cria a vida, e em 2009, publica oficialmente o livro “Biocentrismo: como a vida e a consciência são a chave para compreendermos a verdadeira natureza do universo”.

A recepção negativa da comunidade científica com as suas ideias não foi consensual.
O médico Nobel, já falecido (2012), Edward Donnall Thomas, fez uma declaração positiva para a Revista Forbes, em 2007.
Outros cientistas, como o físico Lawrence Krauss, alegaram que a ideia filosoficamente falando pode ser “interessante”, mas pode não ser testável cientificamente.
Alguns, de forma mais negativa, como Dr. Vinod Wadhawan, acusaram Lanza de pseudocientista e de aproveitador, por fazer uma parceria com o médico Deepak Chopra, com o simples intuito de alavancar suas vendas.


A teoria do Biocentrismo se baseia em 7 princípios:

1. O espaço e o tempo não são realidades absolutas, portanto, a realidade “externa” seria um processo de percepção e de criação da consciência.

2. As nossas percepções externas e internas estão ligadas, de forma profunda, não podendo se divorciar uma da outra.

3. O comportamento das partículas subatômicas está ligado com a presença de um observador consciente. Sem esta presença, as partículas existem, no melhor dos casos, em um estado indeterminado de probabilidade de onda.

4.  Sem consciência a matéria permanece em um estado indeterminado de probabilidade. A consciência precede o universo.

5. A vida cria o universo, e não o contrário, como estabelecido pela ciência tradicional.

6. O tempo não tem real existência fora da percepção humana.

7. O espaço, assim como o tempo, não é um objeto. O espaço é uma forma de compreensão e não existe por conta própria.




É verdade que a física quântica revolucionou o nosso modo de compreender o universo e de pensar cientificamente.
O Biocentrismo é uma teoria que vem acompanhada de outras concepções, desenvolvidas por outros cientistas, como Stuart Hameroff, Roger Penrose e Amit Goswami, que, apesar de serem rejeitadas por boa parte do mainstream científico, representam algo que poderia ser impensável ou inadmissível por algumas pessoas: cientistas de renome que acreditam na vida após a morte.


Quanto a mim, eu acho que as ideias apresentadas por Robert Lanza não são absolutamente novidade.

Quem tem uma noção de esoterismo, tem algum conhecimento de hinduísmo, taoísmo e até budismo, já conhecem tais concepções.

O primeiro princípio hermético fala claramente que o TODO é MENTE; o Universo é Mental.
Até mesmo o católico que leu a Bíblia com atenção, e não se deixou influenciar pelas deturpações da igreja católica apostólica romana, também deve ter percebido que a morte física é apenas um detalhe.

É evidente que o mainstream científico, em sua maioria não aceita tais ideias, até porque nunca aceitaram o esoterismo, e julgam todas as religiões como um bando de idiotas que acreditam num ser mítico que chamam de Deus.

Quanto à ideia da morte física, é fácil verificar que no próprio mundo físico, não existe morte, mas apenas reciclagem.
O mundo físico se recicla e se transforma continuamente.
Os restos ‘mortais’ de todos os seres se decompõem e vão-se agregar e formar outros seres.

Só não entendo como essa comunidade científica tradicional é tão orgulhosa e apegada a conceitos antigos e ultrapassados.

Talvez o artigo que vou linkar a seguir, possa responder parcialmente a esta questão.

Vejam que, de acordo com a própria ciência,
70% do Universo é Energia Escura,
26% Matéria Escura, e apenas
4% é o que SUPOSTAMENTE se conhece.

Então o que se apresenta são apenas 5 perguntas simples para as quais esta ciência não tem respostas.
Vejam aqui:

http://hypescience.com/5-grandes-perguntas-para-as-quais-a-ciencia-ainda-nao-tem-uma-resposta/



Depois vejam como eles se complicam ainda mais aqui:

http://hypescience.com/materia-escura-ainda-mais-obscura-novo-estudo-confunde-cientistas/



Depois, vejam como eles ainda se complicam novamente, aqui:

http://hypescience.com/nao-ha-materia-escura-na-nossa-regiao-do-espaco/



E então?
Dá que pensar, não?

Admitir que existe ‘vida’ após a ‘morte’, é admitir por consequência que existe ‘morte’.
Se a ‘morte’ é apenas uma ilusão, ou melhor, um conceito que inventamos para justificar a transferência da ‘vida’ para outro plano, não se justifica chamar esse processo de ‘morte’.

Parece-me muito mais lógico dizer que existe ‘vida’ após a ‘vida’, ou que a vida é ininterrupta.
Mas como esse é um hábito arraigado temos que ter paciência.
Hábitos são coisas bem difíceis de se mudar.



Jung Archetypes



Carl Jung, the famous Swiss psychologist and philosopher, believed that we all channel unconscious archetypes that deeply effect our behavior.

The term "archetype" has its origins in ancient Greek.
The root words are archein, which means "original or old"; and typos, which means "pattern, model or type". The combined meaning is an "original pattern" of which all other similar persons, objects, or concepts are derived, copied, modeled, or emulated.

 The psychologist, Carl Gustav Jung, used the concept of archetype in his theory of the human psyche. He believed that universal, mythic characters—archetypes—reside within the collective unconscious of people the world over.

Archetypes represent fundamental human motifs of our experience as we evolved; consequentially, they evoke deep emotions.
 Although there are many different archetypes, Jung defined twelve primary types that symbolize basic human motivations. 
Each type has its own set of values, meanings and personality traits. 
Also, the twelve types are divided into three sets of four, namely Ego, Soul and Self. 

The types in each set share a common driving source, for example types within the Ego set are driven to fulfill ego-defined agendas.
Most, if not all, people have several archetypes at play in their personality construct; however, one archetype tends to dominate the personality in general.
It can be helpful to know which archetypes are at play in oneself and others, especially loved ones, friends and co-workers, in order to gain personal insight into behaviors and motivations.


We find these archetypes in myths, fairy tales, and even within ourselves!
Are you the explorer or the hero?
Maybe even the rebel?


The Ego Types

1. The Innocent
Motto: Free to be you and me
Core desire: to get to paradise
Goal: to be happy
Greatest fear: to be punished for doing something bad or wrong
Strategy: to do things right
Weakness: boring for all their naive innocence
Talent: faith and optimism
The Innocent is also known as: Utopian, traditionalist, naive, mystic, saint, romantic, dreamer.


2. The Orphan/Regular Guy or Gal
Motto: All men and women are created equal
Core Desire: connecting with others
Goal: to belong
Greatest fear: to be left out or to stand out from the crowd
Strategy: develop ordinary solid virtues, be down to earth, the common touch
Weakness: losing one's own self in an effort to blend in or for the sake of superficial relationships
Talent: realism, empathy, lack of pretense
The Regular Person is also known as: The good old boy, everyman, the person next door, the realist, the working stiff, the solid citizen, the good neighbor, the silent majority.


3. The Hero
Motto: Where there's a will, there's a way
Core desire: to prove one's worth through courageous acts
Goal: expert mastery in a way that improves the world
Greatest fear: weakness, vulnerability, being a "chicken"
Strategy: to be as strong and competent as possible
Weakness: arrogance, always needing another battle to fight
Talent: competence and courage
The Hero is also known as: The warrior, crusader, rescuer, superhero, the soldier, dragon slayer, the winner and the team player.


4. The Caregiver
Motto: Love your neighbour as yourself
Core desire: to protect and care for others
Goal: to help others
Greatest fear: selfishness and ingratitude
Strategy: doing things for others
Weakness: martyrdom and being exploited
Talent: compassion, generosity
The Caregiver is also known as: The saint, altruist, parent, helper, supporter.



The Soul Types


5. The Explorer
Motto: Don't fence me in
Core desire: the freedom to find out who you are through exploring the world
Goal: to experience a better, more authentic, more fulfilling life
Biggest fear: getting trapped, conformity, and inner emptiness
Strategy: journey, seeking out and experiencing new things, escape from boredom
Weakness: aimless wandering, becoming a misfit
Talent: autonomy, ambition, being true to one's soul
The explorer is also known as: The seeker, iconoclast, wanderer, individualist, pilgrim.


6. The Rebel
Motto: Rules are made to be broken
Core desire: revenge or revolution
Goal: to overturn what isn't working
Greatest fear: to be powerless or ineffectual
Strategy: disrupt, destroy, or shock
Weakness: crossing over to the dark side, crime
Talent: outrageousness, radical freedom
The Outlaw is also known as: The rebel, revolutionary, wild man, the misfit, or iconoclast.


7. The Lover
Motto: You're the only one
Core desire: intimacy and experience
Goal: being in a relationship with the people, work and surroundings they love
Greatest fear: being alone, a wallflower, unwanted, unloved
Strategy: to become more and more physically and emotionally attractive
Weakness: outward-directed desire to please others at risk of losing own identity
Talent: passion, gratitude, appreciation, and commitment
The Lover is also known as: The partner, friend, intimate, enthusiast, sensualist, spouse, team-builder.


8. The Creator
Motto: If you can imagine it, it can be done
Core desire: to create things of enduring value
Goal: to realize a vision
Greatest fear: mediocre vision or execution
Strategy: develop artistic control and skill
Task: to create culture, express own vision
Weakness: perfectionism, bad solutions
Talent: creativity and imagination
The Creator is also known as: The artist, inventor, innovator, musician, writer or dreamer.



The Self Types



9. The Jester
Motto: You only live once
Core desire: to live in the moment with full enjoyment
Goal: to have a great time and lighten up the world
Greatest fear: being bored or boring others
Strategy: play, make jokes, be funny
Weakness: frivolity, wasting time
Talent: joy
The Jester is also known as: The fool, trickster, joker, practical joker or comedian.


10. The Sage
Motto: The truth will set you free
Core desire: to find the truth.
Goal: to use intelligence and analysis to understand the world.
Biggest fear: being duped, misled—or ignorance.
Strategy: seeking out information and knowledge; self-reflection and understanding thought processes.
Weakness: can study details forever and never act.
Talent: wisdom, intelligence.
The Sage is also known as: The expert, scholar, detective, advisor, thinker, philosopher, academic, researcher, thinker, planner, professional, mentor, teacher, contemplative.


11. The Magician
Motto: I make things happen.
Core desire: understanding the fundamental laws of the universe
Goal: to make dreams come true
Greatest fear: unintended negative consequences
Strategy: develop a vision and live by it
Weakness: becoming manipulative
Talent: finding win-win solutions
The Magician is also known as:The visionary, catalyst, inventor, charismatic leader, shaman, healer, medicine man.


12. The Ruler
Motto: Power isn't everything, it's the only thing.
Core desire: control
Goal: create a prosperous, successful family or community
Strategy: exercise power
Greatest fear: chaos, being overthrown
Weakness: being authoritarian, unable to delegate
Talent: responsibility, leadership
The Ruler is also known as: The boss, leader, aristocrat, king, queen, politician, role model, manager or administrator.




The Four Cardinal Orientations




The Four Cardinal Orientations define four groups, with each group containing three types (as the wheel of archetypes shown above illustrates).

Each group is motivated by its respective orienting focus: 
Ego-fulfillment,
Freedom,
Socialness
Order

This is a variation on the three groups of Types previously mentioned; however, whereas all the types within the Ego, Soul & Self sets all share the same driving source, the types comprising the four orienting groups have different source drives but the same motivating orientation.

For example, the Caregiver is driven by the need to fulfill ego agendas through meeting the needs of others, which is a social orientation;
whereas, the Hero, which is also driven by the need to fulfill ego agendas, does so through courageous action that proves self-worth.

Understanding the groupings will aid in understanding the motivational and self-perceptual dynamics of each type.



Vamos fazer um teste...que vale o que vale, 
mas pode dar uma ajuda:

Which word most reminds you of your childhood?
Carefree
Challenging
Loving
Strict/Disciplined
Mischevious
Lonely


Choose a magazine:
Sports Ilustrated
National Geographic
Rolling Stone
The New Yorker
Foreign Policy
The Oprah Magazine
Cosmopolitan
Forbes


You would rather....
Know everything
Be able to influence world events
Be loved by everyone
Be respected by everyone
Other/None of this


Is the glass half full or half empty
Half full
Half empty
Wait, who drank the other half?


Which of the following scares you more?
Being stuck in one place for too long
Conformity
Failing
Rejection
Boredom
Loosing control


Whats your work personality?
The joker
The trouble maker
The creative
The problem solver
the control freak
The center of attention


Pick a motto
Rules are made to be brocken
The truth will set you free!
I came, Isaw, I conquered
Love your neighbour as yourself
You only live once!
If you will it, it is no dream
Power isn´t everything, it´s the only thing
Life is either a great adventure, or nothing!



E o meu resultado foi:

THE EXPLORER
You're the explorer!
According to Jung we can find this archetype in many myths and fairy tales.
You're a restless nomad, always full of wanderlust.
You see life as one big adventure and you're always planning your next move.
This archetype thirsts for new experiences and new people.
You're independent, adaptable, ambitious and true to yourself.
Your sense of adventure is your greatest strength, but you may risk wondering aimlessly and you may find it difficult to choose a direction.
Channel your adventurous spirit into something productive!

domingo, 21 de setembro de 2014

Guodian Bamboo Strips


One of the most exciting events of this century, for Taoist scholars and practitioners alike, has been the discovery of the Guodian Bamboo Strips.

The number of Guodian bamboo strips is about 800, together bearing approximately 10,000 Chinese characters. Some of the strips comprise the oldest existing version of Laozi's Daode Jing.
The remaining strips contain the writings of Confucian disciples.

Writing for the Harvard Gazette, Andrea Shen captures a bit of the excitement surrounding the discovery of the Guodian Bamboo Strips:

Near a river in Guodian, China, not far from a farmhouse made of earth and thatched with straw, Chinese archaeologists in 1993 discovered a tomb dating back to the fourth century B.C.

The tomb was just slightly larger than the coffin and stone sarcophagus within. Scattered on the floor were bamboo strips, wide as a pencil, and up to twice as long. On closer scrutiny, scholars realized they had found something remarkable.

"This is like the discovery of the Dead Sea Scrolls" ...

These texts radically alter scholars' understanding of not just the principles of, and relationship between, Taoism and Confucianism, two major streams of Chinese thought; they affect our understanding of Chinese philology, and reopen debate on the historical identities of Confucius and Laozi.

..............o desconhecimento de si




"Os conflitos, o ódio, a violência 
provêm de um desconhecimento de si, 
que gera dor e confusão. 
Não duvides do teu próprio esplendor interior.
Cada ser vivo é uma estrela"

Morya

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

....................falsos deuses



"O sinal dos tempos é sempre um aumento de violência contra os mais fracos, as crianças e as mulheres. E de facto a violência contra as crianças e as mulheres está em crescimento em todas as partes do mundo. Só nos EUA são violadas, todos os dias, quase 1900 mulheres e crianças. Uma em cada oito americanas torna-se vítima de violação. É esta a extensão do desprezo pelo amor e a maternidade.
Reconhecermos esta violência como desprezo pelo amor é um primeiro passo para delimitarmos o desprezo. Esta luta tem de ser conduzida a partir de uma posição moral, pelo reconhecimento do sofrimento e não apenas pela punição. A punição como fim em si não passa, por seu lado, de uma expressão de violência.

(...)

A necessidade de apenas punirmos a violência, mas não a vermos na dimensão da sua inserção na globalidade da nossa existência social, é por seu lado expressão da identificação com o agressor. Nesse caso, procuramos apenas uma vítima, e não o malfeitor propriamente dito, o qual só pode ser reconhecido no círculo vicioso da obediência e do ódio a que este conduz. No fim temos de ver o que fazemos uns aos outros. Só aí é que se abrirão os nossos corações. Não são as ideologias políticas que nos farão sair deste impasse, mas a tentativa de sermos, sempre de novo, sinceros connosco próprios."

IN, FALSOS DEUSES 
ARNO GRUEN


Hoje sonhei contigo...



Hoje sonhei contigo...
Fui-te levar ao aeroporto de Lisboa.
Tens os cabelos grandes e escuros, és um pouco mais alto do que eu, ou pouco mais louco do que eu, és um foguete...muito activo...
Vives para os lados de Lisboa...e és um pouco mais novo do que eu.

É claro que não gostaria de conhecer um príncipe encantado, daqueles que aparecem nos filmes.
Não tanto por serem príncipes, e muito menos por serem encantados...
E a parte de ter sempre um final feliz...como se houvesse um final...

Não preciso que tenhas sempre uma palavra de carinho, ou uma declaração de amor na ponta da língua.
Não exijo cortesias a toda a hora, nem que sejas sempre delicado.
Também não quero receber elogios constantemente, porque perdem o valor.
Prefiro um "estás tão engraçada" quando acordo com o cabelo completamente despenteado, ou algo tão simples como "és linda" quando menos espero.

Não peço palavras bonitas quando não as sentes, nem textos apaixonados quando não estás para lá virado... apenas quero as palavras certas, nos momentos certos... ditos pela pessoa certa.
Sempre intenso e sentido!

Peço apenas a sinceridade e a pureza de um olhar.
Peço a verdade de um sorriso, e o ecoar de uma gargalhada, daquelas que fazem doer a barriga.
Peço apenas que o cavalo branco seja substituído pelas milhares de qualidades que um defeito pode ter.

Que tenhas muitos defeitos, tal como eu.
Que sejas repleto de defeitos, porque certamente os amarei da melhor forma.
De carícia em carícia, o amor nos levará para além dos nossos defeitos.

Acima de tudo quero que me complementes, e eu a ti, sem dependências, sem possessões, sem inseguranças e sem desconfianças, com muita cumplicidade, respeito, confiança, muita loucura, muita aventura, muito amor e muito sexo do bom, tudo com muita intensidade, verdade e lealdade, porque sei que é o mais importante.

Cuida de mim, que eu cuido de ti!
Que eu seja uma melhor pessoa ao teu lado.
Que tu sejas uma melhor pessoa ao meu lado.

E o resto?
Bem, o resto é apenas isso: resto.

Metafísico Inimigo



"Se alguma coisa há que esta vida tem para nós, e, salvo a mesma vida, tenhamos que agradecer aos Deuses, é o dom de nos desconhecermos:
De nos desconhecermos a nós mesmos e de nos desconhecermos uns aos outros.
A alma humana é um abismo obscuro e viscoso, um poço que se não usa na superfície do mundo. Ninguém se amaria a si mesmo se deveras se conhecesse, e assim, não havendo a vaidade, que é o sangue da vida espiritual, morreríamos na alma de anemia.
Ninguém conhece o outro, e ainda bem que o não conhece, e, se o conhecesse, conheceria nele, ainda que mãe, mulher ou filho, o íntimo, metafísico inimigo."


Fernando Pessoa
in, "Livro do Desassossego"

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet




Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet 
(Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street)
2007

Direcção: Tim Burton

Johnny Depp : Sweeney Todd



O barbeiro Sweeney Todd (Johnny Depp) é preso injustamente por determinação do juiz Turpin (Alan Rickman).
Ao sair da cadeia, ele coloca em prática a sua vingança, reabrindo a barbearia e se tornando o Barbeiro Demoníaco de Fleet Street, porém seus clientes sempre desaparecem.
Mrs. Lovett (Helena Bonham Carter) é uma famosa cozinheira que se une ao barbeiro.
Na verdade, ela é uma serial killer que usa os restos mortais de suas vítimas para assar tortas que viram a sensação de Londres.
Com a nova parceria, os ingredientes são fornecidos por Sweeney Tood.

Propósito Evolutivo do Signo Ascendente Carneiro



"Imagino se terás reflectido muito, sequer um pouco, na natureza e na importância do planeta que é o "mestre" da tua consciência - o regente do signo do teu Sol, lembras-te?

Seria inteligente - digo eu - inteirares-te da "psicologia" desse planeta, da sua mitologia correspondente, do seu simbolismo, das suas histórias... na tua psique os arquétipos estão vivos, e os deuses do olimpo continuam movendo(-se) (n)o inconsciente colectivo -
- e assim, pelo menos, sempre ficas a saber quais deles patrocinam mais "intimamente", por assim dizer, a tua evolução, e passas a ter uma escolha - uma opção, e com ela mais responsabilidade e poder, que é a de se vais ou não honrar conscientemente essa força, esse espírito, esse daimond, - esse "planeta"

Não digo prestar culto,
mas fazeres da tua Vida um altar - e de preferência para todos e cada um destes deuses,
destes arquétipos que estão vivos dentro de ti e que sempre encontrarão uma maneira de se expressarem e manifestarem, colabores tu ou não conscientemente com a sua natureza e inevitabilidade;

Então investiga sobre esse planeta, pode ser que descubras coisas interessantes, enquanto eu venho aqui hoje perguntar-te outra coisa.

Hoje venho perguntar-te se já con_sideraste bem a importância do teu signo Ascendente
- - - mais à frente podemos começar a ligar peças, agora vamos focar-nos só nesta - - - -
considera o teu signo ascendente.
Cada ascendente tem uma tarefa evolutiva a que se dedicar - tens uma ideia clara da tua?

pronto. Não da tua. Da do teu signo ascendente

tens?"

Nuno Michaels




Cada signo Ascendente encerra em si o simbolismo de tarefas existenciais, espirituais, e evolutivas que precisam ser cumpridas - sob pena de nunca "agarrarmos" a nossa própria encarnação.

As próprias experiências de vida podem fazer-nos sofrer até que consigamos desenvolver o que o nosso Ascendente nos pede, como se fosse uma espécie de "templo" que precisa ser construído "cá em baixo" para que o Grande Espírito de cada Um de Nós, conforme representado energéticamente no Mapa Astrológico, possa verdadeira e completamente encarnar, isto é, apropriar-se da Encarnação-Presente.

Aqui ficam alguns pensamentos sobre o que representam, em termos evolutivos, as principais tarefas do Signo Carneiro do Zodíaco, MEU ASCENDENTE, quando é encontrado no Ascendente do Mapa Natal, como é o meu caso.



Ascendente Carneiro - propósito evolutivo

Aqui, o propósito essencial é a criação e a abertura a novas experiências que ajudem a desenvolver um senso de identidade, coragem, e capacidade de fazer, por si mesmo, frente aos desafios da existência.

Os grandes dons a desenvolver são a auto-confiança, a liderança, a capacidade de iniciativa, e aprender a integrar os próprios impulsos egoístas numa grelha maior, ou seja, relacional e social.

O individualismo às vezes é grande e a personalidade muitas vezes projecta-se sem consideração (e tantas vezes sem sequer se aperceber) de quem está à frente, ou ao lado.

O seu signo oposto e complementar, Balança, mostra-lhe a necessidade de cultivar maneiras mais polidas, levar os outros em consideração, pensar nas consequências possíveis das suas acções, e desenvolver um pouco de diplomacia.

Palavras-chave: aventura, coragem, novos inícios, impulsividade, energia, auto-afirmação, egocentrismo, dinamismo, impaciência, foco em si mesmo, inocência, espontaneidade e autenticidade, auto-descoberta, competição, liderança, capacidade de correr riscos.
O início de um novo ciclo de manifestação.


Com Ascendente Carneiro, não só as questões e assuntos regidos e relacionados com Carneiro se tornam particularmente importantes, como Marte - o seu planeta regente - ganha destaque e importância adicional no horóscopo.


Ascendente e Signo Solar



No teatro grego, a máscara que o actor usava para desempenhar o seu papel numa tragédia ou numa comédia era chamada persona.
A persona não era o actor, mas a máscara que ele usava para interagir com os outros actores de acordo com o carácter essencial da peça a representar.

Em certo sentido, o Ascendente é a nossa persona, ou seja, a máscara que usamos para interagir com o mundo exterior e com os outros, uma espécie de “segunda pele” que funciona não só como uma capa exterior que é percepcionada pelos outros, mas também como uma película psíquica que filtra a nossa própria percepção do mundo.

Uma imagem vale por mil palavras, e esta imagem é suficientemente clara: 
imagine um guerreiro no tempo das Cruzadas.

O Ascendente é a armadura que o guerreiro veste para travar a batalha, o equipamento que ele usa para cumprir o seu propósito.

O propósito da batalha é simbolizado essencialmente pelo Sol no Mapa Astrológico, porque o Sol representa o processo de conquista progressiva de consciência ao longo da vida de modo a nos tornarmos quem nascemos para ser, para nos conhecermos e cumprirmos; mas o Ascendente qualifica o tipo de armadura e as suas características, logo, tem muito a informar sobre o estilo do combate e a forma como esse combate é travado.

O Ascendente fala, portanto, dos principais desafios da batalha que é travada para conquistar os dons da consciência, representados pelo Signo do Sol.
O Sol é o grande propósito da batalha (isto é, da Vida); 
o Ascendente é a armadura utilizada para a travar.

De certa maneira, também podemos dizer que o Ascendente representa aquelas qualidades que ao longo da vida vamos aprendendo a manejar de forma mais hábil e consciente para nos ajudarem a cumprir o nosso propósito na Terra.

É como se representasse o conjunto de qualidades, ou tarefas existenciais, de que cada um tem de se apropriar, como quem aprende a utilizar eficazmente uma armadura, para lidar com os embates da vida.

Dito de outra forma, é como se o Ascendente simbolizasse um dos principais “temas” da vida:
o que é que cada um tem de aprender a fazer, e a ser, para “agarrar” a sua vida e a sua encarnação; quais serão os principais desafios colocados pela vida até desenvolvermos as qualidades que nos permitirão “abrir” o potencial do Signo Solar e poder expressá-lo criativamente na vida.

E isso convida a reflectir, mais do que sobre as “características” dos Signos, quais as tarefas, os temas, ou os Propósitos mais importantes de cada Signo Ascendente.


Nuno Michaels

Ascendente: significados e implicações psicológicas



O Ascendente representa a qualidade energética específica do instante em que nascemos, a “aura” desse momento único.

É a essência desse momento que não se repetirá, a qualidade energética específica que nos deu as boas-vindas ao chegarmos à existência.


É como se representasse a qualidade como cada um chega à vida, ou a energia que estava disponível para nos receber, qualificar, ou abençoar.

E porque a Astrologia é uma linguagem simbólica e um símbolo pode ser interpretado em muitos sentidos e níveis diferentes, o Ascendente representa várias coisas em simultâneo.

Em termos físicos, e porque é calculado para o momento em que o corpo entra em contacto directo com o ambiente de uma forma individualizada, já não mediada pela nossa mãe nem protegida pelo seu ventre, o Ascendente representa o corpo físico e a nossa aparência, o “veículo” que utilizaremos ao longo da vida para nos expressarmos e relacionarmos com o mundo.

Ao longo da vida, representa a imagem que projectamos sobre os outros, o nosso contacto espontâneo com o ambiente imediato, a imagem com que num primeiro contacto os outros ficam de nós, antes de nos conhecerem mais profundamente.

O Ascendente é uma espécie de “máscara” e o primeiro nível de manifestação dessa máscara é o próprio corpo físico.

Assim, por exemplo, um Ascendente Capricórnio pode corresponder a um corpo que sugere estrutura e onde não há excessos, apenas o essencial (por exemplo, ossos salientes ou um corpo seco, sem gordura), um rosto angular com o maxilar inferior destacado, lábios finos, nariz saliente, sugerindo actividade, decisão, prontidão para encarregar-se de tarefas ou cheirar oportunidades, capacidade de planeamento, ou calculismo;

um Ascendente Caranguejo pode corresponder a um corpo mais flácido com tendência a reter líquidos (assim como emoções e memórias) e a proteger-se do ambiente (às vezes através da gordura), assim como um rosto arredondado e suave que sugere receptividade e feminilidade;

um Ascendente Peixes pode corresponder a uma estrutura física frágil, olhar sonhador, mãos e pés delicados, dando a impressão de que desliza numa nuvem em vez de andar com os pés na terra.

Em termos psicológicos, o Ascendente representa uma espécie de “marca psíquica” indelével, ligada às circunstâncias em que nascemos ou as circunstâncias do ambiente que nos acolheu, e que qualifica muitas vezes a forma como “nascemos” para as novas experiências de vida, como começamos as coisas, como nos projectamos espontaneamente no ambiente em redor, a facilidade relativa em afirmarmo-nos e impormo-nos ao ambiente imediato.

Assim, um Ascendente Carneiro atira-se às coisas mais facilmente do que um Ascendente Touro, que é mais lento e paciente; um Ascendente Virgem tende a analisar cuidadosamente o ambiente antes de interagir com ele, um Ascendente Leão sentirá maior necessidade de ter impacto sobre o exterior, um Ascendente Caranguejo terá maior necessidade de se proteger ou procurar referências familiares para se sentir mais seguro, etc.


Implicações Psicológicas

O Ascendente pode falar também das próprias circunstâncias do nascimento físico que se manifestam, ao longo da vida, como um “filtro” através do qual interpretamos os acontecimentos e os outros. Sabemos, dos estudos da Psicologia Pré-natal, que as circunstâncias que envolvem e antecipam o nascimento físico ficam indelevelmente marcadas em nós e condicionam largamente a forma como nos sentimos acerca de nós próprios e como percepcionamos a própria vida.


Imaginemos dois tipos diferentes de nascimento para exemplificar o que foi dito.

No primeiro exemplo, temos um bebé que teve um nascimento relativamente fácil, rápido e até gratificante, recebido com grande alegria, pompa e circunstância. Toda a família está reunida, alegre, à espera do momento de lhe dar as boas-vindas, o obstetra está feliz com toda a operação, a mãe está a viver o momento mais feliz da sua vida e nem sofreu particularmente com o processo, o pai está ao lado dela a apoiá-la e dar-lhe força, presente desde o primeiro instante na vida do bebé e reforçando assim o amor e a união familiar.

O bebé é saudado e recebido com alegria, em toda a segurança, sente-se como uma coisa boa que acontece a pessoas felizes, e assim são as suas boas-vindas ao mundo.

No segundo exemplo, (o meu caso) temos um bebé que nasce por fórceps, porque ao fim de dois dias e duas noites em trabalho de parto a mãe já está esgotada, o obstetra teme pela vida dos dois e já está ele próprio desesperado, recorrendo às suas reservas de energia física e emocional para levar este parto a bom termo, a família vive este nascimento com grande ansiedade e preocupação.

A mãe eventualmente é anestesiada e deixa de poder colaborar tão activamente no nascimento do filho, o pai teme pela vida da esposa e não consegue evitar pensar que seria tão melhor nada daquilo estar a acontecer. Existe um ambiente de tensão, preocupação e urgência em redor do nascimento, e o nascimento, quando se cumpre, é finalmente saudado não tanto com alegria, mas com alívio – como um perigo que foi ultrapassado, uma experiência má que finalmente acabou, um drama que chegou finalmente ao seu termo.

O bebé sente tudo isto, e experiencia o seu nascimento como um problema, uma ameaça e uma imposição de chatices aos outros, e assim é a sua chegada a este mundo.

Que percepções irão ter estes dois bebés de si próprios, da sua existência, dos outros, e da própria vida?

O Ascendente, assim, fala das energias e das tensões ao redor do nosso próprio nascimento físico, e isso reflecte-se na auto-imagem que temos de nós próprios, na maneira como os outros nos vêm enquanto não nos conhecem mais profundamente, na maneira como abordamos a vida sempre que fazemos algo pela primeira vez: quando vamos a uma entrevista de emprego, quando chegamos a uma festa, quando nos apresentamos a alguém.

Às vezes, de tão identificados estamos com a nossa máscara, ou persona social, esquecemo-nos de que ela não corresponde necessariamente (e na maior parte das vezes não corresponde mesmo) àquela que é a nossa essência, que seria melhor representada pela totalidade do Mapa Astrológico, administrada pela consciência simbolizada pelo Signo Solar.


Nuno Michaels