quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Tentaremos passar



Os meus dedos costumam andar loucos
sobre a tua pele
ou folheando livros
ou segurando com impaciência
os auscultadores dos telefones.
Já alguma vez reparaste nos meus dedos?
Eles vieram do fundo de um rio de prata
como a Excalibur
e um dia hão-de lá voltar manchados de sangue,
talvez já rugosos e sem harmonia
incapazes
frios
tolerantes.
Por enquanto eles abrem brechas
derrubam árvores e cavam trincheiras
constroem cercas para o amor
alisam as penas do medo
e pagam adiantado o serviço do corpo que os mantêm vivos
capazes de acusar
de perdoar
de colocar um rastilho de dinamite na boca do silêncio
de violentar qualquer noite
escorando os túneis que vão dar à insatisfação e ao inferno.
Se os meus dedos segurarem os teus
o que é que de novo acontece?
Construiremos uma casa, uma cabana, um palácio?
Repetiremos o percurso até à exaustão?
Quero acreditar que desconheço o caminho
e que a sua erva terá aos nossos pés uma nova resposta.
É aliciante pensar que chegaremos onde
ainda hoje não poderemos pensar.
Não adianta encher as mãos.
Quando há que caminhar-se muito
não convém demasiado peso.
Já basta o coração.
Ele transportará a inquietação,
carregará todas as dúvidas,
e talvez tropece na sua própria angústia
ou fique preso na armadilha.
De qualquer modo, dá-me as tuas mãos.
Aqui tens as minhas.
Tentaremos passar. 

JOAQUIM PESSOA
in 125 POEMAS - ANTOLOGIA POÉTICA

EXPLICAÇÃO DA ETERNIDADE



devagar, o tempo transforma tudo em tempo. 
o ódio transforma-se em tempo, o amor 
transforma-se em tempo, a dor transforma-se 
em tempo. 

os assuntos que julgámos mais profundos, 
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis, 
transformam-se devagar em tempo. 

por si só, o tempo não é nada. 
a idade de nada é nada. 
a eternidade não existe. 
no entanto, a eternidade existe. 

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos. 
os instantes do teu sorriso eram eternos. 
os instantes do teu corpo de luz eram eternos. 

foste eterna até ao fim. 


JOSÉ LUÍS PEIXOTO 
in A CASA, A ESCURIDÃO



domingo, 24 de fevereiro de 2013

Difícil é amar quem não está se amando



"É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado.
É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.
Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja.
Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro.
Difícil é amar quem não está se amando.
Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente. Nessas horas é que se vê o verdadeiro amor, aquele que quer o bem acima de tudo.
Nessas horas é que se vê o verdadeiro amor, aquele que quer o bem acima de tudo. É esse o amor que dura para sempre, na verdade, esse é o único tipo que pode ser chamado de amor."

Ana Jácomo

Questione-se



"Muitas pessoas ficam tristes ao verem que os seus projectos, os seus desejos, não se realizam. Elas queriam, por exemplo, constituir família, tentaram tudo, mas em vão. Em vez de se atormentarem e de importunarem os outros, elas devem tentar compreender por que é assim. Por certo terão uma resposta. Talvez não tenham sido feitas para essa vida a que aspiram.
Portanto, a Inteligência Cósmica não só as poupou a provações, como as deixou livres para outras actividades.
Há que ver sempre o lado bom daquilo que a Providência nos reservou. Mas os humanos não se questionam; na sua opinião, teria sido melhor de outra forma. Por isso eles estão sempre infelizes, quer sejam casados e tenham filhos, quer não. Sim, a felicidade não depende desta ou daquela situação na vida, mas de uma compreensão correcta das coisas. A verdadeira felicidade está para além das circunstâncias. "

Omraam Mikhaël Aïvanhov

Assim eu vejo a vida



A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.

Cora Coralina

...........basta Ser



Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

Cora Coralina

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Lianne La Havas - Gone (Official Video)

Amor simples



Amo-te nas coisas mais simples, como simples deve ser o amor quando sentido mais do que dito.
Amo-te no teu estremunhar, ao acordar. 
Amo-te no teu nervosismo quando entras num avião. 
Amo-te na tua zanga comigo por coisas tolas. 
Amo-te quando, de propósito, te levo a zangares-te comigo por coisas tolas. 
Amo-te no teu choro em filmes lamechas. 
Amo-te no teu fechar de olhos para sentir o vento na cara. 
Amo-te no olhar deliciado quando vês o mar. 
Amo as tuas rugas, o teu calo no pé esquerdo. 
Amo-te, assim, simplesmente...

(na imagem, o pinga amores)
Texto e ilustração: Marco Taylor

"...A AGUARDO OS SONHOS, PONTUAIS COMO A NOITE"



Vieste como um barco carregado de vento, abrindo
feridas de espuma pelas ondas. Chegaste tão depressa
que nem pude aguardar-te ou prevenir-me; e só ficaste
o tempo de iludires a arquitectura fria do estaleiro

onde hoje me sentei a perguntar como foi que partiste,
se partiste,
que dentro de mim se acanham as certezas e
tu vais sempre ardendo, embora como um lume
de cera, lento e brando, que já não derrama calor.

Tenho os olhos azuis de tanto os ter lançado ao mar
o dia inteiro, como os pescadores fazem com as redes;
e não existe no mundo cegueira pior do que a minha:
o frio do horizonte começou ainda agora a oscilar,
exausto de me ver entre as mulheres que se passeiam
no cais como se transportassem no corpo o vaivém
dos barcos. Dizem-me os seus passos

que vale a pena esperar, porque as ondas acabam
sempre por quebrar-se junto das margens. Mas eu sei
que o meu mar está cercado de litorais, que é tarde
para quase tudo. Por isso, vou para casa

e aguardo os sonhos, pontuais como a noite.


MARIA DO ROSÁRIO PEDREIRA
in POESIA REUNIDA (Quetzal, 2012)

¿ERES UN ALMA VIEJA?



En términos generales, todos somos almas viejas, pero algunos de nosotros hemos estado aquí más tiempo que otros.

Así que, ¿cómo puedes saber si tienes un alma vieja? 

1- Entiendes muchas de las más profundas lecciones de la vida 
Para algunas personas, es difícil imaginar que el alma de un niño puede ser mucho mayor que el alma de sus padres. Para estas personas en particular, esta es una señal de que su alma pudiera ser más joven que la suya. Una vez que comprendas que el tiempo, el espacio, la energía y la materia son productos tridimensionales, la teoría del tiempo se vuelve irrelevante, por lo que la teoría de la edad de tu alma también se vuelve irrelevante.

2- Estás en contacto con tus habilidades naturales o tiene un gran interés en estas habilidades 
Algunas personas nacen con dones innatos, como la capacidad de sanación especiales o capacidades psíquicas. La verdad es que todos poseen estas habilidades, pero un alma más vieja está más en consonancia con la forma de acceder y aplicar estas habilidades en nombre de la humanidad. Si no tienes ninguna habilidad especial, pero un gran interés en ella, esto no es más que tu alma tratando de recordar estas habilidades que podrías haber tenido en una vida anterior.

3- Te vuelves consciente espiritualmente 
Todo el mundo es pura conciencia, pero muchas personas tienen dificultades para entender lo que esto significa. Tu alma es conciencia pura y amor. Tiene una comprensión única de cómo la matriz está siendo manipulada en este planeta y comprendes que todo lo que hacemos como humanidad contribuirá a facilitar el despertar de los demás.

4- Entiendes la importancia del perdón 
Algunas personas son almas viejas que todavía tienen mucho que aprender porque están atrapadas en el interior de la caja con sus ideologías, son tercos o no han aprendido la importancia del perdón. Al perdonarnos a nosotros mismos y a otros, podemos liberar el karma entre estas personas.

5- Eres capaz de trascender el ego 
Es casi imposible que alguien pueda trascender completamente el ego el 100% del tiempo, pero simplemente ser conscientes de nuestro ego y cómo éste juega en contra de la conciencia de unidad es una señal definitiva de un alma vieja.

6- Eres capaz de trascender el materialismo 
El dinero y el materialismo son producto de esta realidad tridimensional y es fácil sucumbir al materialismo. Un alma más vieja se da cuenta de que el dinero es inexistente en el otro lado y por lo general nos aleja de lo que realmente somos como seres espirituales. Aquellos que son almas viejas generalmente, utilizarán el dinero como una herramienta para ayudar a facilitar su progreso espiritual. También pueden usar su dinero para ayudar a otros que son menos afortunados.

7- Eres capaz de entender el concepto de que tu cuerpo es un estuche de tu alma 
Antes de que nacieras, no sólo escogiste a tus padres, también elegiste tus situaciones de vida y los desafíos que contribuirían a facilitar tu crecimiento espiritual mientras está expiando cualquier karma anterior.

8- El cuerpo que ocupas actualmente es simplemente un recipiente para el alma. 
Tienes una comprensión de lo que necesitas hacer para completar tu progreso espiritual. Sólo con llegar hasta aquí, estás más despierto que la mayoría de la gente en este planeta. Tienes una comprensión de las leyes universales y lo que queda por hacer en tu contrato del alma. Incluso si no estás seguro de esto, tu ser superior y guías espirituales continuarán llevándote en la dirección correcta.

9- Tienes un fuerte sentimiento de que el hogar no es la Tierra
a)¿Alguna vez miraste al azar el cielo y te quedaste viendo a una estrella desconocida sin ninguna razón en particular?

b) ¿Tiene una conexión especial con sistemas estelares específicos, como las Pléyades o el Cinturón de Orión?

c) ¿Las guerras y la corrupción te hacen sentir incómodo, como si no existieran en el lugar de donde originalmente viniste?

d) ¿Eres una de las almas que se ofrecieron de voluntarias para venir aquí a este punto específico en el tiempo para ayudar con la ascensión de la Tierra?

Si contestaste sí a alguna de estas preguntas, entonces es probable que la Tierra no sea tu planeta de origen.

10- Tiendes a ser una persona solitaria 
La persona solitaria a menudo es condescendiente, pero en realidad estas almas viejas están buscando otros fragmentos de sí mismos y con frecuencia se alejarán de las almas más jóvenes que necesitan más encarnaciones en un planeta tridimensional. Las almas más viejas buscarán a otras personas de igual mentalidad, porque hay una comodidad y familiaridad con este tipo de personas que van a ayudar a facilitar a los demás la progresión espiritual.

11- Tienes una naturaleza rebelde 
Ya sea que te rebeles contra la religión, las leyes o cualquier otra cosa, esto es una señal de que el alma conoce las leyes únicas verdaderas... las leyes del Universo.

12- Tienes un deseo ardiente de alcanzar la verdad y la sabiduría interior 
Muchas almas viejas pueden ver fácilmente las mentiras que nos han enseñado a través de la religión, la política y a través de nuestros centros educativos. Si bien se dan cuenta que todos somos uno con el universo, también quieren la verdad expuesta, para ayudar a otros en su proceso de despertar.

13- ¿Sientes una separación entre tú y el "mundo real"? 
Al trascender el ego y el materialismo, te encuentras viviendo un estilo de vida diferente. Si bien esta forma de vida es única a tu encarnación actual, parece haber también un conocimiento de la dirección a la que te diriges.

14- Eres curioso acerca de si eres un alma vieja o no
Muchas almas jóvenes no harían esta pregunta ni mucho menos se preocuparían por ello. Mientras que muchas almas viejas tampoco se preocupan, por diferentes razones, simplemente "saben" que son almas viejas, pero es bueno tener afirmaciones que coincidan con su progreso espiritual.

Muchos de los que han despertado probablemente se trasladarán a su próximo nivel de evolución espiritual. Es importante recordar que esta no es una carrera, porque al final, todos ganamos.

¡Disfruta cada milisegundo en esta encarnación porque esta puede ser la última vez que vas a experimentar una realidad tridimensional!



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Sia - Lullaby [HQ]




Send a wish upon a star
Do the work and you'll go far
Send a wish upon a star
Make a map and there you are

Send a hope upon a wave
A dying wish before the grave
Send a hope upon a wave
For all this souls you failed to save

And you stood tall
Now you will fall
Don't break the spell
Of a life spent trying to do well
And you stood tall
Now you will fall
Don't break the spell
Of a life spent trying to do well

Send a question in the wind
It's hard to know where to begin
So send the question in the wind
And give an answer to a friend

Place your past into a book
Put in everything you ever took
Place your past into a book
Burn the pages let them cook

~Lullaby by Sia from her album, Some People Have Real Problems~


Até respiro melhor...

Esta música faz-me lembrar a minha infância...
Das noites, a chorar no meu quarto, a olhar pela janela...
e a pedir um desejo às estrelas
e tudo ficava melhor

E como diz Carl Sagan, nós somos feitos de pó de estrelas
por isso, falar com as estrelas, é falar com nós próprios.
O Universo põe tudo no lugar...

Silenciosa escolha



silenciosa
percorres o trilho da tua vontade

fechas o sentir
em oclusão das vozes circundantes
que não falam a linguagem da tua alma

antes vagueiam em teu redor
sem nada dizer...

silenciosa
percorres o trilho do teu desejo

e encerras em ti os sonhos
que te alimentam momentos serenos
e definem onde queres estar...

silenciosa
abraças a vida
que escolhes sem reservas
e que nem todos entendem porquê...


João Carlos Esteves

Sia - Breathe Me

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Caminho Interior



"O nosso caminho é interior. Este é o caminho
mais difícil, a viagem mais dolorosa. 
Somos responsáveis por nosso próprio aprendizado.
Esta responsabilidade não pode ser colocada
nos ombros de outra pessoa, de algum guru.
Ele está dentro de nós.

Cada indivíduo deve procurar seu próprio rumo
em busca da paz e do equilíbrio, não se 
conformando em viver pela metade, nem aceitando
carregar o fardo de angústias, culpas e conflitos.

O crescimento de cada pessoa e sua busca de
felicidade seguem caminhos próprios, e o critério
para avaliar o acerto do rumo escolhido se baseia 
na satisfação interior. Não é possível uniformizar
os meios e as experiências usadas para o 
desenvolvimento de cada um, nem determinar o
ritmo e o tempo em que os processos se dão."


O Destino



"O destino flui de modo paralelo à nossa vontade e escolhas, 
intervindo e interagindo, corrigindo e trazendo-nos, 
gentilmente ou não, 
de volta ao nosso objectivo, 
como um cão pastor faz com suas ovelhas desgarradas, 
sempre retornando às escolhas que fizemos antes de nascer. 
Tudo isso contribui para o nosso progresso espiritual."


O Karma é a justiça suprema



"Às vezes uma alma escolhe uma vida especialmente difícil para acelerar seu crescimento espiritual, ou como um ato de amor, para ajudar, orientar e apoiar outras pessoas que estejam também enfrentando problemas graves em sua vida. Uma vida dura e difícil não é um castigo, mas uma oportunidade de desenvolvimento.

Trocamos de raça, religião, de sexo, de condição económica, porque precisamos receber lições de todas as situações. Experimentamos tudo. O Karma é a justiça suprema. Nada escapa nem é tratado superficialmente em nosso aprendizado."

....nascimento no estado físico



"Depois do nosso nascimento no estado físico, a fonte principal de aprendizagem são os relacionamentos. Através da alegria, da dor e da emoção dos relacionamentos, avançamos em nosso caminho espiritual, de maneira a aprendermos a respeito do amor sob todas as formas.

Relacionamentos são laboratórios vivos, um verdadeiro campo de testes para determinar como estamos nos saindo, se aprendemos profundamente nossas lições, aproximando-nos do plano que predeterminamos para a nossa vida.


Nos relacionamentos, nossos botões são acionados e nós reagimos. Já aprendemos a negociar, dialogar e perdoar, ou usamos a violência, o autoritarismo e a vingança?

Somos capazes de nos aproximar dos outros com compreensão, amor e compaixão, ou reagimos com medo, egoísmo e rejeição? Sem relacionamentos, nunca poderíamos saber essas coisas nem testar nosso progresso."


como se deve apreciar uma boa chávena de chá.



Thich Nhat Hanh, um monge budista vietnamita, ensina como se deve apreciar uma boa chávena de chá.

Para isso, você precisa concentrar-se no momento presente, ficar consciente e com a atenção voltada para o chá. Sentir o calor da chávena, apreciar o colorido da infusão, aspirar seu perfume, degustar lentamente cada gole.

Se você fica remoendo eventos passados, ou preocupando-se com os futuros, de repente vai se dar conta de que bebeu todo o chá sem nem perceber.

A vida é como uma chávena de chá.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

...abstinence



Sex as the ‘act of connecting with another being with your body, etc.’ ... so in this context ‘no sex’ would be no act at all…
Do I mean simply ‘not having sex’ (for no particular reason or choice)… or do I mean actually choosing to abstain from sex (for some specific reason) – as a form of asceticism?

It makes a difference you see…

‘No sex’ could mean not feeling a desire to connect, or it could mean not being able to connect, or it could mean not feeling separate in any way and therefore not feeling that ‘sex’ will help to bring any greater feeling of joy or oneness or pleasure… which is rare, but it can happen.

Sometimes ‘saints’ manifest this state of natural and spontaneous abstinence (and then unfortunately people may try to copy this behaviour forcibly, believing that it will make them more saintly or pure – which sometimes happens with priesthoods and disciples – and this can be the source of much suffering)...

Abstinence can be part of the Tantric path too, and can be used to help channel the 'life force'/'kundalini' up through the body, transforming our nervous system and our consciousness... Abstinence is however unnecessary when we learn to either direct the sexual energy, sublimate it, or fully integrate it as 'Divine'/'Source' energy without struggle...

But still one may feel that it is appropriate at times. I do not consider ‘left-hand’
Tantra (sexual alchemy with a partner) to be better or inferior to ‘right-hand’ Tantra (which involves only internal sublimation of the energy)…
Liberation, or Peace, is not a result of a specific system or discipline. It is expressed/‘realised’ through being ‘true to one’s nature’ – it cannot be gained by effort or discipline alone. This is why some spiritual traditions consider Grace to be at least as important as spiritual discipline.


Peter Littlejohn Cook

...............as a traveller with body on loan



Journeys when walked with ignorance as companion,
are adventurous but loyal to serving self.
under banner of love, and pretence of martyr
through ignorance we come together,
to confirm we are apart.

In response I reflect on this question
If this body does not contain "I"
in its limbs or hands or organs or feet,
then who am "I" to claim its mine
and who should i complain to when its dead!

In conclusion, as a traveller with body on loan
why wouldn't i loan it to others?
In joy, in pleasure, in communion and feast
and for all that cannot be tamed by the word love.

If this body was taken without request
could i serve compassionately then?
What distances can i walk, with the present as companion,
into darkness and into light?
Fear effortlessly follows in footsteps serving self
Love beckons forth the bravest! 
Both merge into a dance of experiences.

Let this journey be always for others
may this body be used with grace
may surrender be in every moment
and this prayer find its way back to source

Passion and Compassion



'Sex' is the act of connecting with another being with your body, and with as much of your subtler nature (mind, emotions, 'soul', etc.) as you are able to.

'Love' is the feeling of already being connected.

When you allow these to converge in you, you merge with the sublime play of existence - Life celebrating itself Blissfully - radiating unconditional love.

Love is only 'conditional' when there is some overt or unconscious agenda being enacted - i.e. when we are trying to establish or maintain a feeling of self-worth, self-respect, authority, superiority, specialness, control or security - all of which amounts to an attempt at feeling better about oneself and one's life. In 'conditional love', we 'love' (i.e. maintain a positive emotional connection with) the object of our ‘love’ as long as they provide us with what we want.

In ‘unconditional’ love there is no agenda because there is no neediness. There is no emotional emptiness to try to compensate for.

Maybe it's time we stop being so unclear about what 'love' is and stop using the word in the context of emotional neediness. Surely it doesn't make sense to use the word 'love' when we are actually referring to manipulation? … unless you really don't believe in love.
The word 'unconditional' ought to be considered redundant when speaking of love.

A quote from Terence McKenna comes to mind:
"We can evolve only as fast as we can transform our language".

But there is another manifestation of human desire and activity which we also refer to as love: the desire to help (or sometimes manipulate) others for their own good. This can happen in parental love, friendship, romantic relationships or in a dictator’s ‘love’ for his people. This, put very simply, occurs when there is a strong feeling of connectedness with others but at the same time another impulse is also asserting its influence – the self-preservation instinct. The self-preservation instinct can become extended to include others. This is when there is the feeling that someone else is as important to protect and care for as ourselves… BUT if we are afraid our ‘caring’ and ‘protecting’ becomes manipulative.

Love, I would suggest, is not an extension of the self-preservation instinct. It is an override of the self-preservation instinct because of an overwhelming feeling of inviolable security – which could also be called ‘faith’.

Love truly arises naturally out of Peace and fearlessness – which is real, non-dogmatic, simple faith (in Life itself).

Out of this feeling one can care for others as if they were ourselves but this does not come about from a desire to manipulate – there is no neediness and no attachment to the outcome. There is a capacity and a predisposition towards both compassion and equanimity. The kindness and ‘helpfulness’ that arises from this feeling tends to be gentle and ‘dispassionate’ (although it can also manifest more intensely as a great passion/ compassion). This is real, and spontaneous, ‘Karma Yoga’ – Love manifesting as human activity and ‘service’.

If I am expressing myself clearly, this is perhaps all easy enough to understand and is no great new revelation… The following may come as a bit more of a shock, or not - maybe depending on the solidity of your preconceptions.

‘Sex’ itself can be an act of compassionate service – an act of love. There is no reason why a prostitute should necessarily be considered to be doing work that is less worthy of respect than any other work. The same sublime, selfless, expansive love-feeling can arise in sexual activity carried out by a prostitute, just as it does in a ‘saint’. There are those who believe that this was Mary Magdalene’s role – initiator into the mysteries of sacred, loving sex – a priestess of the sexual Mystery schools – a kind of Tantric Yogini.

To me it is more important to just consider that this is actually possible rather than to argue about whether or not this is historically accurate. I am not trying to prove anything here about the past. I am just presenting an opportunity to contemplate an idea that may be liberating – or not (you may find it more comfortable to not question your present definitions of morality).

I offer these ideas, these words, with gratitude and openness – inviting the ‘energy of Understanding’ to be present for you.

The purpose here (if indeed there is actually is one) is to allow a profound questioning of our assumptions about the opposition between ‘spirit’ and ‘body’.
This is part of Tantric teaching and technique – the weaving of all the elements of existence into a wholesome, integrative experience of Self, undivided from the Source.


Wishing you Peace, and magnificent sex – whether it be with yourself, with a partner or with the Universe (Life) itself!

Peter Littlejohn Cook

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Kahlil Gibran on Love



When love beckons to you, follow him,
Though his ways are hard and steep.
And when his wings enfold you yield to him,
Though the sword hidden among his pinions may wound you.
And when he speaks to you believe in him,
Though his voice may shatter your dreams
as the north wind lays waste the garden.

For even as love crowns you so shall he crucify you. Even as he is for your growth so is he for your pruning.
Even as he ascends to your height and caresses your tenderest branches that quiver in the sun,
So shall he descend to your roots and shake them in their clinging to the earth.

Like sheaves of corn he gathers you unto himself.
He threshes you to make you naked.
He sifts you to free you from your husks.
He grinds you to whiteness.
He kneads you until you are pliant;
And then he assigns you to his sacred fire, that you may become sacred bread for God's sacred feast.

All these things shall love do unto you that you may know the secrets of your heart, and in that knowledge become a fragment of Life's heart.

But if in your fear you would seek only love's peace and love's pleasure,
Then it is better for you that you cover your nakedness and pass out of love's threshing-floor,
Into the seasonless world where you shall laugh, but not all of your laughter, and weep, but not all of your tears.
Love gives naught but itself and takes naught but from itself.
Love possesses not nor would it be possessed;
For love is sufficient unto love.

When you love you should not say, "God is in my heart," but rather, "I am in the heart of God."
And think not you can direct the course of love, for love, if it finds you worthy, directs your course.

Love has no other desire but to fulfill itself.
But if you love and must needs have desires, let these be your desires:
To melt and be like a running brook that sings its melody to the night.
To know the pain of too much tenderness.
To be wounded by your own understanding of love;
And to bleed willingly and joyfully.
To wake at dawn with a winged heart and give thanks for another day of loving;
To rest at the noon hour and meditate love's ecstasy;
To return home at eventide with gratitude;
And then to sleep with a prayer for the beloved in your heart and a song of praise upon your lips.



Tradução:

Então, Almitra disse:

‘Fala-nos do amor’

“Quando o amor vos acenar, segui-o, embora seus caminhos sejam árduos e íngremes.

E quando suas asas vos envolverem, entregai-vos; Embora a espada oculta em sua plumagem possa ferir-vos.

E quando ele voz falar, acreditai nele; Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento do norte devasta o jardim.

Pois ainda que o amor vos possa coroar, ele também vos pode crucificar. Ainda eu seja para vosso crescimento, também contribui para podar-vos.

Ainda que se eleve á vossa copa e acaricie vossos ramos mais tenros que tremulam ao sol, também desce até vossas raízes e as desprende da terra.

Qual feixe de milho, acolhe-vos em seu seio. Ele vos debulha a fim de expor vossa nudez. Ele vos destitui da palha com seu crivo. Ele vos tritura até atingirdes a brancura. Ele vos amassa até eu estejais prontos; E então vos submete ao seu fogo sagrado, para que vos transformeis no puríssimo pão do banquete divino.

Todas essas coisas o amor fará por vós a fim de que vos torneis sabedores dos segredos de vossos corações, e que, imbuídos desse saber, vos transformeis num fragmento do coração da Vida.

Mas se, por receio, desejais buscar somente a paz e o gozo do amor, É melhor cobrir vossa nudez, e abandonai a eira do amor, Para que possais entrar no mundo sem estações, onde podereis rir, mas não todo o vosso riso, e chorar, mas não todo o vosso pranto.

O amor dá de si apenas, e nada recebe senão de si próprio.

O amor não possui nem quer ser possuído;

Pois o amor ao amor se basta.

Quando amardes, não deveríeis dizer: ‘Deus está em meu coração’, mas sim: ‘eu estou no coração de Deus.’

E não pensai que seríeis capazes de determinar seu curso, pois o amor, se considerar-vos dignos, direcionar-vos-á.

O amor não tem outro desejo senão o de atingir sua plenitude.

Mas se amardes e necessitardes ter desejos, que sejam estes:

O de vos tornardes a corrente de um riacho a entoar seu canto para a noite;

O de conhecerdes a dor de tanta ternura;

O de serdes feridos por vossa própria compreensão do amor;

E sangrardes de bom grado e alegremente;

O de despertardes ao alvorecer com o coração alado e agradecerdes por mais um dia de amor;

O de repousardes ao meio-dia e meditardes sobre o êxtase do amor;

O de retornardes a casa ao anoitecer, plenos de gratidão;

E então adormecerdes com uma oração para o bem-amado em vossos corações e uma cantiga de louvor em vossos lábios.”

Khalil Gibran

Você tem um desafio?

                                                                                                         


Você tem um desafio?
Aceite-o, enfrente-o, aproveite-o para sua evolução!
Aceite sua situação difícil não como uma desgraça, ou como algo que vai destruí-lo, mas como condição para desenvolver suas potencialidades.
É com fogo e martelada que um pedaço de ferro bruto é transformado num objecto de beleza ou utilidade...
A falta de pernas faz nascer asas no verdadeiro homem...
a violência da poda torna a árvore ainda mais bonita e vitalizada...
a terra cujo lombo é rasgado pelas pás do arado ganha fertilidade...
Assim é com o ser humano, os desafios da desventura podem amadurecer a personalidade...
As lágrimas que derramamos na dor não são de lastimar, pois enriquecem os dias de experiência!!!
Quero que me apresentem alguém que se aperfeiçoou, se fortaleceu em obras, fez-se herói, santo ou sábio através do prazer e na ausência da dor.

José Hermógenes

Vem

                                                                                                   


"Você vai gostar de me conhecer. 
As nuvens me puxam pelo vestido e o vento me arrasta - antes contra minha vontade, agora com a minha permissão. 
Nunca tive os olhos tão claros, nem meu sorriso teve tanta loucura. 
A Lua cheia é como um beijo meu. 
Gosto de andar pelas ruas a quinze centímetros do chão, enquanto reparo no brilho das pessoas. Minhas antenas estão ligadas, consigo entender tudo sem precisar ler pensamentos. 
Deixarei você fazer o que quiser, ir embora quando quiser, não sem antes se sentir um pouco mais feliz. 
Encontrarei resposta para qualquer pergunta. 
Serei contundente e transparente, especial sem que nunca perceba. 
Porque de tanto sentir arrepios pela espinha, aprendi o caminho. 

Venha comigo, você não vai se arrepender!"

....é o nosso brilho que mais nos amedronta

                                                                                         


Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes.
Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta.
Nos perguntamos: "Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?" Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?...Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você.
E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo.

Nelson Mandela

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

"Sal con un chico que lee"

                                                                             


Sin embargo, mientras leía y releía cada párrafo, no podía evitar pensar en que tú, señorita, también amarías encontrar ese hombre ideal que en vez de perderse en la pantalla de su celular, se sumerge en el mar de palabras del libro que devora silenciosamente. Por eso es que te aconsejo sin duda alguna que busques salir con un chico que lee. Ese joven callado que acostumbra pasar inadvertido y al que siempre encuentras degustando las páginas amarillentas de un ejemplar desgastado. Ese hombre de rostro serio que ves en un café o en un centro comercial, acompañado de una buena novela y una bebida helada. Invítalo a salir, será toda una aventura que valdrá la pena.

Porque un chico que lee, también escucha. Atenderá tus quejas por la brevedad de una novela o la maldad de cierto personaje.Conocerá la magia de las palabras que pueda susurrarte mientras recorren bibliotecas y relatos misteriosos. Sabrá aplicar el arte del silencio y el apoyo mudo cada vez que llores el final de un nuevo libro. Ese chico que lee tomará tu mirada como inspiración para convertirse en escritor apasionado que ve en tus ojos la fuente de sus escritos. Un hombre que lee albergará en su ser un océano de historias para que solo tú te sumerjas en ellas.

Sí, esos chicos aún existen. Son como los libros empolvados que encuentras en un rincón de la librería. Lo ves y por alguna extraña razón capta tu atención. Sus rostros son la tapa de una historia que por momentos pasa inadvertida entre cientos de portadas comunes que pululan diariamente por ahí sin despertar tu curiosidad. Pero cuando te acercas y empiezas a leer sus gestos, a escuchar sus palabras, te atrapan como cuentos fascinantes que no puedes dejar de lado. Sí, los chicos que leen aún existen, y bien vale la pena que los invites a salir. Puedes ver a alguno por ahí, con aparente gesto frío y refinada indiferencia. Pero bajo esos aspectos se halla el calor hipnótico del hombre que busca una lectora para sus historias, una protagonista para su vida.

Sal con un chico que lee. Porque es la garantía de una biblioteca en su casa reservada sólo para ti. Porque con cada libro que se obsequien entre ambos, irán alimentando la librería que desearán tener en un pequeño apartamento lleno de fantasía en París, Roma, Londres o Madrid. Porque un chico que lee solamente discutirá contigo sobre los personajes de Orgullo y Prejuicio, los hechizos que conocen del mundo pottérico o las sorpresas reveladas por George R. R. Martin. Y cada noche sin falta consumarán un acto de amor literario en el que la cadencia de su voz y tu respiración entrecortada se unirán al ritmo armonioso de una lectura emocionante que ninguno querrá dejar para el otro día.

Toma el riesgo, lectora. Cuando veas a un chico que lee en el transporte o en el parque, acércate y pregúntale por la historia que tiene entre manos. Háblale de Wilde, Poe o Zafón. Y luego invítalo a salir. Yo recomendaría visitar una librería. Te lo garantizo: nada hace más feliz a un lector que ir a ver libros en compañía de una dama. Contemplar a una mujer observando y acariciando páginas es como el paraíso. Un mágico paraíso literario para el chico que lee.

Jef Volkjten

amor ou necessidade de segurança emocional?



... A maior parte das pessoas necessita de um determinado grau de segurança emocional. E sem isso, sem um parceiro ou companheiro que o proporcione, o amor morre, quer queiram, quer não.

Não, não é o amor que morre, mas sim a necessidade. Limitas-te a decidir que já não precisas daquela pessoa. De facto, não queres precisar dela, porque se tornou demasiado doloroso. Por isso tomas uma decisão: Já não preciso que me ames. Ama quem quiseres. Eu vou-me embora. E isso que acontece. Matas a necessidade e não o amor...............

O problema é que a maioria das pessoas confunde amor com necessidade. Julga que as duas palavras, e as duas experiências, são intercambiáveis. Mas é falso. O amor nada tem que ver com a necessidade.

Podes amar e precisar de alguém ao mesmo tempo, mas não podes amar uma pessoa porque precisas dela. Se amas por necessidade, nunca amaste verdadeiramente essa pessoa, mas apenas aquilo que ela te dá.

Só amarás verdadeiramente quando amares alguém por aquilo que é - quer te dê aquilo de que precisas, quer não. Só poderás amar verdadeiramente quando não precisares de nada.

Lembra-te: o amor não tem condições, limites nem necessidades. É dessa forma que Eu vos amo. Contudo, vocês não conseguem receber este tipo de amor, já que não conseguem expressá-lo.

Aí reside toda a tristeza do mundo....


Neale Donald Walsch

Fierce Grace

Estou a ver um filme, sobre Ram Dass, Fierce Grace, e estou completamente maravilhada!

                   




E esta, foi uma das parte que mais me tocou:

                 


Namaste _/\_

THE ROAD NOT TAKEN

                                                                                  



Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;

Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,

And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I marked the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I -
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.

ROBERT FROST 
in, MOUNTAIN INTERVAL

Amor E Sexo

                                                             



Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte...

Amor é pensamento
Teorema
Amor é novela
Sexo é cinema..

Sexo é imaginação
Fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia...

O amor nos torna
Patéticos
Sexo é uma selva
De epiléticos...

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Oh! Oh! Uh!

Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom
Amor é do bem...

Amor sem sexo
É amizade
Sexo sem amor
É vontade...

Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes
Amor depois...

Sexo vem dos outros
E vai embora
Amor vem de nós
E demora...

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Oh! Oh! Oh!

Amor é isso
Sexo é aquilo
E coisa e tal!
E tal e coisa!
Uh! Uh! Uh!
Ai o amor!
Hum! O sexo!

Rita Lee

O AMOR DEIXA MUITO A DESEJAR

                                                                                 

E como hoje é o dia do AMOR e da AMIZADE,
lembrei-me deste texto que tinha aqui guardado...
Adoro a música "Amor e Sexo" da Rita Lee e, no ano passado encontrei este texto do Arnaldo Jabor, que amei ler e partilho aqui hoje com vocês:

O AMOR DEIXA MUITO A DESEJAR

A Rita Lee fez uma música com a letra tirada de um artigo que escrevi, sobre amor e sexo.
A música é linda, estou emocionado, não mereço tão subida honra, quem sou eu, quase enxuguei uma furtiva lágrima com minha "gélida manina" por estar num disco, girando na vitrola sem parar com Rita, aquela hippie florida com consciência crítica, aquela hippie paródica, aquela mulher divinamente dividida, de noiva mutante ou de cartola e cabelo vermelho que, em 67, acabou com a caretice de Sampa e de suas lindas "minas" pálidas.

A música veio mesmo a calhar, pois ando com uma fome de arte, ando com saudade da beleza, ando com saudade de tudo, saudade de alguma delicadeza, paz, pois já não agüento mais ser apenas uma esponja absorvendo e comentando os bodes pretos que os políticos produzem no Brasil e o Bush lá fora. Ando meio desesperançado, mas essa canção de Rita trouxe de volta a minha mais antiga lembrança de amor. Isso mesmo: a canção me trouxe uma cena que, há mais de 50 anos, me volta sempre. Sempre achei que esse primeiro momento foi tão tênue, tão fugaz que não merecia narração. Mas, vou tentar.

Eu devia ter uns 6 anos, no máximo. Foi meu primeiro dia de aula no colégio, lá no Meier, onde minha mãe me levou, pela Rua 24 de Maio, coberta de folhas de mangueira que o vento derrubava. Fiquei sozinho, desamparado, sem pai nem mãe no colégio desconhecido. No pátio do recreio, crianças corriam. Uma bola de borracha voou em minha direção e bateu em meu peito. Olhei e vi uma menina morena, de tranças, com olhos negros, bem perto, me pedindo a bola e, nesse segundo, eu me apaixonei. Lembro-me de que seu queixo tinha um pequeno machucado, como um arranhão com mercúrio-cromo, lembro-me que ela tinha um nariz arrebitado, insolente e que, num lampejo, eu senti um tremor desconhecido, logo interrompido pelo jogo, pela bola que eu devolvi, pelos gritos e correria do recreio. Ela deve ter me olhado no fundo dos olhos por uns três segundos mas, até hoje, eu me lembro exatamente de sua expressão afogueada e vi que ela sentira também algum sinal no corpo, alguma informação do seu destino sexual de fêmea, alguma manifestação da matéria, alguma mensagem do DNA. Recordando minha impressão de menino, tenho certeza de que nossos olhos viram a mesma coisa, um no outro. Senti que eu fazia parte de um magnetismo da natureza que me envolvia, que envolvia a menina, que alguma coisa vibrava entre nós e senti que eu tinha um destino ligado àquele tipo de ser, gente que usava trança, que ria com dentes brancos e lábios vermelhos, que era diferente de mim e entendi vagamente que, sem aquela diferença, eu não me completaria. Ela voltou correndo para o jogo, vi suas pernas correndo e ela se virando com uma última olhada.

Misteriosamente, nunca mais a encontrei naquela escola. Lembro-me que me lembrei dela quando vi aquele filme Love Story, não pelo medíocre filme, mas pelo rosto de Ali McGraw, que era exatamente o rosto que vivia na minha memória. Recordo também, com estranheza, que meu sentimento infantil foi de "impossibilidade"; aquele rosto me pareceu maravilhoso e impossível de ser atingido inteiramente, foi um instante mágico ao mesmo tempo de descoberta e de perda. Escrevendo agora, percebo que aquela sensação de profundo "sentido" que tive aos 6 anos pode ter marcado minha maneira de ser e de amar pelos tempos que viriam. Senti a presença de algo belíssimo e inapreensível que, hoje, velho de guerra, arrisco dizer que talvez seja essa a marca do amor: ser impossível. Calma, pessoal, claro que o amor existe, nem eu sou um masoquista de livro, mas a marca do sublime, o momento em que o impossível parece possível, quando o impalpável fica compreensível, esse instante se repetiu no futuro por minha vida, levando-me para um trem-fantasma de alegrias e dores.

Amar é parecido com sofrer - Luís Melodia escreveu, não foi? Machado de Assis toca nisso na súbita consciência do amor entre Bentinho e Capitu:
"Todo eu era olhos e coração, um coração que desta vez ia sair, com certeza, pela boca."
Isso: felicidade e medo, a sensação de tocar por instantes um mistério sempre movente, como um fotograma que pára por um instante e logo se move na continuação do filme. Sempre senti isso em cada visão de mulheres que amei: um rosto se erguendo da areia da praia, uma mulher fingindo não me ver, mas vendo-me de costas num escritório do Rio... São momentos em que a "máquina da vida" parece se explicar, como se fosse uma lembrança do futuro, como se eu me lembrasse ali, do que iria viver.

Esses frêmitos de amor acontecem quando o "eu" cessa, por brevíssimos instantes, e deixamos o outro ser o que é em sua total solidão. Vemos um gesto frágil, um cabelo molhado, um rosto dormindo, e isso desperta em nós uma espécie de "compaixão" pelo nosso próprio desamparo, entrevisto no outro.

A cultura americana está criando um "desencantamento" insuportável na vida social. Vejam a arte tratada como algo desnecessário, sem lugar, vejam as mulheres nuas amontoadas na internet. Andamos com fome de beleza em tudo, na vida, na política, no sexo; por isso, o amor é uma ilusão sem a qual não podemos viver. Todas essas tênues considerações, essas lembranças de lembranças, essa tentativa de capturar lampejos tão antigos, com risco de ser piegas, tudo isso me veio à cabeça pela emoção de me ver subitamente numa música, parceiro de Rita Lee, "lovely Rita", a mais completa tradução de São Paulo, essa cidade cheia de famintos de amor.

Arnaldo Jabor



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Saga da Amazônia



Era uma vez na Amazônia, a mais bonita floresta
mata verde, céu azul, a mais imensa floresta
no fundo d’água as Iaras, caboclos, lendas e mágoas
e os rios puxando as águas

Papagaios, periquitos, cuidavam de suas cores
os peixes singrando os rios, curumins cheios de amores
sorria o jurupari, uirapuru, seu porvir
era: fauna, flora, frutos e flores

Toda mata tem caipora para a mata vigiar
veio caipora de fora para a mata definhar
e trouxe dragão-de-ferro, pra comer muita madeira
e trouxe em estilo gigante, pra acabar com a capoeira

Fizeram logo o projeto sem ninguém testemunhar
pra o dragão cortar madeira e toda mata derrubar:
se a floresta, meu amigo, tivesse pé pra andar
eu garanto, meu amigo, com o perigo não tinha ficado lá

O que se corta em segundos leva tempo pra vingar
e o fruto que dá no cacho pra gente se alimentar?
Depois tem o passarinho, tem o ninho, tem o ar
igarapé, rio abaixo, tem riacho e esse rio que é um mar

Mas o dragão continua a floresta devorar
e quem habita essa mata, pra onde vai se mudar?
Corre índio, seringueiro, preguiça, tamanduá,
tartaruga; pé-ligeiro, corre-corre tribo dos Kamaiurá

No lugar que havia mata, hoje há perseguição
grileiro mata posseiro só pra lhe roubar seu chão
castanheiro, seringueiro já viraram até peão
afora os que já morreram como ave-de-arribação
Zé de Nana tá de prova, naquele lugar tem cova
gente enterrada no chão

Pois mataram índio que matou grileiro que matou posseiro
disse um castanheiro para um seringueiro que um estrangeiro
roubou seu lugar

Foi então que um violeiro chegando na região
ficou tão penalizado e escreveu essa canção
e talvez, desesperado com tanta devastação
pegou a primeira estrada sem rumo, sem direção
com os olhos cheios d’água, sumiu levando essa mágoa
dentro do seu coração

Aqui termino essa história para gente de valor
pra gente que tem memória, muita crença muito amor
pra defender o que ainda resta, sem rodeio, sem aresta
era uma vez uma floresta na linha do Equador

Vital Farias

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Could be Jerusalem, or it could be Cairo
Could be Berlin, or it could be Prague
Could be Moscow, could be New York
Could be Llanelli, and it could be Warrington
Could be Warsaw, and it could be Moose Jaw
Could be Rome
Everybody got somewhere they call home

When they overrun the defences
A minor invasion put down to expenses
Will you go down to the airport lounge
Will you accept your second class status
A nation of waitresses and waiters
Will you mix their martinis
Will you stand still for it
Or will you take to the hills

It could be clay and it could be sand
Could be desert
Could be a tract of arable land
Could be a house, could be a corner shop
Could be a cabin by a bend in the river
Could be something your old man handed down
Could be something you built on your own
Everybody got something he calls home

When the cowboys and Arabs draw down
On each other at noon
In the cool dusty air of the city boardroom
Will you stand by a passive spectator
Of the market dictators
Will you discreetly withdraw
With your ear pressed to the boardroom door
Will you hear when the lion within you roars
Will you take to the hills

Will you stand, will you stand for it
Will you hear, ohhhh! ohhh! when the lion within you roars

Could be your father and it could be your mother
Could be your sister, could be your brother
Could be a foreigner, could be a Turk
Could be a cyclist out looking for work, Norman
Could be a king, could be the Aga Khan
Could be a Vietnam vet with no arms and no legs
Could be a saint, could be a sinner
Could be a loser or it could be a winner
Could be a banker, could be a baker
Could be a Laker, could be Kareem Abdul Jabar
Could be a male voice choir
Could be a lover, could be a fighter
Could be a super heavyweight, or it could be something lighter
Could be a cripple, could be a freak
Could be a wop, gook, geek
Could be a cop, could be a thief
Could be a family of ten living in one room on relief
Could be our leaders in their concrete tombs
With their tinned food and their silver spoons
Could be the pilot with God on his side
Could be the kid in the middle of the bomb sight
Could be a fanatic, could be a terrorist
Could be a dentist, could be a psychiatrist
Could be humble, could be proud
Could be a face in the crowd
Could be the soldier in the white cravat
Who turns the key in spite of the fact
That this is the end of the cat and mouse
Who dwelt in the house
Where the laughter rang and the tears were spilt
The house that Jack built
Where the laughter rang and the tears were spilt
The house that Jack built
Bang, bang, shoot, shoot
White gloved thumb, Lord thy will be done
He was always a good boy his mother said
He’ll do his duty when he’s grown, yeah
Everybody’s got someone they call home

Roger Waters