segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Ryokan



The days and months move on, 
and now as the year draws to a close
Heaven sends down a chastening frost
Across a thousand hills, trees stand bare
On myriad paths, scarcely a traveler
I burn dried leaves
The long night passes, 
broken now and then 
by the sounds of wind and rain
As I think back, everything gone by
Is just a picture in a dream

~ Ryokan ~

Novo ano, tempo de crise, tempo de ser feliz...



2013, um ano regido por Saturno!
Saturno, favorece muito projectos financeiros, ajuda na organização e na busca por elaborar estratégias para o sucesso no trabalho.
Mas não espere nada cair do céu!
Os signos nativos da Terra (Touro, Virgem e Capricórnio) estarão entre os maiores beneficiados...

Um novo ano está à porta e aproxima-se a grande velocidade, qual furacão a entrar em nossas casas.
E sim, a palavra furacão é uma alusão à incerteza e possíveis dificuldades ainda mais aflitivas que as que este ano vivemos.
A incerteza é uma certeza. 
Imaginamos o que nos espera, mas estaremos preparados para um ano ainda mais difícil? Porque as dificuldades que se avizinham serão ainda maiores e mais sentidas se não estivermos preparados para as receber e vivê-las de forma a não nos destruirmos e destruirmos o outro, os outros, os alguéns, os que não vemos e os que vivem ao nosso lado.

O começo de um novo ano faz-nos sondar a passagem do tempo na nossa vida.
O que acaba, o tempo ou a vida? 
O tempo é finito, mas a nossa vida pode suportar o tempo e caminhar para além dele.
O que está por vir não é algo predeterminado, mas constrói-se na marcha implacável do tempo. Dentro dele, livremente, vamos ao encontro da felicidade ou da desgraça.
Temos a nossa liberdade para decidir o caminho a escolher.

Uma liberdade lado a lado com a responsabilidade, porque o caminho mais fácil será culparmos todas as crises e todos os outros pelas dificuldades que advirão. 
Será nesta liberdade e respeito pelo semelhante que poderemos ter esperança que os problemas poderão ser minorados.

Esta responsabilidade é-nos dada por Dostoievsky: 
“Somos todos responsáveis por tudo e por todos e eu mais do que qualquer outro e antes de qualquer outro”. 

Desta maneira, cada um tem de responder sob a injunção do outro, independentemente daquilo que cada qual faça.
Ou seja, esta regra é a condição para cada um saber agir por si, sem esperar nada em troca. 
É saber agir em função da nossa consciência, do reduto último da nossa humanidade;
é agir em função do bem para além do Ser. 
Este é o verdadeiro humanismo: responder em função do apelo do outro sem almejar qualquer recompensa que não a execução do bem pelo bem.

Será o tempo em que teremos de praticar a ética nas nossas vidas em todas as frentes. O habitual é surgir o “eu” que se vai rodeando de diversos predicados, no entanto, a responsabilidade não é uma qualidade do “eu”, é o próprio “eu”.
Quem nos ensina isto são os mestres do saber e da filosofia, desde Levinas a Derrida, passando por Ricoeur.
E esta é a altura para nos socorrermos dos ensinamentos dos Mestres e dos que dedicaram a vida ao conhecimento, porque com eles estaremos mais preparados para enfrentar as adversidades e o desconhecido.
Sem nos recolhermos à nossa concha e apenas olharmos o nosso umbigo.
Porque, este sim é o verdadeiro perigo.
Ao contemplarmos apenas o nosso eu, desprezamos os outros e secamos as nossas vidas e tudo em volta.

Faço, pois, um desafio a todos vós, a todos nós.
Vamos enfrentar um ano difícil, sim.
Mas não esqueçamos os valores, não esqueçamos o outro, numa qualquer desculpa da crise e obstáculos que, sim, também, são, serão, muitos.
Vamos ter esperança em nós e nos outros, sem angústias e desalentos.

Vamos fazer como Orson Welles: 
"Mesmo quando não havia nenhuma esperança, 
sempre procurei dar o melhor de mim."

Bom Ano Novo.
E não resisto a citar também António Feio:
“Não se esqueçam de serem felizes!”

sábado, 29 de dezembro de 2012

Piscina com Crocodilos






"Um milionário promoveu uma festa numa das suas mansões, e num determinado momento, pediu que a música parasse, e olhando para a piscina onde criava crocodilos australianos, lança a seguinte pergunta:
– Quem saltar para a piscina, conseguir atravessá-la e sair vivo do outro lado ganhará todos os meus carros. Alguém quer tentar?
Espantados, os convidados permanecem em silêncio, e o milionário sobe a oferta:
– Quem saltar na piscina, conseguir atravessá-la e sair vivo do outro lado ganhará todos os meus carros e os meus aviões. Alguém quer tentar?
O silêncio impera e, mais uma vez, ele sobe ainda mais a oferta:
– Quem saltar para a piscina, conseguir atravessá-la e sair vivo do outro lado ganhará todos os meus carros, os meus aviões e as minhas mansões. Alguém vai tentar?
Nesse momento, alguém salta para a piscina.


A cena é impressionante. Luta intensa, o destemido se defende como pode, segura a boca crocodilos com pés e mãos, torce o rabo dos répteis. Impressionante! Muita violência e emoção. Parecia o filme do Crocodilo Dandy!
Após alguns minutos de terror e pânico, sai o corajoso homem, cheio de arranhões, hematomas e quase despido.
O milionário aproxima-se, deu os parabéns ao sujeito e pergunta:
– Onde quer que lhe entregue os carros?
– Obrigado, mas não quero os seus carros.
Surpreso, o milionário pergunta:
– E os aviões, onde quer que lhe entregue?
– Obrigado, mas não quero os seus aviões.
Estranhando a reacção do homem, o milionário pergunta:
-E as mansões?
– Eu tenho uma bela casa, não preciso das suas. Pode ficar com elas.Não quero nada que é seu.
Impressionado, o milionário pergunta:
– Mas se você não quer nada do que ofereci, o que quer então?
E o homem respondeu irritado:
– Encontrar O SACANA DO FILHO DA MÃE QUE ME EMPURROU PARA A PISCINA!"


Recebi por email esta história, e deixou-me aqui a pensar:
É impressionante esta história... fala daquilo que muitas vezes nos acontece na vida.
Por vezes não conseguimos acreditar que somos capazes de realizar determinada tarefa, ou atingir determinado objectivo, e ficamos parados sem sequer tentarmos, ou agarrados à nossa zona de conforto, ou simplesmente a adiar dar o primeiro passo.
Mas quando as circunstâncias da vida, ou algum “sacana”, nos empurra, somos forçados a conseguir realizar aquilo que pensávamos que era impossível!

A piscina pode significar o caminho que temos pela frente, chegar de uma margem à outra, pode ser uma desafio pessoal, um compromisso de trabalho, uma doença ou outro objectivo  que se nos depare. Perante isso começamos a pensar nas dificuldades e obstáculos, muitas vezes esses obstáculos são frutos das imagens que fazemos na nossa mente...

Quando criamos imagens demasiado limitadoras na nossa mente, talvez precisemos de um “sacana” nas nossas vidas, que nos “empurre”, para que sejamos capazes de realizar e atingir os nossos objectivos, fazendo-nos descobrir o potencial que temos no nosso interior!

Se não fosse assim, jamais o descobriríamos...



sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Permite...




"Permite que se exprese este momento tal como es. 
Eso es suficiente. 
Deja la Vida en Paz. 
Déjala ser" 

— Eckhart Tolle

Ego



"Ego is the problem, that's why you cannot know yourself.
The ego gives you certain false images of yourself, and if you carry those images for a long time, you become afraid.
The fear enters that if your image falls, then your identity will be broken.
You create a false face and then you become afraid; if this false face falls, who will you be ?
You will go mad in it.
And everybody thinks about himself in such lofty terms, in such false terms; nobody agrees with him, nobody approves, but then your ego thinks that everybody is wrong."

Osho

Abrir as Pernas da Alma



"Não te abro as pernas da Alma só porque me abriste as pernas do corpo. 
Sou demasiado estúpido para perceber que um menos um, dá zero e que neste momento tu me deste um prazer e queres que eu te retribua com outro. 

Nunca fui muito bom a matemática, dou-me melhor com as letras."

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Recomeçar



Não importa onde você parou,
em que momento da vida você cansou,
o que importa é que sempre é possível
e necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova
chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida
e o mais importante:
acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado.

Chorou muito?
Foi limpeza da alma.

Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia.

Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechaste a porta até para os outros.

Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora.

Pois é!
Agora é hora de iniciar,
de pensar na luz,
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal um novo emprego?
Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso,
ou aquele velho desejo de aprender a pintar,
desenhar,
dominar o computador,
ou qualquer outra coisa?

Olha quanto desafio.
Quanta coisa nova nesse mundão
de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho?
Besteira!
Tem tanta gente que você afastou
com o seu "período de isolamento",
tem tanta gente esperando apenas um
sorriso teu para "chegar" perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza nem
nós mesmos nos suportamos.
Ficamos horríveis.
O mau humor vai comendo nosso fígado,
até a boca ficar amarga.

Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar
novos desafios.

Onde você quer chegar?
Ir alto.
Sonhe alto,
queira o melhor do melhor,
queira coisas boas para a vida.
pensamentos assim trazem para nós
aquilo que desejamos.

Se pensarmos pequeno,
coisas pequenas teremos.

Já se desejarmos fortemente o melhor
e principalmente lutarmos pelo melhor,
o melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da Faxina Mental.

Joga fora tudo que te prende ao passado,
ao mundinho de coisas tristes,
fotos,
peças de roupa,
papel de bala,
ingressos de cinema,
bilhetes de viagens,
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora.
Mas, principalmente,
esvazie seu coração.
Fique pronto para a vida,
para um novo amor.

Lembre-se somos apaixonáveis,
somos sempre capazes de amar
muitas e muitas vezes.
Afinal de contas,
nós somos o "Amor".

Paulo Roberto Gaefke

Nota: Não é de Carlos Drummond de Andrade, como dizem que é.
Tal como o poema "Morre Lentamente" não é de Pablo Neruda mas sim de, Martha Medeiros.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Vibração da Sexualidade



CONSCIÊNCIA DA NOVA ETAPA DA VIBRAÇÃO DA SEXUALIDADE....

Todos Nós estamos cientes da História recente, quero dizer, da História dos últimos quatro ou cinco mil anos.
Nesse período de tempo, a energia feminina foi desvalorizada e humilhada por uma energia masculina agressiva... No ser humano feminino, isso criou uma ferida, num nível muito profundo... Mas isso também feriu os homens... Devido a essa energia masculina agressiva que se fez presente durante toda essa era, os homens não puderam desenvolver seu lado feminino, sensível. Conectar-se com outra pessoa pelo coração, demonstrar suas emoções, passou a ser muito difícil para eles... Por outro lado, as mulheres perderem contacto com seu senso de autoestima e autonomia... Como resultado, homens e mulheres se afastaram, tornaram-se estranhos uns aos outros...
E a área da sexualidade, que é a mais sagrada entre homem e mulher, tornou-se violentada. Em vez de fusão e prazer, tornou-se uma área de grande dor...
Mas existe uma parte da História, que é mais antiga ... Houve uma época em que as mulheres tomaram o poder e exerceram-no sobre os homens...
As mulheres ainda podem sentir isso, no fundo de si mesmas. Mesmo que tenham sido vítimas da agressão masculina em muitas vidas, elas também podem sentir sua capacidade interior de manipular a energia do homem...
Não estou dizendo isto para fazê-las se sentirem culpadas nem envergonhadas, de maneira nenhuma... Quero apenas chegar à essência da ferida do homem e da mulher.
Devemos nos lembrar que a sexualidade deveria ser uma fonte de luz, de amor e um encontro genuíno entre almas... Num encontro sexual verdadeiro, os parceiros estão abertos de coração...
É uma experiência de bem-aventurança e êxtase encontrar uma pessoa nesse nível... Mas neste momento actual, poucas pessoas na Terra conseguem experimentar a união sexual desta maneira... Existe muita dor intensa nos corações dos homens e mulheres, na área da sexualidade, porque é nesta área que Nós somos mais vulneráveis como seres humanos...
A ferida ou a dor são diferentes nos homens e nas mulheres. Os homens tornaram-se estranhos ao seu próprio lado sentimental, sua própria natureza feminina. Eles anseiam por uma conexão verdadeira... E as mulheres precisam se conectar com seu próprio poder e autoestima novamente. ..
Os homens podem ajudar as mulheres a fazer isto, mostrando-lhes a verdadeira beleza e força delas. As mulheres podem ajudar os homens, perdoando-os e assumindo a responsabilidade por si mesmas...
Pode haver uma interação tão bonita entre homens e mulheres!

Embora o caminho espiritual consista basicamente em curar a si mesmo, está na hora de darmos as mãos para construirmos pontes entre homens e mulheres. Ao termos verdadeira compaixão e compreensão um pelo outro, nós também nos curamos verdadeiramente a nós próprios... elevamo-nos acima da velha batalha e, permitemos que a área da sexualidade volte a ser uma área de alegria e companheirismo.

Quando há união sexual de coração para coração, voltamos ao centro do Paraíso... sentimo-nos um só com o Espírito por uns instantes...
Na ORIGEM a sexualidade é uma dádiva muito preciosa! ...
É a expressão do fluxo da CRIAÇÃO...
O fato de ela ter sido obscurecida por uma energia sombria e dolorosa é um grande fardo para todos Nós ; é a causa de muitas de nossas emoções de solidão e frustração... Mas existem vários sinais a despertar nesta nova etapa de evolução... Homens e mulheres estão realmente procurando restabelecer a conexão verdadeira uns com os outros....
Existe um peso sobre todos Nós, mas também um grande potencial de cura...
Então agora peço a cada um de vocês que sinta se reconhece ou não, dentro de si, a ferida da qual estou falando... conseguem sentir amor verdadeiro no relacionamento com o sexo oposto?..
Conseguem ser uma mulher ou um homem sem se envergonharem, sem nenhuma reserva em relação ao outro sexo?..
A Fusão do encontro fisico é sentida a todos os niveis de vibração, quando o Coração é o centro do acto sexual... aberto ... 
Doando- se e Recebendo...

Ruth Fairfield

Train - Shake up Christmas

Justin Vernon - Song for a Lover of Long Ago

Navegando em direção ao Êxtase



Dois olhares distantes em duas direcções diferentes
Olham-se fixamente 
Tua voz e meu sonho...
Suspiros de uma visão no coração da ode estão teus sopros
Amarro firmemente a chuva com os fios do desejo
Na minha fantasia
As velas da contemplação ainda navegam
Em direção ao êxtase...!
Assim teu encanto embriagado flui sobre as pernas do paraíso
Os espelhos de minha carne explodem em chamas
Nas profundezas da luz
E sobre a terra do desejo 
Teus lábios implantam o enigma do amor...

Munir Mezyed

Feliz Natal!



Antigamente, não havia senão noite.
E Deus pastoreava as estrelas no céu.
Quando lhes dava mais alimento elas engordavam e a sua pança abarrotava de luz.
Nesse tempo, todas as estrelas comiam, todas luziam de igual alegria.
Os dias ainda não haviam nascido e, por isso, o Tempo caminhava com uma perna só.
E tudo era tão lento no infinito firmamento!

Até que, no rebanho do pastor, nasceu uma estrela com ganância de ser maior que todas as outras.
Essa estrela chamava-se Sol e cedo se apropriou dos pastos celestiais, expulsando para longe as outras estrelas que começaram a definhar.

Pela primeira vez houve estrelas que penaram, e magrinhas, foram engolidas pelo escuro. Mais e mais o Sol ostentava grandeza, vaidoso dos seus domínios e do seu nome tão masculino.
Ele, então, se intitulou patrão de todos os astros, assumindo arrogâncias de centro do Universo.
Não tardou a proclamar que ele é que tinha criado Deus.
O que sucedeu, na verdade, é que, com o Sol, assim soberano e imenso, tinha nascido o Dia.

A Noite só se atrevia a aproximar-se quando o Sol, já cansado, se ia deitar.

Com o Dia, os homens esqueceram-se dos tempos infinitos em que as estrelas brilhavam de igual felicidade. 
E esqueceram a lição da Noite que sempre tinha sido rainha sem nunca ter que reinar.

Mia Couto
in, "A confissão da Leoa"


Dica de Natal: o último de Mia Couto é um maravilhoso presente, para mulheres, essencialmente...
As delicadas vidas das mulheres nesta narrativa plena de poéticas...

sábado, 22 de dezembro de 2012

Azam Ali - I'm a stranger in this world

Vem...



Vem. 
Conversemos através da alma. 
Revelemos o que é secreto aos olhos e ouvidos.
Sem exibir os dentes, 
sorri comigo, como um botão de rosa. 
Entendamos-nos pelos pensamentos, 
sem língua, sem lábios.
Sem abrir a boca, 
contemos-nos todos os segredos do mundo, 
como faria o intelecto divino.
Fujamos dos incrédulos 
que só são capazes de entender 
se escutam palavras e vêem rostos.
Ninguém fala para si mesmo em voz alta. 
Já que todos somos um, 
falemos desse outro modo.
Como podes dizer à tua mão: "toca",
se todas as mãos são uma? 
Vem, conversemos assim.
Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma. 
Fechemos pois a boca e conversemos através da alma. 
Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo.
Vem, se te interessas, posso mostrar-te.

Rumi

..........um natal e um ano-novo inventado



Linhas para amigos e amigas de todas as partes, 
de um natal e de um ano-novo inventado.

Tenho amigos de todos os colores.
Carrego continentes de todas as árias.
Num quase mínimo acorde musical.
Guia-me um deus que senta comigo. 
Assim, ando quase sempre de bicicleta,
margeada por cercas-vivas de papoilas vermelhas e amarelas.
Tem um pipoqueiro na minha paisagem provinciana 
e uma radiadora sentimental.
Eu nunca deixei de brincar.
Amigo é mantra que me adormece e desperta.
E tem mais.
Sou acometida por indignações, desde antes da fala.
Para a mínima coisa que cerceia a liberdade e semeia o medo, não.
Posso ficar meses lá fora e camuflada atrás da porta.
Sou bem pequena, também.
Avisto multidão no olho de quem se ausenta.
E me retraio no pavor de não mais conseguir ver.
Natal é mirar, quotidianamente, a estrela que se oculta,
em linhas de fuga.
Natal é devir-criança, 
no jogo das mão dadas diante de um mundo que se acaba, todos os dias.
E nasce.
É isso que nos desejo,
força-arte para recriar a estrela que nos guia,
flores vivas para adornar desertos.

Gloria Diogenes

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Ó POETA CARROCEIRO QUE VOU AMAR, ANDA CÁ E LÊ ISTO



Sou viciado em amor. Sou dependente de amor. Sou o maior dos junkies de beijos, abraços, suores, salivas, gemidos, sussurros e tudo o mais que te passe pela cabeça. Sou um desgraçado de um carinhodependente, um miserável de um cumplicidadenómano. Preciso de quem amo como quem precisa de ar para respirar, preciso de amar como quem precisa de água para beber. Preciso de comer (n)a vida dos outros para que a minha vida não me coma de cebolada. Preciso da vida dos outros, da presença dos outros: da existência, real, dos outros por dentro da minha existência. Só nela, com ela, por ela, em ela, existo. E sem ela desisto. Sou um fraco, sim. E é de lá – do mais fundo de lá - que vem a minha força.

Não acredito nas tretas que agora se vendem ao quilo em hipermercados de almas. Não acredito na tanga de que o amor não deve ser asfixiante. Não acredito na bullshit de que o amor deve ser a soma, perfeita, de dois inteiros – e não a soma, essa sim perfeita, de duas metades. Não acredito na pessegada da não-dependência de quem ama, do não precisar de quem ama. Não acredito. O amor, se não for precisar do outro como de pão para a boca, não é amor – é uma gosma qualquer, uma mistela qualquer. O amor, se não for dependência absoluta, se não for vício sem retorno, não é amor – é uma espécie de marca branca do gostar, uma espécie de contrafacção do amar. Eu sou pelas marcas de verdade. Eu sou pelo amor de verdade. Por mais que por vezes doa, por mais que por vezes custe. Mas a verdade, já se sabe, custa.

Hoje decidi escrever à mulher que amo. À mulher que ainda não sei que amo – mas que um dia vou amar. Decidi escrever-lhe para lhe dizer, antes de que ela me encontre e de que eu a encontre, aquilo que quero que ela seja – aquilo que quero que ela me seja: aquilo que exijo que ela me seja. Hoje decidi escrever à mulher que amo e dizer-lhe que, se quer ser a mulher que eu amo, tem de me amar como eu a amarei. E será assim que eu amarei: sem freio, sem parar um segundo que seja de pensar nela, sem parar um segundo que seja de a querer aqui, ao meu lado, em carne, em osso, em pele - ou então simplesmente numa chamada telefónica, numa mensagem de telemóvel, num e-mail que seja. Ouve, mulher que vou amar: se queres amar-me e fazer-me amado nesse amor de nós, ama como amar tem de ser, como amar só pode ser. E amar só pode ser sem parar, sem descanso, sem um segundo que seja de abstracção. Amar é com urgência, amar é com pressa, com pulsão. Amar com tranquilidade é gostar muito. Amar com tranquilidade é, no máximo, adorar bastante. E gostar muito e adorar bastante não chega. E gostar muito e adorar bastante não me chega. Eu sou por amar. Sem condições, sem tempo, sem escalonanento de prioridades. O amor não está sujeito a prioridades. O amor é um sujeito chamado prioridade. O amor, quando se ama, não ocupa tempo – é o tempo. Porque só assim é que chega a tempo. O amor, quando se ama, não se compadece com “tenho de fazer isto e depois venho amar-te” ou com “amanhã à noite amamo-nos”. O amor não se compadece – o amor, quando se compadece, adoece. Mirra, fica pequenino, murcha. E cai. E morre. O amor morre por falta de amor real. Essa é que é a realidade.

Não me venham com merdices.
Com merdices de que a presença do amor vai para além do corpo, que é possível amar e sentir à distância como se fosse aqui, pele na pele, olho no olho.
Não me venham, ainda, com a ideia de que o amor tem de ser saudável. Merda com isso. Merda para isso tudo. O amor não é saudável – é louvável.

O amor é um milagre. E um milagre tem de ser, todos os dias, demencialmente, apreciado.
O amor é um milagre diário – e que, para todos os dias poder ser o milagre que é, tem de receber loas e vénias e ser acarinhado e apreciado como se fosse o primeiro dos milagres.
E é: o amor é sempre o primeiro dos milagres.
Todos os dias, quando o amor continua a ser todos os dias, o amor é um milagre.
O amor tem de ser amado.

O amor não é uma empresa, não é uma reunião, não é uma associação de duas personalidades.
O amor é tudo. É saber que se é aquilo, que se vive aquilo, que se sonha e acorda aquilo. O amor é saber que só se é aquilo.
É claro que há os empregos e as carreiras e as obrigações e essas porcarias todas.
Mas tudo isso, quando se ama, são meros espaços de passagens, irrelevantes espaços vazios: oco entretenimento para o que realmente interessa.

E tu, minha mulher que amarei, tens de entender isso de uma vez por todas.
Se queres ser a mulher que eu amo, tens de precisar de mim, tens de me asfixiar de ti, tens de estar, como as minhas pernas e os meus braços, em mim: sempre em mim.

É claro que não é saudável, é claro que não é razoável, é claro que é insensato.
Mas o amor não é saudável, o amor não é razoável, o amor não é sensato.
O amor é para ser aquilo que não tem razão, aquilo que não explicação, aquilo que te tira da tua mão. O amor é para ser aquilo que te renova de ti, de um Eu que sempre foste, e que atira para um nós que nunca deixaste de ser. Depois, com o passar dos dias, se verá se ele resiste.
Depois, com o passar dos dias, se verá se ele continua a ser, todos os dias, o milagre que hoje é.

Depois pode até matar-te por afogo, enforcar-te por ansiedade.
Mas que se dane: se isso acontecer já viveste, abençoado felizardo, o milagre de seres amor: de seres o que é, verdadeiramente, o amor.
Se isso acontecer já sentiste a felicidade vezes sem conta, aquela sensação de que se a vida acabasse logo ali já teria valido a pena.
Se isso acontecer já foste o deslumbramento de seres amor, a realização de seres amar.
Se isso acontecer, já perdeste o ar tantas vezes, já ficaste sem respiração ainda mais tantas vezes.

Ama, perde-te em amar, vive amar: sê amar.
Deixa que amar te ocupe, deixa que amar te conquiste.
Ama o abraço até à exaustão, ama o beijo até à devoção, ama o orgasmo até à comoção. Ama.
Ama como se fosse para sempre.
E quando se ama, naquele exacto segundo em que se ama, tem de se acreditar que é para sempre.

Mais: tem de se ter a certeza de que é para sempre.
Amar, mesmo que por segundos, mesmo que por instantes, é para sempre.
E é isso, essa sensação de segundos ou de minutos ou de dias ou de horas ou de anos ou meses, que é para sempre. Ama.
Ama por inteiro.
Ama sem nada pelo meio.
Ama, ama, ama, ama. Ama.
Porque é só por aquilo que te faz perder a respiração que vale a pena respirar.

in "EU SOU DEUS"
Pedro Chagas Freitas

O mundo vai acabar, mas não será a 21 de Dezembro de 2012



Impactos de meteoritos, actividade solar alta, a colisão de um planeta-fantasma ou uma mega-erupção. A pseudociência está a dar gás a uma falsa profecia maia e o medo das pessoas é alimentado pela falta de cultura científica, dizem os astrónomos.

Chegará o dia em que o Sol vai inchar e transformar-se numa gigante vermelha. Quando isso acontecer, daqui a mais de cinco mil milhões de anos, Mercúrio será engolido, depois Vénus e finalmente a Terra. Mas a vida já terá desaparecido do nosso planeta. A evolução natural de estrelas como o Sol é brilhar cada vez mais. E dentro de mil milhões de anos a temperatura à superfície da Terra será demasiado alta para haver água no estado líquido. Esta não é assim uma preocupação imediata, mas muitas pessoas pensam que o fim do mundo está iminente. Uma "falsa" profecia maia fantasia que esse dia será já esta sexta-feira – 21 de Dezembro de 2012.

"Esta ideia do fim do mundo começou a transparecer no ano passado, através de informações pedidas ao Observatório de Astronomia de Lisboa", lembra ao PÚBLICO Rui Agostinho, director do observatório, astrónomo e professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. "Havia perguntas sobre se o mundo ia mesmo acabar. Havia outras pessoas que nos enviavam textos e mostravam estar muito preocupadas com o fim do mundo."

Segundo Rui Agostinho, estas preocupações provinham de uma minoria de pessoas. Mas o astrónomo acrescenta que nas escolas houve também professores que contaram que alguns alunos partilharam as mesmas inquietações. Este medo tão inusitado e revelador de tanto desconhecimento fez com que o observatório organizasse palestras que agregou no ciclo Sessão Apocalíptica.

Hoje será dada a palestra final: Maias 2012: O fim dos tempos? A palestra já tem as reservas esgotadas, mas quem quiser pode vê-la em directo na Internet, através do site do observatório. O orador será o próprio Rui Agostinho, que irá desmontar esta fantasia que cresceu e se transformou numa mistura de má narrativa histórica, pseudociência e muita superstição. Acabou, porém, por fomentar muitos medos.

O anúncio do fim do mundo é quase tão velho como a humanidade. Houve centenas de previsões ao longo dos séculos, muitas em tempos terríveis, como durante a epidemia da peste negra na Idade Média, na Europa. O século XXI não mudou de registo. Um deles foi o suposto buraco negro que o LHC (o grande acelerador de partículas do Laboratório Europeu de Partículas, ou CERN) iria desencadear, quando começasse a trabalhar em 2008.

A humanidade já esteve para desaparecer muitas vezes, segundo as profecias. A próxima é sempre a derradeira, pelo menos até esse momento ficar para trás.

"O mundo é muitas vezes visto como um sítio terrível, cheio de opressões, injustiças e com a ameaça da morte", disse Lorenzo DiTommaso, um investigador e especialista em catastrofismo. "A visão apocalíptica dá uma resposta poderosa: o mundo é tão mau que não pode ser restaurado. Por isso é varrido."

DiTommaso, que pertence ao Departamento de Teologia da Universidade de Concordia, no Quebeque, Canadá, defende que religiões como o judaísmo, o cristianismo ou o islão profetizaram o apocalipse. Essa tradição escapista, de vingança contra o mal e de um bem redentor após o fim de tudo, continua bem viva.

"Mais e mais pessoas olham para o mundo através de uma visão apocalíptica. Uma das razões é que as coisas parecem irreparavelmente estragadas: o ambiente, a economia, o sistema político. No seu âmago, é uma resposta simples para problemas complexos. E é uma resposta adolescente, já que coloca no exterior de nós as responsabilidades da resolução dos problemas."

Na profecia de amanhã, a única culpa dos maias é terem inventado um calendário que funciona como o contador de quilómetros dos carros, que, quando chega ao fim, volta ao início. Os maias foram uma das mais importantes civilizações da América Central. Esta civilização tinha várias formas de contar o tempo, para determinar a sementeira e colheita do milho, para assinalar o ano solar e outra para longos períodos de tempo. Este último calendário assinalava os dias utilizando um contador com cinco casas, num sistema não decimal e que ia até aos 8000 anos. Depois, o contador seria obrigado a voltar ao início.

Segundo a profecia, o fim da contagem no calendário – e do mundo – seria no dia 21. Os arqueólogos pensam que esta contagem terá começado a 5 de Setembro de 3114 a.C. – basta fazer as contas para perceber que entre as datas só passaram 5126 anos. Outros argumentam que os maias falavam numa renovação do mundo a cada 5200 anos, em que um incêndio de enormes proporções e depois chuvas intensas iriam dizimar o mundo inteiro. E a humanidade recomeçaria a partir do zero.

A previsão apocalíptica começou a ganhar forma na década de 1960. Actualmente, tem recebido força com a ajuda de justificações pseudocientíficas: esta sexta-feira o fim do mundo será causado por tempestades solares fortíssimas, devido ao pico da actividade do Sol, apesar de os astrónomos dizerem que nada se passa de anormal; outros dizem que um asteróide ou um planeta-fantasma vai colidir com a Terra, mas que ninguém ainda observou no céu.

Outras hipóteses: inundações planetárias, megavulcanismo, sismos, alinhamento galáctico, uma alteração da energia do Universo.

"A apropriação dos termos da ciência é fundamental para dar credibilidade à ideia", desmistifica Rui Agostinho. "Se alguém dissesse que a grande banana cósmica vai afectar o planeta, ninguém acreditaria." Um dos grandes problemas é a falta de literacia científica para desconstruir estas ideias e questionar racionalmente estes argumentos pseudocientíficos. "A ciência é uma linguagem críptica, é preciso aprendê-la e não é fácil", sublinha o astrónomo, que na palestra irá rebater, uma por uma, todas as causas "científicas" do fim do mundo.

José Augusto Matos, astrónomo da Universidade de Aveiro, já deu uma conferência sobre este fim do mundo. "Referi que estas profecias não podem ser levadas a sério. O futuro não está escrito em lado nenhum. Não há nenhum pensador ou astrólogo que possa dizer que vai acontecer uma dada coisa." Para José Augusto Matos, "estas ideias acabam por ter algum sucesso devido à ignorância das pessoas, há muita falta de cultura científica".

Mas uma coisa será certa: o fim da Terra irá irremediavelmente acontecer. Se até lá nada de cataclísmico ocorrer, o destino do nosso planeta estará intimamente ligado com a morte do Sol, daqui a muitos milhões de anos. Talvez nessa altura isso não seja um problema para a humanidade, que poderá já ter colonizado outro planeta e nem se lembrar que um dia existiu a Terra.

Já estamos no Cinturão de Fótons



"Muito se fala de 2012, mas pouco efectivamente se conhece. Segue um texto rápido e esclarecedor, para desmistificar um pouco a profecia e trazer uma linguagem simples, ofertando ânimo extra para nossas acções como sincronizadores biosféricos.

O sistema solar gira em torno de Alcione, estrela central da Constelação de Plêiades. Esta foi a conclusão dos astrônomos Freidrich Wilhelm Bessel, Paul Otto Hesse, José Comas Solá e Edmund Halley, depois de estudos e cálculos minuciosos.

Nosso Sol é, portanto, a oitava estrela da constelação – localizada a aproximadamente 28 graus de Touro – e leva 26 mil anos para completar uma órbita ao redor de Alcione, movimento terrestre também conhecido como Precessão dos Equinócios.

A divisão desta órbita por doze resulta em 2.160, tempo de duração de cada era “astrológica” (Era de Peixes, Aquário, etc).

Descobriu-se também que Alcione tem à sua volta um gigantesco anel, ou disco de radiação, em posição transversal ao plano das órbitas de seus sistemas (incluindo o nosso), que foi chamado de Cinturão de Fótons.

Um fóton consiste na decomposição ou divisão do eléctron, sendo a mais ínfima partícula de energia electromagnética, algo que ainda se desconhece na Terra. Detectado pela primeira vez em 1961, através de satélites, a descoberta do cinturão de fótons marca o início de uma expansão de consciência além da terceira dimensão. A ida do homem à Lua nos anos 60 simbolizou esta expansão, já que antes das viagens interplanetárias era impossível perceber o cinturão.

A cada dez mil anos o Sistema Solar penetra por dois mil anos no anel de fótons, ficando mais próximo de Alcione.


A última vez que a Terra passou por ele foi durante a “Era de Leão”, há cerca de doze mil anos.Na Era de Aquário, que está se iniciando, ficaremos outros dois mil anos dentro deste disco de radiação. Todas as moléculas e átomos de nosso planeta passam por uma transformação sob a influência dos fótons, precisando se readaptar a novos parâmetros.

A excitação molecular cria um tipo de luz constante, permanente, que não é quente, uma luz sem temperatura, que não produz sombra ou escuridão. Talvez por isso os hinduístas chamem de “Era da Luz” os tempos que estão por vir.

Desde 1972, o Sistema Solar vem entrando no cinturão de fótons e em 1998 a sua metade já estará dentro dele. A Terra começou a penetrá-lo em 1987 e está gradativamente avançando, até 2.012, quando estará totalmente imersa em sua luz. De acordo com as cosmologias maia e asteca, 2.012 é o final de um ciclo de 104 mil anos, composto de quatro grandes ciclos maias e de quatro grandes eras astecas.

Desde a década de oitenta, quando a Terra começou a entrar no Cinturão de Fótons, estamos nos sintonizando com a quarta dimensão e nos preparando para receber a radiação de Alcione, estrela de quinta dimensão. Zona arquetípica de sentimentos e sonhos, onde é possível o contacto com planos mais elevados, a quarta dimensão é emocional e não física. As ideias nela geradas influenciam e detonam os acontecimentos na terceira dimensão, plano da materialização.

Humbatz Men, autor de origem maia, fala em “Los Calendários” sobre a vindoura “Idade Luz”. Bárbara Marciniak, autora de “Mensageiros do Amanhecer”, da Ground e “Earth”, da The Bear and Company e a astróloga Bárbara Hand Clow, que escreveu “A Agenda Pleiadiana”, da editora Madras, receberam várias canalizações de seres pleiadianos.

Essas revelações falam sobre as transformações que estão ocorrendo em nosso planeta e nas preparações tanto físicas quanto psíquicas a que precisamos nos submeter para realizarmos uma mudança dimensional.

Segundo as canalizações, a esfera quadri-dimensional é regida pelas energias planetárias de nosso sistema solar, daí um trânsito de Marte, por exemplo, causar sentimentos de poder e ira. Para realizar esta expansão de consciência é preciso fazer uma limpeza, tanto no corpo físico como no emocional, e transmutar os elementais da segunda dimensão a nós agregados, chamados de miasmas. Responsáveis pelas doenças em nosso organismo, os miasmas são compostos de massas etéricas que carregam memórias genéticas ou de vidas passadas, memórias de doenças que ficaram encruadas e impregnadas devido a antibióticos, poluição, química ou radioactividade.

Esses miasmas estão sendo intensamente activados pelo Cinturão de Fótons. Os pensamentos negativos e os estados de turbulência, como o da raiva, também geram miasmas, que provocam bloqueios energéticos em nosso organismo. Trabalhar o corpo emocional através de diversos métodos terapêuticos – psicológicos, astrológicos ou corporais – ajuda a liberar as energias bloqueadas. A massagem, acupuntura, homeopatia, florais, meditação, yoga, o tai-chi, algumas danças, etc, são também técnicas de grande efectividade, pois mexem com o corpo subtil e abrem os canais de comunicação com outros planos universais.

As conexões interdimensionais são feitas através de ressonância e para sobrevivermos na radiação fotônica temos que nos afinar a um novo campo vibratório. Ter uma alimentação natural isenta de elementos químicos,viver junto à natureza, longe da poluição e da radiactividade, liberar as emoções bloqueadas e reprimidas, contribuem para a transição.

Ter boas intenções é essencial, assim como estar em estado de alerta, para perceber as sincronicidades e captar os sinais vindos de outras esferas. Segundo a Agenda Pleiadiana, de Bárbara Hand Clow, o Cinturão de Fótons emana do Centro Galáctico. Alcione, o Sol Central das Plêiades, localiza-se eternamente dentro do Cinturão de Fótons, ativando sua luz espiralada por todo o Universo.

Mas afinal… e nós nisso tudo?

Nós somos os mais beneficiados com tudo isso. Todos nós, os seres encarnados na Terra, estamos passando por um processo de iniciação colectiva e escolhemos estar aqui nesta difícil época de transição de nosso planeta, que atingirá todo o Universo.

Os fótons funcionam como purificadores da raça humana e através de suas partículas de luz, às quais estamos expostos nos raios solares, dentro em breve estaremos imersos nesta“Era de Luz”, depois de 11 mil anos dentro da Noite Galáctica ou Idade das Trevas, como os hindus se referiam a Kali Yuga. Como um sistema de reciclagem do Universo, o Cinturão de Fótons inicia a Era da Luz. Existem diversas formas da humanidade intensificar sua evolução, desenvolvendo um trabalho de limpeza dos corpos emocionais, com o uso de terapias alternativas, como florais, Yoga, Sahaja Maithuna,musicoterapia, cromoterapia entre muitos outros.

São terapias e práticas que trabalham com a cura dos corpos subtis,além de curar outras já instaladas, evitando que muitas doenças sejam desenvolvidas, antes mesmo de alcançar o corpo físico.

Cada partícula vai se alojando em todos os cantinhos de nosso planeta trazendo a consciência (Luz), a Verdade, a Integridade e o Amor Mútuo.

Cada um de nós tem um trabalho individual para desenvolver aliado ao trabalho de consciencialização da humanidade. Os corpos que não refinarem suas energias não conseguirão ficar encarnados dentro da terceira dimensão, pois a quarta dimensão estará instalada. E todos nós redescobriremos a nossa multidimensionalidade e activaremos nossas capacidades adormecidas dentro da Noite Galáctica. A inteligência da Terra será catalizada para toda a Via Láctea.

Todos estes acontecimentos foram registados no Grande Calendário Maia, que tem 26 mil anos de duração e termina no solstício de inverno, no dia 21 de Dezembro de 2012 dC, que marca a entrada definitiva da Terra dentro do Cinturão de Fótons por 2000 anos ininterruptos."

Consciência é Luz.
Luz é Informação.
Informação é Amor.
Amor é Criatividade.


CONSELHOS PARA O DIA 21/12/2012



No dia 21 de Dezembro/2012 (assim como ocorreu no dia 12) se produzirá um evento sem precedentes na história da Terra. Pela primeira vez se ativarão de maneira definitiva os códigos de luz da alma. Cada um de nós deve preparar-se previamente para esse momento, tal como nos aconselha o Mestre Kuthumi com estas recomendações:

1. Procurar a paz interior. Um momento de silêncio ao dia para escutar a voz do coração.

2. Receber conscientemente a luz do sol, com a intenção de absorver seu poder curador e elevador de frequências.

3. Manter o rumo na direção indicada pela voz do coração.
Aquilo que somos se manifesta nestes dias mais que nunca. Caem as ataduras que nos cegavam, derrubam-se barreiras que nos limitavam. Por fim, muitos de nós nos animamos a empreender aquilo que devemos realizar aqui, nesta dimensão.

4. Praticar o desapego de velhos padrões limitantes. Abandonar os pensamentos, costumes e reações que alimentam ainda a antiga energia, procurando transformá-los em luz por meio do amor.

5. Fomentar o Amor em todas nossas relações, as que mais amamos e as que nos conectam com o medo. Estas últimas são as que mais nos elevarão se formos capazes de banhá-las de amor e aceitação.

6. Receber a energia da Fonte em meditação.
Sua influência em nossos corpos sutis é imensa. Possui um grande poder transmutador que nos libera e nos conecta.

7. Sentir-nos Um. Praticar em nossas visualizações a União com tudo o que é e com tudo o que existe.
Atividades como meditar, passear ao sol ou estar em contato com a Natureza, são as mais recomendáveis. Terá que evitar especialmente tudo o que nos desconecte de nossa essência.
Deveremos nos alimentar com moderação, procurando não ingerir mantimentos de baixa vibração, como a carne ou os vegetais transgênicos, e realizar algum exercício físico que nos ajude a ativar o fluxo sanguíneo, já que os códigos de luz serão transportados através do sangue, do coração ao resto de nosso organismo.

Atitudes, independente da abertura do portal 12:12:12 Já ocorrido), devem ser buscadas por nós constantemente. Trata-se de mantermos a nossa integridade como Seres Divinos que somos.

- Começando a limpar nossas próprias Vidas amorosamente. Despedindo-se de todos os hábitos e formas de pensar que têm suas raízes na ilusão da separatividade e da negatividade.

- Revisem seus mundos e desprendam-se. Livrem-se de tudo que não está em consonância com a Verdade de seu Verdadeiro Ser, ou Ser Real.

- Simplifiquem tudo, até que tudo esteja vibrando de acordo e deixe espaço para o Novo... Terminem tudo o que deixou inacabado, resolvam todas as relações que estiverem pendentes, livrem-se de tudo que os prendem ao passado, tudo que os tornam menor do que realmente é. Organizem suas Vidas de maneira eficiente e equilibrada, dando assim um suporte para o Ser CÓSMICO.

- Assegurem-se de ter um tempo para cada coisa, para poder então entrar no Silêncio e escutar as Transmissões que a partir de agora estão disponíveis. Reúnam-se com Grupos para apoiarem-se em desenvolvimento contínuo.

- Reservem um tempo para relaxar e descansar, pois isto facilita a integração com as Frequências mais aceleradas que estão agora ao nosso alcance.

- Livrem-se de qualquer conceito errôneo a respeito de poderes. Todos nós temos usado de maneira errada nossos Poderes, isto é parte da terceira dimensão. Ponham de lado os conceitos de culpa e se perdoem por todas as transgressões. Recordem-se de quem realmente são e ancorem seu Ser Superior em seu corpo físico. Seus egos aos poucos desaparecerão.

Este Ser Superior é pleno de Amor e Sabedoria e começará a ver pelos seus olhos, a pensar pela sua mente, transformando tudo. Assumam suas novas identidades de Seres CÓSMICOS, sem nenhum temor. Centralizem-se no Todo, ao invés de nas partes do Todo. 

Vejam a Humanidade como um imenso Ser CÓSMICO unido em Amor. Sintam-se unos com o Anjo Dourado Solar e deixem-no Servir à sua vida diária e atuar na Consciência da Humanidade, aliviando suas cargas e iluminando seus caminhos. Lembrem-se que não estão sós, somos milhões...


Desconhecido

A Revolução da Terra – Astrologia, os Maias e a Nova Era



Provavelmente já ouviram falar das previsões da civilização Maia sobre o final de um grande ciclo da humanidade no final de 2012. Mas já pensaram que poderão ter alguma ligação com as grandes mudanças sociais a acontecer já na Terra, bem à frente dos nossos olhos e no nosso dia-a-dia?

Conhecerão seguramente a expressão “Era de Aquário”, usada por algumas correntes espirituais para designar uma alteração de paradigmas no mundo moderno. Mas já se questionaram se de facto todas estas “teorias” têm algum fundamento lógico, quando efectivamente se manifestam e o que significam?

Permitam-me esclarecer algumas destas questões para que possam celebrar com mais confiança e alegria esta grande revolução da Terra que começamos a viver.

1 – Segundo a Astrologia Ocidental, estamos a entrar numa nova Era?

E a resposta é SIM. Concretamente, estamos a entrar numa nova Era de cerca de 2150 anos devido ao ingresso da maior estrela real do Zodíaco Sideral – Régulus, o Coração do Leão – no sexto sector do Zodíaco Tropical, associado ao signo de Virgem. Não há consenso científico sobre o cálculo do dia exacto deste ingresso – mas unanimemente considera-se que a transição se dá entre os anos 2011 e 2012.

2 – Quão importante é esse facto e o que significa?

Do ponto de vista da Astrologia Ocidental, esse facto é de extrema importância porque a Estrela Régulus é a mais importante das 4 estrelas reais da Pérsia (associadas às grandes mudanças civilizacionais); a mais brilhante e a mais alinhada com a trajectória do Sol. Ela rege os sistemas reais, o poder e a liderança.

Ao entrar em Virgem, simbolicamente, todos os sistemas de poder “leoninos” – omnipotentes, autocráticos e de ostentação – são desafiados a ganhar humildade, organização, e verdadeiro sentido de serviço público. O poder deve ser usado doravante em prol da comunidade, de forma competente, e não em benefício de interesses pessoais.

3 – Que evidências temos dessa mudança actualmente?

São bastantes óbvias, se reflectir um pouco. No plano internacional, a queda de várias ditaduras do norte de África e Médio Oriente – incluindo o Egipto, Tunísia, Líbia, entre outros países. Igualmente, as crises da dívida nos países europeus – como Portugal – que agora são obrigados a prestar contas e reestruturar o estilo de governação.

Em geral, todas as pessoas em todos os cargos e estatutos sociais serão desafiados a conduzir a sua vida de forma mais ecológica, trabalhadora e humilde – em vez de gastarem o dinheiro que não têm ou que não conquistaram legitimamente.

Desde o máximo governante ao funcionário preguiçoso – todos serão desafiados a aprender e a trabalhar melhor. O Ego de cada um deverá dar lugar à busca de um verdadeiro sentido de utilidade e serviço perante os outros.

Portanto, dificilmente dirigentes como Alberto João Jardim e Berlusconi ou regimes totalitários poderão continuar no poder neste novo ciclo.

4 – Isto tem alguma coisa a ver com a Era de Aquário?

Tudo a ver! A estrela Régulus pode considerar-se como a principal referência simbólica para se dividir o Zodíaco Sideral – o das Constelações desiguais e, por vezes, sobrepostas – em 12 segmentos iguais. O que quer dizer que se Régulus (o início do Leão) muda de signo, por simetria, Aquário começa a tocar o eixo dos equinócios.

Em termos práticos, Aquário rege a democracia, a liberdade, as telecomunicações e a ciência. É também um signo de reivindicações e de revoltas. Se reparar, as revoluções recentes no mundo árabe foram potenciadas por esta nova estrutura social “aquariana” que está a mudar o mundo: a Internet e respectivas redes sociais.

5 – Onde entra o calendário Maia neste contexto?

O calendário Maia obedece a um conhecimento profundo dos ciclos planetários que moldam as civilizações, nomeadamente, o movimento de precessão dos equinócios (que dá origem às eras astrológicas) e os ciclos sociais de Júpiter e Saturno.

Não só estamos em transição de uma estrela de grande magnitude (ciclo civilizacional maior), como em mutação para um ciclo político de 200 anos de Terra para Ar, em que os paradigmas financeiros, materialistas e de segurança no emprego devem ser substituídos pela vertente social, cooperativa e de intercâmbio mundial.

6 – Isto quer dizer que vai acabar o mundo?

Vai acabar um mundo que conhecíamos, o que é evidente. Como também é claro que já está a nascer um novo mundo, como se constata pelo efeito globalização em que uma rede tecnológica quase gratuita – a web – permite pôr em contacto comunidades do mundo inteiro, abrindo espaço para a manifestação da individualidade num campo transnacional.

Os Maias não diziam que ia haver um “apocalipse”. Apenas que se concluía a 4ª Era da Humanidade – e mesmo este facto não é assim tão consensual.

Se interpretarmos o ‘4’ como vibração de matéria, estrutura e lentidão poderemos deduzir que se está a concluir um ciclo maia de 5 125 anos associados à forma (casa, dinheiro, segurança) e que o 5º ciclo ressoará com um novo arquétipo: de tolerância, liberdade, aprendizagem e consciência.

7 – Como viver nestes novos tempos?

Quanto mais estivermos presos ao nosso “quadrado” de conforto, seja emprego, dinheiro, preconceitos, rotinas ou raízes, e numa filosofia de pouca utilidade prática do nosso trabalho ou de pouca interacção social e internacional, mais poderemos sofrer.

Pelo contrário, quanto mais estivermos ao serviço da comunidade, de forma inteligente, voluntária e móvel, dinamizando as redes de contactos, assimilando e divulgando novos conhecimentos – através de livros, tecnologias de informação, encontros sociais, cursos e cultura – mais estaremos envolvidos neste espírito de mudança.

Em geral, é-nos pedido também que tenhamos humildade, competência, respeito e verdadeiro diálogo com o próximo – no qual se incluem também a natureza, o ambiente e o planeta.

E vocês, estão preparados para este novo ciclo, de modo a ser um círculo em vez de um quadrado?

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Sex...for purely selfish reasons



I agree that sex, or anything else, can of course be done for purely selfish reasons alone, but I don't necessarily see pleasure and love as opposites...

Wouldn't you agree that pleasure itself can be shared? 
Don't we enjoy sharing a (pleasurable) meal with people that we love?
Or sharing the (pleasurable) experience of watching our favourite movie or listening to our favourite music?
Don't you feel that sex for pleasure can also be about sharing pleasure?... 
And don't you feel that sharing something we enjoy, in the hope that it brings joy and pleasure to others, is an expression of love - a form of communication and communion?
Sure, when our pleasure-seeking is entirely self-centred, inconsiderate and uncaring then it is selfish, but it's different if we take pleasure in sharing our pleasure...

And the other issue... too many people on the planet?
If we all expressed more selflessness by sharing what we love with the people around us - 'loved ones', or strangers alike - then we would be able to take care of all the people on the planet.

We don't have a shortage of space, food or other vital resources, only a shortage of love. 

This is a shortage that can be resolved because love doesn't run out - like my ex used to say, "Love is an amazing resource - the more you give, the more there is... It doesn't run out.
It only increases.
But for us to feel able to share in a truly selfless and loving way we need to release our fears - our fear of lack, our fear of becoming weaker by sharing, our fear of being taken advantage of, and even our fear of freedom itself.

My words about sharing might be mistaken for 'communism', but what I'm talking about is 'community-building' - nurturing cooperation and trust and synergy...
There appear to be too many people on the planet (...the planet is 'groaning under the weight') because we have such unhealthy habits.
We (generally) have forgotten how to care for each other and for the planet.
For example, we group together in dirty cities where we don't feel connected to each other or to Nature - to Life itself...
We (generally) buy things without thinking about the impact that their manufacture has on the environment...
We wait for politicians to make the changes, forgetting that we have the power to shape the world - each of us in our own way - by sharing our unique gifts... and this brings us back to pleasure and love...

I feel that if we do what we love, dedicating our time and energy to what we DEEPLY love doing - what brings us pleasure and genuine satisfaction - then we will be spreading love, spreading confidence in each other's unique gifts. 

I feel that Life is inherently abundant and when we humans are able to recover our communion with Life we recognise that we are not just a plague on this planet (a mass of 'consumers')... 

We are potentially inspired co-creators.

Peter Littlejohn Cook

'Your' love is super-human, it is divine...



I came to you, overflowing with love and able to receive from your abundant heart, because I saw the Infinite shining through you.

I saw your openness to Love, I saw that you did not define love, you simply let Love live you.

'Your' love is super-human, it is divine... but always possible when we don't try to control and limit love.
The truth of our Being is Love... nothing more and nothing less.

Love is not a tool for making us feel more secure... this is why people are endlessly frustrated in their 'search for love'.
We tend to seek security, trying to find compensation for our insecurity in the form of someone else's love.

But love flows freely only when we are deeply secure - deeply healed,... and yes, only from this place can 'pure blissful pleasure spring' - allowing and indeed celebrating freedom, not limiting it for the sake of security.

Most of us feel the need to be 'special'... and also the need to have our 'specialness' reaffirmed by someone else's love.
This is why we fear losing our partners to someone else and allow jealousy, fear and pride to take the place of love.
Only by renouncing these attitudes (allowing the feelings to be seen and integrated as part of our experience as 'individual' beings) and renouncing all attempts at owning our partner's heart can we remain worthy of our place in their heart.

Love you in Freedom, in Bliss...
Love You in Gratitude...
My Love Goddess

Peter Littlejohn Cook

Sex is all about love and nothing else...



BUT Love for oneself which is what allows us to trully live in enjoyement and pure respect of our feelings and by extension those of others.

How many of us love one self enough to allow oneself absolute freedom?

Yes, we speak of free expression, but when our feelings speak, we shut them up quickly...

See More... especially if they say:
damn I'm attracted to my neighbour though I love my husband!

Who hasn't done this?!

If we Loved ourselves we would simply know in our hearts that where Love exists no loss can never take place, we would know no one replaces another person, and we would be able to give ourselves what we demand to others. 

Our sexual expression is repressed because our emocional relationship with ourselves is hurt and aching, and as long as that stays unhealed, no true expression or pure blissfull pleasure can spring.

Love You deeply, Free Spirit Pan!  
Hearts with roots and wings!

Iris Lincan

.................sexual repression



In the 21st Century we tend to think that sexual repression is a thing of the past, but it's just hiding at a different level of our psyche.
We might feel that our society (through TV, advertising, hollywood, etc.) is already flooded with sex and we don't need to be any more open about - in fact we may feel like it's too much already... but the form that this flood of sexually-related information takes reflects the unhealthy (literally 'unwholesome' because 'not integrated') way in which we relate to sex and sexuality.

In fact, as long as there is sexual abuse there is clearly a problem with sexual repression. 

We might think that it's the other way around - that sexual abuse happens from lack of 'control' but actually it comes from excessive and unhealthy control.
If we look at the stories that have been so prevalent in the media in the last few years - priests, gurus, politicians, soldiers - the more pressure there is to conform to a predefined set of social or ethical rules the more 'perverse' the outcome.

Yeah, most people do seem to think that sexual repression is already a thing of the past in modern 'Western' culture, but this is a BIG issue.

We tend to believe that Freud unravelled most of these knots back in the early 20th century, but in 1956 Wilhelm Reich (a student of his) had his books on sexuality (and other subjects) seized by federal agents and burnt!
He had committed the great taboo of talking about how sexuality and power are connected and how the masses are controlled and the 'ruling classes' become authoritarian and oppressive through sexual suppression...

See 'The Function of the Orgasm' and 'The Mass Psychology of Fascism' for example.

Popular opinion of course is that Reich was either extremely eccentric, mildly insane or a 'quack', but much of today's bodywork and healing practices include insights gained from Reich's work.

Peter Littlejohn Cook

Let's talk about sex, baby


"Why are we not open about our enjoyment of sex... and why do we feel ashamed for wanting to enjoy it?"

This is a great question that I recently came across... I'd like to share some answers that I came up with.
It's a subject that deserves a deeper analysis... but here's a short answer for the moment. Perhaps it will spark off a discussion that will provide an opportunity to go deeper into the question.

Where to begin? There are so many reasons why people feel ashamed about wanting to enjoy sex.

For example, people feel that they are being selfish or indulgent when they receive great pleasure.
We are taught to believe that life is a struggle and that if we're enjoying ourselves then we're probably being childish and immature... (This isn't explicitly taught in these words but our 'education' leads to this conclusion as far our emotional logic is concerned.)

We are also taught to feel guilty about sexual pleasure in our religious education, which influences us even if we do not consider ourselves to be part of a judgemental religion and don't believe in a judgemental God. Religious education has HUGE after-effects, regardless of what we later adopt as our official philosophical-religious-spiritual position.

Also we are sometimes unconsciously afraid of what others will think of us for indulging in sexual pleasure, because we want to be seen as responsible adults who are self-disciplined and who have great self-control. If we wish to keep our job and to be invited out to dinner with our peers and be trusted then we feel that we have to be able to be 'above sex' in some way... This creates a rigid, socially-acceptable persona... Then we end up feeling unsure of whether or not we can drop this persona when we're with friends or family... or even with our partner or with someone with whom we are seeking to become intimate, and ultimately even just by ourselves - hence the feeling of being 'ashamed for wanting to enjoy sex' regardless of anyone else's judgement of us.

I'm sure some people will read this and say, "I don't feel ashamed about wanting to enjoy sex, and I don't care what anyone thinks of me enjoying sex, it's none of their business anyway... and besides, I don't need to be open about it precisely because it's nobody else's business... so why would I want to be open about it?" Also, some might feel that this doesn't apply to them because they're in a fulfilling relationship and so their 'sex-life' (you see we speak of it as if it were a parallel life to our 'normal' life) is shared with their partner, so they're not feeling like it's a secret that they have to keep only to themselves.

All of the above is fair enough :o) Sure, it's nobody else's business and sure we don't have to talk about sex openly and sure, if we're in a fulfilling relationship we probably feel that we don't have to share our 'sex-life' with other people...
But it seems that most people are truly trapped in their conflict of emotions - they feel a pressure to keep their sexual desires and their 'sex-life (or lack of it) to themselves while they're aching to feel deeply sexually liberated and fulfilled... This is one reason why we play unfulfilling games and sometimes don't ever come out and say what we feel to the people that we love, or share what we're feeling with our closest friends or family. We try so hard to be accepted and loved... sometimes we don't even see how hard we're trying - it just becomes a habit, a posture that we assume as part of our self-image.

So... I'm not saying that people SHOULD talk more about sex or be more open about their desire to enjoy it... I'm just saying that we would feel much more liberated if we recognised the conditioning that we're holding onto in this area.

I also believe that we are actually afraid of Life itself. We are afraid of the unknown... and therefore we are afraid of life.
Sex is a raw manifestation of Life's energy so we try to control it so that we can handle it and not be overwhelmed by it... So what happens is that we don't have sex in a way that feels completely fulfilling (we don't let go fully) and that also leaves us feeling guilty because - again at a subconscious level - we feel the awesome power of sexuality and actually know that in some sense it is deeply sacred... so we feel guilty for not doing it 'right'.

The mystery of how to enjoy sex fully in a truly liberated way is one of the keys to health and happiness :o)

To be continued...

And by the way, yes, I'm well aware that I've not talked about 'love'... only 'sex'. That's the point. Perhaps we believe that we live in a sexually free society, but actually it is almost taboo to talk, in 'spiritually-polite company' about sex without talking about 'sex with love'... so 'perhaps in the next instalment we'll talk about 'Tantra' - What it is... and what it isn't.
Anyone interested?

Peter Littlejohn Cook


VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA - A voz das brasileiras

A Sabedoria Q'ero - a herança de um povo ancestral

The Road to Q'ero: A Journey Home - Teaser Trailer from Picaflor Productions on Vimeo.

In 2010, a NY family was invited by the Q’ero, descendents of the Incas, to do something unprecedented: enter their village in the Peruvian Andes and film their sacred ceremonies in order to bring back an urgent message to the industrialized world. This is the story of that remarkable journey.

Profissionais do protesto



Vivo num país com nove séculos de história, com genes espalhados pelos cinco continentes, origem de pelo menos cinco países que, mal ou bem, são viáveis e onde se caminha para a prosperidade. É um país onde os seus mais orgulhosos cidadãos vivem fora dele e, mesmo os de segunda e terceira geração, mantêm viva uma chama que, indo muito além da religião e dos costumes, é também um traço que os define. É um país que, muitas vezes, apenas quando se viaja para fora das suas fronteiras actuais se consegue ter noção da sua importância, ou verdadeira maneira de ser. Um país que ainda se diz de "bravos" e orgulhosos lusos, pelo menos para os que não tiveram o azar de se encontrar nele fisicamente, no presente.

Vem isto a propósito da acção do governo sobre alguns cidadãos, usando para o efeito outros cidadãos (polícias), para os oprimir e violentar. Mas vem também a propósito da indignação que gera ver quem exerce o seu direito constitucional de se revoltar contra um governo opressor, ser crucificado na opinião pública como vândalo. Algo que vai muito além do direito a se manifestar e que, quem escreveu a constituição em 1820, anteveu como uma possibilidade - o direito à defesa, recorrendo à força se necessário.

Extinguiram-se os reis, por vontade dúbia, e os seus assassinos não foram julgados. Fez-se uma revolução, com flores é certo, mas com armas por trás, e não se pôs em causa se esses militares eram criminosos. E depois vieram 30 anos de integração europeia em que os políticos, tanto à direita como à esquerda nos sucessivos governos, desbarataram subsídios europeus; desertificaram o interior; criaram parcerias com privados, danosas para o estado e contribuintes; fizeram aprovar leis e favoreceram empresas para depois irem trabalhar para as mesmas empresas beneficiadas; criaram institutos e fundações com isenção de impostos e subsídios públicos a amigos do mesmo partido; criaram coutadas municipais em que se perpetuaram esquemas e se eternizaram autarcas sem brio ou seriedade ao longo de décadas; criaram estranhas e incompatíveis associações entre poder político e bancos; bancos esses que fomentaram o crédito fácil para depois virem retirar o tapete debaixo dos pés a empresas e cidadãos, sem divisão do risco, mas sempre apresentando lucros; e etc que nunca mais acaba e não é sobre isso que quero escrever... Nunca ouvi dizer ou vi ser julgado nem um político ou um bancário que fosse! Estes não foram criminosos nem vândalos tão pouco...

Contudo, e depois disto tudo, pela primeira vez desde os tempos conturbados do pós-revolução (em que os ventos de leste varreram uns poucos de empresários do país tal o afã revolucionário dos ditos "trabalhadores") houve manifestações violentas em Portugal... "Só agora!" dirão estrangeiros e a grande maioria dos portugueses que vive fora da lusa terra. "Ai o que vão pensar de nós lá fora!" e "Só pode ser acção de meia dúzia de profissionais do protesto" dirá o subserviente povo.

A polícia interviu, depois de muita paciência e de suportar arremesso de objectos durante uma hora, avisando tenuamente, sem que nenhum dos manifestantes os tenham ouvido, que deveriam dispersar... até aí tudo bem. Depois avançou em bloco e tomou conta da praça de São Bento... até aí tudo bem. Mas continuou depois pelas ruas circundantes agredindo velhos, jovens, crianças, mulheres e até moradores que tentavam entrar em casa, ou estudantes à porta da faculdade... e aí é que está tudo mal.
Nunca terá sido visto em Espanha (os polícias tomaram à força a Plaza del sol mas depois deixaram-se ficar) nem na Grécia, onde as manifestações são muito mais violentas e os manifestantes usam armas e bombas artesanais (em vez de pedras da calçada), se viu continuar a perseguir cidadãos pelas ruas durante quase dois quilómetros. Foram detidas 9 pessoas, desses um menor e um homem de 65 anos. Diria qualquer um: "Mas haviam muitos mais "profissionais do protestos", vândalos que só querem perturbar a ordem pública!". Ai haviam?!! então como é que se bate em 300 pessoas para deter apenas 9... nove desgraçados, que provavelmente a única falha será julgarem e acreditarem estar a lutar pelo seu país e por todos nós. Imagino o homem de 65 anos, um dos 9 detidos: provavelmente lutou pelo seu país em África, e imagino que para um ex-militar não deva ser fácil ficar de braços caídos; provavelmente trabalhou a vida inteira, para suportar ver polícias de bastão a agredir mulheres e crianças, sem lutar também até ao limite das suas forças... e agora está preso - esse perigoso terrorista!!
Pergunto-me: se era para deterem nove indivíduos, os polícias à paisana não poderiam tê-los detido cirurgicamente um a um, em vez de carregarem sobre uma multidão indefesa e onde se encontravam maioritariamente inocentes?

Quando se viram os efeitos e o vandalismo que a acção policial acabou por provocar, entendeu-se de acusar os manifestantes e ter um bode expiatório para todos os males do país. Já não se pôs em causa a proporcionalidade das forças e a insensatez de perseguir pessoas indiscrimidamente pela rua. É que, veja-se por onde vir, uma operação que carrega sobre e fere 300 portugueses, para apenas deter 9 dos alegados "profissionais do protesto" é um grande fiasco. Em que país de portugueses, se pode considerar esta intervenção um sucesso?!! Onde? Isto já não é Portugal...

E depois a opinião pública, a politicamente correcta, que não quer ou se recusa a pensar por si própria, seguiu o exemplo do nosso infeliz presidente da republica (que de responsável tem apenas o facto de nos últimos 26 anos, ter estado durante 15 deles em posições máximas da nossa democracia) que afirmou não ter visto as imagens, mas que de certeza a actuação da "nossa polícia" teria sido adequada e exemplar... Sim, estão a ler bem, o nosso responsável máximo não viu as imagens de cidadãos do seu país a serem agredidos e a derramarem sangue, mas tem uma opinião!! Além de que, fora todas as outras gaffes, afirma ainda ter trabalhado no dia de greve, o que denota o carácter inédito de tal acção na sua vida e dá razão a quem o acusava de estar calado e nada fazer há mais de dois meses em defesa do povo que o elegeu - nem ao menos aquelas meias-palavras sem significado ou acção prática. Mas dizer que não viu e acha muito bem, bate todas as expectativas de bom senso e insulto à inteligência até...

Entristece-me mais que tudo verificar que um povo, facilmente manipulável e influenciável, é incapaz de ver que o caminho que nos indicam não está certo e que a violência que praticam contra nós, desembocará em maior violência no futuro. Não apenas a meia dúzia de "profissionais do protesto" mas todos aqueles que dos seus "tronos de comodidade" apontam o dedo por agora - enquanto não lhes chega a eles e enquanto o maior sacrifício que tiveram de fazer foi cancelar a inscrição no ginásio.

Em relação aos políticos, da direita à esquerda, e a todos os verdadeiros profissionais da desordem que nos trouxeram ao ponto em que nos encontramos e agora são os primeiros a dizer que vivemos acima das nossas possibilidades (quando estão no poder) ou que somos umas vítimas (quando estão na oposição), serão os primeiros a aclamar os "heróis do povo" no dia em que a barreira da polícia caia, ou se junte ao outro lado da barricada... espero que aí estejamos atentos e, na hora de formar novos líderes, saibamos não cometer os mesmo erros que cometemos há já 36 anos.

Élvio Pestana