quinta-feira, 28 de abril de 2011

QUEM É LILITH ?





Foto: James White

"O nosso mundo é dominado e dividido por uma dicotomia profunda, poderíamos dizer dramática desde o princípio dos tempos, o tempo que para nós começou a contar a partir da Bíblia e do Novo Testamento, tendo por base o Velho Testamento e portanto desde há cerca de 5 mil anos…e tudo que fica para trás votado ao esquecimento, nos escombros da nossa memória colectiva.
Toda a História bíblica se fundamenta nessa dicotomia e na divisão das duas mulheres. A Primeira Mulher, que é Lilith, a mulher original que é banida da história do homem, porque não aceitou a sua supremacia, não é como supomos e que muita gente crente acredita ainda ser Eva, foi quem primeiro veio ao mundo, considerada a primeira mulher de Adão e criada da mesma matéria que o homem em plano de igualdade. Só depois da rebelião de Lilith é que deus resolveu tirar da costela de Adão uma mulher inferior que deu pelo nome de Eva, mas a quem a Serpente deu a comer a maça do conhecimento. Essa Serpente não era senão Lilith, a parte da mulher que ficaria para sempre reduzida à sua sombra e a viver no exílio da nossa psique.

Eva é a mulher muda, a sombra da mulher, quase um fantasma.
(...)
Eva está incompleta, falta-lhe alguma coisa: trata-se do aspecto Lilith que ela por vezes toma quando se revolta.
Fosse a maça oferecida por Lilith-Serpente e aceite por Eva ou a caixa inquieta de Pandora (as mitologias patriarcais sempre responsabilizaram a mulher pelo desastre universal), o certo é, que é nestes mitos que nasce a dualidade e a condição humana, com a sua insatisfação permanente, a sua busca obsessiva da perfeição impossível, das origens e do Absoluto.

No mapa astral, Lilith ou Lua Negra indica sedução e ânsia de liberdade. Influências que atingem nossas personalidades. A Lua exerce uma influência no inconsciente, nos sonhos, no sono, na memória, nas emoções e nas reacções espontâneas.
Isso corresponde a uma nova imagem da mulher que aparece hoje no inconsciente colectivo.

Por isso, Lilith foi recalcada para dar lugar a Eva. Eva representa portanto a mulher vista, educada, modelada pelo homem. Eva está incompleta, falta-lhe alguma coisa: trata-se do aspecto Lilith que ela por vezes toma quando se revolta; o aspecto que Eva tomou, quando comeu a maçã; o aspecto que tomará a Virgem Maria ao dar à luz um filho que se revoltará contra o pai e imporá uma nova lei, o Evangelho (a boa nova) do Filho (e da Mãe). Assim se processa a passagem do Judaísmo (Paternalismo) ao Cristianismo primitivo (Maternalista), que será imediatamente recuperado pelas autoridades Patriarcais e desviado dos seus verdadeiros objectivos.

Com efeito, Eva, a mulher, encontra-se alienada. Ela não possui por inteiro a sua personalidade. Ela não será mais que a forma castrada (de Jeová e de Adão) e não a imagem da parte feminina de Deus. Deste modo, a representação duma forma do desejo, duma metade da ex-potência divina absoluta é afastada, e torna-se tão silenciosa como a vagina duma rapariguinha. Eva é a mulher muda, a sombra da mulher, quase um fantasma. A mulher real é Lilith. E no mito celta, Blodeuwedd, nascida das flores – é este o sentido do seu nome –, não é senão uma sombra de mulher: é uma criação artificial do espírito macho de Gwyddyon, não passa dum reflexo castrado do homem.

Mas quando se revolta, ela abandona o seu aspecto Eva para assumir o de Lilith e deixa de estar alienada. Nascida das flores e ligada à terra no passado, torna-se agora ave nocturna, podendo assim aparecer a qualquer homem durante a noite, ou seja, enquanto o sono permite ao inconsciente que ela surja nos seus sonhos.

Na verdade, qualquer homem, insatisfeito no fundo de si próprio, e sem ousar admiti-lo, sonha com Lilith-Blodeuwedd, a única que poderia satisfazer o seu desejo de infinito, uma vez que a Eva que ele tem ao seu lado não é mais do que uma caricatura da feminilidade, embora tenha sido ele quem assim a quis."

in, La Femme Celte
Jean Markale

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Virar a página...ou não...




"Hoje era o dia ideal para voltar a página...não sei porque não o faço...talvez porque saiba que há sempre um dia que, sem querermos, a voltamos definitivamente...e sem retorno...como um velho conhecido meu que tinha reaparecido...e morreu.

No Budismo, a palavra "morte" significa "o que vai nascer". Porque o que morre no mundo material, na verdade esta a nascer no mundo espiritual. Depois de passar para o mundo espiritual, onde vive durante um período que pode variar de alguns anos a dezenas, centenas ou mesmo milhares de anos, o ser humano renasce no mundo físico. Durante o curso de sua vida terrena, ou à medida que vai executando as suas tarefas, o homem acumula – de modo consciente ou inconsciente – impurezas e máculas no seu corpo espiritual. Quando as doenças ou a velhice deterioraram o seu corpo físico, impedindo-o de cumprir as suas tarefas, ele abandona o corpo e volta para o mundo espiritual...
Ao abandonar o seu corpo físico que não pode ser mais utilizado, o espírito retorna ao mundo espiritual, onde reinicia uma nova vida. Aproveitando o ensejo, e primeiramente, vou descrever o que ocorre no momento da morte sob o ponto de vista espiritual. Geralmente, segundo o Budismo, o espírito abandona o corpo físico saindo por um dos três seguintes pontos: a testa, o umbigo ou a ponta dos pés. O espírito purificado – isto é , aquele que acumulou virtudes praticando o bem durante sua vida terrena – sai pela testa. O espírito muito maculado, que acumulou nuvens em consequência de seus pecados e ações malignas, sai pelas pontas dos pés. O espírito médio sai pelo umbigo.
Essa é a ordem normal, mas há exceções. Quando uma pessoa morre sentindo um forte apego a vida, muitas vezes reencarna antes de ter sido suficientemente purificada no mundo espiritual. Tais pessoas têm um destino infeliz, pois como ainda carregam muitas máculas e pecados de sua encarnação anterior, sofrem grandes purificações...
Assim, uma pessoa "iluminada" vê o nascimento como uma extensão da vida e a morte como o começo de uma outra vida. Nascer não diz respeito apenas à vida nem a morte quer dizer apenas morrer. Quando olhamos para o nascimento, e para a morte, como uma coisa só, perguntamo-nos: o que há para ser comemorado ou para ser lamentado?
Apesar de todos os seres humanos (sem excepção) terem vivido e morrido através de inumeráveis renascimentos, poucos são os que se lembram da experiência da morte. Não sabemos o que a morte realmente é. De acordo com os Sutras Budistas, quando morremos ainda estamos totalmente conscientes de tudo o que está à nossa volta. Podemos ouvir a voz calma do médico ou os lamentos da nossa família. Podemos ainda ver pessoas juntando-se ao redor do nosso corpo, tentando mover o nosso corpo que agora está sem batidas do coração e sem respiração. Podemos "preocupar-nos" com as várias coisas que necessitam ainda ser completadas. Podemos "sentir" a nós mesmos movendo-nos entre a nossa família ou entre amigos, querendo dizer-lhes o que deveriam fazer...
Independente de sermos espertos ou lerdos, bons ou maus, todos nós temos de encarar a morte. A morte não é uma questão de "se", mas uma questão de quando e de como.

Todos os seres que vivem, devem, sem excepção, também morrer. A diferença só reside nas circunstâncias da morte. Os sutras dividem as circunstâncias da morte em cinco categorias:Morte a partir da exaustão do tempo de sua vida
Morte a partir da exaustão de seus méritos
Morte causada por "acidentes"
Morte desejada

Agora que apresentámos as circunstâncias da morte, vamos colocar o nosso enfoque em outro aspecto da morte.Quais são as sensações que a acompanham?. Os sutras falam-nos de três sensações que experimentamos na morte:1. O desequilíbrio do grande elemento terraQuando se morre de uma doença do corpo, a sensação é de afogamento e é como se o corpo fosse um bloco de gelo afundando no oceano. Vagarosa e gradualmente, o corpo é imerso e a pessoa sente-se sufocar. A sensação associada a esse tipo de morte é descrita como "o grande elemento terra sendo abarcado pelo grande elemento água".

2. O desequilíbrio do grande elemento água
Quando se morre de doenças circulatórias, a sensação inicial é a de ser submerso em água e a pessoa sente-se molhada e fria. Em seguida, essa sensação de frio dá lugar a uma queimação e a pessoa sente muito, muito calor. A sensação associada a esse tipo de morte é descrita como "o grande elemento água sendo tragado pelo grande elemento fogo".

3. O desequilíbrio do grande elemento fogoQuando se morre de doenças pulmonares, a sensação é de estar a queimar como num grande incêndio ao entardecer. Então o corpo sente uma dor como se fossem mordidas e como se estivesse sendo despedaçado por fortes ventos e espalhado como cinzas. A sensação associada a esse tipo de morte é descrita como "o grande elemento fogo sendo engolido pelo grande elemento vento".


Em suma: neste nosso mundo ninguém deve viver além do seu próprio tempo, pois, após a morte, todos tornar-nos-emos pó na tumba. Por exemplo, encontro-me agora com trinta e sete anos de idade, por isso, antevendo o que acontece, escrevo esta elegia para aprender a dizer "adeus" ao meu corpo!"

...erguer os braços...



Tenho vontade de erguer os braços e gritar coisas de uma selvajaria ignorada, de dizer palavras aos mistérios altos, de afirmar uma nova personalidade vasta aos grandes espaços da matéria viva.
Mas recolho-me e abrando.
"Sou do tamanho do que vejo!" e a frase fica-me sendo a alma inteira, encosto a ela todas as emoções que sinto, e sobre mim, por dentro, como sobre a cidade por fora, cai a paz indecifrável do luar duro que começa largo com o anoitecer

Fernando Pessoa

L´Homme entre ciel et terre



« AMOUR, COEUR, COURAGE:

COURAGE VIENT DE COEUR ET LE COURAGE DU COEUR C’EST L’AMOUR.

AIMER C’EST AUSSI ACCEPTER L’AUTRE AVEC SES LIMITES. »
...
L’homme entre Ciel et Terre
Étienne Guillé

Simplesmente SER



"Nascemos para existir, não para conhecer; para ser, não para nos afirmarmos."

in, HISTÓRIA E UTOPIA
Emile Cioran



Bão Botar???




Vão Botar?
Direito cívico?
Então...deixem-me adivinhar...
"Vamos ter: Um governo de aldrabões a ser liderado por um banana ou um governo de bananas a ser liderado por um aldrabão "
Dina Baltazar

"Se o voto é uma arma, não dês o teu voto senão ficas desarmado", escrevia-se esta frase nas paredes a seguir ao 25 de Abril, no ano em que nasci...

Até 2016, Portugal vai ser o país com menos crescimento económico num estudo de 183 países.... mas é nosso Portugal...

HOJE felizmente já não acredito em NENHUM Sistema, nem em NENHUM político! 
Diz-se que ficar com este governo é o pior pois, como é que não sabemos ou não queremos ver que qualquer outro será igual ou mais do mesmo...Como?
Andamos ao sabor dos caprichos de doentes mentais dos políticos...dos que falam de uma forma em publico, e de outro modo oficialmente...e MENTEM TODOS!
Muitos dizem que o melhor é votar em Branco...

Sabiam do que se diz, em termos de eficiência do voto em BRANCO ?
SE VOTAREM EM BRANCO, ou seja, se não escreverem absolutamente nada no
boletim de voto, é muito mais eficiente do que riscá-lo.

Porque se a maioria da votação for de votos em branco eles são obrigados a anular as eleições e fazer novas, mas com outras pessoas diferentes nas listas.
Imaginem só a bronca!
Mas é claro que isso nunca vai acontecer...
A legislação eleitoral tem esta opção para correr com quem não nos
agrada, mas ninguém fala disso.

Não risquem os votos, porque serão anulados e não contam para nada.

SE AINDA ACREDITAM NA DEMOCRACIA, QUE NÃO É O MEU CASO,VOTEM EM BRANCO. 
A maioria de votos em BRANCO anula as eleições..... e demonstra que
não queremos ESTES políticos!!!


Quanto a mim,
Sou Anarquista Liberal!
Sou Anti-Sistema!
E se sou contra o Sistema, não faz sentido ir votar!
Porque VOTAR FAZ PARTE DO SISTEMA DEMOCRÁTICO
Que está mais do que podre!

POR ISSO NÃO VOTO!
É a minha forma de dizer que não quero estes políticos nem outros!
Quero UM NOVO SISTEMA!!!!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Básica????


Mais uma vez, ao ouvir uma conversa ao meu lado, no aeroporto, entre dois verdadeiros grunhos, em que um disse ao amigo que não lhe apetecia nada voltar para casa.
“ Só de pensar em ir aturar aquela gaja, só me dá vontade de pegar na mala e voltar para trás” dizia.

E o outro: “ Então mas não gostas dela?”.
“Sei lá…é um bocado básica…”.

BÁSICA????? Até se me deu uma coisinha má!!!! MAS O QUE É ISTO???

As pessoas exigem pouco e dão-se pouco, nas relações sentimentais.
Se é só por sexo, então que não tenha objectos pessoais na minha casa e que telefone antes de lá aparecer!!!!!
Cada vez mais, acho que tenho de ser exigente na decisão de ter alguém na minha vida.
Só alguém muito especial me fará ir para casa com muita vontade de ir, me fará não querer estar noutro sítio.
Mas sempre com muito desejo e muito querer!!!!!
Só assim faz sentido estar COM, partilhar a casa, a cama, a mesa, o sofá, diariamente…

A minha viagem à recuperação


No começo
Eu duvidava que fosse possível
Resistir até ao fim.
Houve tempos de ira,
Dor, tristeza e sofrimento;
Tempos em que me perguntei:
Porquê eu?

Mas um dia
Houve um clarão de luz
E em seguida outro.
As nuvens começaram a abrir-se
E pude ver além delas.

Os momentos de alegria,
De me sentir segura,
Foram-se somando mais
Que os de medo e melancolia.
Foram tecidas novas amizades;
A desolação, a falta de confiança no meu valor,
Foram-se convertendo
Em firmeza, em resolução.
Era como passar das trevas
Para a luz, com uma nova sensação
De poder.

Agora compreendo que no meu passado há coisas
Que não posso alterar;
O que posso é impedir que mandem
na minha vida e na minha felicidade.
Sei que esta parte da minha vida
jamais acabará totalmente,
mas o lugar que ocupa na minha existência
é menos proeminente.
Comecei a permitir que outras ideias
Povoem a minha mente.
Tenho um melhor conhecimento de mim mesma,
Das minhas fragilidades e dos meus pontos fortes.
Já não temo impor limites.
Começo a desfrutar outra vez da vida
E a pensar no futuro.
Agora posso ver todo este tempo
como ele foi:
um tempo de crescimento,
de descoberta de mim mesma,
de cura.


Anna Marie Edwards

Quando eu morrer



Quando morrer quero essas mãos nos meus olhos:
quero a luz e o trigo das tuas mãos amadas
passando uma vez mais em mim sua frescura:
sentir a suavidade que mudou meu destino.

Quero que vivas enquanto eu, dormindo, te espero,
quero que os teus ouvidos fiquem ouvindo o vento,
que cheires o aroma do mar que amamos ambos
e fiques pisando a areia que pisamos.

Quero que tudo o que amo fique vivo,
E a ti amei e cantei sobre todas as coisas,
Por isso fica tu florescendo, florida,
Para que alcances tudo o que este amor te
ordena,

Para que esta sombra corra o teu cabelo,
Para que assim conheçam a razão do meu
canto.

Pablo Neruda

sexta-feira, 22 de abril de 2011

É importante Foder?


É importante foder(ou não foder)?
É evidente que não, não é importante.
Fode quem fode e não fode quem não quer.
Com isso ninguém tem nada
Mas mesmo nada
A ver.

O que um tanto me tolhe é não poder confiar
Numa coisa que estica e depois encolhe,
Uma coisa que é mole e se põe a endurar e
A dilatar, a dilatar
Até não se poder nem deixar andar
Para depois se sumir
E dar vontade de rir e d'ir urinar.

Isso quiz dizer naquele verso louco que tenho ao pé:
"O amor é um sono que chega para o pouco ser que se é"
Verso que, como sempre, terá ficado por perceber(por mim até).

Também aquela do "outrora-agora" e do "ah pode ser tu sendo eu"
Foi um bom trabalho
Para continuar tudo co'a cara de caralho
Que todos já tinham e vão continuar a ter
Antes, durante e depois de morrer.

in,"O Virgem Negra: Fernando Pessoa Explicado às Criancinhas Naturais e Estrangeiras"
Mário Cesariny

p.s.- O Virgem Negra de que ele fala, é o Fernando Pessoa...
        Interessante...e muito!
Mário Cesariny deixou aqui, em versão revista e aumentada, a suas impressões pessoais sobre Fernando Pessoa (o Virgem Negra) e a sua poesia.
O escritor constrói assim uma biografia explicativa deste poeta do Orpheu: a sua obra, de Mensagem a Poemas Ingleses, os poetas que admirava, a teoria da heteronímia e a inspiração em Aristóteles e Platão, entre outros.
Satíricos na medida certa, são versos que brincam com as palavras em português, aventurando-se por vezes pelo espanhol e pelo inglês.
Uma forma interessante de ver Fernando Pessoa através de olhos mais irreverentes.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Lua Negra em Capricórnio


Para mim, que sou Capricórnio do segundo Decanato(31 de Dez a 9 de Jan), a Lua Negra passou em Capricórnio em Ago/Set/Out de 2009.

Foi um período durante o qual pus em questão as minhas capacidades e a minha maneira de as exprimir.
No campo sentimental, a ideia de solidão tomou toda a sua dimensão. Eu e os outros, eis o verdadeiro problema...Confrontada com questões de fundo, refugiei-me na minha Torre de Marfim.
Tudo dependia, então, da minha sinceridade comigo própria, da minha forma de rebuscar no meu amor-próprio para me ver tal e qual como era, com as minhas qualidades e os meus defeitos.
Foi um período difícil, cortante, de um sofrimento atroz, mas necessário para compreender os meus desaires, os meus erros, os meus maus julgamentos e não os cometer no futuro.
Profissionalmente, a situação mudou drásticamente, e de um dia para o outro, no dia 18 de Nov de 2009, despedi-me do meu emprego, mandei tudo ao ar, e tive de me adaptar a novas condições, de fazer face às críticas.
Através da maleabilidade e da intuição, renovei-me, renasceu uma nova Susana!

Tal como Lilith, foi o preço a pagar pela minha liberdade!!!!!!

LILITH, A Lua Negra


O que é que se esconde por detrás deste nome estranho?
Uma força obscura?
Um novo planeta?
Um vampiro-fêmea?
Talvez uma mistura dos três...

Lilith, um mito que persegue a primeira narrativa da humanidade: a Bíblia.
Lilith, que a Astrologia considera com o nome de "Lua Negra", rege, pelo seu ciclo de nove anos, os momentos-chave da nossa vida.

LILITH, Mulher Diabo
Lilith,
Um nome que fez tremer gerações de padres e rabinos. Na tradição bíblica, Lilith é a mulher de Satã, portadora de todas as faltas femeninas, de todas as tentações sexuais. A história de Lilith é velha como o mundo. No primeiro capítulo da Bíblia, a história de Adão e Eva já não constitui um segredo para ninguém...E, no entanto...Segundo o Zohar (comentário rabínico dos textos sagrados), Eva não é a primeira mulher de Adão! Quando Deus criou Adão, ele fê-lo "perfeito", isto é, macho e fêmea. Depois cortou-o ao meio, e chamou a esta nova metade Lilith e deu-a em casamento a Adão. Mas, Oh! Surpresa, Lilith recusou! Ela não queria ser oferecida a ele, tornar-se desigual, inferior. E Lilith fugiu para ir ter com...o Diabo. Deus tomou então uma costela de Adão e criou Eva, mulher submissa, dócil, obediente, em posição de inferioridade perante o homem...voçês conhecem o resto...

LILITH, a Lua Negra
A revolta, a insubmissão, a vontade de fazer explodir os preconceitos, são os simbolos de Lilith, a Lua Negra. Astrológicamente, ela é um ponto calculado em relação às posições da Terra e da Lua. É um pouco a sua face oculta. Num tema astrológico, a Lua simboliza o nosso lado feminino, doce, sonhador e maternal. A Lua é Eva. No lado oposto, a Lua Negra impele-nos à desobediência, à separação.
A Lua Negra leva cerca de 9 anos para dar a volta ao Zodíaco, 3232 dias exactamente. A cada passagem no nosso signo, ela despoleta um momento de "hiperconsciência". Apercebemo-nos então, com uma lucidez extraordinária, da nossa realidade afectiva, profissional ou familiar. A luz que a Lua Negra projecta sobre a nossa vida é particularmente límpida, crua, senão mesmo cruel...Então,todos os absurdos, todas as carências, todos os erros aparecem. E nesta realidade posta a nu, sentimo-nos terrivelmente sós. Já nada está bem...Nesse momento, é preciso imperativamente tomar uma decisão. Uma decisão pesada de consequências, pois trata-se de uma questão de ruptura, de pôr coisas em causa, de alteração radical. Temos de cortar com qualquer coisa, com alguém ou mesmo com uma parte da nossa personalidade. Mas, o papel da Lua Negra é inegavelmente positivo.
Se tomarmos esta decisão, ascenderemos a uma nova forma de vida, uma nova personalidade, mais rica, mais livre.
Ao aceitarmos esta "dilaceração", repomos as forças, ganhamos confiança em nós, atingimos a autonomia. Em contrapartida, se nos recusarmos a cortar, então...asfixiamos!
É certo que as passagens da Lua Negra não são nem doces nem confortáveis, mas esta separação, esta ruptura do cordão umbilical, mostra-se necessária.

Como para Lilith, a nossa conquista da liberdade tem esse preço...

James Brown & Luciano Pavarotti - It's a Man's World

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O Sexo do Medo



"Eu sei que a sexualidade é igualmente o foco principal da existência humana nesta cultura patriarcal e que trata as mulheres de uma forma redutora e deformada. Nem os homens nem as mulheres conhecem verdadeiramente a sua sexualidade e estão longe de a aflorar sequer no seu imenso potencial, pois o que conhecem refere-se apenas a uma dimensão mecânica e orgânica, uma sexualidade primária e obscena sem dimensão espiritual, nem profundidade.
Primeiro que tudo porque não tendo a mulher acesso à sua essência nem consciência da sua dimensão ontológica não pode vivenciar para lá do que lhe é permitido - de bem e mal, de medo e de afronta - e consentido pela sua (de)formação e liberdade falseada e assim ambos os sexos estão muito longe e separados da sua real capacidade de amar.

O que a humanidade vive como amor é uma vaga manifestação de um potencial que foi completamente controlado pela Igreja e pelo Estado em função quer de preconceitos e tabus quer de vários interesses, o principal, manter a mulher prisioneira para assim a controlar melhor e a colocar ao serviço exclusivo da procriação e da propriedade privada. 

Sendo a sexualidade um Portal para níveis cósmicos e consciência transcendente do ser humano, também a invisível Matriz de Controlo, tudo fez, através DO TERROR, DO MEDO E DA PERSEGUIÇÃO das mulheres pelos seus dignitários religiosos, para a impedir de se expressar na sua totalidade e para isso dividiu a mulher em dois tipos de mulher criando os estereótipos da esposa e da prostituta. Ao dividi-las tirou-lhes todo o poder e pode assim controlá-la ao longo dos séculos…Assim, à prostituta tudo foi permitido e o que ela simboliza está obviamente ligado à ideia cristã do pecado e dissolução de uma moral de suporte da instituição casamento, dando lugar à exacerbação do sexo pelo sexo e consequentemente à pornografia ao deboche, ao sado-masoquismo, fora do lar, todos eles à custa de valores reais e da dignidade da mulher em si.

Esse fosso criado e mantido entre a mulher-esposa e a mulher-prostituta fez com que a cultura romântica e cinematográfica e não só, difundisse essas imagens da mulher sempre em oposição e conflito, sempre em antagonismo, até ao momento actual em que a mulher comum e a doméstica se aproximam mais dos valores da prostituta, do que da esposa, distanciando-se esta dos seus valores clássicos…Em nome de uma suposta liberdade sexual, onde se incluem então os artefactos e sucedâneos de prazer e estímulos com objectos e práticas fictícias do prazer verdadeiro, a mulher caminha para mais uma inversão do seu ser sem reunir as duas partes cindidas. E o problema não está na liberdade nem na afirmação sexual da mulher, seja ela qual for, nem dos valores que à partida a separa das outras mulheres, e que em si não são nada, mas no facto de essa liberdade não acordar a mulher para si mesma enquanto ser completo, nem a aproximar da sua verdadeira essência nem ao fim e ao cabo da sua verdadeira sexualidade. E aí se renova o drama…e estas mulheres que se julgam emancipadas através de simulacros do prazer e do amor livre ajudam o status quo…ajudam a continuação da sua divisão invertendo os valores que as dominam e para o Estado e a Igreja não faz a menor diferença, desde que a mulher não seja Ela Mesma nem tome posse do seu real poder interno.

A assunção desta mulher detentora dos próprios princípios formula um rompimento com os propósitos mercantilizadores da sociedade atual. Ao assumir essa busca associo dois tipos de postura explícitas que são, por um lado desmotivantes: o medo do masculino dessa nova postura feminina (que não me parece nova, apenas natural) porque não sabem o que fazer com uma mulher que eles não foram criados e orientados a conhecer e, num segundo plano, o reconhecimento feminino de seu lugar único e intransferível o que nos conduz ao sentimento de solicitude, um estado de presença-ausência do mundo e, principalmente, do convívio social comum, ordinário.

Questiono-me: a mulher, reunida a este estado feminino natural, é a mulher a permanecer pouco alcançável e pouco atingível?
Como regular essa mulher que é colocada fora dos parâmetros do patriarcado convivendo socialmente?"


Rosa Leonor Pedro

Fort Minor - Where'd You Go (Official Music Video)



Where'd you go?
I miss you so,
Seems like it's been forever,
That you've been gone.

She said "some days I feel like shit,
Some days I wanna quit, and just be normal for a bit,"
I don't understand why you have to always be gone,
I get along but the trips always feel so long,
And, I find myself trying to stay by the phone,
'cause your voice always helps me to not feel so alone,
But I feel like an idiot, workin' my day around the call,
But when I pick up I don't have much to say,
So, I want you to know it's a little fucked up,
That I'm stuck here waitin', at times debatin',
Tellin' you that i've had it with you and your career,
Me and the rest of the family here singing "where'd you go?"

Where'd you go?
I miss you so,
Seems like it's been forever,
That you've been gone.
Where'd you go?
I miss you so,
Seems like it's been forever,
That you've been gone,
Please come back home...

You know the place where you used to live,
Used to barbecue up burgers and ribs,
Used to have a little party every halloween with candy by the pile,
But now, you only stop by every once and a while,
Shit, I find myself just fillin' my time,
With anything to keep the thought of you from my mind,
I'm doin' fine, I plan to keep it that way,
You can call me if you find that you have something to say,
And I'll tell you, I want you to know it's a little fucked up,
That I'm stuck here waitin', at times debatin',
Tellin' you that i've had it with you and your career,
Me and the rest of the family here singing "where'd you go?"

Where'd you go?
I miss you so,
Seems like it's been forever,
That you've been gone.
Where'd you go?
I miss you so,
Seems like it's been forever,
That you've been gone,
Please come back home...

I want you to know it's a little fucked up,
That I'm stuck here waitin', no longer debatin',
Tired of sittin' and hatin' and makin' these excuses,
For why you're not around, and feeling so useless,
It seems one thing has been true all along,
You don't really know what you've got 'til it's gone,
I guess I've had it with you and your career,
When you come back I won't be here and you can sing it...

Where'd you go?
I miss you so,
Seems like it's been forever,
That you've been gone.
Where'd you go?
I miss you so,
Seems like it's been forever,
That you've been gone,
Please come back home...
Please come back home...
Please come back home...

terça-feira, 19 de abril de 2011

Mimosa boca errante



Mimosa boca errante
à superfície até achar o ponto
em que te apraz colher o fruto em fogo
que não será comido mas fruído
até se lhe esgotar o sumo cálido
e ele deixar-te, ou o deixares, flácido,
mas rorejando a baba de delícias
que fruto e boca se permitem, dádiva.

Boca mimosa e sábia,
impaciente de sugar e clausurar
inteiro, em ti, o talo rígido
mas varado de gozo ao confinar-se
no limitado espaço que ofereces
a seu volume e jato apaixonados
como podes tornar-te, assim aberta,
recurvo céu infindo e sepultura?

Mimosa boca e santa,
que devagar vais desfolhando a líquida
espuma do prazer em rito mudo,
lenta-lambente-lambilusamente
ligada à forma ereta qual se fossem
a boca o próprio fruto, e o fruto a boca,
oh chega, chega, chega de beber-me,
de matar-me, e, na morte, de viver-me.

Já sei a eternidade: é puro orgasmo.


Carlos Drummond de Andrade

Façamos um trato esta noite...


Façamos um trato esta noite...
não sejamos tão realistas.
Você geme e suspira, eu ouço
enquanto minha boca te explora como louco
flutuando em luas surrealistas.

Façamos um trato esta noite...
efêmera é esta carne que nos lacra.
O tempo pára enquanto te despes.
O mundo desaba quando te vestes.
Ama-me antes que o pudor te rasgue como faca.

Façamos um trato esta noite...
as lágrimas são cristais do coração.
Eu sinto o fel em teus lábios maculados.
Vejo o abismo de teus olhos mascarados
que se escondem atrás de tormentos vãos...

Façamos um trato esta noite...
não adianta fugir da própria vida !
Ainda temes a flor pelos espinhos.
Ainda crês que terminaremos sozinhos.
E o amor é não mais que uma mentira.

Façamos um trato esta noite...
prometo te convencer na quietude
que o amor ideal é ao desfolhar dos dias
a felicidade nublando nosso ódio
e ter consigo sempre esta virtude.

As Gajas


Colada na conversa do lado, entre dois homens…no avião não tem como não ouvir…
Diziam eles:
Há cada vez mais gajas por todo o lado, já reparaste?
Nem me digas nada. Até o meu chefe vai ser agora substituído por uma gaja.

"As gajas, são mulheres que vêm com uma deficiência genética.
Em crianças preferem correr e andar de bicicleta, a brincar aos tachinhos, desprezam as bonecas e adoram os animais. São as chamadas Maria-rapaz!
Na adolescência preferem as calças às saias, e em vez de se limitarem à ginástica física, metem-se a fazer ginástica mental, coisa tão feia para uma mulher fazer, que é pensar, com princípio, meio e fim. Ainda se pensassem em silêncio, mas não.
As Gajas têm a mania de pensar alto e bom som. Em vez de se exibirem através da beleza e dos trapos, rivalizam com os homens no espectáculo da mente. Querem afirmar-se, como se fossem homens, coitadinhas , sem perceberem que para se afirmarem têm de se tornar agressivas. "

A mulher que é mulher, deve ser doce, serena, compassiva, uma pomba de paz piando fininho em qualquer circunstância (aprendi isto no Ribatejo, na cidade de Santarém).
As Gajas, pelo contrário, têm a mania de bater com a mão na mesa e interrogar., recusando confundir a Paz com conveniências mansas.

A agravante disto tudo é quando algumas Gajas acumulam beleza de morrer e esperteza de fugir a sete pés. As feias ou gordas ainda as podem diminuir. Mesmo que não as mate, sempre acaba por moer e fragilizar. E Gaja moída é Gaja amolecida!
O que estraga tudo é a inveja que as ditas Gajas têm umas das outras.
Aqui é que elas jogam contra si próprias.

As feias têm inveja das bonitas, contaminadas pela televisão, revistas e afins. Mulher que não tiver ar de 25 anos e de viver do ar, não é mulher. Toda a gente sabe que as gajas são más umas com as outras, basta espicaçá-las, e enquanto as gajas se entretêm a demarcar-se umas das outras, os homens mandam como sempre.

Um político pode ter duplo queixo, barriga de cerveja e olhos de sapo que ninguém o desconsidera por isso. Mas quando se trata de uma mulher na política, nenhum pormenor físico é deixado ao acaso (lembro-me do caso da Manuela Ferreira Leite).
As Gajas podem esfolar-se a trabalhar, mas nunca serão vítimas.
Não, as gajas não fazem chantagem emocional.
Podem chorar de desilusão, noites a fio, mas homem nenhum as ouvirá dizer que se atiram da janela se eles as deixarem.
É isso que as torna tão irritantes.
Ou fascinantes…para os poucos que já vão sendo capazes de entrar no admirável mundo novo delas.

Nesse mundo das GAJAS!
Porque no Mundo das Fadinhas, já é bem diferente...

How To Say I Love You.



sometime in autumn 2008, i locked myself in my room for a couple of hours and attempted to write a script about how most of my friends only keep in touch with each other over the internet, how people are often kept at arms length.

on the surface, 'how to say i love you' looks like a sweet story, a "meet cute", but it's intended to be more of a statement on how -unfortunately- we often keep people at a distance instead of really connecting with each other. i just feel like people are so quick to post their phone number, their address and everything about them on the internet, and talk to complete strangers in chat rooms, but if somebody said "hello" to them in the street, they'd probably close up, and think said person was odd.

the whole shift in how we prioritize communication just completely baffles me.

anyway, one day this was featured on youtube and it all blew up. i'm glad that you guys seem to like it so much. cheers!

- hayley stuart.
(writer, co-director.)


Written by Hayley Stuart
Directed by Hayley Stuart & Francesca Sophia
Cinematography by Francesca Sophia

segunda-feira, 18 de abril de 2011

As palavras de um soldado Americano - must watch




Parece que (dizem os relatos) este soldado morreu 2 dias depois deste discurso, e que a autópsia indicou como causa de morte um "ataque cardíaco".

compreende-se por quê... ele falou do Coração, e "eles" tiveram um ataque...

como dizia em 1940 (!!!!) o filósofo John Dewey, "a mais séria ameaça à democracia (...) existe (...) nas nossas próprias instituições"... e "o nosso campo de batalha está aqui, em nós próprios e nas nossas próprias instituições".

Amén a um Ser Consciente que acontece(u) ser Soldado.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Venda da Alma e Venda do Corpo



"Não só as mulheres que casam sem amor, mas apenas por conveniência; não só as esposas que continuam a comer o pão daquele que já não amam e enganam; não só as mulheres se prostituem. É prostituto o escritor que coloca a pena ao serviço das ideias em que não crê; o advogado que defende causas que reconhece injustas; quem finge a adesão aos mitos e interesses dos poderosos para obter recompensas materiais e morais; o actor e o bobo que se expõem diante dos idiotas pagantes para arrecadar aplausos e dinheiro; o poeta que abre aos estranhos os segredos da sua alma, amores e melancolias, para obter em compensação um pouco de fama, de dinheiro ou de compaixão; e, acima de tudo, é prostituto o político, o demagogo, o tribuno que todos devem acariciar, seduzir, a todos promete favores e felicidade e a todos se entrega por amor à popularidade - justamente chamado homem público, quase irmão de toda a mulher pública."

(...)

in "Relatório Sobre os Homens"
Giovanni Papini 
1881 - 1956

O que é o Contrato Natural?


"Que é o contrato natural?
É o reconhecimento do ser humano de que ele está inserido na natureza, de quem tudo recebe, que deve comportar-se como filho e filha da Mãe Terra, restituindo-lhe cuidado e protecção para que ela continue a fazer o que desde sempre faz: dar-nos vida e os meios da vida.
O contrato natural, como todos os contratos, supõe a reciprocidade.
A natureza nos dá tudo o que precisamos e nós, em contrapartida, a respeitamos e reconhecemos seu direito de existir e lhe preservamos a integridade e a vitalidade.
Ou restabelecemos a reciprocidade entre natureza e ser humano e rearticulamos o contrato social com o natural ou então aceitamos o risco de sermos expulsos e eliminados por Gaia.
Confio no aprendizado a partir do sofrimento e do uso do pouco bom senso que ainda nos resta."

Leonard Boff


A pessoa certa é...




"Quando existem duas pessoas em crescimento simultâneo, muitas vezes surgem brechas, porque as pessoas não conseguem manter o mesmo andamento; cada pessoa tem o seu próprio ritmo, cada pessoa tem o seu padrão único de crescimento.
Mas se você ama, pode esperar um pouco mais atéque o outro chegue e, então, mão na mão, pode mover-se para a frente."

Osho
in, Amor Liberdade e Solidão

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Jump Street 21



Jump Street 21 
(Série de TV)

1987-1990 
Directed by Stephen J. Cannell e Patrick Hasburgh

Johnny Depp : Officer Tom Hanson

21 Jump Street é sobre um grupo de menores de idade que vão como policias à paisana para escolas de ensino médio, para apanhar jovens criminosos antes que eles se tornem mais velhos, os criminosos mais perigosos.
Um drama hit na época.

Oswaldo Montenegro- Eu não existo sem você.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

SOUSA DA PONTE




Esta tinha de vir para aqui, para a minha Caixinha dos Segredos!!!!
Ouvi isto, em K7, há mais de vinte anos, e nunca mais encontrei.
Que saudades que tenho do Porto!!!!

Deliciem-se!!!!

terça-feira, 12 de abril de 2011

A terra inteira tem sede de vida verdadeira


"Fora deste tempo, tudo está já inscrito, tudo vibra na Consciência da Unidade perfeita. Mas no tempo, no tempo desta humanidade, há uma urgência, verdadeiramente. Nada está garantido à partida. Não te percas nem na ideia de catástrofes que alguns espalham e geram medo e imobilizam o teu movimento, nem na noção de que tudo isso é ilusão, e portanto sem importância, sem que haja necessidade de agir.


Neste tempo, há uma batalha, e isso é realmente importante. Uma batalha terrível, violenta, em que se chocam no inconsciente colectivo das ideias forças-opostas. Uma batalha no plano das energias, de que as guerras e desarmonias no plano físico não são mais do que vagos sintomas, como salpicos.


A pressão aumenta com o borbulhar da era nova e com o aproximar da verdade messiânica. A Terra inteira tem sede de vida verdadeira. E a alma dos homens aspiram perdidamente por ela porque ela sofre há muito de grande dispersão. As almas estão cansadas de experimentar a morte a cada segundo da encarnação. É urgente agir para responder ao chamamento. Ouve esse grito, Cavaleiro, e encontra a motivação para avançar. (…)


Para responder à sede do mundo, tu precisas de toda a motivação do mundo. Esquece os teus ou deixa de acreditar nos teus limites, esquece que tu não és senão um homem entre os homens. Encontra o objecto do teu amor na imensidão da Luz, na Luz no tempo e no espaço, na Luz que quer vencer, que é força de vida: A terra e a humanidade estão em grande perigo. Nada está ganho à partida, e o momento decisivo aproxima-se. E é essencial, Cavaleiro, absolutamente essencial, que tu ultrapasses este obstáculo.


Não só para ti mas por todos os teus irmãos, pela terra que sofre, pela tua bem-amada das profundezas, e também pelos teus irmãos de luz, as Inteligências de amor que ligaram o seu destino ao vosso: Por Deus ele próprio, cujo grande corpo quer reunificar-se."

Rencontres Avec la Splendeur Marie Elia

A feminilidade Radical



"A MULHER NÃO PRECISA DE SE TRANSCENDER COMO O HOMEM PRECISA.
COMPLETA-SE NELA PRÓPRIA." 

Agustina Bessa L.uís


O nascimento místico, parto na dor dum outro nome e sexo impreciso, e em que o sangue toma uma importância rítmica, culminando a imitação da paixão, é nada menos do que a união consumada que só a mulher conhece. A feminilidade radical é uma ferida de amor, amor completo e permanente é atmosfera, onde o homem não se encontra à vontade. Um pouco decepcionado pelo que há de repetitivo na adoração feminina, que é um desejo angustiado, ele trata de ignorar pela censura e pela psicanálise, o seu pequeno papel no ferimento de amor que é a mística feminina.”

IN “A MONJA DE LISBOA”
Agustina Bessa Luís


NÓS MULHERES: "Somos uma só identidade em múltiplas formas de conhecer o vasto mundo e os seus milagres [...] Somos como irmãs que se desvelam a honrar a mãe-Terra, eterna não diremos, mas preparada por nossas mãos a empreender o voo, um dia, para outro lugar no espaço".

AGUSTINA BESSA-LUÍS



Publicidade


"A forma a mais simples de amplificador económico é um instrumento chamado publicidade.

Se uma publicidade televisiva se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos de idade, então, em razão da sugestibilidade, ela terá, com uma verdadeira probabilidade uma resposta ou uma reacção tão desprovida de sentido critico como aquelas pessoas com idade de 12 anos."

Isto é obtido com:
1 - descomprometendo suas mentes e espíritos ; sabotando suas atividades mentais; Provendo programas educativos de baixa qualidade em matemáticas, lógica, desenho de sistema e economia, e desmotivando a criatividade.

(Mais a lavagem cerebral que a TV opera todos os dias.)

2 - Comprometendo as suas emoções, aumentando o seu egocentrismo e o seu gosto pelas actividades emocionais e físicas :

a) - multiplicando as suas afrontas e ataques emocionais (estupro mental e emocional), através da torrente constante de sexo, violência e guerras na mídia - especialmente a TV e os jornais.

b) - dando-lhes o que eles desejam - em excesso - "junk food" para o espírito, e privando-os do que realmente precisam.

HOLOS GAIA

‎"Barulho não prova nada. Uma galinha bota um ovo e cacareja como se estivesse botado um asteróide." -Mark Twain

"A propaganda é um factor económico valioso porque ela é o meio mais barato de se vender bens, especialmente se os bens não valem nada."
- Sinclair Lewis (1885 - 1951)

‎"A filosofia por trás de muita propaganda é baseada na velha observação de que todo homem é na realidade dois homens — o homem que ele é e o homem que ele quer ser." - William Feather

‎"Small is beautiful", E. F. Schumacher, ou "KISS - Keep is Simple, Stupid", Kelly Johnson, engenheiro chefe da Lockheed Skunk Works . Quer queiramos quer não, a publicidade já faz parte da cultura moderna, sem que com isso seja obrigatório estupidificar o público alvo, ou seja, nós todos. A 1ª frase que citei, veio por oposição ao "Big is Better", aquando da introdução do Mini ou do Carocha (já não me lembro qual deles foi) nos EUA. O acrónimo Kiss, não tem muito a ver com este tema, pelo menos directamente, mas apeteceu-me citá-lo, porquanto a publicidade é tanto mais eficaz quanto menos rebuscada for.
OK, confesso, sou fã de publicidade e há anúncios muito bons, não necessariamente estupidificantes... foi o caso do slogan "small is beautiful", um dos melhores de sempre...

..............Há seres que acendem o fogo da Alma





"Eu acredito em ti, porque acredito em mim, porque é ardente o meu coração, tanto como o teu. Porque te amo, e sempre te amei pois somos um só coração, que arde no Fogo Sagrado do Espírito Porque reverencio o teu Ser, desde a mais pequena partícula à maior, pois se é Sagrada na mais alta, porque haveria de ser diferente na mais baixa.
És Sagrada, és Ardente, és Amada  por todos os que por ti passam.

A mente engana-te, mas também ela não te pertence, mas o teu coração pertence-te e nele sois ardente do Amor que existe em ti.
A mente só sabe possuir, quer possuir de todas a formas.
O coração na mente cardíaca quer te libertar, só quer a Alma Livre, só quer Amar e ser Amado e para isso sabe que só libertando-se.
Só esvaziando-se de tudo o que o enche, pode fluir como um rio, pode permitir que o Espírito flua através dele, e Amar simplesmente.

Calaram corações Ardentes durante séculos.
E muitas vezes a libertação deles, estava em apenas pronunciar uma única vez : AMO-TE...
Pois é a hora de todos os Corações falarem o que tanto anseiam ouvir: AMO-TE...
Sei que para algumas consciências, isto ainda é uma Utopia, mas também está na hora, de aceitarem que nem todos os Seres de facto têm esse principio do Amor (significa que não foram gerados por esse principio: Amor).
Outros ainda que são Puro Amor, ambos estão certos, pois o Amor tudo abarca.

Tantos corações que tocamos, tanta força que tem o nosso coração, que na verdade só um coração, apaixonado poderia defender com tanta força o que sente, a sua verdade.
Isso é Amor Ardente.
Só por Amor, simplesmente.

Para quê tanto intelecto, quando, para sermos Felizes só precisamos de 2 coisas: AMAR e ser AMADOS, pois nem todos sabem o que é, mas todos na verdade é unicamente o que desejam.
O intelecto, o conhecimento é um meio, mas chega a determinada altura, que até isso temos de esquecer, tudo o que sabemos ( esvaziarmos a chávena), para encontrar o AMOR verdadeiro.
É então aí, que encontramos todo o conhecimento, tudo faz sentido em qualquer Universo, e o que não faz, não tem de fazer, pois é esse mesmo o seu conhecimento.
Não são antagónicas as opiniões, apenas o Amor se expressa de diferente forma.
Nunca julguemos que não temos um coração Ardente, e não permitemos mais que nos calem.
Foi feito para Amar e gritar bem alto isso mesmo, e se for à rebeldia, nunca conheci um coração Ardente que não fosse rebelde, mesmo manso e terno, é rebelde e criança.

Porque havemos de incendiar o mundo deste amor ardente que nos toca e nos une sejam as palavras diferentes...são de fogo as palavras que brotam da verdade interior profunda em cada ser, dos que usam ser luz e sombra e dizer o que a alma sente sem medo...amo-te sim...e resisti...como resisto sempre....porque quero a totalidade do Ser na Palavra que queima e solve a mente e o ego e a ilusão da separação...

Sim, há um tempo que nos deviamos este encontro, porque é o tempo das almas sem medo de serem se darem as mãos...
...dos que Ousam ser luz e sombra..."



Ó destino...


"Portugal é um país marcado por um destino fulgurante, embora muitas vezes infeliz, um país encoberto pela incompreensão ou pelo estrangeiramento dos seus próprios filhos infiéis, o que foi notado por pensadores de outras nacionalidades, um país onde se situa no entanto um dos grandes pilares ou fundamentos da civilização humana. Est...a verdade do Portugal profundo e encoberto não é porém acessível a todos, porque a Terra e o espírito da terra são patentes na visão de curto alcance, nas ambições limitadas e na constituição cultural e psico-sociológica que dominam as nossas classes políticas e “intelectuais” de hoje."

"É no entanto do conhecimento e da compreensão ou da desocultação da sua realidade recôndita e recalcada, para além das visões sociológicas superficiais, que depende o seu futuro, o futuro de todos nós, não um futuro qualquer, em mediocridade complexa e imitativa, mas um futuro de renovada grandeza humana para a nossa pátria prometida."

ANTÓNIO QUADROS


Nausea...


"Tenho a náusea física da humanidade vulgar, que é, aliás, a única que há. E capricho, às vezes, em aprofundar essa náusea, como se pode provocar um vómito para aliviar a vontade de vomitar.
Um dos meus passeios predilectos, nas manhãs em que temo a banalidade do dia que vai seguir como quem teme a cadeia, é o de seguir lentamente pel...as ruas fora, antes da abertura das lojas e dos armazéns, e ouvir os farrapos de frases que os grupos de raparigas, de rapazes, e de uns com outras, deixam cair, como esmolas da ironia, na escola invisível da minha meditação aberta."

A intriga, a maledicência, a prosápia falada do que se não ousou fazer, o contentamento de cada pobre bicho vestido com a consciência inconsciente da própria alma, a sexualidade sem lavagem, as piadas como cócegas de macaco, a horrorosa ign...orância da inimportância do que são... Tudo isto me produz a impressão de um animal monstruoso e reles, feito no involuntário dos sonhos, das côdeas húmidas dos desejos, dos restos trincados das sensações.

in, O Livro do Desassossego
Fernando Pessoa


Portugal Hoje...


"Ah, onde estou onde passo, ou onde não estou nem passo,
A banalidade devorante das caras de toda a gente!
Ah, a angústia insuportável de gente!
O cansaço inconvertível de ver e ouvir!
(Murmúrio outrora de regatos próprios, de arvoredo meu.)
Queria vomitar o que vi, só da náusea de o ter visto,
Estômago da alma alvorotado de eu ser..."

Álvaro de Campos


"E é sempre a mesma sucessão das mesmas frases... «E então ela disse...» e o tom diz da intriga dela. «Se não foi ele, foste tu...» e a voz que responde ergue-se no protesto que já não oiço. «Disseste, sim senhor, disseste...» e a voz da costureira afirma estridentemente «Minha-mãe diz que não quer...» «Eu?» e o pasmo do rapaz que traz o lanche embrulhado em papel-manteiga não me convence, nem deve convencer a loura suja. «Se calhar era...» e o riso de três das quatro raparigas cerca do meu ouvido a obscenidade. «E então pus-me mesmo diante do gajo, e ali mesmo na cara dele - na cara dele, hein, ó Zé...» e o pobre diabo mente, pois o chefe do escritório - sei pela voz que o outro contendor era chefe do escritório que desconheço - não lhe recebeu na arena entre as secretárias o gesto de gladiador de palhinhas. «... E então eu fui fumar para a retrete...» ri o pequeno de fundilhos escuros.
Fernando Pessoa

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Maridos infiéis


Alguns, são mais do que evidentes…
Com aquele sorriso trocista, com o ar de valentão triunfal. Um vencedor.
A infidelidade é a ordem natural das coisas, e comprova que a monogamia é um mito.
A meu ver, a infidelidade tem pouco interesse, já o Infiel, esse é fascinante!
Não o infiel esporádico, por crise ou fastio. O que me fascina é o infiel profissional, em série, o que faz disso o seu modo de estar. As mulheres adoram esse tipo de homens. E, claro está, ele também as adora. Isso já é coisa de ovo e galinha, pouco importa por onde começa.
O marido infiel, tem sucesso, mal sai à rua. É assediado e sem grande esforço. As mulheres sabem que é infiel. E não fogem por causa disso, bem pelo contrário.
O homem infiel é um desafio, uma provocação, mas também uma garantia da impossibilidade, porque todo o homem infiel “ama” a sua querida mulher. As mulheres não querem ficar com o marido infiel. Sabem que continuará a ser como é. Mas gostam de experimentar, de se experimentarem e testar o casamento alheio, sempre com a margem de recuo que é o compromisso. Isso é que nunca. Um jogo, portanto!
O marido infiel, se o for com brio, é invisivelmente infiel à esposa. Para a esposa é apenas um homem cobiçado e isso faz bem à auto-estima de ambos. Ele é inofensivo, a esposa não se preocupa, é mansa, mas de uma forma ignorante, quem sabe se por vontade própria, por estratégia, por defesa.
De camisa desabotoada, colada ao peito, de lentes de contacto, nada lhe escapa. É uma máquina sexual.
Mas será sexo, tudo isto?
Com certeza que come com os olhos as mulheres atraentes. Com a serenidade de quem não o faz apenas com os olhos. Mas essa serenidade, sendo sexual, também tem os seus momentos de impaciência, de quase raiva.
O marido infiel aprecia o flirt, a sedução, mas sem a posse não são nada. Não seria sequer infiel. Não há nada de errado nisso, as pessoas são como são!
O marido infiel é simpático, normalmente o mais simpático da sala, amável, disponível, gostamos da sua companhia, é empreendedor, anfitrião, quase o imaginamos habilidoso nas tarefas domésticas. No entanto, existe nele um veneno, uma instabilidade assustadora.
Percebo o que as mulheres vêem nele…e noutros como ele…


Inês Pedrosa

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Vá com Calma


As palestras do Mestre Osho, para os discípulos e buscadores de todas as religiões do mundo, foram publicadas em mais de seiscentos volumes e traduzidas para mais de trinta línguas.

E ele diz: “Minha mensagem não é uma doutrina, nem uma filosofia. Minha mensagem é uma certa alquimia, uma ciência de transformação, de modo a que só os que estão dispostos a morrer e a nascer outra vez, passando para uma vida nova que agora não são capazes de imaginar… só essas poucas pessoas corajosas estarão prontas para ouvir, porque ouvir pode ser arriscado.
“Ouvindo, vocês deram o primeiro passo rumo ao renascimento. Portanto, não se trata de uma filosofia da qual você possa fazer um sobretudo e sair fazendo bazófias. Não se trata de uma doutrina na qual possam encontrar consolo para questões embaraçosas. Não, minha mensagem não é uma comunicação verbal. É algo muito mais arriscado. Nada mais do que morte e renascimento.”

Osho morreu no dia 19 de janeiro de 1990. Sua enorme comunidade na Índia continua a ser o maior centro espiritual do mundo, atraindo milhares de visitantes de todo o mundo, que vêm para participar de sua meditação, terapia, trabalho corporal e programas criativos, ou apenas para estar num campo budista.

Retirado do Livro “Vá com Calma” de Osho

OSHO


Uma das minhas grandes influências!!!!

When so many people are relaxing into the silences of their hearts, moving away from their minds, their past, their future, and are just remaining in the present, it creates a certain energy sphere, a certain vibe, a tidal wave that you cannot see.


But if you are here, you will certainly be affected by the energy generated by so many people's silences. You will be having flowers showered on you, which are not visible. So many people, peaceful and loving; so many people no longer interested in the past, which is no more... who are just here and now, not imagining and projecting about the future, which is not yet.


Only the present moment is the real. Past is a fiction, just a memory; future is a fiction, just an imagination. When so many people are living in the real, they create a space in which you can easily find yourself also relaxed, silent, loving.


This is the purpose of the whole gathering of seekers of the mysteries of existence. Without knowing, they are all helping each other. Without making any effort to help, their very being becomes a magnetic pull. I call this field the Buddha field, the field of awakening.

Osho

terça-feira, 5 de abril de 2011

Silêncio




"Aprenda com o silêncio a ouvir os sons interiores da sua alma, a calar-se nas discussões e assim evitar tragédias e desafectos...
Aprenda com o silêncio a aceitar algumas coisas que provocou, a ser humilde deixando o orgulho gritar lá fora, evitar reclamações vazias e sem sentido...
Aprenda com o silêncio a reparar nas coisas mais simples, valorizar o que é belo, ouvir o que faz algum sentido...
Aprenda com o silêncio que a solidão não é o pior castigo, existem companhias bem piores...
Aprenda com o silêncio que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo...
Aprenda com o silêncio que tudo tem um ciclo, como as marés que insistem em ir e voltar, os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar, como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo, complete a sua tarefa...
Aprenda com o silêncio a respeitar a sua vida, valorizar o seu dia,ver em si as qualidades que possui, equilibrar os defeitos que tem e sabe que precisa corrigir e ver aqueles que ainda não descobriu...
Aprenda com o silêncio a relaxar, mesmo no pior trânsito, na maior das cobranças, na briga mais acalorada, na discussão entre familiares...
Aprenda com o silêncio a respeitar o seu "eu", a valorizar o ser humano que você é, a respeitar o Templo que é o seu corpo, e o Santuário que é a sua vida...
Aprenda hoje com o silêncio, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que muito falar, que na natureza tudo acontece com poder e silêncio, com um silêncio poderoso, mas que por vezes, o silêncio é confundido com fraqueza, apatia ou indiferença...

Pensa-se que a pessoa portadora dessa virtude está impedida de reclamar seus direitos e deve tolerar com passividade todos os abusos.
O Sol nasce e se põe em profunda quietude; move gigantescos sistemas planetários, mas penetra suavemente pela vidraça de uma janela sem a quebrar.
Acredita-se que o silêncio não combina com o poder, pois este tem-se confundido com prepotência e violência.
Acaricia as pétalas de uma rosa sem a ferir, e beija as faces de uma criança adormecida sem a acordar; aí uma vez vamos encontrar na natureza lições preciosas a dizer-nos que o verdadeiro poder anda de mãos dadas com a quietude.
As estrelas e galáxias descrevem as suas órbitas com estupenda velocidade pelas vias inexploradas do cosmos, mas nunca deram sinal da sua presença pelo mais leve ruído.
O oxigénio, poderoso mantenedor da vida, penetra nos nossos pulmões, circula discreto pelo nosso corpo, e nem lhe notamos a presença.
A luz, a vida e o espírito, os maiores poderes do universo, actuam com a suavidade de uma aparente ausência.
Como nos domínios da natureza, o verdadeiro poder do homem não consiste em actos de violência física, quando um homem conquista o verdadeiro poder, toda a antiga violência acaba em benevolência. A violência é sinal de fraqueza, a benevolência é indício de poder.
Os grandes mestres sabem ser severos e rigorosos sem renegarem a mais perfeita quietude e benevolência. O verdadeiro poder chega sem ruído, sem alarde e sem violência.
"O êxito ou o fracasso da sua vida não depende de quanta força põe numa tentativa, mas da persistência no que fizer."
"Boa Terra em teus pés, Água o bastante em tua semente, bom Vento para o teu sopro, Fogo em teu coração e muito Amor em teu ser”.
E em respeito a Si, eu me calo, me silencio, para que você possa ouvir o seu interior que quer-lhe falar, desejar-lhe uma vida vitoriosa ."

Se eu pudesse...


"Se eu pudesse, eu te amarraria junto a mim, para que colado a mim, eu pudesse ter o prazer de te sentir e estar contigo o tempo todo, sentir seus sabores, suas emoções, sua franqueza, sua fome, sua paixão, sua dor, seu amor...

Se eu pudesse, nada mais existiria, só você e eu, um mar azul ou verde, coqueiros altos, nuvens, céu, calor e brisa suave...

Se eu pudesse me mudaria com você para algum lugar tranquilo, feliz, suave, onde o mínimo das coisas teriam tanta graça, tanta cor, tanta vibração...

Se eu pudesse, eu construiria todas as pontes para você atravessar todas as fases da sua vida sem se preocupar tanto, se chatear, se decepcionar...

Se eu pudesse, pararia o mundo no instante que nós estamos juntos, porque nosso amor é gostoso demais!

Se eu pudesse fazer tudo isso e muito mais, eu faria com gosto! Mas, o que faço por você ou melhor, o que consigo fazer é uma grande parte de todo meu respeito, amor, carinho e como sempre, para tornar alguém livre, devemos deixa-lo livre. Que nossa liberdade seja sempre saudável, em paz, cheia de respeito, reciprocidade, maturidade.

Amor, amo amar você!"

O que Somos...


"No mundo sempre existirão pessoas que vão amar-te pelo que tu és,

e outras que vão odiar-te pelo mesmo motivo,

acostuma-te a isso

com muita paz de espírito"

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Elogio ao Amor


Este texto saiu há alguns anos atrás no jornal Expresso e encerra em si mesmo a melhor definição de amor dos últimos anos…


“Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”

Miguel Esteves Cardoso 
in, Expresso